Última atualização: 9 de agosto de 2026
Principais lições deste artigo
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Bancos digitais com licença compartilhada permitem que empresas sem autorização própria ofereçam serviços financeiros via BaaS, conectando a licença de uma IP à operação da fintech por APIs modulares.
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O modelo BaaS divide responsabilidades entre a instituição licenciada, que cuida de regulação, KYC e relatórios, e a empresa parceira, que foca em produto, experiência do cliente e atendimento de primeira linha.
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Operar sem licença própria reduz custos iniciais e prazos regulatórios, mas exige gestão ativa de riscos de compliance, fraude e segregação patrimonial.
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Escolher um parceiro BaaS que também ofereça Core Banking permite migrar para licença própria no futuro sem trocar de infraestrutura ou perder dados.
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Com a Celcoin, sua empresa tem um único parceiro para toda a jornada regulatória, do BaaS à licença própria, com APIs modulares, compliance e suporte especializado. Conheça a infraestrutura completa da Celcoin.
Passo 1 – Definição e funcionamento do modelo BaaS no Brasil
O modelo BaaS no Brasil opera em três camadas interdependentes. A camada regulatória fica sob responsabilidade da instituição detentora da licença, que responde perante o Banco Central por toda a operação. A camada tecnológica reúne APIs, Core Banking, KYC, liquidação e relatórios regulatórios que conectam as partes. A camada operacional é executada pela empresa parceira, que define produtos, experiência do cliente e estratégia comercial sob a própria marca.
Em 2025, o Banco Central do Brasil reforçou as exigências de individualização de contas e proibiu estruturas de conta-bolsão, em que recursos de clientes distintos ficam misturados sem segregação patrimonial. As operações BaaS reguladas exigem contas individualizadas por cliente final, o que evidencia o nível de complexidade regulatória que empresas sem licença própria precisam considerar.
Passo 2 – Desafio operacional e regulatório enfrentado por empresas sem licença própria
Fintechs, ERPs e varejistas que desejam oferecer serviços financeiros sem licença própria enfrentam três obstáculos que se reforçam mutuamente. Primeiro, a complexidade regulatória: obter uma licença de IP junto ao Banco Central exige estrutura de governança, políticas de compliance e prazos de análise extensos. Essa complexidade aumenta o custo de desenvolvimento, pois construir infraestrutura bancária do zero demanda equipes especializadas, integrações com o SPB e manutenção contínua de sistemas regulatórios. Esses dois fatores reduzem a velocidade de entrada no mercado, e sem um parceiro BaaS o tempo para lançar o primeiro produto financeiro pode comprometer a estratégia competitiva da empresa.
O modelo de licença compartilhada reduz esses três pontos ao transferir a responsabilidade regulatória para a instituição parceira. A empresa passa a concentrar esforços em produto e experiência do cliente, enquanto utiliza a infraestrutura regulatória e tecnológica já pronta.
Passo 3 – Matriz de responsabilidades legais
A divisão de responsabilidades em um arranjo BaaS com licença compartilhada segue a estrutura abaixo. A tabela a seguir mostra quem responde por cada aspecto da operação, da licença regulatória ao atendimento ao cliente, o que ajuda a identificar onde sua empresa precisa investir recursos e onde pode contar com a infraestrutura do parceiro.
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Responsabilidade |
Instituição licenciada (BaaS) |
Empresa parceira (fintech/ERP/varejista) |
Cliente final |
|---|---|---|---|
|
Licença regulatória perante o Banco Central |
Sim |
Não |
Não |
|
KYC e onboarding regulatório |
Sim (infraestrutura) |
Sim (execução e coleta) |
Fornece dados |
|
Prevenção à lavagem de dinheiro (AML) |
Sim |
Compartilhada |
Não |
|
Relatórios regulatórios (CCS, CADOCs, DIMP) |
Sim |
Não |
Não |
|
Experiência do produto e interface |
Não |
Sim |
Consome |
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Atendimento ao cliente final |
Suporte técnico |
Sim (linha de frente) |
Recebe atendimento |
|
Segregação patrimonial das contas |
Sim |
Não |
Beneficiário |
Passo 4 – Custos e divisão de receita típica do modelo BaaS
O modelo de precificação mais comum no BaaS brasileiro combina uma taxa mensal fixa com custos variáveis por transação. Pix, TED, boletos, cartões e saques têm tarifas distintas, e as transações via Pix costumam ser as mais baratas de processar.
