Última atualização: 14 de agosto de 2026
Principais lições deste artigo
-
Embedded finance permite que fintechs e varejistas ofereçam contas, pagamentos, crédito e seguros diretamente em suas plataformas sem construir infraestrutura regulatória própria.
-
Consolidar fornecedores em um único parceiro reduz custos operacionais, elimina conflitos de SLA e acelera o lançamento de produtos financeiros.
-
Fintechs conseguem reduzir o go-to-market de meses para 2 a 4 semanas e escalar sem reconstruir a infraestrutura ao migrar do BaaS para o Core Banking.
-
Grandes varejistas aumentam conversão, ticket médio e criam novas fontes de receita ao integrar serviços financeiros no checkout, mantendo o controle dos dados do cliente.
-
Para implementar embedded finance com agilidade e compliance total, explore a plataforma BaaS e Core Banking da Celcoin.
O problema: fragmentação de fornecedores e lentidão no lançamento
Depender de múltiplos fornecedores de infraestrutura financeira aumenta custos operacionais, gera SLAs conflitantes e torna os ciclos de lançamento mais lentos. Cada integração adicional eleva o risco técnico e regulatório, enquanto o time de produto passa a gerenciar contratos em vez de desenvolver experiências para o cliente final.
Construir infraestrutura bancária do zero no Brasil exige mais de 12 meses de desenvolvimento, além de aprovação regulatória, o que inviabiliza o crescimento acelerado que fintechs e varejistas precisam para competir em 2026. Diante dessa barreira de tempo, a saída prática é consolidar em um único parceiro que entregue BaaS, Core Banking, compliance e pagamentos em uma plataforma integrada.
Benefícios específicos para fintechs
Para fintechs em fase de crescimento, a consolidação de infraestrutura se traduz em vantagens competitivas diretas. Fintechs que operam sobre infraestrutura integrada reduzem o custo de aquisição de clientes ao eliminar fricção no onboarding e automatizar KYC. Com APIs modulares e módulos pré-construídos, o tempo de go-to-market para produtos como contas digitais e Pix cai para 2 a 4 semanas, em vez de meses em arquiteturas fragmentadas.
Ter escalabilidade também muda de patamar. Em vez de reconstruir a infraestrutura ao obter licença própria, a fintech migra do BaaS para o Core Banking mantendo a mesma base tecnológica. Essa continuidade preserva o histórico operacional, reduz riscos de migração e libera a equipe para focar em produto e crescimento.
Além da infraestrutura de contas e pagamentos, a Celcoin oferece emissão de crédito integrada à mesma plataforma, o que permite que fintechs ampliem o portfólio de produtos sem adicionar novos fornecedores.
Benefícios específicos para grandes varejistas
Enquanto fintechs priorizam velocidade de lançamento, grandes varejistas precisam converter tráfego existente em receita financeira. Cerca de 70% dos carrinhos de e-commerce são abandonados, e a fricção no pagamento é um dos principais fatores. Ao integrar serviços financeiros diretamente na jornada de compra, varejistas reduzem esse ponto de perda e aumentam o ticket médio. Quando opções de crédito são oferecidas no momento da compra, clientes tendem a adquirir mais itens por pedido e escolher opções de maior valor.
O embedded finance também cria novas fontes de monetização. As principais são juros e tarifas sobre crédito estendido, revenue-share com parceiros financeiros e cross-selling de produtos como seguros e antecipação de recebíveis. A fidelização aumenta quando o varejista mantém a propriedade dos dados do cliente em vez de transferi-la a um provedor externo.
Essa questão de propriedade de dados é especialmente crítica no contexto de BNPL. Cerca de 66% dos maiores varejistas on-line do Brasil oferecem BNPL no checkout, mas muitos perdem o relacionamento com o cliente ao depender de provedores externos. Com infraestrutura própria de embedded finance, o varejista mantém o controle da experiência e dos dados.
Desafios regulatórios do Bacen, Receita Federal e SUSEP e como superá-los
Operar serviços financeiros no Brasil exige cumprir regras de múltiplas entidades regulatórias. O Banco Central do Brasil e o Conselho Monetário Nacional publicaram a Resolução Conjunta nº 16 em novembro de 2025, que define obrigações de governança, gestão de risco e compliance para provedores de BaaS, com prazo de adequação até 31 de dezembro de 2026.
A lista de obrigações que uma empresa regulada ou não regulada precisa gerenciar inclui relatórios a três entidades principais, Banco Central, Receita Federal e SUSEP, cada uma com exigências próprias de periodicidade e formato:
-
Relatórios ao Banco Central: CCS, CADOCs, COSIF, DIMP e DES-IF
-
Obrigações fiscais à Receita Federal: SCR, PR e obrigações acessórias contábeis
-
Conformidade com SUSEP para produtos de seguro e Open Insurance
-
KYC e AML contínuos para prevenção de fraude e lavagem de dinheiro
-
Aderência à LGPD no tratamento de dados financeiros dos usuários
-
Conexão direta à RSFN e ao Sistema de Pagamentos Brasileiro, SPB
A Celcoin automatiza esses relatórios e os envia diretamente às autoridades competentes, o que reduz o risco de erros manuais e libera a equipe interna para focar em crescimento.
