Fornecedores de CaaS: 10 critérios para avaliar na sua RFP

Fornecedores de CaaS: 10 critérios para avaliar na sua RFP

Principais lições deste artigo

  • CaaS tecnológico e CaaS com funding são modelos distintos: o primeiro entrega APIs, motor de crédito e cobrança, o segundo inclui capital e absorção de risco. Confundir os dois encarece a contratação.

  • As licenças do Banco Central, como SCD, SEP e DTVM, definem o que cada fornecedor pode fazer na prática. Verificar a licença por trás da operação funciona como filtro eliminatório antes de qualquer negociação.

  • Uma RFP bem estruturada avalia dez critérios: regulação, funding, motor de crédito, API, white-label, cobrança, dados, compliance, economia e SLA. Cada perfil de empresa pondera esses critérios de forma diferente.

  • Empresas que precisam acessar o mercado de capitais devem verificar se o fornecedor possui ou integra capacidade de DTVM, administração fiduciária e gestão de fundos estruturados.

  • A Celcoin cobre da originação ao funding em um único ecossistema modular: SCD própria, neutralidade em relação a gestoras de fundos e, com a aquisição da VERT Capital, capacidade de securitização, administração fiduciária e gestão de fundos estruturados.

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O que é Credit as a Service (CaaS) e o que ele não é

Credit as a Service (CaaS) é um modelo de infraestrutura B2B: empresas contratam tecnologia e estrutura regulatória para oferecer crédito aos seus próprios clientes, sem construir essa infraestrutura internamente. CaaS é uma infraestrutura B2B em que o fornecedor não empresta diretamente ao consumidor final, mas habilita empresas a oferecerem crédito aos seus próprios clientes.

CaaS se diferencia de BaaS. O BaaS é um modelo mais amplo que cobre conta digital, cartão e pagamentos usando a estrutura de uma instituição parceira, enquanto o CaaS é focado na análise, concessão e gestão de crédito. Uma empresa pode usar os dois simultaneamente. Vale distinguir CaaS de SCD: a SCD é uma licença do Banco Central, enquanto CaaS é um modelo de serviço.

O ponto mais crítico é entender que CaaS não é um produto único. CaaS representa uma decisão sobre quem assume funding, risco e regulação. Dois fornecedores podem se apresentar como “plataforma de CaaS” e entregar propostas completamente diferentes em termos de capital, risco e licença.

A Celcoin fornece a infraestrutura para que empresas ofereçam produtos de crédito a consumidores finais, como Buy Now Pay Later, crédito consignado, crédito com e sem garantia e antecipação de recebíveis.

Como o CaaS funciona na prática: da originação à cobrança

A jornada do crédito no modelo CaaS percorre etapas encadeadas. A jornada começa na originação, quando o fornecedor disponibiliza motor de score, simulação de juros e configuração de políticas de crédito. A partir daí, na formalização, o fornecedor emite o instrumento jurídico, tipicamente uma Cédula de Crédito Bancário (CCB) ou Nota Comercial, que dá validade legal à operação. Com o contrato formalizado, a gestão da carteira entra em cena para monitorar inadimplência, executar conciliação e gerar relatórios. Por fim, na cobrança, o fornecedor aciona a régua de recuperação conforme a política definida pela empresa contratante.

O funding, que é o capital que efetivamente vai para o tomador, pode vir da própria empresa contratante, de um fundo de investimento parceiro ou do próprio fornecedor de CaaS, dependendo do modelo contratado. Quem assume o risco de inadimplência varia da mesma forma. Em estruturas com cessão de crédito, os direitos creditórios gerados podem ser transferidos a investidores ou FIDCs, o que libera capital para novas concessões e conecta a operação ao mercado de capitais.

Um fornecedor de CaaS se integra a essa jornada como infraestrutura tecnológica e regulatória. O fornecedor disponibiliza APIs para cada etapa, conecta os participantes, como originador, gestor e investidor, e garante que a operação respeite os requisitos do Banco Central.

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CaaS tecnológico vs CaaS com originação e funding

O mercado de CaaS se organiza em duas camadas principais, e separar essas camadas reduz erros em processos de contratação.

No CaaS tecnológico, o fornecedor entrega APIs, motor de crédito, antifraude, formalização e cobrança. A camada contratada está voltada à tecnologia, dados e operação de análise de crédito, sem necessariamente incluir capital ou absorção de risco. A empresa contratante precisa trazer o funding de outra fonte, como capital próprio, fundo parceiro ou veículo estruturado.