Plataformas BaaS white-label também adotam faixas de mensalidade escalonadas que aumentam conforme o volume de usuários ativos ou transações supera limites predefinidos. Em modelos de revenue share, o provedor recebe um percentual da receita gerada pelos produtos financeiros, como tarifas, spreads de crédito e rendimento de float, o que alinha os custos ao desempenho do negócio do parceiro.
Taxas de setup variam de valores simbólicos em implantações padronizadas a investimentos mais altos em projetos com front-end customizado ou integrações complexas com ERP e CRM. Custos adicionais podem incluir emissão de cartões físicos e virtuais, tarifas de bandeira e eventuais fees de uso da licença da IP parceira.
A Celcoin não oferece nenhum tipo de empréstimo para consumidores. A Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes.
Passo 5 – Riscos operacionais, de fraude e compliance
Operar sob licença compartilhada expõe a empresa parceira a riscos que precisam de gestão ativa. Os principais riscos são o risco regulatório indireto, a fraude em onboarding, falhas de segregação patrimonial, dependência tecnológica e exposição a estornos e chargebacks.
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Risco regulatório indireto: falhas de compliance da instituição licenciada podem impactar toda a operação do parceiro.
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Fraude em onboarding: processos de KYC mal implementados abrem brechas para abertura de contas fraudulentas e lavagem de dinheiro.
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Falhas de segregação patrimonial: estruturas de conta-bolsão são irregulares e sujeitas a sanções do Banco Central.
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Dependência tecnológica: indisponibilidade da infraestrutura do parceiro BaaS afeta diretamente o cliente final da empresa.
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Exposição a estornos e chargebacks: sem controles antifraude robustos, transações indevidas geram perdas financeiras e risco reputacional.
Os controles recomendados formam camadas de defesa que se complementam. O monitoramento transacional baseado em IA identifica padrões anômalos em tempo real. A autenticação multifator reduz o risco de acesso não autorizado mesmo quando há vazamento de credenciais. Políticas de AML documentadas criam processos auditáveis de prevenção à lavagem de dinheiro. Auditorias periódicas do parceiro BaaS verificam se esses controles funcionam como previsto. SLAs contratuais de disponibilidade protegem a operação contra indisponibilidade prolongada da infraestrutura.
Passo 6 – Exigências de transparência ao cliente final
O Banco Central exige transparência com o cliente final quando uma empresa oferece serviços financeiros operando sob licença de terceiros. As obrigações de disclosure incluem informar quem é a instituição licenciada responsável, como os recursos ficam segregados e quais são os canais de atendimento.
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Identificação clara da instituição licenciada responsável pela operação financeira.
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Informação sobre a segregação dos recursos do cliente em conta individualizada.
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Canais de atendimento e ouvidoria acessíveis, em linha com as normas do Banco Central.
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Comunicação transparente sobre tarifas, limites e condições dos produtos financeiros oferecidos.
O descumprimento dessas obrigações pode gerar sanções administrativas tanto para a instituição licenciada quanto para a empresa parceira.
Passo 7 – Caminho de migração de BaaS para licença própria mantendo a mesma infraestrutura
A migração de um modelo BaaS para licença própria pode ocorrer sem troca de infraestrutura tecnológica quando o parceiro BaaS oferece também um Core Banking compatível. Esse processo segue etapas claras, que vão do diagnóstico inicial à ativação dos relatórios regulatórios sob o CNPJ da nova instituição autorizada.
