Como contratar plataforma completa de Banking as a Service

Como contratar plataforma completa de Banking as a Service

Última atualização: 29 de julho de 2026

Principais lições deste artigo

  • A Resolução Conjunta nº 16/2025 exige conformidade total até 31/12/2026, incluindo segregação de recursos, KYC/AML e identificação clara do provedor em todos os canais.

  • Mapear produtos, como conta, Pix, cartão, crédito e Open Finance, é o primeiro passo para definir escopo, escolher fornecedor e estruturar custos.

  • Verificar licença IP do Banco Central, participação no Pix e no SPB e segregação de recursos é obrigatório para evitar sanções e garantir conformidade regulatória.

  • Avaliar APIs, sandbox, SLA e tempo de integração técnica reduz custos de engenharia e acelera o prazo de entrada em produção.

  • A Celcoin oferece uma plataforma completa de Banking as a Service com licença IP, APIs modulares e caminho de migração para Core Banking próprio; conheça a infraestrutura que acompanha sua empresa do BaaS até a licença própria.

Objetivos, pré-requisitos e envolvidos

O processo de contratação de uma plataforma de Banking as a Service abrange sete etapas sequenciais: mapeamento de produtos, verificação regulatória, avaliação técnica, análise de custos, homologação, planejamento de migração e validação contínua. Cada etapa tem critérios de entrada e saída definidos.

Os pré-requisitos mínimos para iniciar o processo são:

  • Empresa constituída com CNPJ ativo

  • Produto financeiro definido, como conta digital, cartão, crédito, pagamentos ou combinação

  • Equipe técnica disponível para integração via API

  • Clareza sobre o público-alvo final, PF, PJ ou ambos

Os perfis mais comuns que percorrem essa jornada são fundadores e CEOs de fintechs ou bancos digitais, heads de produto e tecnologia em varejistas de grande porte e heads de produto e tecnologia em ERPs que desejam embutir serviços financeiros em suas plataformas.

Passo 1: mapear produtos e serviços necessários

Definir com precisão quais produtos financeiros a empresa pretende oferecer aos clientes finais orienta todas as decisões seguintes. Essa definição impacta a escolha do provedor, a estrutura contratual e o modelo de custos.

O checklist de produtos a mapear inclui:

  • Contas digitais, PF e/ou PJ

  • Pix, incluindo recebimento, envio, Pix Cobrança e Pix Automático

  • Cartões pré-pagos e/ou pós-pagos, físicos e virtuais

  • TED, boleto e débito automático, DDA

  • Crédito embarcado, como antecipação de recebíveis e capital de giro

  • Open Finance, com compartilhamento e recebimento de dados financeiros com consentimento

  • Remuneração de saldo

O resultado esperado desta etapa é um documento de escopo de produtos que servirá de base para a avaliação de fornecedores e para a negociação contratual. Com o escopo definido, o próximo passo é verificar se o provedor possui as licenças e a conformidade regulatória necessárias, critérios eliminatórios que devem ser validados antes de qualquer avaliação técnica ou comercial.

Passo 2: verificar critérios regulatórios e licenças do Banco Central

Uma empresa que contrata serviços de Banking as a Service não precisa obter licença própria do Banco Central, desde que opere sob a licença de um provedor devidamente autorizado. A Resolução Conjunta nº 16/2025 estabelece que a responsabilidade regulatória perante o Banco Central é indivisível e recai exclusivamente sobre a instituição provedora licenciada.

