Última atualização: 24 de julho de 2026
Principais lições deste artigo
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Obter uma licença própria de Instituição de Pagamento exige capital mínimo de R$ 9,2 milhões e tempo sem operação, o que torna o Banking as a Service a alternativa mais viável para empresas que desejam oferecer serviços financeiros com rapidez.
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A Resolução Conjunta n.º 16/2025 define que a responsabilidade regulatória recai sobre a prestadora autorizada, o que permite que a tomadora foque no produto e na experiência do cliente sem reportar diretamente ao Banco Central.
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A integração técnica via APIs modulares com provedores maduros reduz o tempo de implementação de meses para 4 a 12 semanas, dependendo da complexidade dos produtos.
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Controles de KYC/AML, prevenção a fraudes e automação de relatórios regulatórios (CADOCs, CCS, SCR, DIMP) são obrigatórios e reduzem exposição regulatória e custos operacionais.
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Para implementar Banking as a Service com segurança e escalabilidade, explore a infraestrutura completa de APIs, licenças e conformidade da plataforma Celcoin.
Passo 1: escolha do parceiro regulado e análise de contrato
O que fazer: avaliar se a prestadora detém licença de Instituição de Pagamento ativa junto ao Banco Central e verificar o histórico de conformidade regulatória da empresa.
Por que importa: sob a Resolução Conjunta n.º 16/2025, a responsabilidade regulatória primária recai sobre a prestadora, abrangendo governança corporativa, gestão de riscos, controles internos, prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo, segurança da informação, KYC e monitoramento de clientes. A tomadora não reporta diretamente ao regulador, pois opera sob contrato de serviço. A resolução também proíbe contas-bolsão e exige que os recursos dos clientes finais fluam diretamente para a prestadora, com conformidade total exigida até 31 de dezembro de 2026.
Resultado esperado: contrato formalizado com escopo de serviços, remuneração, segurança da informação, certificações, limites de subcontratação, atendimento ao cliente e regras de rescisão. A Resolução Conjunta n.º 16/2025 exige que a prestadora avalie a capacidade de conformidade da tomadora e implemente mecanismos de auditoria, testes e monitoramento contínuo.
Critérios objetivos para avaliação do parceiro:
A base da avaliação é confirmar se a prestadora possui licença de Instituição de Pagamento ativa e participação direta no Pix junto ao Banco Central, pois sem essa autorização a operação não pode existir de forma regular. Em seguida, a empresa deve analisar o histórico documentado de conformidade com PLD/FT e LGPD, já que qualquer falha regulatória da prestadora se converte em risco reputacional para a tomadora.
O contrato precisa incluir cláusulas de auditoria e limites de subcontratação para evitar cadeias de responsabilidade pouco claras. Do ponto de vista operacional, a empresa deve verificar se o suporte técnico oferece acesso direto a decisores, e não apenas a atendimento de primeiro nível, e se a infraestrutura está conectada ao Sistema de Pagamentos Brasileiro e à Rede do Sistema Financeiro Nacional, o que influencia diretamente a latência e a confiabilidade das transações.
Passo 2: integração técnica via APIs modulares
O que fazer: acessar a documentação do provedor, configurar o ambiente sandbox e iniciar a integração dos endpoints de conta digital, Pix, cartão e demais produtos desejados.
Por que importa: uma implementação típica de Banking as a Service para produtos simples, como contas de pagamento e cartões pré-pagos, leva de 4 a 12 semanas com um provedor maduro. A qualidade das APIs, medida por documentação, estabilidade, latência, cobertura de funcionalidades e flexibilidade de customização, é o principal diferencial entre provedores e pode reduzir o tempo de integração de meses para semanas. Produtos mais complexos, como crédito, podem ser lançados em cerca de 8 semanas com soluções white label BaaS maduras.
Resultado esperado: ambiente homologado com baixa latência, cobertura de funcionalidades como contas PF/PJ, Pix, TED, boleto, cartão pré e pós-pago, DDA e Open Finance, além de capacidade de escalar volume sem reconfiguração de infraestrutura.
Etapas técnicas da integração:
A integração começa com o cadastro no portal do desenvolvedor e acesso ao sandbox, que fornece credenciais de teste e um ambiente isolado para experimentação sem risco. Com o ambiente configurado, a equipe técnica lê a documentação de endpoints de conta, Pix e cartão para entender contratos de API, formatos de requisição e resposta e códigos de erro.