Papel do Open Finance e Pix na aceleração do embedded finance em 2026
Além da conformidade regulatória, dois fatores de infraestrutura aceleram a adoção de embedded finance no Brasil: a escala do Pix e a maturidade do Open Finance. O Pix registrou elevado número de usuários e alto volume de transações. O lançamento do Pix Automático em junho de 2025 adicionou funcionalidade de débito recorrente, aprofundando as experiências de pagamento embarcado em aplicativos de consumidores e PMEs.
Complementando a infraestrutura de pagamentos instantâneos do Pix, o Open Finance registrou elevado número de autorizações ativas, conectando milhões de contas. Esse volume de dados consentidos viabiliza decisões de crédito em tempo real, onboarding simplificado e ofertas personalizadas baseadas em comportamento financeiro real, e não apenas em histórico de crédito tradicional.
O mercado de Banking as a Service na América do Sul deve expandir de USD 0,4 bilhão em 2025 para USD 1,5 bilhão em 2031, impulsionado justamente pela escala do Pix e do Open Finance.
Passos de implementação e prazos reais
Usar um provedor de BaaS maduro reduz de forma significativa o tempo de construção de produtos financeiros em comparação com o desenvolvimento do zero. A diferença de velocidade aparece com clareza na comparação abaixo.
|
Produto |
Prazo via BaaS |
Prazo construindo do zero |
|---|---|---|
|
Conta digital + Pix |
12 a 36 meses |
|
|
Cartão pré-pago |
4 a 12 semanas |
Similar ao prazo de construção de infraestrutura própria acima |
|
Crédito, seguros e investimentos |
3 a 6 meses |
Similar ao prazo de construção de infraestrutura própria acima |
Construir infraestrutura própria tende a exigir de 12 a 36 meses independentemente do produto, por causa dos requisitos regulatórios e de desenvolvimento de base.
O checklist de implementação com a Celcoin organiza esse processo em etapas claras:
-
Definição do escopo de produtos e do modelo regulatório, BaaS ou Core Banking com licença própria
-
Integração via APIs modulares com suporte de documentação, SDKs e sandbox
-
Configuração de KYC, AML, fluxos de onboarding e parâmetros de risco
-
Ativação de relatórios regulatórios automatizados e rotinas de conciliação
-
Homologação e testes em ambiente de produção
-
Go-live e monitoramento contínuo com suporte especializado
Para iniciar esse processo com menor esforço técnico, comece sua integração com APIs modulares e suporte especializado da Celcoin.
Critérios para escolha de parceiro
Escolher um parceiro de infraestrutura financeira deve resolver os pontos de fricção de fragmentação, lentidão e risco regulatório. Ao avaliar um fornecedor, priorize critérios que atacam diretamente esses problemas.
-
Cobertura regulatória: o parceiro detém licença de IP e opera como participante direto no Pix e no Open Finance?
-
Jornada completa: a plataforma suporta tanto BaaS para empresas sem licença quanto Core Banking para empresas reguladas, sem troca de infraestrutura?
-
Automação de compliance: relatórios ao Bacen, Receita Federal e SUSEP são gerados e enviados automaticamente?
-
Velocidade de integração: existem APIs bem documentadas, sandbox e SDKs que reduzem o tempo de desenvolvimento?
-
Escalabilidade: a arquitetura suporta crescimento de volume sem degradação de performance ou necessidade de reconstrução?
-
Suporte especializado: há acesso direto a decisores técnicos e estratégicos em caso de incidentes?
A Celcoin atende a esses critérios com um portfólio completo de licenças, tecnologia proprietária baseada em microsserviços e mais de R$ 30 bilhões em transações mediadas mensalmente, atendendo mais de 6 mil clientes entre fintechs, bancos digitais, ERPs e varejistas.
