Última atualização: 28 de julho de 2026
Principais lições deste artigo
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Definir com clareza os produtos financeiros e a sequência de lançamento é o primeiro passo para contratar Banking as a Service de forma eficiente.
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Verificar a licença do Banco Central e a aderência à Resolução Conjunta nº 16/2025 evita sanções e garante que o provedor possa oferecer todos os serviços planejados.
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Avaliar APIs, documentação, latência e SLAs técnicos reduz o tempo de integração e aumenta a estabilidade operacional.
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Comparar custos totais, incluindo taxas ocultas, e priorizar modelos sem setup inicial permite que fintechs em qualquer estágio acessem infraestrutura de qualidade.
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Escolher um parceiro que acompanhe toda a jornada, do Banking as a Service ao Core Banking próprio, evita troca de infraestrutura no futuro e reduz riscos de migração. Conheça a solução completa da Celcoin.
Passo 1: mapeie os produtos e requisitos do seu negócio
Definir com precisão quais produtos financeiros serão lançados e em qual sequência orienta todas as decisões técnicas e comerciais. A avaliação deve começar pelo mapeamento dos produtos-alvo e da sequência de lançamento planejada para os próximos 12 a 24 meses.
Use o checklist abaixo para organizar o escopo de produtos que sua empresa pretende oferecer:
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Contas digitais PF e PJ
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Pix, incluindo Pix Automático, lançado em junho de 2025
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Cartões pré-pagos e pós-pagos
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TED, boletos e DDA
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Open Finance e compartilhamento de dados
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Infraestrutura para oferta de crédito. A Celcoin não oferece nenhum tipo de empréstimo para consumidores. A Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes.
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Relatórios regulatórios automatizados
O resultado esperado deste passo é um documento de escopo que guiará toda a avaliação técnica e comercial.
Passo 2: verifique licenças e conformidade com a Resolução Conjunta 16/2025
A Resolução Conjunta CMN/BCB nº 16/2025 estabeleceu o primeiro marco regulatório dedicado às relações de Banking as a Service no Brasil. Essa norma exige que o provedor seja uma instituição autorizada pelo Banco Central e determina que a responsabilidade regulatória perante o Bacen recaia integralmente sobre ele.
Use estes pontos críticos para verificar se o provedor está regular e se a operação da sua empresa ficará protegida:
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O provedor possui autorização ativa do Banco Central do Brasil, sem essa licença qualquer operação é irregular e expõe sua empresa a sanções.
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Os serviços oferecidos estão dentro da lista taxativa da Resolução Conjunta nº 16/2025, artigo 4º, que inclui abertura, manutenção e encerramento de contas, serviços de pagamento, credenciamento e operações de crédito. Serviços fora dessa lista não podem ser contratados via Banking as a Service.
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O provedor mantém governança corporativa, gestão de riscos, controles internos, PLD/FT, segurança da informação e KYC dentro do escopo contratado, essas responsabilidades não podem ser transferidas para a tomadora.
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O prazo de adequação para contratos de Banking as a Service vigentes antes de 28 de novembro de 2025 à Resolução Conjunta nº 16/2025 é 31 de dezembro de 2026, novos contratos devem estar adequados desde a entrada em vigor da norma para garantir conformidade imediata.
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A identificação da instituição prestadora é visível em todos os canais, contratos e instrumentos de pagamento, modelos white-label que ocultam o provedor licenciado são proibidos.
Passo 3: analise APIs, documentação e tempo de integração
A qualidade das APIs define a velocidade de lançamento e o esforço de engenharia. Fintechs devem verificar documentação em OpenAPI ou Swagger, sandboxes funcionais, webhooks em tempo real, idempotência, tratamento padronizado de erros e políticas claras de versionamento.
Considere estes critérios técnicos obrigatórios para garantir uma integração estável e previsível:
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Latência de API em produção abaixo de 200 ms por chamada para operações simples, o que reduz tempo de resposta percebido pelo usuário.
