Principais lições deste artigo
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Licenças como SCD e IP são o ponto de entrada regulatório para qualquer empresa que queira operar crédito no Brasil.
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O Open Finance já conecta uma base massiva de clientes no Brasil, criando uma infraestrutura de dados sem precedentes para análise de risco.
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A jornada de crédito moderna envolve sete etapas integradas, da originação à cobrança, que podem ser orquestradas por APIs modulares.
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Erros comuns incluem subestimar prazos regulatórios e fragmentar fornecedores ao longo da jornada.
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Transforme seu negócio com a infraestrutura de crédito completa da Celcoin.
Introdução contextual
O mercado de crédito no Brasil passou por uma transformação estrutural na última década. Fintechs, varejistas, ERPs e gestoras de fundos passaram a ocupar espaços que antes eram exclusivos dos grandes bancos. Essa mudança foi viabilizada por um conjunto de inovações regulatórias, tecnológicas e de mercado de capitais que, juntas, formam a infraestrutura invisível do crédito brasileiro.
Fundadores de fintechs, heads de produto em varejistas e gestores de fundos precisam compreender essa infraestrutura para escalar operações de crédito com segurança jurídica, eficiência operacional e acesso a capital.
Definição de conceitos
BaaS (Banking as a Service): modelo pelo qual uma instituição financeira autorizada pelo Banco Central do Brasil disponibiliza sua infraestrutura regulatória e tecnológica para que empresas não financeiras ofereçam produtos bancários e de crédito com marca própria. Sob a Resolução Conjunta nº 16/2025, a instituição prestadora de BaaS retém responsabilidade regulatória integral por KYC, PLD/FT, prevenção a fraudes e gestão de riscos, mesmo quando os serviços são entregues por meio de uma empresa tomadora.
Open Finance: ecossistema regulado pelo Banco Central que permite o compartilhamento consentido de dados financeiros entre instituições. Em fevereiro de 2026, mais de 100 milhões de clientes e contas estavam conectados ao Open Finance Brasil, com 154 milhões de consentimentos ativos. O sistema processa um volume expressivo de chamadas de API semanalmente e sustenta bilhões em originação de crédito baseada em dados compartilhados.
SCD (Sociedade de Crédito Direto) e IP (Instituição de Pagamento): licenças regulatórias concedidas pelo Banco Central que habilitam empresas a operar crédito digital. SCDs são reguladas pela Resolução CMN 4.656/2018 e IPs por resoluções do Banco Central que estabelecem requisitos de capital mínimo conforme a modalidade.
FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios): veículos de securitização que permitem a gestoras de fundos adquirir carteiras de recebíveis originadas por empresas, viabilizando o funding para operações de crédito fora do balanço bancário tradicional.
Infraestrutura invisível por trás do crédito no Brasil: as 7 etapas da jornada
Com esses conceitos regulatórios e de mercado estabelecidos, é possível mapear como eles se conectam na prática. A jornada completa de crédito em plataformas modernas não bancárias segue uma sequência integrada de etapas:
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Originação e onboarding: o tomador de crédito é identificado, tem sua identidade verificada via KYC e passa por validação de dados cadastrais e transacionais, incluindo dados do Open Finance quando consentidos.
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Análise de risco e score: motores de crédito combinam dados de bureaus tradicionais com sinais alternativos, como fluxo de caixa, histórico de pagamentos via Pix e dados de Open Finance, para gerar uma decisão de crédito automatizada.
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Decisão e simulação: políticas de crédito configuradas em plataformas modulares definem limites, taxas e prazos. A plataforma gera uma proposta personalizada ao tomador em tempo real.
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Formalização jurídica: emissão digital de instrumentos como a Cédula de Crédito Bancário ou Nota Comercial, com validade jurídica garantida pela licença SCD da instituição operadora.
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Funding e cessão: a operação é financiada por capital próprio do originador, por um FIDC parceiro ou por outro veículo de investimento. Os recebíveis podem ser cedidos e registrados de forma automática.
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Gestão da carteira: monitoramento contínuo de inadimplência, alertas de risco, relatórios para investidores e controle de fluxo financeiro em conta vinculada.
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Cobrança: réguas automatizadas de cobrança, integração com canais de comunicação e gestão de acordos, encerrando o ciclo da operação.
