Última atualização: 13 de agosto de 2026
Principais lições deste artigo
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Embedded finance no Brasil em 2026 é impulsionado por Pix, Pix Automático e Open Finance, o que permite integrar serviços financeiros diretamente em plataformas não financeiras.
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Mapear a jornada do cliente e escolher o wedge inicial, pagamentos ou crédito, são os primeiros passos para reduzir fricção e acelerar o go-live.
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Comparar os modelos regulatórios BaaS, Core Banking e banco liquidante ajuda a definir o caminho mais rápido e escalável para cada empresa.
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Construir um business case sólido e executar um plano de 90 dias com KPIs claros aumentam a chance de atingir break-even e métricas de ativação acima de 30%.
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Com a Celcoin, empresas podem iniciar no modelo BaaS e evoluir para Core Banking com licença própria na mesma plataforma, eliminando o risco de migração e mantendo a mesma infraestrutura tecnológica ao longo da jornada.
Empresas de varejo, ERPs e fintechs podem integrar serviços financeiros diretamente em seus produtos sem construir infraestrutura bancária do zero. Uma estratégia de embedded finance bem planejada reduz fricção na jornada, cria novas receitas e fortalece a retenção. Este guia apresenta sete passos práticos para sair da ideia ao go-live em cerca de 90 dias, da identificação do problema até a decisão de verticalizar com licença própria.
Passo 1: mapear a jornada do cliente final e do lojista
O ponto de partida é identificar onde existe fricção financeira na jornada atual. A recomendação é localizar o contexto financeiro natural dentro do fluxo do usuário, o momento em que uma necessidade financeira não atendida gera abandono ou insatisfação.
Para um varejista, esse momento costuma ser o checkout. Para um ERP, é o ciclo de pagamento entre empresa e fornecedor. Para uma fintech, pode ser o onboarding ou a concessão de limite. Mapear esse ponto com dados reais de comportamento, como taxa de abandono, tempo de aprovação e reclamações de suporte, define o problema que o produto financeiro precisa resolver.
Passo 2: escolher o wedge inicial
Pagamentos e crédito são os casos de uso mais maduros para iniciar embedded finance no Brasil, pois contam com infraestrutura disponível, incluindo Pix, e reduzem o risco de implementação. A tabela abaixo orienta a escolha pelo nível de complexidade.
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Produto |
Complexidade regulatória |
Tempo estimado de go-live |
Receita inicial |
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Conta digital + Pix |
Baixa, sob licença do parceiro BaaS |
Float, tarifas de transação |
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Cartão pré-pago white label |
Média |
Interchange, anuidade |
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Crédito embarcado* |
Alta, requer parceiro regulado |
8 a 12 semanas |
Receita de originação, spread |
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Pix Automático, recorrência |
Baixa a média |
4 a 6 semanas |
Redução de churn, aumento de LTV |
*A Celcoin não oferece nenhum tipo de empréstimo para consumidores. A Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes.
Passo 3: comparar os três modelos regulatórios
Toda operação de embedded finance no Brasil precisa ser ancorada em um banco ou Instituição de Pagamento autorizada pelo Banco Central, mesmo que o usuário final nunca interaja diretamente com essa instituição. Os três modelos disponíveis são:
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BaaS (Banking as a Service): a empresa opera sob a licença do parceiro. Esse modelo é ideal para quem quer entrar no mercado rapidamente sem obter licença própria. Toda a responsabilidade regulatória, como KYC, PLD/FT e relatórios ao Banco Central, fica com o provedor.
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Core Banking com licença própria: a empresa já possui ou obtém sua Instituição de Pagamento ou Instituição Financeira e integra essa licença a uma infraestrutura de Core Banking moderna. Esse modelo oferece maior controle, margens melhores e autonomia regulatória.
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Banco liquidante: modelo específico para uma subcredenciadora que precisa cumprir as exigências do Sistema de Liquidação de Credenciadoras da Nuclea sem desenvolver integração técnica direta.
