Principais lições deste artigo
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Manter o capital mínimo exigido para obter licença própria de Iniciador de Pagamentos (ITP) continua sendo obrigatório em R$ 1 milhão, conforme normas do Banco Central.
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Atender às resoluções recentes exige reforçar compliance, governança e infraestrutura tecnológica para atuar como ITP autorizado.
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Escolher o modelo BaaS elimina a necessidade de imobilizar capital mínimo e reduz o prazo de entrada em operação de meses para dias.
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Planejar a busca por licença própria exige considerar custos totais, incluindo equipe de compliance e conexão ao Open Finance.
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Iniciar operações de pagamento com a Celcoin permite operar sem licença própria e migrar para licença própria no momento adequado; saiba mais.
O que a Resolução BCB nº 542/2025 estabelece
A Resolução BCB nº 542/2025 reforça regras operacionais e de governança para instituições de pagamento autorizadas pelo Banco Central. A norma detalha requisitos de controles internos, gestão de riscos e continuidade de negócios. Também amplia obrigações de reporte ao Banco Central e define uma estrutura organizacional mínima para instituições em operação.
Para um ITP, o impacto aparece na necessidade de manter uma área de compliance estruturada, políticas documentadas de segurança da informação e canais de atendimento ao usuário final alinhados às diretrizes do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). O capital mínimo de R$ 1.000.000,00 permanece inalterado.
O que a Resolução CMN nº 5.131/2024 estabelece?
A Resolução CMN nº 5.131/2024 atualiza regras prudenciais de capital para instituições de pagamento em geral. A norma introduz critérios de adequação de capital ponderados pelo risco operacional e de crédito para modalidades como emissores de moeda eletrônica e credenciadoras.
Para a modalidade ITP, que não realiza custódia de recursos de terceiros e não emite instrumentos de pagamento, o impacto dessas exigências prudenciais adicionais é limitado. O piso de R$ 1.000.000,00 definido pela Resolução BCB nº 80/2021 continua sendo o parâmetro vigente para autorização de novos ITPs.
Diferença entre ITP e instituição de pagamento
O Iniciador de Pagamentos é uma subcategoria de instituição de pagamento com escopo operacional mais restrito. A tabela abaixo resume as principais diferenças regulatórias.
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Critério |
ITP |
Instituição de pagamento (outras modalidades) |
|---|---|---|
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Capital mínimo |
R$ 1.000.000,00 |
R$ 1.000.000,00 a R$ 7.000.000,00, conforme modalidade |
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Custódia de recursos |
Não permitida |
Permitida, como no emissor de moeda eletrônica |
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Escopo de atuação |
Inicia transações de pagamento via Open Finance com consentimento do usuário |
Emite instrumentos, credencia estabelecimentos ou custodia recursos |
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Obrigações prudenciais adicionais (CMN 5.131/2024) |
Limitadas |
Mais abrangentes, com ponderação por risco |
Um ITP não detém recursos dos usuários em nenhum momento da transação. A função do ITP é iniciar ordens de pagamento mediante consentimento expresso, conectando-se às instituições detentoras de conta por meio das APIs do Open Finance reguladas pelo Banco Central.
Veja como o banking da Celcoin permite oferecer iniciação de pagamentos sem licença própria.
Tabela comparativa: licença própria de ITP versus BaaS da Celcoin
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Critério |
Licença própria de ITP |
BaaS da Celcoin |
|---|---|---|
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Capital mínimo imobilizado |
R$ 1.000.000,00 |
Não exigido do cliente |
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Prazo estimado para início de operação |
12 a 24 meses, com processo de autorização no Banco Central |
Dias a semanas, com uso de APIs modulares |
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Custo de compliance contínuo |
Alto, com equipe jurídica, área de compliance e reportes regulatórios ao Banco Central |
Gerido pela Celcoin, incluído na infraestrutura |
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Flexibilidade de migração |
Estrutura própria, com migração complexa |
Mesma base tecnológica ao obter licença própria futuramente |
A Celcoin opera com portfólio completo de licenças e tecnologia proprietária, mediando mais de R$ 30 bilhões em transações por mês e atendendo mais de 6 mil clientes, entre fintechs, bancos digitais, ERPs e varejistas.