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Diagnóstico e planejamento: avaliação do volume transacional, da estrutura societária e dos requisitos de capital mínimo exigidos pelo Banco Central para a categoria de licença desejada, como IP modalidade emissora ou credenciadora.
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Adequação societária e de governança: constituição ou adaptação da pessoa jurídica, nomeação de diretores responsáveis e elaboração de políticas internas de compliance, AML e gestão de riscos.
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Protocolo do pedido ao Banco Central: submissão da documentação no sistema do Banco Central, com prazo de análise que varia conforme a complexidade e a modalidade solicitada.
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Integração da licença própria ao Core Banking: após a autorização, a empresa integra sua licença à infraestrutura tecnológica já em uso, mantendo contas, histórico transacional e integrações com o SPB sem interrupção operacional.
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Ativação dos relatórios regulatórios próprios: CCS, CADOCs, DIMP e demais obrigações acessórias passam a ser reportados sob o CNPJ da instituição autorizada.
Quando a infraestrutura BaaS e o Core Banking pertencem ao mesmo provedor, a migração elimina riscos de descontinuidade e retrabalho de integração.
Passo 8 – Infraestrutura da Celcoin para toda a jornada
A Celcoin exemplifica esse modelo de provedor único. A empresa opera com portfólio completo de licenças e tecnologia proprietária, cobrindo desde o início da operação sob licença compartilhada até a gestão do Core Banking com licença própria. A plataforma media mais de R$ 30 bilhões em transações por mês e atende mais de 6 mil clientes, incluindo fintechs, bancos digitais, ERPs e varejistas.
A tabela abaixo mapeia cada funcionalidade da plataforma ao benefício comercial direto que ela gera para sua operação. Esse mapeamento ajuda a identificar quais capacidades contribuem para reduzir custos, acelerar receita ou mitigar riscos.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, melhorando o tempo para geração de receita e competitividade. |
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Distribuição white-label e embutida (embedded) |
Suporte a produtos financeiros com marca própria. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes, protegendo sua receita. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferecer pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, com impacto em conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs ampliam cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Veja como a Celcoin suporta sua operação com APIs modulares e compliance integrado.
Passo 9 – Erros comuns, pontos de atenção e boas práticas
Operações BaaS com licença compartilhada repetem alguns erros que podem ser evitados com planejamento. Os pontos mais críticos envolvem segregação de recursos, transparência com o cliente, qualidade do KYC, escolha de infraestrutura e definição de SLAs.
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Operar com conta-bolsão: misturar recursos de clientes distintos sem segregação é irregular e sujeito a sanções do Banco Central.
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Ignorar obrigações de disclosure: não informar o cliente final sobre a instituição licenciada responsável viola normas do Banco Central.
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Subestimar o KYC: processos de onboarding superficiais aumentam a exposição a fraudes e ao risco de AML.
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Escolher infraestrutura sem caminho de migração: trocar de provedor ao obter licença própria gera retrabalho, custo e risco operacional.
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Não mapear SLAs de disponibilidade: ausência de garantias contratuais de uptime expõe o negócio a perdas em períodos de alta demanda.
A boa prática central é aplicar o princípio descrito no Passo 7: selecionar um parceiro que elimine a necessidade de trocar de infraestrutura ao obter licença própria.
Passo 10 – Critérios de sucesso e frameworks de decisão
A escolha de um parceiro de infraestrutura BaaS deve seguir critérios objetivos. Use a tabela abaixo como checklist de qualificação, em que cada indicador representa um requisito mínimo para operar com escala e segurança.
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Critério |
Indicador de qualidade |
|---|---|
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Cobertura regulatória |
Licença de IP ativa, relatórios automatizados ao Banco Central e suporte a DIMP, CCS e CADOCs |
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Tempo de implementação |
Implantação em até 90 dias para operações padrão, com módulos pré-construídos disponíveis |
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Escalabilidade |
Arquitetura em nuvem com alta disponibilidade e suporte a crescimento de base de usuários |
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Caminho de migração |
Core Banking integrado ao BaaS, sem necessidade de troca de infraestrutura ao obter licença própria |
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Suporte técnico |
Acesso direto a decisores, documentação completa, SDKs e sandboxes disponíveis |
Avalie a Celcoin usando esses critérios de decisão.