A Celcoin cobre os três modelos em uma única plataforma. Empresas que começam no BaaS podem migrar para Core Banking com licença própria sem trocar de infraestrutura tecnológica.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos e melhoram o tempo para geração de receita. |
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Distribuição white-label e embutida |
Suporte a produtos financeiros com marca própria. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes e protege a receita. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferecer pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas e melhoram conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs ampliam cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Passo 4: construir o business case
Um template simplificado de business case para os primeiros 90 dias deve incluir:
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Receita projetada: volume de transações estimado multiplicado pelo take rate. Em pagamentos via Pix, a receita vem de tarifas e float. Em cartões, vem de interchange.
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Custo de infraestrutura: modelo transacional do parceiro BaaS, sem alto custo de setup inicial.
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Custo de integração: horas de engenharia multiplicadas pelo custo por hora, reduzidas por SDKs e sandboxes do parceiro.
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Break-even: número mínimo de transações mensais para cobrir custos fixos de compliance e infraestrutura.
Passo 5: executar o plano de 90 dias com KPIs e marcos
Os primeiros 30 dias estabelecem a base técnica e regulatória. A empresa define o modelo regulatório, contrata o parceiro de infraestrutura, inicia a integração via APIs e configura KYC e onboarding. O marco é ter um ambiente de sandbox funcional.
Com a infraestrutura validada, os dias 31 a 60 focam no piloto. O lançamento para um grupo restrito permite coletar métricas reais de conversão e ativação, ajustar a experiência do usuário e validar o fluxo completo. O marco é liquidar as primeiras transações em produção.
Os últimos 30 dias ampliam a operação. A empresa abre o produto para a base completa, monitora KPIs e automatiza relatórios regulatórios. O marco final é atingir take rate positivo e taxa de ativação acima de 30%.
Passo 6: usar Open Finance como camada de dados, não como produto
O uso eficiente de Open Finance ocorre quando a empresa trata esse recurso como camada de dados. Open Finance viabiliza scoring alternativo baseado em comportamento de plataforma, modelos preditivos para timing de ofertas de crédito, limites e condições personalizados e gestão comportamental de risco para prevenção de inadimplência.
Na prática, Open Finance deve alimentar o motor de decisão de crédito, o onboarding simplificado e a personalização de ofertas. Esse recurso não deve ser apresentado ao usuário como uma funcionalidade isolada. A Instrução Normativa BCB nº 740, de 29 de maio de 2026, estabelece diretrizes, condições e prazos para a implementação da jornada otimizada no Open Finance.
Passo 7: decidir quando verticalizar
A decisão de verticalizar, com obtenção de licença própria como Instituição de Pagamento ou Instituição Financeira, faz sentido quando o volume transacional justifica o custo regulatório. Esse movimento também é relevante quando a empresa quer controlar margens de interchange, desenvolver produtos proprietários ou reduzir dependência de terceiros. O sinal mais claro é quando o custo do BaaS supera o custo estimado de manutenção de licença própria somado à infraestrutura de Core Banking.
Com a Celcoin, essa transição ocorre na mesma base tecnológica já em uso. A empresa migra do modelo BaaS para o Core Banking com licença própria sem reescrever integrações.
Erros comuns e pontos de atenção
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Operar com contas não individualizadas, conta-bolsão: estruturas que misturam patrimônio de clientes com o da instituição são irregulares e tendem a ser vedadas pelas normativas do Banco Central.
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Subestimar o tempo de KYC: onboarding mal configurado gera fricção e abandono. Automatizar KYC desde o primeiro dia é requisito.
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Fragmentar fornecedores: múltiplos provedores de infraestrutura aumentam custo de integração, risco operacional e dificuldade de auditoria regulatória.
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Lançar produtos de valor agregado antes de estabilizar o volume base: plataformas maduras usam markup como linha de base desde o primeiro dia e só adicionam produtos de maior margem após estabilizar volume e histórico transacional.
