Última atualização: 16 de agosto de 2026
Principais lições deste artigo
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Empresas podem oferecer Pix com liquidação LBTR em tempo real por meio de participação indireta no SPI, sem necessidade de Conta PI própria no Banco Central.
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A integração exige mTLS, OAuth 2.0, webhook público e processamento idempotente para garantir segurança e conformidade regulatória.
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O status do pedido só deve ser atualizado para “pago” após a confirmação de liquidação via webhook, nunca após a leitura do QR Code.
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Validar assinatura HMAC, rejeitar eventos fora da janela de tempo e deduplicar webhooks é essencial para evitar fraudes e crédito em duplicidade.
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Usar a infraestrutura da Celcoin como participante direto homologado permite que fintechs, bancos digitais, gestoras, varejistas e ERPs lancem Pix em tempo real com mais rapidez e segurança; saiba mais.
Passo 1: entender o desafio e os pré-requisitos regulatórios
O SPI liquida cada transação Pix individualmente em tempo real, 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano. Diferentemente de sistemas que usam liquidação líquida diferida em ciclos diários, o Pix garante que o momento da confirmação pelo usuário coincide com a liquidação interbancária final, o que elimina o risco de crédito entre PSPs.
Essas regras definem os pré-requisitos técnicos para integração via participação indireta. A empresa precisa implementar:
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Autenticação mTLS com certificado de cliente emitido pelo participante direto e OAuth 2.0 com escopos definidos por operação
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Endpoints HTTPS com TLS 1.2 ou superior
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URL de webhook acessível publicamente, que responda a HTTP POST com JSON
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Capacidade de processar eventos de forma assíncrona e idempotente
O fluxo geral do Pix via SPI segue esta sequência:
Pagador → PSP pagador → SPI (BCB) → PSP recebedor → Empresa (webhook) [mTLS/OAuth] [LBTR] [confirmação] [pix.received]
Integre Pix com liquidação LBTR em tempo real usando a infraestrutura homologada da Celcoin.
Passo 2: criar a cobrança via API
A criação de uma cobrança Pix gera um QR Code estático ou dinâmico associado a um identificador único de transação. APIs modernas para Pix expõem o endpoint POST /cash-in para criação de cobrança via QR Code ou Open Finance, com autenticação JWT via POST /auth/token.
Exemplo genérico de requisição de criação de cobrança:
POST /cash-in Authorization: Bearer {access_token} X-Idempotency-Key: {uuid-v4} Content-Type: application/json { "amount": 15000, "currency": "BRL", "expiresIn": 3600, "debtor": { "name": "João Silva", "taxId": "123.456.789-00" }, "additionalInfo": "Pedido #98765" }
Fluxo ASCII da criação:
Empresa → POST /cash-in → API BaaS → Gera txid + QR Code ↓ Retorna { txid, qrCode, status: "ATIVA" }
A criação correta da cobrança define o ponto de partida do fluxo financeiro. O status do pedido interno só deve ser atualizado para “pago” após a confirmação de liquidação via webhook, nunca após a leitura do QR Code pelo pagador. Marcar pedidos como pagos antes da confirmação de liquidação gera inconsistências contábeis e risco operacional.
Passo 3: configurar e validar o webhook de confirmação
O webhook é o mecanismo que o PSP usa para notificar a empresa sobre eventos de pagamento. Endpoints de webhook para integrações Pix devem responder a HTTP POST com payloads JSON e precisam implementar processamento idempotente, porque o mesmo evento pode ser entregue mais de uma vez.
Eventos relevantes para liquidação em tempo real incluem pix.received, pix.sent, pix.qrcode.paid, pix.chargeback.requested e pix.chargeback.approved.
Exemplo de payload pix.received:
{ "event": "pix.received", "id": "evt_01HZ9K3M2P", "timestamp": "2026-08-16T14:32:00Z", "data": { "txid": "abc123def456", "amount": 15000, "status": "LIQUIDADA", "endToEndId": "E1234567820260816143200abc123" } }
Checklist de validação do webhook:
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Verificar o cabeçalho
X-Webhook-Signatureusando HMAC-SHA256 sobre o corpo bruto da requisição, e não sobre o JSON parseado -
Usar comparação em tempo constante, como
crypto.timingSafeEqual, para evitar ataques de timing -
Retornar HTTP 200 imediatamente após a verificação da assinatura e enfileirar o processamento de forma assíncrona
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Validar o payload contra schema JSON estrito e rejeitar campos desconhecidos
Passo 4: confirmar a liquidação no SPI (LBTR)
Existe uma distinção técnica entre confirmação no nível do PSP e liquidação final no SPI. A confirmação do PSP indica que o pagamento foi aceito e processado internamente. A liquidação LBTR no SPI significa que os fundos foram transferidos em dinheiro de banco central, com finalidade irrevogável.