Essa compreensão orienta o desenvolvimento e os testes de integração em ambiente isolado, onde a empresa valida fluxos de sucesso e cenários de falha antes de trabalhar com dados reais. Após a validação interna, ocorre a homologação com o time técnico da prestadora, que revisa a implementação e identifica eventuais problemas de segurança, desempenho ou conformidade. Somente depois da aprovação na homologação a empresa realiza o deploy em produção, com monitoramento de latência e disponibilidade para garantir o cumprimento dos SLAs sob carga real.
Passo 3: configuração de liquidação, KYC e prevenção a fraudes
O que fazer: configurar o fluxo de liquidação via Sistema de Pagamentos Brasileiro, definir as regras de KYC e AML aplicáveis ao perfil de clientes finais e ativar as ferramentas antifraude disponibilizadas pela prestadora.
Por que importa: a Resolução Conjunta n.º 16/2025 estabelece como pilares regulatórios do Banking as a Service os controles de PLD/FT, os procedimentos de KYC, a proteção de dados pela LGPD, a segregação de funções críticas para evitar conflitos de interesse e estruturas de governança corporativa com responsabilização e auditoria claras. O monitoramento baseado em inteligência artificial reduz estornos, perdas e exposição regulatória. A automação financeira pode reduzir de 20% a 30% do tempo gasto em processamento de dados, conforme dados da McKinsey, o que libera equipes para análise orientada a resultados.
Para implementar essa infraestrutura com segurança e escalabilidade, veja como a Celcoin automatiza KYC, PLD/FT e relatórios regulatórios para sua operação.
Passo 4: implementação de Open Finance e relatórios regulatórios
O que fazer: integrar o widget de consentimento conforme o Guia UX do Banco Central, configurar a transmissão de dados e automatizar o envio de relatórios regulatórios como CADOCs, CCS, SCR e DIMP.
Por que importa: o Open Finance permite acesso e transmissão de dados financeiros com consentimento do usuário, o que viabiliza personalização de ofertas, onboarding simplificado e concessão de crédito baseada em histórico real. A automação dos relatórios elimina retrabalho manual e garante aderência às normas do Banco Central e da Receita Federal. A automação via API pode reduzir significativamente o tempo de conciliação bancária em operações de e-commerce, além de padronizar dados e diminuir erros humanos.
Resultado esperado: quando a automação está bem configurada, os relatórios são enviados automaticamente, como DIMP, DES-IF, CADOCs, CCS, SCR e PR, sem intervenção manual, com conformidade garantida junto ao Banco Central, Receita Federal e SUSEP.
Relatórios regulatórios cobertos pela infraestrutura de Banking as a Service:
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CADOCs, documentos de cadastro
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CCS, cadastro de clientes do Sistema Financeiro Nacional
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SCR, sistema de informações de crédito
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DIMP, declaração de informações de meios de pagamento
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DES-IF e COSIF para instituições financeiras
Passo 5: monitoramento, testes e evolução para licença própria
O que fazer: estabelecer auditorias contínuas, acompanhar métricas de estabilidade operacional e planejar a migração para Core Banking com licença própria quando o volume e a maturidade da operação justificarem.
Por que importa: a resolução mencionada define prazo de adequação até o final de 2026 para instituições que já operavam arranjos de Banking as a Service quando a norma entrou em vigor. Operações fora das regras a partir de 2027 ficam sujeitas a penalidades do Banco Central. O monitoramento contínuo reduz exposição regulatória e prepara a operação para escalar com segurança.
Resultado esperado: operação escalável com governança própria, uptime de 99,9% e caminho estruturado para integração da licença própria ao Core Banking, sem necessidade de reconstruir a infraestrutura tecnológica.
Erros comuns e pontos de atenção
Alguns erros se repetem na implementação de Banking as a Service no Brasil e aumentam o risco regulatório e operacional.
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Contas-bolsão: a Resolução Conjunta n.º 16/2025 proíbe expressamente contas-bolsão, estruturas em que recursos de terceiros são administrados de forma não individualizada, misturando patrimônio do cliente com o da instituição.
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Subcontratação sem limites definidos: a resolução exige que o contrato de Banking as a Service estabeleça limites claros para subcontratação, o que evita cadeias de responsabilidade difusas.
