BaaS: benefícios para empresas e consumidores no Brasil

O que é Banking as a Service no Brasil? Veja os benefícios

Última atualização: 15 de julho de 2026

Principais lições deste artigo

  • Banking as a Service permite que empresas não financeiras ofereçam serviços bancários via APIs de instituições reguladas pelo Banco Central, mantendo a responsabilidade regulatória com o provedor.

  • O mercado brasileiro de Banking as a Service deve dobrar até 2032, impulsionado pelo Pix, pelo Open Finance e pela Resolução Conjunta nº 16/2025, que estabelece regras claras e prazo de adequação até 31/12/2026.

  • Empresas podem lançar contas, cartões, Pix e crédito em semanas, reduzindo custos e tempo em comparação à obtenção de licença própria, com compliance, KYC e liquidação geridos pelo provedor.

  • A evolução para Core Banking oferece infraestrutura completa que suporta migração para licença própria sem troca de plataforma, com relatórios regulatórios automatizados e integração ao SPB e à RSFN.

  • Conheça a solução completa da Celcoin para fintechs, bancos digitais, varejistas e ERPs: explore a plataforma da Celcoin.

Contexto de mercado

O mercado brasileiro de Banking as a Service foi avaliado em aproximadamente US$ 870 milhões em 2025, com projeção de alcançar US$ 1,78 bilhão até 2032, segundo a MarkNtel Advisors. O Brasil é o maior mercado de Banking as a Service na América do Sul, impulsionado pelo alcance universal do Pix, que atingiu mais de 170 milhões de usuários e processou cerca de 7,9 bilhões de transações por mês em dezembro de 2025. A escala do Open Finance também contribui, com mais de 104 milhões de contas conectadas em abril de 2026.

O mercado de embedded finance no Brasil foi estimado em US$ 14,16 bilhões em 2025, com projeções superiores a US$ 18 bilhões, segundo a Research and Markets. Esse ambiente cria espaço para que empresas de diferentes setores incorporem serviços financeiros de forma regulada e escalável.

Evolução da categoria

O Banking as a Service surgiu como uma camada de acesso a licenças bancárias via API. Com a maturidade do ecossistema, a categoria evoluiu para o Core Banking, que é uma infraestrutura completa para empresas sem licença própria e para instituições já reguladas que buscam eficiência operacional, automação de compliance e escalabilidade tecnológica.

Essa evolução permite iniciar a operação usando a licença do provedor e, no momento em que a empresa obtém licença própria, manter a mesma base tecnológica. A continuidade de plataforma reduz risco de migração, evita retrabalho e preserva investimentos em produto e integração.

Como funciona o Banking as a Service no Brasil

No modelo regulado pelo Banco Central, uma instituição autorizada disponibiliza sua infraestrutura e suas licenças a empresas parceiras via APIs. A Resolução Conjunta nº 16/2025, publicada em 28 de novembro de 2025 pelo Banco Central do Brasil e pelo Conselho Monetário Nacional, estabeleceu o primeiro marco regulatório específico para o Banking as a Service no país.

Essa norma define três papéis: instituição prestadora de serviços de Banking as a Service, entidade tomadora de serviços de Banking as a Service e cliente. Os serviços autorizados incluem abertura e manutenção de contas de depósito, pagamento pré e pós-pago, credenciamento e operações de crédito. A responsabilidade regulatória perante o Banco Central é indivisível e recai integralmente sobre a instituição provedora, mesmo quando a empresa parceira opera a interface com o cliente final.

Exemplos de Banking as a Service

Os casos de uso do Banking as a Service no Brasil abrangem diferentes perfis de empresa.

  • Fintechs e bancos digitais: lançam contas digitais, cartões pré e pós-pagos, Pix e TED sob marca própria sem construir infraestrutura regulatória do zero, concentrando esforços em produto e experiência do cliente.

  • Varejistas de grande porte: integram contas digitais com cashback, cartões com bandeira própria e programas de fidelidade diretamente no aplicativo, transformando compras pontuais em relacionamentos recorrentes.

  • ERPs: embarcam pagamentos, contas corporativas, cartões e conciliação automática em suas plataformas de gestão, aumentando a receita por cliente e reduzindo o churn.

  • Marketplaces: oferecem contas para vendedores com split automático de pagamentos, Pix e antecipação de recebíveis, criando novas receitas sobre o GMV.