No CaaS com funding e originação, o fornecedor ou um parceiro estruturado por ele coloca capital e pode assumir parte do risco de inadimplência. A carteira só cresce com funding disponível, e o funding só se converte em novos contratos de forma sustentável com sistemas e controles adequados. As duas camadas são interdependentes.

A escolha entre os dois modelos depende do apetite de risco e da disponibilidade de capital da empresa contratante. Quem já tem acesso a funding tende a contratar apenas a camada tecnológica. Quem precisa estruturar toda a operação, da tecnologia ao capital, busca um fornecedor que cubra as duas dimensões.

Veja como a Celcoin cobre da originação ao funding

Como escolher um fornecedor de CaaS: 10 critérios para sua RFP

Uma RFP bem estruturada para CaaS deve cobrir os seguintes critérios, com perguntas práticas para orientar cada avaliação:

  1. Regulação: quais licenças do Banco Central o fornecedor possui, como SCD, SEP e DTVM, e o que cada uma permite na operação? A licença é própria ou cedida por terceiro?

  2. Funding: quem coloca o capital nas operações? Quem absorve a inadimplência, o fornecedor, a empresa contratante ou o veículo de funding?

  3. Motor de crédito: o fornecedor oferece motor de score próprio, integração com bureaus externos ou suporte à política de crédito da empresa contratante?

  4. API e integração: as APIs são modulares e bem documentadas? Existe sandbox disponível? Qual o tempo médio de implementação em clientes de referência?

  5. White-label: o fornecedor suporta produtos com marca própria da empresa contratante em toda a jornada, do onboarding à cobrança?

  6. Cobrança: qual a régua de cobrança disponível? O fornecedor oferece conciliação e gestão ativa de inadimplência?

  7. Dados e Open Finance: o fornecedor acessa dados consentidos via Open Finance para personalização de ofertas e avaliação de risco?

  8. Compliance: KYC, AML e relatórios regulatórios estão integrados à plataforma? Como o fornecedor se atualiza frente a mudanças normativas do Banco Central?

  9. Economia: qual o custo por transação, a taxa de emissão de CCB e o modelo de remuneração? O modelo escala de forma previsível com o volume?

  10. SLA e escalabilidade: quais são os compromissos de disponibilidade? A plataforma suporta o volume projetado para os próximos três anos sem degradação?

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Quais licenças do Banco Central um fornecedor de CaaS precisa ter

As licenças regulatórias definem o perímetro legal de atuação de cada fornecedor. Ignorar essas licenças na RFP cria risco jurídico e operacional que pode inviabilizar a operação.

A Sociedade de Crédito Direto (SCD), regulada pela Resolução nº 4.656 do Banco Central do Brasil, concede empréstimos e financiamentos exclusivamente por plataforma eletrônica e com capital próprio. A SCD não pode captar depósitos do público. Essa licença habilita a emissão de CCB e a formalização jurídica das operações de crédito digital.

A Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP) atua como intermediária entre credores e devedores e capta recursos das partes envolvidas sem reter o risco de crédito. A SEP conecta investidores a tomadores, mas não usa capital próprio nas operações.

A Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) habilita a atuação no mercado de capitais, incluindo distribuição de títulos, administração fiduciária e operações com FIDCs, CRIs, CRAs e debêntures. Essa licença conecta a originação de crédito ao funding via mercado de capitais.

Na prática, um fornecedor com SCD pode formalizar operações com capital próprio. Um fornecedor com DTVM pode estruturar e distribuir os ativos gerados. A ausência de qualquer dessas licenças, ou a dependência de licença de terceiro não verificada, funciona como filtro eliminatório na RFP.

Veja como a Celcoin estrutura crédito com base em SCD e DTVM

Erros comuns e pontos de atenção ao contratar CaaS

Os equívocos mais frequentes em processos de contratação de CaaS seguem padrões recorrentes:

  • Confundir CaaS com empréstimo pessoal: CaaS é infraestrutura B2B. O fornecedor não empresta dinheiro ao consumidor final, ele habilita a empresa contratante a fazê-lo.

  • Assumir que todo fornecedor de CaaS oferece funding: a maioria entrega tecnologia. O capital precisa vir de outra fonte, salvo quando o modelo contratado inclui de forma explícita uma estrutura de funding.

  • Ignorar a licença do Banco Central por trás da operação: operar crédito sem a licença adequada expõe a empresa a risco regulatório grave. Verificar se a licença é própria do fornecedor ou cedida por terceiro é obrigatório.