Cada uma dessas etapas pode ser orquestrada de forma modular por meio de APIs. Empresas podem integrar apenas os componentes necessários ou adotar a jornada completa conforme sua estratégia de produto.
Orquestre toda a jornada de crédito com as APIs modulares da Celcoin.
Panorama do mercado
O mercado brasileiro de BaaS tem apresentado crescimento expressivo nos últimos anos e tende a continuar se expandindo, impulsionado pela universalização do Pix e pela maturação do Open Finance. O Brasil representa a maior parte do mercado de BaaS na América do Sul.
O país conta com mais de 2.000 fintechs ativas, que representam a maior parcela de todas as fintechs da América Latina. Esse ecossistema cria uma demanda crescente por infraestrutura de crédito modular, regulatoriamente adequada e de rápida integração.
A partir da Resolução Conjunta CMN/BCB nº 16/2025, varejistas, plataformas de e-commerce, fintechs verticais e empresas de SaaS empresarial passam a ter acesso regulado à infraestrutura bancária via APIs. Esse movimento amplia o escopo de empresas que podem oferecer crédito embutido.
Critérios de análise para escolha de infraestrutura
Ao avaliar parceiros de infraestrutura, comece pela cobertura funcional e regulatória, depois avalie a eficiência operacional e, por fim, verifique a conformidade contínua:
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Cobertura da jornada: o parceiro cobre da originação à cobrança, ou apenas etapas isoladas? Fragmentar fornecedores aumenta custos de integração e dificulta a rastreabilidade.
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Licenças disponíveis: o parceiro possui SCD e IP próprias para empresas que ainda não têm autorização do Banco Central? Essa estrutura determina se a empresa pode lançar produtos antes de obter licença própria.
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Neutralidade: o parceiro favorece alguma gestora de fundos em detrimento de outras, criando conflito de interesses? Plataformas neutras garantem acesso equitativo a melhores condições de funding.
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Velocidade de integração: APIs modulares, documentação, SDKs e sandboxes reduzem o tempo de integração. Quanto mais rápida a integração, menor o custo de engenharia e mais curto o time to market.
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Conformidade regulatória contínua: o parceiro mantém KYC, AML e relatórios atualizados conforme as normas do Banco Central? Conformidade reativa gera multas e atrasos, enquanto conformidade nativa protege a operação.
Erros comuns na adoção de infraestrutura de crédito
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Subestimar prazos regulatórios: o processo de autorização de IPs, SCDs e SEPs pelo Banco Central geralmente leva vários meses a partir do envio completo da documentação. Empresas que não planejam esse prazo atrasam o lançamento de produtos.
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Fragmentar fornecedores: usar um parceiro para originação, outro para formalização e um terceiro para cobrança cria fricção operacional, aumenta custos de integração e dificulta a rastreabilidade da carteira.
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Ignorar obrigações de PLD/FT: desde 2020 até julho de 2025, o Banco Central aplicou R$ 28,4 milhões em multas a instituições financeiras por infrações relacionadas à lavagem de dinheiro.
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Não considerar a neutralidade do parceiro: plataformas que operam com conflito de interesses entre originadores e gestoras de fundos comprometem o acesso a melhores taxas e condições de funding.
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Construir infraestrutura própria sem escala: muitos bancos globais gastam uma grande parte de seus orçamentos de TI na manutenção de sistemas legados, o que evidencia o custo de manter infraestrutura própria sem foco no negócio principal.
Variações por perfil de empresa
Fintechs e bancos digitais: precisam de um parceiro que forneça a licença SCD enquanto ainda não possuem autorização própria e que ofereça toda a esteira de crédito. Isso permite que essas empresas foquem em produto e aquisição de clientes.
Varejistas de grande porte: buscam integrar crédito embutido, como Buy Now Pay Later e crédito consignado, diretamente na jornada de compra, sem precisar construir infraestrutura financeira própria.
Gestoras de fundos e originadores: necessitam de uma plataforma neutra que conecte originadores e investidores, com registro automático de recebíveis, emissão digital de instrumentos de crédito e gestão ativa da carteira.