Vantagens do Banking as a Service para varejistas

Para varejistas, o Banking as a Service reduz o tempo de lançamento de produtos financeiros de 12 a 24 meses, prazo típico para construção interna, para semanas ou poucos meses. Essa redução de prazo permite testar modelos de negócio com menor risco e ajustar a oferta com base em dados reais.

  • Eliminação dos custos de obtenção de licença própria, que envolvem pelo menos R$ 1 milhão em capital realizado e 12 a 18 meses de processo no Banco Central.

  • Geração de novas receitas por meio de tarifas de transação, uso de cartão e produtos de crédito embarcados. A Celcoin não oferece nenhum tipo de empréstimo para consumidores. A Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes.

  • Aumento da fidelização, já que contas digitais e cartões com marca própria criam pontos de contato além do momento de compra.

  • Redução de complexidade operacional, com KYC, AML, liquidação e relatórios regulatórios geridos pelo provedor de Banking as a Service.

  • Uso de dados transacionais e de Open Finance para ofertas personalizadas e campanhas mais assertivas.

Esses benefícios se traduzem em impacto financeiro mensurável. Plataformas SaaS que embarcam finanças via Banking as a Service podem aumentar o ARPU em 2 a 5 vezes em comparação com ofertas puramente de software, e varejistas podem capturar ganhos semelhantes ao transformar sua base de clientes em usuários de serviços financeiros.

Regulamentação do Banking as a Service pelo Bacen

A Resolução Conjunta nº 16/2025 impõe obrigações relevantes a provedores e tomadores de Banking as a Service.

  • Somente instituições autorizadas pelo Banco Central podem atuar como provedoras de Banking as a Service.

  • A entidade tomadora pode contratar serviços de Banking as a Service de apenas uma instituição provedora.

  • A instituição provedora retém responsabilidade integral por gestão de riscos, KYC, PLD/FT e comunicação direta com o Banco Central.

  • A instituição provedora deve ser claramente identificada em todos os canais, contratos e instrumentos de pagamento do cliente final, conforme o Art. 14.

  • O prazo para adequação plena é 31 de dezembro de 2026.

Um risco específico tratado pela norma é o das contas-bolsão, que são estruturas em que recursos de múltiplos clientes finais são agregados em uma única conta no nome da empresa contratante, sem individualização. Essa prática é expressamente proibida pela Resolução Conjunta nº 16/2025, que exige identificação individual e aplicação de KYC a cada cliente final pelo provedor licenciado.

O descumprimento pode resultar em advertências, multas, inabilitação de administradores e revogação da autorização de funcionamento. As Resoluções BCB 494–497/2025, publicadas em setembro de 2025, também exigem autorização prévia do Banco Central para todas as instituições de pagamento que operam em Banking as a Service, eliminando isenções anteriores baseadas em porte.

Banking as a Service vs Core Banking

O Banking as a Service tradicional permite que empresas sem licença operem serviços financeiros usando a licença de um provedor. O Core Banking é a evolução dessa categoria e oferece infraestrutura bancária completa para empresas sem licença própria e para instituições já reguladas.

A diferença prática está na profundidade da solução. O Core Banking inclui gestão de ledger, cabine de tesouraria, relatórios regulatórios automatizados, como CCS, CADOCs, COSIF, DIMP e BacenJud, integração direta ao SPB e à RSFN e suporte à migração para licença própria sem troca de infraestrutura. A decisão de migrar do Banking as a Service para o Core Banking com licença própria ocorre quando o volume transacional e a estratégia de negócio justificam o investimento regulatório. Uma plataforma full-stack permite que essa transição ocorra sem reconstrução tecnológica.

Estrutura da solução e principais módulos

A Celcoin opera com um portfólio completo de licenças e tecnologia proprietária, cobrindo toda a jornada de empresas que desejam oferecer serviços financeiros, do Banking as a Service ao Core Banking, passando por cartões white-label, Open Finance, Open Insurance, banco liquidante e soluções regulatórias automatizadas. A tabela a seguir mostra como cada componente da plataforma se traduz em vantagens operacionais e financeiras para sua empresa.

Funcionalidade da Celcoin

Benefício para sua empresa

APIs modulares

Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento.

Experiência e suporte ao desenvolvedor

Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia.