  • Subestimar a complexidade da cobrança: a régua de cobrança e a gestão de inadimplência têm impacto direto na rentabilidade da carteira. Fornecedores que entregam apenas originação transferem esse custo e risco para a empresa contratante.

  • Deixar de verificar a neutralidade do fornecedor em relação a gestoras de fundos: um fornecedor que favorece determinadas gestoras limita o acesso a melhores taxas e condições para a empresa contratante.

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CaaS para varejo, ERP e fintech: qual faz sentido para cada caso

A escolha do modelo de CaaS varia conforme o perfil da empresa contratante e os critérios que cada perfil deve priorizar na RFP.

Fintechs não reguladas precisam de um fornecedor que disponibilize licença, como IP ou SCD, e infraestrutura completa. Os critérios prioritários são regulação, white-label e API. A fintech precisa lançar produtos formalizados sem construir estrutura regulatória própria.

Varejistas e ERPs que querem oferecer Buy Now Pay Later, crédito consignado ou antecipação de recebíveis com marca própria devem priorizar integração, como API e tempo de implementação, white-label e cobrança. A complexidade regulatória fica com o fornecedor, e a prioridade passa a ser velocidade de lançamento e experiência do cliente final.

Gestoras de fundos e originadores que buscam originação neutra, formalização e gestão de carteira devem priorizar neutralidade do fornecedor, motor de crédito, formalização, como CCB ou Nota Comercial, e integração com veículos de funding. A ausência de conflito de interesses funciona como critério eliminatório.

Empresas que precisam acessar o mercado de capitais para funding, estruturando FIDCs, securitizações ou emissões de CRIs e CRAs, devem verificar se o fornecedor possui ou integra capacidade de DTVM, administração fiduciária e gestão de fundos estruturados. A jornada precisa sair da originação e chegar ao funding.

Conecte originação e mercado de capitais com a Celcoin

A Celcoin no contexto do CaaS: da originação ao funding em um único ecossistema

A Celcoin oferece infraestrutura tecnológica e financeira full stack para toda a jornada do crédito. A operação cobre originação, com avaliação de score, simulação e políticas de crédito, formalização, com emissão de CCB via SCD própria, gestão da carteira e cobrança. A plataforma integra gestoras de fundos com base em um princípio de neutralidade. Nenhuma gestora é favorecida em detrimento de outra, o que garante acesso às melhores condições de originação e taxas para todos os participantes.

Com a aquisição da VERT Capital, anunciada em agosto de 2026, a Celcoin passou a conectar também o mercado de capitais ao seu ecossistema. A VERT, fundada há dez anos, já emitiu mais de R$ 142 bilhões em operações e administra aproximadamente R$ 97 bilhões em ativos. Sua frente de mercado de capitais cobre FIDCs, FIAGRO, FII, CRIs, CRAs e debêntures, e a empresa participou de mais de 490 operações estruturadas. Desde 2024, a VERT atua como DTVM, frente cuja aquisição pela Celcoin permanece condicionada à aprovação do Banco Central. A aquisição vem acompanhada de um investimento de R$ 500 milhões nos próximos três anos, sendo R$ 200 milhões destinados exclusivamente ao desenvolvimento de tecnologia.

Esse investimento em tecnologia se materializa em iniciativas como o cel_agents, lançado em 24 de agosto de 2026. Essa plataforma AI First reduz de meses para horas o tempo entre a decisão de desenvolver um novo produto financeiro e a criação de uma versão funcional, com ambiente gratuito de testes disponível em até cinco minutos.

A oferta é modular: cada cliente contrata apenas as partes da infraestrutura que fazem sentido para o seu negócio. A tabela abaixo resume as principais funcionalidades da plataforma e o benefício direto de cada uma para a operação de crédito da sua empresa.

Funcionalidade da Celcoin

Benefício para sua empresa

APIs modulares

Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento.

Experiência e suporte ao desenvolvedor

Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia.

Capacidade de lançamento rápido

Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, melhorando o tempo para geração de receita e competitividade.

Distribuição white-label e embutida, embedded

Suporte a produtos financeiros com marca própria.

Escalabilidade com confiabilidade

Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes, protegendo sua receita.

Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito

Oferta de pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização.

Acesso a dados e personalização

Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, com impacto em conversão e retenção.

Compliance e conformidade como princípio

KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas.

Prevenção de fraude e controles de risco

Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória.