BaaS versus licença própria (Core Banking)
A escolha entre BaaS e Core Banking depende do estágio regulatório da empresa. Use a comparação abaixo para identificar qual modelo se encaixa melhor na situação atual.
|
Critério |
BaaS (licença do parceiro) |
Core Banking (licença própria) |
|---|---|---|
|
Licença regulatória |
Do provedor, por exemplo, IP da Celcoin |
Da própria empresa, integrada ao Core Banking |
|
Tempo de lançamento |
Semanas para produtos básicos, em linha com os prazos da tabela de implementação |
Operação já existente, foco em eficiência e escala |
|
Perfil ideal |
Empresas sem licença própria que querem lançar serviços financeiros rapidamente |
IPs e IFs que buscam infraestrutura moderna sem reconstruir do zero |
|
Compliance |
Gerenciado pelo provedor, com responsabilidade compartilhada em KYC e comunicação |
Relatórios automatizados pela Celcoin, com a empresa mantendo controle total da licença |
Independentemente do modelo escolhido, a plataforma da Celcoin oferece um conjunto de funcionalidades que acelera a implementação e reduz custos operacionais.
|
Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
|---|---|
|
APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
|
Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandbox reduzem ciclos de integração e esforço de engenharia. |
|
Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos e antecipam geração de receita. |
|
Distribuição white-label e embutida |
Suporte a produtos financeiros com marca própria, mantendo a experiência sob controle da empresa. |
|
Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços estáveis mesmo em altos volumes. |
|
Cobertura de pagamentos e crédito |
Oferta de pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
|
Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, com melhor conversão e retenção. |
|
Compliance integrado |
KYC, AML e relatórios regulatórios integrados reduzem risco regulatório e encurtam ciclos de vendas. |
|
Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento com IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
|
Ecossistema de parceiros |
Parcerias com bancos, redes e fintechs ampliam cobertura e aceleram a entrada no mercado. |
Perguntas frequentes
O que diferencia o BaaS do Core Banking da Celcoin?
O BaaS da Celcoin permite que empresas sem licença própria operem serviços financeiros utilizando a licença de Instituição de Pagamento da Celcoin. O Core Banking representa a evolução natural para empresas que já possuem licença própria e integram essa licença à infraestrutura da Celcoin, mantendo a mesma base tecnológica. Esse modelo traz eficiência operacional, relatórios regulatórios automatizados e escalabilidade sem reconstrução. A principal vantagem é manter o mesmo parceiro ao crescer.
Quanto tempo leva para uma fintech ou varejista lançar produtos financeiros com a Celcoin?
O prazo varia conforme a complexidade do produto. Contas digitais com Pix podem entrar em produção em uma a quatro semanas. Cartões e produtos mais complexos levam de quatro a doze semanas. Produtos como crédito, seguros e investimentos podem demandar de três a seis meses, incluindo compliance, KYC, testes e homologação. Alguns clientes da Celcoin implementam a solução do zero em cerca de uma semana, enquanto outros, com estruturas mais complexas, levam até três meses.
Como a Celcoin garante conformidade com Bacen, Receita Federal e SUSEP?
A Celcoin automatiza a geração e o envio de relatórios regulatórios obrigatórios, incluindo CCS, CADOCs, COSIF, DIMP, DES-IF, SCR e PR. A conexão ocorre diretamente com a Rede do Sistema Financeiro Nacional e o Sistema de Pagamentos Brasileiro. Para obrigações fiscais, a solução cobre exigências da Receita Federal e de Secretarias de Fazenda, incluindo São Paulo. Para o setor de seguros, a infraestrutura de Open Insurance segue as resoluções da SUSEP.
Um varejista ou ERP precisa obter licença do Banco Central para usar a solução da Celcoin?
Não. Empresas sem licença própria operam sob a licença de Instituição de Pagamento da Celcoin no modelo BaaS. Esse arranjo elimina a necessidade de obter autorização do Banco Central antes de lançar produtos financeiros, o que reduz de forma relevante o tempo e o custo de entrada no mercado. Quando a empresa decide obter licença própria, a migração para o Core Banking ocorre sem troca de infraestrutura.
O embedded finance no Brasil está sujeito a novas regulamentações em 2026?
Sim. O Banco Central e o Conselho Monetário Nacional publicaram a Resolução Conjunta nº 16 em novembro de 2025, que estabelece obrigações de governança, gestão de risco e compliance para provedores de BaaS, com prazo de adequação até 31 de dezembro de 2026. A Celcoin já opera em conformidade com essas exigências e garante que seus clientes permaneçam adequados às normas vigentes.
Conclusão
O embedded finance no Brasil em 2026 passou a funcionar como infraestrutura competitiva. O mercado de bancos digitais no país atingiu USD 2,5 bilhões em 2025, com canais de Open Finance e embedded finance crescendo mais rápido do que portais bancários convencionais. Fintechs e varejistas que mantêm infraestrutura fragmentada perdem tempo, receita e posição competitiva.
A Celcoin endereça esse cenário com uma plataforma full stack que cobre toda a jornada, do BaaS para empresas sem licença até o Core Banking para instituições reguladas, incluindo Pix, Open Finance, cartões white-label, compliance automatizado e suporte especializado. Um único parceiro concentra as etapas críticas da operação financeira, com escala comprovada por milhares de clientes e dezenas de bilhões em transações mensais.
Consolide sua infraestrutura financeira com a plataforma completa da Celcoin.