Além das diferenças de capital e prazo, o modelo BaaS oferece acesso imediato a um conjunto amplo de funcionalidades financeiras que, em uma estrutura própria, exigiriam meses de desenvolvimento e certificação. A tabela a seguir mostra essas capacidades e o impacto direto em sua operação.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Realizar integrações mais rápidas reduz custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Usar documentação, SDKs e sandboxes reduz ciclos de integração e custos de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Usar módulos pré-construídos e entrega via SaaS acelera lançamentos e antecipa a geração de receita. |
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Distribuição white-label e embutida (embedded) |
Oferecer produtos financeiros com marca própria fortalece o relacionamento com o cliente. |
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Ter escalabilidade com confiabilidade |
Operar com solução em nuvem de alta disponibilidade mantém serviços estáveis em altos volumes e protege a receita. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferecer pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Usar dados e análises via Open Finance permite criar ofertas personalizadas e melhora conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
Centralizar KYC, AML e relatórios integrados reduz risco regulatório e acelera ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Aplicar monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduz estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Contar com parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs amplia cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Algumas empresas, mesmo após avaliar o BaaS, podem decidir seguir com licença própria de ITP. Para esses casos, conhecer os erros mais frequentes ajuda a evitar atrasos e custos adicionais.
Erros comuns ao solicitar autorização de ITP
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Subestimar o prazo de análise do Banco Central: o processo de autorização pode se estender além do prazo típico, de 12 a 24 meses, conforme a completude da documentação e a complexidade da estrutura societária.
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Confundir capital mínimo com capital de giro operacional: o valor de R$ 1.000.000,00 representa o piso regulatório de patrimônio líquido, não o total de recursos necessários para sustentar a operação durante o período de autorização e nos primeiros meses de funcionamento.
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Ignorar obrigações acessórias desde o primeiro dia: ITPs autorizados devem enviar reportes regulatórios ao Banco Central, manter políticas de segurança da informação atualizadas e cumprir exigências de KYC e prevenção à lavagem de dinheiro (AML) desde o início da operação.
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Não considerar custos de infraestrutura tecnológica: a conexão às APIs do Open Finance, a manutenção de ambientes certificados e o atendimento às exigências técnicas do Banco Central geram custos recorrentes relevantes além do capital mínimo.
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Operar sem autorização prévia: iniciar atividades de iniciação de pagamentos sem autorização do Banco Central configura infração regulatória sujeita a sanções administrativas.
Critérios de sucesso para obter ou evitar a licença própria
Empresas que optam pela licença própria de ITP devem garantir quatro pilares fundamentais. Primeiro, a documentação societária e de governança precisa estar completa antes de protocolar o pedido, pois pendências nessa etapa costumam atrasar a análise. Segundo, uma equipe jurídica e de compliance dedicada ao processo deve acompanhar as interações com o Banco Central e responder às solicitações dentro dos prazos.
Terceiro, o capital disponível precisa sustentar a operação por pelo menos 18 meses sem geração de receita expressiva, já que o capital mínimo regulatório não cobre esse período. Por fim, a infraestrutura tecnológica certificada para conexão ao ecossistema de Open Finance do Banco Central deve estar operacional antes da autorização definitiva, o que exige investimento antecipado em desenvolvimento e certificação.
Empresas que escolhem o modelo BaaS precisam avaliar três pontos principais. O primeiro é a solidez regulatória do parceiro de infraestrutura. O segundo é a capacidade de migração para licença própria sem troca de plataforma. O terceiro é a cobertura de produtos financeiros disponíveis sob a licença do parceiro.