Força do ecossistema de parceiros da Celcoin

Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs ampliam cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado.

Veja na prática a infraestrutura de crédito da Celcoin

Para ajudar na sua decisão, reunimos abaixo as dúvidas mais comuns sobre fornecedores de CaaS para crédito no Brasil.

Perguntas frequentes sobre fornecedores de CaaS para crédito no Brasil

O que é CaaS e como ele difere de um empréstimo tradicional?

CaaS é uma infraestrutura B2B que permite a empresas não financeiras oferecerem crédito com marca própria, sem construir internamente toda a operação de análise, concessão e gestão. Em um empréstimo tradicional, o banco ou financeira empresta diretamente ao consumidor final. No modelo CaaS, o fornecedor entrega tecnologia e estrutura regulatória para que a empresa contratante, como varejista, fintech, ERP ou originador, ofereça o crédito ao seu próprio cliente. O fornecedor de CaaS não tem relação direta com o tomador final.

Quais licenças do Banco Central um fornecedor de CaaS deve ter?

O conjunto de licenças depende do escopo da operação. A SCD é necessária para formalizar operações de crédito com capital próprio via plataforma eletrônica e emitir CCBs. A SEP habilita a intermediação entre credores e devedores sem retenção de risco. A DTVM é necessária para atuar no mercado de capitais, distribuir títulos e administrar fundos estruturados como FIDCs. Um fornecedor que cobre toda a jornada, da originação ao funding, precisa das três licenças ou de parceiros regulados que as detenham. Verificar se a licença é própria ou cedida por terceiro é obrigatório na RFP.

Quem assume o risco de inadimplência em uma operação de CaaS?

O responsável pelo risco de inadimplência varia conforme o modelo contratado. No CaaS puramente tecnológico, o risco de inadimplência fica com a empresa contratante ou com o veículo de funding, como um FIDC, que adquiriu os recebíveis. No CaaS com funding estruturado, o risco pode ser distribuído entre o originador, o gestor do fundo e os cotistas do veículo, conforme a estrutura da operação. Nenhum fornecedor de CaaS absorve inadimplência por padrão. Essa definição precisa aparecer de forma explícita no contrato e na estrutura de funding.

Como escolher entre CaaS tecnológico e CaaS com funding?

A escolha depende de dois fatores principais: disponibilidade de capital e apetite de risco. Empresas que já têm acesso a funding, como capital próprio, fundo parceiro ou veículo estruturado, podem contratar apenas a camada tecnológica e manter controle total sobre a carteira. Empresas que não têm estrutura de funding precisam de um fornecedor que cubra também essa dimensão, seja por meio de parceiros de gestão de fundos integrados à plataforma, seja por capacidade própria de securitização e administração fiduciária. O critério decisivo é mapear quem coloca o capital e quem absorve o risco antes de assinar qualquer contrato.

O que a aquisição da VERT Capital muda para o mercado de crédito?

A aquisição conecta, em um único ecossistema, a infraestrutura de originação, formalização e gestão de carteira da Celcoin às capacidades da VERT Capital. Na prática, uma empresa que usa a Celcoin para originar crédito pode avançar para securitização e captação no mercado de capitais sem trocar de infraestrutura. Quem chega pela VERT pode acessar as camadas de originação, banking e pagamentos. As soluções continuam modulares, cada cliente decide quais partes da infraestrutura quer utilizar e mantém liberdade para operar as demais etapas com outros parceiros.

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Conclusão: como decidir com segurança entre fornecedores de CaaS para crédito no Brasil

A decisão entre fornecedores de CaaS para crédito no Brasil se apoia em um framework de avaliação. Esse framework separa CaaS tecnológico de CaaS com funding, verifica as licenças por trás de cada operação e pondera os dez critérios da RFP conforme o perfil da empresa contratante.

Os três filtros eliminatórios são claros: a licença do Banco Central, como SCD, SEP ou DTVM, é própria do fornecedor? Quem coloca o capital e quem absorve a inadimplência está definido em contrato? O fornecedor atua de forma neutra em relação às gestoras de fundos com quem a empresa opera?

A Celcoin cobre da originação ao funding em um único ecossistema modular, com SCD própria, neutralidade comprovada, infraestrutura tecnológica AI First via cel_agents e, com a VERT Capital, capacidade de securitização, administração fiduciária e gestão de fundos estruturados. Cada cliente contrata apenas o que precisa e mantém liberdade de escolha nas demais etapas da cadeia.

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