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Ignorar relatórios regulatórios automatizados: DIMP, CADOCs, CCS e SCR exigem envio periódico ao Banco Central. Erros manuais geram multas e risco reputacional.
Qual o valor mínimo para abrir uma fintech?
O custo de entrada para operar serviços financeiros no Brasil varia conforme o modelo escolhido. No modelo BaaS, não há necessidade de capital mínimo regulatório próprio, pois a empresa opera sob a licença do parceiro. Os custos iniciais concentram-se em integração técnica e tarifas transacionais.
Para obtenção de licença de Instituição de Pagamento junto ao Banco Central, o capital mínimo exigido depende da modalidade, como emissora de moeda eletrônica ou credenciadora, e pode variar de R$ 1 milhão a valores superiores. Além disso, existem exigências de governança, controles internos e relatórios regulatórios contínuos. A estratégia mais eficiente para reduzir o custo de entrada é iniciar no BaaS e migrar para licença própria quando o volume justificar o investimento regulatório.
Open Finance é furada?
Open Finance não é furada, mas costuma ser mal posicionado. Quando a empresa trata Open Finance como produto final, algo que o usuário precisa usar diretamente, a adesão tende a ser baixa. Quando a empresa usa Open Finance como camada de dados para decisões de crédito, personalização de ofertas e onboarding simplificado, o resultado é valor real e mensurável.
No contexto de embedded finance, Open Finance reduz o custo de aquisição de dados, acelera aprovações e aumenta a assertividade de ofertas. O Pix Automático, lançado em junho de 2025, é um exemplo concreto. Essa funcionalidade usa a infraestrutura de Open Finance para habilitar débito recorrente com consentimento único e amplia embedded payments para assinaturas e cobranças recorrentes sem depender de cartão de crédito.
Como escolher parceiro de BaaS no varejo?
A escolha de um parceiro de BaaS no varejo deve seguir critérios objetivos.
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Cobertura de licenças: o parceiro deve ser Instituição de Pagamento autorizada pelo Banco Central e participante direto do Pix.
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Modularidade das APIs: APIs bem documentadas com SDKs e sandboxes reduzem tempo e custo de integração.
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Capacidade de evolução: o parceiro deve suportar a migração para Core Banking com licença própria sem troca de infraestrutura.
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Automação regulatória: relatórios ao Banco Central, Receita Federal e SEFAZ devem ser gerados e enviados de forma automática.
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Suporte técnico especializado: acesso direto a decisores e tempo de resposta rápido em incidentes são diferenciais críticos em operações financeiras.
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Portfólio de produtos: conta digital, Pix, cartão, Pix Automático, Open Finance e crédito devem estar disponíveis na mesma plataforma para evitar fragmentação de fornecedores.
Critérios de sucesso
Uma estratégia de embedded finance bem-sucedida em 90 dias apresenta indicadores claros.
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Estabilidade transacional com disponibilidade acima de 99,5%.
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Tempo de implementação do MVP dentro do prazo contratado, entre 2 e 8 semanas para produtos básicos.
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Redução de retrabalho de engenharia por uso de APIs modulares e documentação estruturada.
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Zero incidentes de compliance nos primeiros 90 dias.
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Taxa de ativação de contas acima de 30% da base elegível no piloto.
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Take rate positivo ao final do terceiro mês.
Veja como a Celcoin ajuda empresas a atingir esses marcos em menos de três meses.
Próximos passos
Após os primeiros 90 dias, a evolução natural da estratégia de embedded finance passa por três eixos.
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Expansão de portfólio: adicionar produtos de maior margem, como cartão pós-pago, crédito embarcado e Open Insurance, sobre a base transacional já estabilizada.
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Automação de jornadas: usar dados de Open Finance e comportamento transacional para automatizar ofertas, aprovações e cobrança recorrente via Pix Automático.
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Governança e verticalização: avaliar obtenção de licença própria quando o volume justificar, mantendo a mesma infraestrutura de Core Banking para preservar velocidade operacional.