Avalie se o BaaS da Celcoin atende aos critérios da sua empresa.
Próximos passos para empresas que avaliam os dois caminhos
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Mapear o modelo de negócio: definir se a empresa precisa apenas iniciar pagamentos ou se pretende ampliar o escopo para custódia de recursos, emissão de cartões ou concessão de crédito, já que cada escopo exige modalidade de autorização diferente.
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Calcular o custo total de cada rota: incluir capital mínimo, custos jurídicos, infraestrutura tecnológica, equipe de compliance e tempo até a geração de receita.
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Avaliar parceiros de BaaS: verificar se o parceiro possui licença de instituição de pagamento ativa, infraestrutura de Core Banking compatível com crescimento futuro e capacidade de suportar a migração para licença própria sem descontinuidade operacional.
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Consultar o Banco Central: usar os canais oficiais do Banco Central do Brasil para conferir requisitos atualizados e eventuais alterações normativas antes de protocolar qualquer pedido de autorização.
FAQ
Qual é o prazo para o Banco Central analisar um pedido de autorização de ITP?
O prazo de análise pelo Banco Central varia conforme a completude da documentação apresentada e a complexidade da estrutura societária do requerente. Na prática, empresas que protocolam pedidos com documentação completa e estrutura de governança bem definida relatam prazos entre 12 e 24 meses até a autorização definitiva. Pedidos com pendências documentais ou estruturas societárias complexas tendem a ultrapassar esse intervalo.
Uma empresa pode operar como ITP usando a licença de um parceiro de BaaS?
Sim. Empresas sem licença própria podem oferecer funcionalidades de iniciação de pagamentos por meio da infraestrutura regulatória de um parceiro autorizado pelo Banco Central, como a Celcoin. Nesse modelo, o parceiro detém a licença de instituição de pagamento e responde pelas obrigações regulatórias perante o Banco Central, enquanto a empresa contratante opera sob essa cobertura com sua própria marca. Quando a empresa decidir obter sua própria licença, pode migrar para o modelo de licença própria mantendo a mesma base tecnológica, sem necessidade de reconstruir a operação.
O capital mínimo regulatório precisa ficar imobilizado permanentemente?
O capital mínimo regulatório, de R$ 1 milhão, é um requisito de patrimônio líquido que deve ser mantido de forma contínua durante toda a vigência da autorização. Esse valor não corresponde a um depósito bloqueado, mas o Banco Central exige que a instituição demonstre, a qualquer momento, que seu patrimônio líquido é igual ou superior ao piso regulatório. Reduções abaixo desse valor exigem comunicação imediata ao regulador e plano de recomposição.
Quais produtos financeiros uma empresa pode oferecer sob o BaaS da Celcoin sem ter licença própria?
Sob a infraestrutura da Celcoin, empresas sem licença própria podem oferecer contas digitais para pessoas físicas e jurídicas, Pix, transferências P2P, TED, pagamentos de contas, recargas, cartões pré-pagos e pós-pagos, saques, depósitos, DDA e acesso ao Open Finance. Toda a gestão de compliance, KYC, AML e reportes regulatórios ao Banco Central fica sob responsabilidade da Celcoin, o que elimina a necessidade de estrutura regulatória própria para iniciar a operação.
É possível migrar de um BaaS para licença própria sem trocar de plataforma tecnológica?
Sim. A Celcoin foi estruturada para acompanhar a jornada completa da empresa. No estágio inicial, a empresa opera sob as licenças da Celcoin via BaaS. Ao obter sua própria licença de instituição de pagamento, a empresa integra essa licença ao Core Banking da Celcoin e continua operando na mesma infraestrutura tecnológica. Essa continuidade reduz o risco de descontinuidade operacional e os custos de migração para uma nova plataforma. O prazo de migração varia de uma semana a três meses, conforme a complexidade da estrutura existente.
Fale com a Celcoin para esclarecer dúvidas sobre migração e licenciamento.