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Uptime contratual com penalidades definidas em SLA, que protege a continuidade da operação.
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Sandbox que simula de forma fiel rejeições, timeouts e estados pendentes de produção, permitindo testes realistas.
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SDKs e suporte especializado ao desenvolvedor, que encurtam ciclos de desenvolvimento.
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Compatibilidade com padrões REST e integração com ERP e CRM, o que facilita conexão com sistemas já usados pela empresa.
Um MVP simples pode ser lançado em semanas, enquanto soluções com múltiplos produtos financeiros podem exigir vários meses. A rota de Banking as a Service permite entrada mais rápida e com menor capital do que obter licença própria de instituição de pagamento, cujo capital mínimo atual é de R$ 12,4 milhões, sem Pix, ou R$ 14 milhões, no caso de SCD.
Passo 4: compare custos e modelos de precificação em 2026
Quanto custa implementar o BaaS no Brasil?
Os custos de transação de Banking as a Service no Brasil para Pix, boletos e cartões variam conforme volume mensal, método de pagamento, nível de customização de API e complexidade de compliance e KYC. Organizações com poucas centenas de transações mensais enfrentam custos unitários mais altos do que aquelas com dezenas de milhares de operações.
Os custos por transação para Pix, boletos e outros serviços também variam conforme o escopo de serviços contratado. A recomendação é solicitar propostas personalizadas com base no volume projetado e nas funcionalidades desejadas.
Custos ocultos como float, rejeições, chargebacks e taxas de conciliação podem adicionar de 30% a 50% ao MDR declarado. A comparação econômica deve incluir setup, mensalidade, custo por transação e emissão de cartões, sempre projetados sobre os volumes esperados.
A Celcoin adota um modelo de remuneração centrado em transações, sem barreiras de entrada significativas por setup inicial. Esse modelo permite que fintechs em estágio inicial acessem a mesma infraestrutura utilizada por empresas consolidadas.
Passo 5: avalie suporte, SLAs e roadmap de migração para Core Banking próprio
Escolher um provedor de Banking as a Service sem caminho claro para Core Banking próprio obriga a fintech a trocar de infraestrutura ao obter licença própria, o que gera custo e risco desnecessários. O critério decisivo neste passo é garantir continuidade tecnológica ao longo de toda a jornada.
Use o checklist abaixo para avaliar suporte e capacidade de evolução com o mesmo parceiro:
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SLA com uptime mínimo de 99,9% e penalidades contratuais definidas, que asseguram compromisso com disponibilidade.
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Acesso direto a decisores técnicos em caso de incidentes, reduzindo tempo de resposta em situações críticas.
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Plano documentado de migração da licença do provedor para licença própria sem troca de infraestrutura, que preserva integrações já construídas.
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Suporte a relatórios regulatórios automatizados, como DIMP, CADOCs, CCS, SCR, COSIF e BacenJud, o que diminui esforço operacional.
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Roadmap público de novas funcionalidades e atualizações regulatórias, que demonstra capacidade de acompanhar mudanças do mercado.
A Celcoin é o único parceiro que acompanha a fintech desde o uso de suas licenças no modelo de Banking as a Service até a migração para Core Banking com licença própria, mantendo a mesma base tecnológica, segurança e suporte em todas as etapas. A tabela abaixo mostra como as funcionalidades da plataforma se convertem em benefícios operacionais e financeiros para sua empresa:
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, melhorando o tempo para geração de receita e competitividade. |
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Distribuição white-label e embutida, embedded |
Suporte a produtos financeiros com marca própria. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes, protegendo sua receita. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferecer pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, melhorando conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs garantem melhor cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Passo 6: testes em sandbox e validação de KYC, PLD e FT
Realizar testes completos em sandbox antes do go-live comprova se a jornada de onboarding e os fluxos de compliance funcionam como planejado. Os principais KPIs para medir o sucesso da implementação incluem tempo de implementação, taxa de aprovação de KYC, volume de transações processadas e NPS dos clientes finais.