Os principais pontos regulatórios a verificar no provedor são:

  • Titularidade de licença de Instituição de Pagamento, IP, emitida pelo Banco Central

  • Participação direta no Pix e no Sistema de Pagamentos Brasileiro, SPB

  • Segregação de recursos dos clientes finais, já que estruturas de contas-bolsão em Pix são expressamente vedadas pela Resolução Conjunta nº 16/2025

  • Identificação clara e visível do provedor em todos os canais, contratos, boletos, cartões e comprovantes, conforme Art. 14 da Resolução Conjunta nº 16/2025

  • Gestão centralizada de KYC, PLD/FT e relatórios regulatórios, como CCS, CADOCs, COSIF e DIMP

  • Conformidade com as exigências de cibersegurança da Resolução BCB nº 538/2025, incluindo autenticação multifator e instâncias dedicadas para ambientes Pix e STR

A Celcoin opera com licença de Instituição de Pagamento, atua como participante direta no Pix e como Iniciadora de Pagamentos no Open Finance e conecta-se diretamente à Rede do Sistema Financeiro Nacional, RSFN, e ao SPB. A tabela a seguir resume como cada funcionalidade da plataforma se traduz em benefícios concretos para sua operação, desde redução de custos de engenharia até proteção de receita com alta disponibilidade:

Funcionalidade da Celcoin

Benefício para sua empresa

APIs modulares

Integrações mais rápidas, reduzindo custos e prazos de desenvolvimento.

Experiência e suporte ao desenvolvedor

Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia.

Capacidade de lançamento rápido

Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, melhorando o tempo para geração de receita e competitividade.

Distribuição white-label e embutida, embedded

Suporte a produtos financeiros com marca própria.

Escalabilidade com confiabilidade

Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes, protegendo sua receita com confiança.

Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito

Oferecer pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização.

Acesso a dados e personalização

Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, melhorando conversão e retenção.

Compliance e conformidade como princípio

KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas.

Prevenção de fraude e controles de risco

Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória.

Força do ecossistema de parceiros da Celcoin

Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs garantem melhor cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado.

Passo 3: avaliar APIs, sandbox e SLA

A qualidade técnica da plataforma determina diretamente o tempo de integração, o custo de engenharia e a estabilidade em produção. Os critérios técnicos essenciais a avaliar são:

  • Documentação de APIs completa, atualizada e compatível com padrões REST

  • Disponibilidade de sandbox para testes antes da homologação em produção

  • SDKs e suporte ativo ao desenvolvedor, com acesso a canais de atendimento técnico

  • SLA documentado para incidentes críticos, com tempo de resposta e resolução definidos

  • Integração nativa com SPB, Pix e câmaras de liquidação, como TED, boleto e SITRAF

  • Suporte a Open Finance com widget de jornada aderente ao Guia UX do Banco Central

  • Arquitetura baseada em microsserviços, com escalabilidade horizontal em nuvem

O banking da Celcoin disponibiliza documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração. Alguns clientes conseguem implementar a solução do zero em uma semana. Outros, com estruturas mais complexas, levam até três meses.

Passo 4: analisar modelo de custos e monetização

O modelo de custos de uma plataforma de Banking as a Service impacta diretamente o tempo para geração de receita e a viabilidade financeira do produto. Construir infraestrutura financeira proprietária no Brasil exige capital mínimo realizado de até R$ 9,2 milhões para obter licença de Instituição de Pagamento, conforme normas atualizadas de 2025, além de custos de tecnologia na fase inicial.

Via Banking as a Service, a empresa opera sob a licença do provedor com capital inicial próximo de zero e pode atingir produção em aproximadamente três meses. Os pontos a analisar no modelo de custos são:

  • Estrutura de remuneração, variável por transação ou com setup fixo elevado

  • Ausência de barreiras de entrada que comprometam o fluxo de caixa inicial

  • Modelo de monetização disponível, como spread, tarifas por transação e remuneração de saldo

  • Possibilidade de embutir crédito na oferta ao cliente final, ampliando ARPU

A Celcoin não oferece nenhum tipo de empréstimo para consumidores. A Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes.

Veja como embutir crédito na sua oferta e ampliar ARPU com a infraestrutura da Celcoin.