No Pix, o momento da confirmação pelo usuário coincide com a liquidação interbancária final via SPI, o que elimina o risco de crédito interbancário presente em sistemas de liquidação diferida. O webhook com status: "LIQUIDADA" e o campo endToEndId preenchido é a evidência técnica de que a liquidação no SPI ocorreu.
Fluxo de confirmação de liquidação:
SPI (BCB) → Liquida LBTR → PSP recebedor (o banking da Celcoin) ↓ POST webhook → Empresa { status: "LIQUIDADA", endToEndId: "E..." } ↓ Empresa credita conta do usuário final
O crédito ao usuário final deve ocorrer somente após a recepção e validação do webhook com status de liquidação confirmada. Esse controle garante que nenhum valor seja creditado antes da finalização no SPI.
Garanta liquidação final no SPI com a participação direta da Celcoin no Banco Central.
Passo 5: implementar idempotência e controles de segurança
APIs modernas para Pix suportam idempotência por meio do cabeçalho X-Idempotency-Key em operações de escrita. A implementação correta exige alguns cuidados.
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Deduplicar eventos de webhook armazenando o
event_iddo provedor com TTL de 86.400 segundos em Redis ou banco de dados e rejeitar duplicatas antes de aplicar efeitos colaterais -
Configurar mTLS no endpoint de webhook, com verificação do certificado de cliente do provedor
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Criptografar payloads sensíveis em repouso com AES-256 em filas de retry e logs de auditoria
Erros comuns e boas práticas
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Webhook não validado: processar eventos sem verificar a assinatura HMAC expõe a integração a spoofing de eventos de pagamento, permitindo que atacantes forjem notificações falsas de liquidação. Para prevenir esse risco, sempre valide o cabeçalho
X-Webhook-Signaturesobre o corpo bruto antes de processar qualquer evento. -
Marcação prematura de pedidos como pagos: atualizar o status do pedido na leitura do QR Code, e não na confirmação de liquidação, gera inconsistências contábeis e risco operacional.
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Ausência de idempotência: o banking da Celcoin realiza tentativas de entrega de webhook, e sem deduplicação o mesmo pagamento pode ser creditado mais de uma vez.
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Processamento síncrono no handler do webhook: operações lentas no handler causam timeout no provedor e reentregas desnecessárias. A prática recomendada é retornar HTTP 200 imediatamente e processar o evento em fila assíncrona.
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Ausência de controle de estado: webhooks podem chegar fora de ordem, e uma máquina de estados com transições explícitas evita que um evento tardio sobrescreva um estado terminal.
Infraestrutura da Celcoin para integração Pix via BaaS
A infraestrutura da Celcoin como participante direto no Pix oferece recursos técnicos e regulatórios que reduzem o tempo de integração e o risco operacional para empresas que usam Banking as a Service.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e esforço de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos e melhoram o tempo para geração de receita. |
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Distribuição white-label e embutida (embedded) |
Suporte a produtos financeiros com marca própria. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes e protege a receita. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferecer pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas e melhoram conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs ampliam cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
A Celcoin não oferece nenhum tipo de empréstimo para consumidores. A Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes.
Critérios de sucesso e validação
Uma integração Pix via participação indireta é considerada estável quando atende a critérios de disponibilidade, segurança e aderência regulatória.
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Disponibilidade: conformidade com os requisitos operacionais do regulamento do Pix.
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Tempo de implementação: integrações via BaaS com documentação completa, SDKs e sandbox podem ser concluídas em poucas semanas.
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Aderência regulatória: conformidade com a Resolução BCB nº 1/2020, com as obrigações de PLD/FT da Resolução BCB 44/2021 e com a LGPD.
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Segurança: mTLS ativo, rotação de segredos implementada, deduplicação de eventos operacional e logs de auditoria com hash do corpo do webhook.