Use o checklist de validação abaixo para confirmar se a solução está pronta para produção:
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Taxa de aprovação de KYC acima do benchmark definido no escopo, indicando equilíbrio entre segurança e conversão.
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Fluxos de PLD e FT e monitoramento de transações suspeitas funcionando corretamente.
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Simulação de rejeições, timeouts e estados pendentes em sandbox, reproduzindo cenários críticos.
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Testes de carga para validar comportamento sob picos de volume.
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Verificação de conformidade com LGPD em todos os pontos de coleta de dados.
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Validação dos relatórios regulatórios automatizados.
Passo 7: assinatura de contrato e go-live
Formalizar o contrato com o provedor consolida todos os SLAs negociados, as responsabilidades regulatórias previstas na Resolução Conjunta nº 16/2025 e o roadmap de migração para Core Banking próprio. A tomadora só pode contratar Banking as a Service de uma única instituição prestadora, que retém responsabilidade regulatória exclusiva perante o Banco Central.
Inclua estes itens obrigatórios no contrato para proteger o negócio:
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Identificação clara da instituição prestadora em todos os canais e instrumentos, garantindo aderência às regras de transparência.
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SLAs com penalidades contratuais definidas, que criam incentivos para manter o nível de serviço.
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Escopo de serviços alinhado à lista taxativa descrita no passo 2.
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Plano de adequação ao prazo de dezembro de 2026 mencionado no passo 2.
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Cláusulas de migração para Core Banking próprio sem troca de infraestrutura.
Qual é a melhor plataforma de BaaS no Brasil?
A melhor plataforma é aquela que elimina a necessidade de troca de infraestrutura ao longo da jornada de crescimento da fintech. Esses critérios de decisão funcionam em conjunto para apontar a plataforma mais adequada:
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Licença própria e escopo completo: o tipo e o escopo real da licença do provedor definem exatamente quais serviços podem ser oferecidos de forma legal.
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Continuidade tecnológica: capacidade de migrar do Banking as a Service para Core Banking com licença própria sem reconstruir a operação.
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Compliance nativo: KYC, PLD e FT, LGPD e relatórios regulatórios integrados à plataforma.
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APIs modulares documentadas: OpenAPI ou Swagger, webhooks, idempotência e versionamento claro.
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Custo total transparente: ausência de custos ocultos de float, rejeições ou conciliação.
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Suporte com acesso a decisores: resposta rápida em incidentes, com impacto mínimo ao cliente final.
A Celcoin atende todos esses critérios, opera com portfólio completo de licenças, APIs modulares nativas em REST, suporte especializado com acesso direto a decisores e um modelo que acompanha a fintech do Banking as a Service ao Core Banking sem troca de infraestrutura. A plataforma medeia mais de R$ 30 bilhões em transações mensalmente e atende mais de 6 mil clientes, incluindo fintechs como Neon, bancos como BTG Pactual e Banco Pan, varejistas como Sky e ERPs como PipeImob.
Erros comuns e pontos de atenção
Erros que comprometem o lançamento ou geram sanções regulatórias:
Contratar provedor sem verificar se a licença cobre todos os produtos planejados para os próximos 18 meses.
Operar com contas-bolsão, estrutura irregular e proibida pelas normativas do Banco Central, que mistura patrimônio do cliente com o do banco, em desacordo com os princípios já descritos no passo 2.
Ignorar custos ocultos, como float, rejeições, chargebacks e conciliação, que podem elevar o custo real em 30% a 50%.
Escolher provedor sem roadmap claro de migração para Core Banking próprio, o que força troca de infraestrutura no futuro.
Não adaptar contratos e jornadas ao prazo de adequação até 31 de dezembro de 2026 mencionado anteriormente.
Contratar múltiplos provedores de Banking as a Service para o mesmo tipo de conta, prática vedada pela regulação vigente.