Passo 5: realizar homologação e piloto

A fase de homologação valida a integração técnica e os fluxos regulatórios antes do lançamento em produção. As etapas desta fase incluem:

  • Testes de onboarding e KYC com cenários reais de aprovação, pendência e rejeição

  • Validação dos fluxos de Pix, como recebimento, envio, devolução e Pix Cobrança

  • Testes de prevenção a fraudes e monitoramento de transações suspeitas

  • Verificação dos relatórios regulatórios gerados automaticamente pela plataforma

  • Validação da liquidação e conciliação financeira

  • Testes de carga para verificar comportamento sob alto volume de transações

Conduzir o piloto com um grupo controlado de usuários finais antes da abertura total permite ajustes de UX, parametrização de limites e calibração de regras de compliance.

Passo 6: planejar migração futura para Core Banking próprio

Escolher um provedor que acompanhe a empresa em sua jornada de crescimento, inclusive na eventual obtenção de licença própria, é uma decisão estratégica relevante. Obter licença própria exige o capital mínimo mencionado anteriormente, até R$ 9,2 milhões, com prazos de autorização que podem variar.

O planejamento de migração deve contemplar quatro dimensões interdependentes. Primeiro, a manutenção da mesma base tecnológica ao migrar de BaaS para Core Banking com licença própria evita retrabalho de integração. Essa continuidade técnica permite executar os demais passos sem interromper a operação. Segundo, o cronograma de adequação de capital e governança deve ser estruturado para atender aos requisitos do Banco Central dentro do prazo de autorização. Terceiro, a continuidade operacional durante o processo de autorização garante que os serviços ao cliente final não sejam interrompidos enquanto a licença própria está em tramitação. Por fim, a integração da licença própria ao Core Banking do provedor centraliza a gestão de relatórios regulatórios e reduz a complexidade de compliance após a migração.

A Celcoin oferece exatamente esse caminho: empresas que iniciam no modelo BaaS, utilizando a licença da Celcoin, podem migrar para o Core Banking com licença própria mantendo a mesma infraestrutura tecnológica, sem necessidade de reconstruir a operação.

Passo 7: validar operação e suporte contínuo

Após o lançamento em produção, a validação contínua da operação sustenta crescimento e conformidade regulatória. Os indicadores de sucesso a monitorar são:

  • Estabilidade transacional, com disponibilidade da plataforma e taxa de erros por tipo de operação

  • Tempo de implementação de novas funcionalidades, medido pela velocidade de resposta do provedor a demandas de produto

  • Redução de retrabalho, com ausência de inconsistências entre relatórios regulatórios e registros operacionais

  • Aderência regulatória, com conformidade contínua com a Resolução Conjunta nº 16/2025 e atualizações do Banco Central

  • Qualidade do suporte, com acesso direto a decisores do provedor em casos de incidentes críticos

Erros comuns e pontos de atenção

Alguns erros se repetem com frequência na contratação de plataformas de Banking as a Service no Brasil e aumentam o risco regulatório e operacional.

  • Operar com contas-bolsão em Pix: estrutura irregular em que recursos de terceiros são administrados sem segregação, misturando patrimônio do cliente com o do provedor. A Resolução Conjunta nº 16/2025 veda expressamente essa prática.

  • Contratar múltiplos provedores de BaaS simultaneamente: a Resolução Conjunta nº 16/2025 determina que a empresa tomadora utilize apenas um provedor, que é o único responsável regulatório perante o Banco Central.

  • Subestimar o prazo de homologação: integrações com Pix, KYC e relatórios regulatórios exigem ciclos de teste que não devem ser comprimidos.

  • Ignorar a identificação do provedor nos canais: o Art. 14 da Resolução Conjunta nº 16/2025 exige que o provedor seja identificado de forma clara em todos os instrumentos de pagamento e interfaces.

  • Escolher plataformas sem caminho de migração para Core Banking: a troca de provedor no futuro implica reintegração completa, com custos e riscos operacionais elevados.