ERPs: podem embutir produtos de crédito para seus clientes empresariais, como antecipação de recebíveis, aproveitando os dados transacionais já disponíveis na plataforma.
Bancos sombra: o que são e qual seu papel no crédito brasileiro
O termo “bancos sombra” (shadow banks) refere-se a entidades que realizam intermediação de crédito fora do sistema bancário tradicional, sem acesso a depósitos segurados e sem supervisão prudencial equivalente à dos bancos. No Brasil, esse segmento inclui SCDs, SEPs, FIDCs, securitizadoras e gestoras de crédito privado.
O crédito privado não bancário atingiu quase USD 2 trilhões em ativos sob gestão globalmente em 2024 e projeta-se superar USD 4 trilhões até 2028, com entidades não bancárias já originando mais de 60% dos empréstimos corporativos abaixo de USD 100 milhões. No Brasil, FIDCs e securitizadoras cumprem papel análogo, viabilizando o funding para operações originadas por fintechs e correspondentes bancários.
Open Finance: como os dados transformam a análise de crédito
O Open Finance combina dados de emprego com registros financeiros para viabilizar perfilamento de risco em tempo real, fornecendo sinais de fluxo de caixa real, padrões de recebimento, comportamento de gastos por categoria, sazonalidade de renda e estabilidade de emprego que os scores tradicionais não capturam.
O Open Finance processa cerca de 4 bilhões de chamadas de API por semana, sustentando R$ 31 bilhões em originação de crédito. Essa escala permite que empresas acessem dados financeiros em tempo real para análise de risco.
A fase 4 do Open Finance brasileiro, em curso desde dezembro de 2021, inclui a portabilidade de crédito a partir de 2026, permitindo que consumidores comparem e transfiram ofertas de crédito entre instituições. Esse avanço aumenta a pressão competitiva sobre taxas e amplia o acesso ao crédito para tomadores com histórico limitado.
Riscos regulatórios: o que mudou em 2025 e 2026
O ambiente regulatório brasileiro passou por mudanças relevantes que afetam diretamente operações de crédito não bancário:
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A Resolução BCB 494/2025 eliminou a isenção prévia por porte para instituições de pagamento, o que exige que toda IP obtenha autorização prévia do Banco Central antes de operar em qualquer modalidade.
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A Resolução Conjunta BCB/CMN 16/2025 estabelece regras para arranjos de BaaS, com prazo de adaptação até 31 de dezembro de 2026.
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O modelo de BaaS white label puro é proibido pela Resolução Conjunta nº 16/2025, que exige que a instituição prestadora autorizada seja claramente identificada ao cliente final em todos os canais, contratos e instrumentos de pagamento.
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Entidades participantes do Open Finance sob a Resolução Conjunta BCB/CMN 1/2020 devem manter disponibilidade de API de pelo menos 95% medida mensalmente, com não conformidade sujeita a penalidades administrativas.
Esses riscos regulatórios tornam a escolha de um parceiro de infraestrutura com conformidade nativa, e não apenas reativa, uma decisão estratégica para qualquer empresa que opere ou pretenda operar crédito no Brasil.
A Celcoin
A Celcoin oferece uma infraestrutura tecnológica e financeira full stack para serviços de crédito, cobrindo toda a jornada, da originação à cobrança, passando por formalização, gestão de carteira e integração com gestoras de fundos. A plataforma atende originadores, correspondentes bancários, gestoras de fundos, fintechs de crédito, varejistas e ERPs, com neutralidade como princípio, sem favorecer nenhuma gestora em detrimento de outra.
Para empresas que ainda não possuem licença SCD ou IP, a Celcoin disponibiliza suas próprias licenças regulatórias, permitindo que a operação de crédito seja iniciada sem esperar o longo prazo de autorização do Banco Central. Para empresas que já possuem licença, a Celcoin entrega a infraestrutura tecnológica completa e em constante atualização regulatória.
É importante destacar: a Celcoin não oferece nenhum tipo de empréstimo para consumidores. A Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes, em um modelo B2B2C que mantém a empresa cliente como a face do relacionamento com o consumidor final.