Critérios de sucesso e validação
Evitar esses erros é o primeiro passo, o segundo é definir métricas claras que confirmem se a contratação está gerando os resultados esperados.
Indicadores que confirmam uma contratação de Banking as a Service bem-sucedida:
Go-live em poucos meses para produtos de escopo simples.
Taxa de aprovação de KYC dentro do benchmark definido no escopo.
Latência de API abaixo de 200 ms em produção para operações simples.
Zero sanções regulatórias do Bacen no primeiro ano de operação.
Capacidade de lançar novos produtos sem trocar de provedor ou infraestrutura.
Relatórios regulatórios, como DIMP, CADOCs, CCS e SCR, gerados e enviados automaticamente.
NPS de clientes finais crescente após o lançamento dos produtos financeiros.
FAQ
Quanto tempo leva para lançar um produto financeiro com BaaS no Brasil em 2026?
Um MVP com escopo simples, como conta digital com Pix, pode entrar em produção em semanas. Soluções com múltiplos produtos financeiros, como cartões, Open Finance e infraestrutura para crédito, podem exigir alguns meses. Esse prazo costuma ser bem menor do que o tempo necessário para obter uma licença de instituição de pagamento própria junto ao Banco Central.
Empresas não reguladas podem contratar BaaS no Brasil?
Sim. A Resolução Conjunta nº 16/2025 permite que entidades tomadoras, reguladas ou não, contratem Banking as a Service de uma instituição prestadora autorizada pelo Banco Central. A empresa não regulada opera sob a licença do provedor e não precisa obter autorização própria para iniciar suas operações financeiras. A responsabilidade regulatória perante o Bacen permanece integralmente com o provedor licenciado.
Como funciona a migração do BaaS para Core Banking com licença própria?
A migração ocorre quando a fintech obtém sua própria licença de instituição de pagamento ou instituição financeira junto ao Banco Central. Com a Celcoin, essa transição não exige troca de infraestrutura, a empresa integra sua licença ao Core Banking da Celcoin e continua operando na mesma base tecnológica, com os mesmos relatórios regulatórios automatizados e o mesmo suporte especializado. Alguns clientes concluem a migração em uma semana, outros, com estruturas mais complexas, podem levar até três meses.
Quais são os principais riscos de compliance ao contratar BaaS no Brasil?
Os principais riscos incluem escolher provedor sem licença adequada para os produtos planejados, operar com contas-bolsão, estrutura proibida pelo Banco Central, não adaptar contratos e jornadas ao prazo de adequação até 31 de dezembro de 2026 e contratar múltiplos provedores de Banking as a Service para o mesmo tipo de conta. O descumprimento pode resultar em advertências, multas, inabilitação de administradores e revogação de autorização de funcionamento.
O que avaliar no SLA de um provedor de BaaS antes de assinar o contrato?
O SLA deve especificar uptime mínimo, com referência de mercado de 99,9%, penalidades contratuais em caso de descumprimento, tempo máximo de resposta a incidentes, arquitetura de failover e suporte durante a integração e os primeiros meses de operação. SLAs sem penalidades definidas não oferecem garantia real de continuidade operacional.
Conclusão
Contratar Banking as a Service no Brasil em 2026 exige seguir sete passos estruturados: mapear produtos, verificar licenças conforme a Resolução Conjunta nº 16/2025, avaliar APIs, comparar custos reais, validar suporte e roadmap de migração, testar em sandbox e formalizar o contrato com SLAs claros. Fintechs que executam esse processo com rigor reduzem o tempo de lançamento, evitam sanções e preservam a capacidade de evoluir para Core Banking próprio sem reconstruir a operação.
O próximo passo natural após o go-live é expandir o portfólio de produtos, como cartões white-label, Open Finance e Pix Automático para cobrança recorrente, e, quando o volume justificar, obter licença própria com migração direta para Core Banking. Escolher desde o início um parceiro que acompanhe toda essa jornada elimina o maior risco operacional do crescimento, que é a troca de infraestrutura no momento mais crítico do negócio.