Capacidade de lançamento rápido

Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, melhorando o tempo para geração de receita e a competitividade.

Distribuição white-label e embutida

Suporte a produtos financeiros com marca própria.

Escalabilidade com confiabilidade

Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem, que mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes e protege sua receita.

Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito

Oferta de pagamentos e emissão de crédito que aumenta conversão, ARPU e fidelização, conforme explicado anteriormente sobre a infraestrutura da Celcoin.

Acesso a dados e personalização

Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, com melhora de conversão e retenção.

Compliance e conformidade como princípio

KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas.

Prevenção de fraude e controles de risco

Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória.

Força do ecossistema de parceiros da Celcoin

Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs garantem melhor cobertura, mais recursos e maior velocidade de entrada no mercado.

Veja como a Celcoin integra essas funcionalidades na sua operação.

Modelo tecnológico

A infraestrutura da Celcoin é nativa em API, construída sobre microsserviços e operada em nuvem com alta disponibilidade. As APIs para Pix, TED, boleto, cartões e Open Finance seguem padrões REST, com documentação completa, SDKs e ambientes de sandbox que reduzem os ciclos de integração.

Essa arquitetura se conecta diretamente ao Sistema de Pagamentos Brasileiro e à Rede do Sistema Financeiro Nacional, o que garante liquidação em tempo real e envio automatizado de relatórios regulatórios ao Banco Central. Esse modelo reduz esforço interno de tecnologia e de compliance.

Público-alvo e casos de uso

A Celcoin atende empresas reguladas e não reguladas de diferentes portes, como fintechs em estágio inicial, bancos digitais consolidados, varejistas de grande porte, ERPs e marketplaces. A plataforma intermedia mais de R$ 30 bilhões em transações mensalmente e atende mais de 6 mil clientes.

Entre os casos de uso estão contas vinculadas para pessoas físicas e jurídicas, Pix, transferência P2P, remuneração de saldo, TED, saques e depósitos, pagamentos de contas, recargas, Open Finance, cartão pré e pós-pago e DDA. Essa variedade permite que cada empresa combine módulos conforme sua estratégia.

Integração e migração

Empresas que iniciam no modelo de Banking as a Service, operando sob a licença da Celcoin, podem migrar para o Core Banking com licença própria sem trocar de infraestrutura tecnológica. Essa continuidade reduz risco de interrupção e simplifica o planejamento de longo prazo.

O processo conta com uma equipe dedicada. Alguns clientes concluem a implementação ou migração em uma semana, enquanto estruturas mais complexas levam até três meses. Essa abordagem preserva os investimentos já realizados em integração, compliance e produto.

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Segurança e conformidade

A Celcoin gerencia KYC, AML, LGPD e relatórios regulatórios automatizados, incluindo CCS, CADOCs, COSIF, DIMP, obrigações tributárias e BacenJud, com conexão direta ao Banco Central, à Receita Federal e à SUSEP. Essa gestão centralizada reduz o esforço interno das empresas.

O monitoramento antifraude é baseado em IA, com autenticação robusta que reduz estornos e exposição regulatória. Para empresas que operam via Open Finance, a solução inclui widget de jornada alinhado ao Guia UX do Banco Central e gestão de consentimentos em conformidade com a LGPD.

Evidências e validação

O Brasil lidera o mercado de Banking as a Service na América do Sul, segundo a Mordor Intelligence. As projeções de crescimento mencionadas anteriormente são confirmadas por múltiplas análises, e a Mordor Intelligence projeta que o mercado sul-americano alcançará US$ 1,5 bilhão até 2031, com CAGR de 23,7% entre 2026 e 2031.

Fintechs respondem por 43,4% da demanda de usuários finais no segmento. O embedded finance software é o segmento de crescimento mais rápido, com CAGR projetado de 24,8% até 2031. O número de pessoas jurídicas conectadas ao Open Finance no Brasil cresceu 146% nos 12 meses anteriores a abril de 2026, segundo dados do mercado, o que reforça o potencial de uso corporativo dessas soluções.

Considerações práticas

O modelo de remuneração da Celcoin é centrado em transações, sem custo de setup elevado que crie barreiras de entrada. Esse modelo permite iniciar projetos com menor investimento inicial e escalar custos conforme o volume cresce.