Explore a plataforma que suporta toda a jornada de embedded finance da sua empresa.
FAQ
Quanto tempo leva para lançar embedded finance no Brasil com um parceiro de BaaS?
O tempo varia conforme o produto escolhido. Uma conta digital com Pix pode estar operacional em 2 a 4 semanas com um parceiro de infraestrutura que ofereça APIs bem documentadas, SDKs e ambiente de sandbox. Cartões pré-pagos e Pix Automático costumam levar de 4 a 8 semanas. Produtos de crédito embarcado, que exigem integração com parceiros regulados para originação, podem demandar de 8 a 12 semanas. O fator determinante é a complexidade da integração com os sistemas legados da empresa contratante e a disponibilidade da equipe de engenharia.
Uma empresa varejista ou ERP precisa obter licença do Banco Central para oferecer serviços financeiros?
Uma empresa varejista ou um ERP não precisam, necessariamente, obter licença do Banco Central para oferecer serviços financeiros. No modelo BaaS, a empresa opera sob a licença de Instituição de Pagamento do parceiro de infraestrutura. Toda a responsabilidade regulatória, como KYC, PLD/FT, relatórios ao Banco Central e LGPD, fica com o provedor licenciado.
O varejista ou ERP lança produtos financeiros com sua própria marca sem precisar constituir uma Instituição de Pagamento ou Instituição Financeira. A obtenção de licença própria passa a fazer sentido em um estágio posterior, quando o volume transacional justifica o investimento regulatório e a empresa quer controlar margens e desenvolver produtos proprietários. Com a Celcoin, essa migração ocorre na mesma base tecnológica já descrita, sem necessidade de reescrever integrações.
Quais são os principais modelos de receita para embedded finance em varejo e ERPs?
Os modelos mais comuns incluem markup sobre volume transacional, em que a empresa cobra uma taxa por transação acima do custo de processamento e retém o spread, receita de interchange em cartões emitidos, tarifas de conta e transação para usuários finais, assinatura ou SaaS sobre o acesso às funcionalidades financeiras e receita de originação de crédito compartilhada com o parceiro regulado.
Para varejistas, o Pix Automático abre uma linha adicional de receita ao viabilizar cobranças recorrentes sem depender de cartão de crédito, o que reduz churn e aumenta o valor do ciclo de vida do cliente. ERPs podem monetizar serviços financeiros integrados como diferencial de retenção e aumentar o custo de troca para seus clientes.
O que é Pix Automático e como ele se aplica a estratégias de embedded finance?
O Pix Automático é uma funcionalidade lançada pelo Banco Central em junho de 2025 que permite débito recorrente via Pix sob um único consentimento do usuário. Na prática, essa funcionalidade funciona como um débito automático moderno. O cliente autoriza uma vez e os pagamentos recorrentes, como assinaturas, mensalidades e cobranças periódicas, são processados automaticamente sem necessidade de cartão de crédito.
Para estratégias de embedded finance, o Pix Automático é especialmente relevante para plataformas de assinatura, ERPs com cobrança mensal de clientes e varejistas com programas de fidelidade ou clubes de compra. Essa funcionalidade amplia o alcance de embedded payments para usuários sem cartão e reduz inadimplência em cobranças recorrentes.
Como a Celcoin suporta a evolução de BaaS para Core Banking com licença própria?
A Celcoin oferece uma plataforma full stack que cobre toda a jornada. Empresas sem licença própria iniciam operando sob a licença de Instituição de Pagamento da Celcoin no modelo BaaS, com acesso a contas digitais, Pix, cartões, Pix Automático, Open Finance e relatórios regulatórios automatizados.
Quando a empresa obtém sua própria licença de Instituição de Pagamento ou Instituição Financeira, integra essa licença diretamente ao Core Banking da Celcoin. A empresa aproveita a continuidade técnica descrita anteriormente, mantém a mesma infraestrutura tecnológica, as mesmas APIs e o mesmo suporte e evita retrabalho de engenharia.