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Zero duplo crédito: nenhum evento de liquidação processado mais de uma vez, com verificação por meio da contagem de
event_idúnicos no Redis.
Próximos passos
Com a integração Pix via SPI estabilizada, a empresa pode expandir a oferta de serviços financeiros e automatizar processos internos.
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Open Finance: APIs modernas já suportam o objeto
openFinanceem transações de cash-in, o que habilita iniciação de pagamento com consentimento do usuário e personalização de ofertas com dados financeiros consentidos. -
Automação de reconciliação: pipelines que comparam cobranças locais com os relatórios do PSP e sinalizam discrepâncias de tipo
missing_in_localouamount_mismatchpara investigação imediata. -
Novas modalidades Pix: o Banco Central prevê para 2026 o lançamento de cobrança híbrida, pagamento de duplicata e split tributário dentro do ecossistema Pix, o que exigirá atualização dos fluxos de webhook e reconciliação.
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Governança de relatórios regulatórios: automação de DIMP, CADOCs e CCS para participantes indiretos que evoluem para participação direta ou obtêm licença IP própria.
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FAQ
Como validar o webhook de liquidação Pix?
A validação do webhook de liquidação Pix envolve três camadas. Primeiro, é necessário verificar o cabeçalho X-Webhook-Signature calculando um HMAC-SHA256 sobre o corpo bruto da requisição, usando o segredo compartilhado com o PSP, e comparar o resultado com função de tempo constante para evitar ataques de timing. Segundo, é preciso verificar o timestamp do evento e rejeitar qualquer mensagem cujo campo de data e hora esteja fora de uma janela de 5 minutos em relação ao horário do servidor, o que bloqueia replay attacks. Terceiro, a aplicação deve retornar HTTP 200 imediatamente após a verificação da assinatura e enfileirar o processamento de forma assíncrona para evitar timeout no provedor. O segredo de assinatura deve ficar em um gerenciador dedicado, como AWS Secrets Manager ou HashiCorp Vault, com rotação periódica e janela de validade sobreposta para não interromper entregas em andamento.
Qual a diferença entre confirmação PSP e liquidação SPI LBTR?
A confirmação no nível do PSP indica que o pagamento foi aceito, validado e processado internamente pelo provedor de serviços de pagamento. A liquidação LBTR, liquidação bruta em tempo real, no SPI é a transferência efetiva de fundos em dinheiro de banco central entre as reservas dos PSPs participantes, com finalidade irrevogável. No Pix, essas duas etapas ocorrem de forma praticamente simultânea, porque o SPI liquida cada transação individualmente em tempo real, de modo que a confirmação do usuário coincide com a liquidação interbancária final. A evidência técnica da liquidação SPI é o campo endToEndId preenchido no payload do webhook com status: "LIQUIDADA". Somente após receber e validar esse evento a empresa deve creditar o usuário final ou liberar o pedido.
É possível operar Pix sem Conta PI própria?
Sim. Como explicado anteriormente, a participação indireta permite acesso ao SPI por meio de um participante direto. O participante direto assume obrigações operacionais perante o Banco Central, enquanto a empresa parceira mantém obrigações contratuais bilaterais e deve cumprir normas de PLD/FT. Esse modelo é adequado para fintechs, ERPs e varejistas que desejam lançar Pix com liquidação em tempo real sem o custo e a complexidade de obter licença IP própria.
Quais obrigações do Banco Central se aplicam à participação indireta?
Na participação indireta, as obrigações operacionais diretas perante o Banco Central, como manutenção da Conta PI e reporte ao SPI, recaem sobre o participante direto. A empresa parceira assume obrigações contratuais negociadas bilateralmente com o participante direto e deve cumprir as normas de prevenção à lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo estabelecidas na Resolução BCB 44/2021 e na Lei 9.613/1998, incluindo obrigações de registro, comunicação ao COAF e controles em tempo real. A alocação contratual de responsabilidade por fraudes entre participante direto e indireto é o ponto mais crítico dessa relação e precisa estar detalhada no contrato bilateral. Empresas que evoluem para participação direta ou obtêm licença IP própria passam a assumir integralmente as obrigações regulatórias, incluindo relatórios como DIMP, CADOCs e CCS.