O prazo de implementação varia conforme a complexidade da estrutura existente. Integrações simples podem entrar em produção em uma semana, enquanto migrações de sistemas legados complexos levam até três meses. Com o prazo de adequação se aproximando, em 31/12/2026, empresas que ainda operam com contas-bolsão ou arranjos informais de Banking as a Service devem iniciar o processo de regularização imediatamente para evitar sanções administrativas.

FAQ

O que é Banking as a Service no Brasil e como ele é regulado?

Banking as a Service é o modelo pelo qual empresas não financeiras acessam infraestrutura bancária regulada via APIs de instituições autorizadas pelo Banco Central, oferecendo serviços como contas digitais, Pix, cartões e operações de crédito sob marca própria. No Brasil, o marco regulatório específico é a Resolução Conjunta nº 16/2025, publicada em novembro de 2025 pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional.

Essa norma define os papéis de provedor e tomador de Banking as a Service, os serviços autorizados, as obrigações de KYC e PLD/FT e proíbe as contas-bolsão. O prazo de adequação plena é 31 de dezembro de 2026.

O que são contas-bolsão e por que são proibidas?

Contas-bolsão são estruturas em que recursos de múltiplos clientes finais são agregados em uma única conta no nome da empresa contratante, sem individualização dos saldos. Esse modelo mistura o patrimônio dos clientes com o da empresa, cria riscos de lavagem de dinheiro e impede o Banco Central de rastrear os titulares reais das transações.

A Resolução Conjunta nº 16/2025 proíbe expressamente esse modelo e exige que cada cliente final seja identificado individualmente pelo provedor licenciado. Empresas que ainda operam com contas-bolsão têm até 31 de dezembro de 2026 para se adequar, sob risco de sanções administrativas.

Qual a diferença entre Banking as a Service e Core Banking?

O Banking as a Service tradicional permite que empresas sem licença própria operem serviços financeiros usando a licença de um provedor autorizado. O Core Banking é a evolução dessa categoria e oferece infraestrutura bancária completa para empresas sem licença e para instituições já reguladas.

O Core Banking inclui gestão de ledger, cabine de tesouraria, relatórios regulatórios automatizados, integração direta ao Sistema de Pagamentos Brasileiro e suporte à migração para licença própria sem troca de plataforma. A Celcoin oferece ambos os modelos em uma única infraestrutura, o que permite evoluir do Banking as a Service ao Core Banking mantendo a mesma base tecnológica.

Quais obrigações regulatórias a Celcoin ajuda a cumprir?

A Celcoin gerencia automaticamente as principais obrigações regulatórias exigidas pelo Banco Central, pela Receita Federal e pela SUSEP. Essa gestão inclui relatórios como CCS, CADOCs, COSIF, DIMP, obrigações tributárias e BacenJud, além de KYC, AML, PLD/FT e conformidade com a LGPD.

Para empresas que operam via Open Finance, a solução inclui gestão de consentimentos e widget de jornada alinhado ao Guia UX do Banco Central. Empresas reguladas integram suas próprias licenças à infraestrutura da Celcoin e mantêm esses relatórios geridos de forma automatizada.

É possível migrar de outra solução para a Celcoin sem interromper a operação?

É possível migrar de outra solução para a Celcoin sem interromper a operação. A Celcoin possui equipe dedicada para suporte técnico e estratégico durante todo o processo de migração.

O prazo varia conforme a complexidade da estrutura existente. Integrações simples podem entrar em produção em uma semana, enquanto migrações de sistemas legados mais complexos levam até três meses. O modelo full-stack da Celcoin garante que empresas que iniciam no Banking as a Service e posteriormente obtêm licença própria não precisem trocar de infraestrutura.

Conclusão

Banking as a Service no Brasil, regulado pela Resolução Conjunta nº 16/2025, é hoje uma das formas mais eficientes para empresas lançarem ou escalarem serviços financeiros sem construir infraestrutura regulatória própria. O mercado cresce a taxas superiores a 20% ao ano, impulsionado pelo Pix, pelo Open Finance e por uma regulação que exige provedores licenciados e responsáveis.

A Celcoin oferece uma infraestrutura full-stack que cobre toda essa jornada, do Banking as a Service ao Core Banking, com migração para licença própria sem troca de plataforma, compliance automatizado, APIs modulares e suporte especializado. Comece a operar serviços financeiros regulados com a infraestrutura completa da Celcoin.