A tabela a seguir resume as principais funcionalidades da plataforma Celcoin e os benefícios diretos que cada uma entrega para empresas que operam crédito:
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas, reduzindo custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, melhorando o tempo para geração de receita e competitividade. |
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Distribuição white label e embutida (embedded) |
Suporte a produtos financeiros com marca própria. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes, protegendo sua receita com confiança. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferecer pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, melhorando conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs garantem melhor cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Conheça a plataforma completa de crédito da Celcoin.
FAQ
O que é necessário para uma empresa não bancária oferecer crédito no Brasil?
Uma empresa não bancária que deseja oferecer crédito no Brasil precisa, em geral, de uma das seguintes estruturas: obter autorização do Banco Central como Sociedade de Crédito Direto ou Instituição de Pagamento, ou contratar uma instituição financeira autorizada que preste serviços de BaaS. No segundo caso, a empresa tomadora não precisa de licença própria, mas a instituição prestadora retém toda a responsabilidade regulatória, incluindo KYC, PLD/FT e prevenção a fraudes. O processo para obtenção de licença própria junto ao Banco Central pode levar vários meses, o que torna a via BaaS uma opção mais ágil para empresas que desejam lançar produtos de crédito com rapidez.
Como o Open Finance melhora a análise de crédito para empresas que originam crédito?
O Open Finance permite que empresas originadoras de crédito acessem, com consentimento do tomador, dados financeiros detalhados como histórico de transações, padrões de recebimento, comportamento de gastos e estabilidade de renda. Esses dados complementam ou substituem informações de bureaus tradicionais, permitindo análises de risco mais precisas, especialmente para tomadores com histórico de crédito limitado. O resultado prático é a possibilidade de ampliar a base de clientes elegíveis, personalizar ofertas e reduzir inadimplência por meio de decisões mais bem fundamentadas.
Quais tipos de produtos de crédito uma empresa pode oferecer usando a infraestrutura da Celcoin?
Por meio da solução de crédito da Celcoin, empresas podem oferecer aos seus clientes finais uma variedade de produtos, incluindo Buy Now Pay Later, crédito consignado público e privado, crédito sem garantia, crédito com garantia como o FGTS e antecipação de recebíveis. A plataforma suporta tanto o uso das licenças regulatórias da própria Celcoin quanto das licenças da empresa cliente, quando esta já possui autorização do Banco Central.
O que é neutralidade em uma plataforma de infraestrutura de crédito e por que ela importa?
Neutralidade significa que a plataforma de infraestrutura não favorece nenhuma gestora de fundos, originador ou parceiro de capital em detrimento de outros. Para gestoras de fundos, essa característica é fundamental. Uma plataforma que compete com seus próprios clientes ou direciona fluxo de originação de forma seletiva cria conflito de interesses direto. Uma plataforma neutra garante que todas as gestoras tenham acesso equitativo às oportunidades de originação, o que promove concorrência saudável e melhores condições de taxa para todos os participantes da cadeia.
Quais são os principais riscos regulatórios para empresas que operam crédito no Brasil em 2026?
Os principais riscos regulatórios em 2026 incluem operar sem autorização do Banco Central após as mudanças introduzidas pela Resolução BCB 494/2025, que eliminou isenções por porte para instituições de pagamento, não adequar arranjos de BaaS às regras da Resolução Conjunta BCB/CMN 16/2025 até o prazo de adaptação em 2026 e falhas em políticas de PLD/FT, que historicamente resultaram em penalidades aplicadas pelo Banco Central ao setor financeiro. Manter um parceiro de infraestrutura com conformidade regulatória nativa e atualização contínua é a forma mais eficiente de mitigar esses riscos.
Conclusão
A infraestrutura invisível por trás do crédito no Brasil é composta por três camadas interdependentes: regulatória, com licenças SCD, IP e BaaS, tecnológica, com APIs modulares, motores de crédito e Open Finance, e de capital, com FIDCs, securitizadoras e fundos de crédito privado. Empresas que compreendem e acessam essas três camadas de forma integrada conseguem lançar produtos de crédito com maior velocidade, menor risco regulatório e acesso sustentável a capital.
A escolha de um parceiro de infraestrutura que cubra toda a jornada, da originação à cobrança, e que mantenha neutralidade em relação a gestoras de fundos é determinante para o sucesso de longo prazo em um mercado cada vez mais competitivo e regulado.