Critérios de sucesso e frameworks de decisão

A definição de critérios objetivos de sucesso facilita a comparação entre provedores e reduz decisões baseadas apenas em preço ou em promessas genéricas. A matriz abaixo organiza os critérios de decisão por dimensão, indicador e resultado esperado. Use esta matriz como checklist de validação: cada linha representa um critério que deve ser verificado antes de assinar o contrato com o provedor de BaaS, garantindo que a escolha atenda simultaneamente aos requisitos regulatórios, técnicos, comerciais e estratégicos:

Dimensão

Indicador

Resultado esperado

Regulatório

Licença IP ativa, segregação de recursos, relatórios automatizados

Conformidade com Resolução Conjunta nº 16/2025 até 31/12/2026

Técnico

Disponibilidade da plataforma, tempo de integração, cobertura de sandbox

Produção em até 90 dias, SLA documentado

Comercial

Modelo de custos variável, ausência de setup elevado, monetização desde o início

Geração de receita sem barreira de entrada significativa

Estratégico

Caminho de migração para Core Banking com licença própria sem troca de plataforma

Continuidade operacional e tecnológica no crescimento

Próximos passos: expansão, automação e governança contínua

Após a operação estabilizada, a agenda de evolução passa a envolver expansão do portfólio de produtos financeiros, automação de processos regulatórios e governança contínua de dados e compliance. O Open Finance abre caminho para personalização de ofertas com base em dados financeiros consentidos pelo usuário: o ecossistema brasileiro de Open Finance conectava mais de 100 milhões de clientes e contas com 154 milhões de consentimentos ativos em fevereiro de 2026.

A governança contínua exige monitoramento de atualizações regulatórias do Banco Central, revisão periódica de contratos com o provedor de BaaS e acompanhamento dos indicadores de conformidade. Empresas que constroem essa estrutura sobre uma plataforma full-stack com parceiro único reduzem significativamente o custo e a complexidade dessa gestão.

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Perguntas frequentes

Uma empresa sem licença do Banco Central pode contratar Banking as a Service no Brasil?

Sim. A Resolução Conjunta nº 16/2025 estabelece que a empresa tomadora, como ERP, varejista, marketplace ou fintech sem licença própria, pode operar serviços financeiros sob a licença do provedor de BaaS autorizado. A responsabilidade regulatória perante o Banco Central recai integralmente sobre o provedor licenciado. A empresa tomadora não precisa obter autorização própria para iniciar a operação, desde que o contrato com o provedor esteja estruturado conforme as exigências da resolução.

Qual é o prazo para adequação à Resolução Conjunta nº 16/2025?

As instituições com contratos de BaaS vigentes em 28 de novembro de 2025 precisam estar em plena conformidade com a Resolução Conjunta nº 16/2025 até 31 de dezembro de 2026. Essa adequação inclui revisão de contratos, implementação de controles de risco e KYC/AML, rastreabilidade ponta a ponta, identificação visível do provedor em todos os canais e eliminação de estruturas de contas-bolsão. Empresas que ainda não iniciaram o processo de adequação devem priorizar essa agenda imediatamente.

Quanto tempo leva para integrar uma plataforma de Banking as a Service e entrar em produção?

O prazo varia conforme a complexidade da estrutura existente e a disponibilidade da equipe técnica. Empresas que partem do zero com escopo de produtos bem definido podem entrar em produção em uma semana. Operações mais complexas, com múltiplos produtos e necessidade de migração de dados, podem levar até três meses. A qualidade da documentação de APIs do provedor, a disponibilidade de sandbox e o suporte técnico durante a integração são fatores determinantes.

O que acontece se a empresa quiser obter licença própria no futuro?

A obtenção de licença de Instituição de Pagamento junto ao Banco Central exige capital mínimo realizado de até R$ 9,2 milhões conforme normas atualizadas de 2025, com prazos de autorização que podem variar, sem garantia de aprovação. Conforme descrito no Passo 6, a Celcoin oferece continuidade tecnológica nessa transição: a mesma infraestrutura que suporta a operação em BaaS permanece após a obtenção da licença própria, eliminando retrabalho de integração.