Passo 11 – Próximos passos
Empresas que desejam lançar serviços financeiros sem licença própria ou que planejam migrar para licença própria sem trocar de infraestrutura podem concentrar essa jornada em um único parceiro. Com o portfólio descrito acima, a Celcoin entrega BaaS, Core Banking, cartão white-label, Open Finance, banco liquidante e soluções regulatórias em APIs modulares, com suporte especializado e conformidade contínua com o Banco Central, a Receita Federal e a SUSEP.
Comece sua jornada regulatória com a Celcoin.
Perguntas frequentes
O que é licença compartilhada no modelo BaaS e como ela funciona na prática?
No modelo BaaS, uma empresa sem autorização regulatória própria oferece serviços financeiros utilizando a licença de uma Instituição de Pagamento parceira. Na prática, a empresa parceira acessa a infraestrutura tecnológica e regulatória do provedor BaaS por APIs, lança produtos com marca própria, como contas digitais, cartões e Pix, e o provedor responde perante o Banco Central por toda a operação. O cliente final contrata o serviço da empresa parceira, mas a responsabilidade regulatória recai sobre a instituição licenciada. Essa estrutura permite entrada mais rápida no mercado e reduz os custos iniciais de obtenção de licença própria.
Quais são as responsabilidades da fintech parceira em um arranjo BaaS com licença compartilhada?
A fintech parceira responde pela experiência do produto, pela interface com o cliente final, pelo atendimento de primeira linha e pela coleta de dados no processo de KYC. A fintech também compartilha responsabilidades de prevenção à lavagem de dinheiro, devendo implementar políticas internas compatíveis com as exigências do Banco Central. A instituição licenciada mantém a responsabilidade pela licença regulatória, pelos relatórios ao SPB e pela segregação patrimonial das contas. Contratos BaaS bem estruturados detalham essa divisão para evitar ambiguidades em auditorias regulatórias.
Quanto tempo leva para migrar do modelo BaaS para licença própria?
O prazo de migração varia conforme a modalidade de licença solicitada e a complexidade da estrutura societária da empresa. A preparação interna, que inclui adequação de governança, políticas de compliance e capital mínimo, costuma levar de três a seis meses. O processo de análise pelo Banco Central, após o protocolo do pedido, tem duração variável. Quando a empresa já opera sobre uma infraestrutura BaaS que inclui Core Banking do mesmo provedor, a integração da licença própria à plataforma existente ocorre de forma mais rápida, pois dispensa reintegração de sistemas, migração de dados e reconfiguração de relatórios regulatórios.
É possível oferecer produtos de crédito operando sob licença compartilhada?
Oferecer produtos de crédito sob licença compartilhada é possível, desde que a estrutura regulatória do parceiro BaaS e as modalidades autorizadas pela licença da instituição parceira permitam essa atuação. Como mencionado anteriormente, a Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para oferta de crédito, não empréstimos diretos ao consumidor. A oferta de crédito por meio de infraestrutura BaaS exige que a instituição licenciada tenha as autorizações adequadas e que a empresa parceira cumpra as obrigações de disclosure e as políticas de concessão definidas contratualmente.
Como o Open Finance se integra ao modelo BaaS com licença compartilhada?
O Open Finance permite que empresas que operam sob licença compartilhada acessem e transmitam dados financeiros dos clientes com consentimento, dentro do modelo regulatório do Banco Central. Na prática, essa integração viabiliza onboarding simplificado, verificação de renda automatizada, KYC mais preciso e personalização de ofertas com base em dados reais e atualizados. Provedores BaaS que oferecem infraestrutura de Open Finance integrada permitem que a empresa parceira use esses dados diretamente nos fluxos de decisão, sem necessidade de integrações adicionais com terceiros, o que reduz custos operacionais e aumenta a conversão de clientes.