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Ausência de segregação de funções: funções críticas de compliance, KYC e auditoria precisam ser segregadas para prevenir conflitos de interesse.
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Falta de monitoramento contínuo: a prestadora é obrigada a implementar mecanismos de auditoria e testes periódicos sobre a tomadora.
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Descumprimento do prazo de adequação: operações fora das regras após 31 de dezembro de 2026 ficam sujeitas a sanções do Banco Central.
A Celcoin não oferece empréstimo para consumidores. A Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes.
Critérios de sucesso e validação
A tabela a seguir apresenta métricas de referência para avaliar a maturidade de uma implementação de Banking as a Service e orientar ajustes de rota.
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Critério |
Métrica de referência |
Resultado esperado |
Prazo típico |
|---|---|---|---|
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Estabilidade |
Uptime da plataforma |
99,9% de disponibilidade |
Contínuo |
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Tempo de implementação |
Semanas até produção |
Conforme mencionado, 4 a 12 semanas para produtos simples |
Por projeto |
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Redução de retrabalho |
Tempo em rotinas manuais |
Redução de 20 a 30 por cento no tempo de processamento de dados, conforme McKinsey |
3 a 6 meses |
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Aderência regulatória |
Relatórios enviados automaticamente |
100 por cento dos CADOCs, CCS, SCR e DIMP |
Contínuo |
A Celcoin opera com portfólio completo de licenças e tecnologia proprietária, mediando mais de R$ 30 bilhões em transações por mês e atendendo mais de 6 mil clientes. Para avaliar se um provedor de Banking as a Service oferece a maturidade necessária para sua operação, a empresa deve comparar as capacidades técnicas e regulatórias da plataforma com os requisitos do próprio modelo de negócio. A tabela abaixo mapeia cada funcionalidade da Celcoin ao benefício operacional ou estratégico que ela entrega.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, melhorando tempo para geração de receita. |
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Distribuição white-label e embutida |
Suporte a produtos financeiros com marca própria em diferentes jornadas de usuário. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando em altos volumes e protege a receita. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferta de pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, receita média por usuário e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, com impacto direto em conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em inteligência artificial e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs ampliam cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Próximos passos
Após a estabilização da operação, a empresa pode expandir o portfólio de produtos financeiros, como cartão pós-pago, antecipação de recebíveis e soluções avançadas de Open Finance. Também pode automatizar processos de reconciliação e relatórios e estruturar a governança necessária para solicitar licença própria junto ao Banco Central.
A infraestrutura de Core Banking da Celcoin permite que essa migração ocorra sem troca de plataforma: a empresa integra sua licença à mesma base tecnológica já utilizada no modelo Banking as a Service, mantendo estabilidade operacional e continuidade para os clientes finais. Para estruturar essa evolução, estruture sua migração para Core Banking com licença própria sem trocar de plataforma.
FAQ
Como funciona o Banking as a Service?
Banking as a Service é um modelo em que uma instituição financeira ou de pagamento autorizada pelo Banco Central disponibiliza sua infraestrutura regulatória e tecnológica para que empresas não reguladas ofereçam serviços financeiros com marca própria. A empresa contratante, ou tomadora, integra as funcionalidades via APIs, como contas digitais, Pix, cartões, boletos e TED, sem precisar obter licença própria.
A prestadora permanece responsável perante o regulador por KYC, PLD/FT, liquidação e relatórios. A tomadora concentra esforços em produto e experiência do cliente final. O modelo se aplica a fintechs, bancos digitais, ERPs, marketplaces e varejistas de diferentes portes.
Qual é a regulamentação do Banking as a Service no Brasil?
O marco regulatório central é a Resolução Conjunta n.º 16/2025, editada pelo Banco Central do Brasil e pelo Conselho Monetário Nacional. A norma define uma lista taxativa de serviços permitidos no modelo Banking as a Service, estabelece que a responsabilidade regulatória primária é indivisível e recai sobre a prestadora autorizada, proíbe contas-bolsão, exige segregação de funções críticas e impõe obrigações de auditoria e monitoramento contínuo.
Instituições que já operavam arranjos de Banking as a Service quando a norma entrou em vigor têm até 31 de dezembro de 2026 para se adequar. Operações fora das regras a partir de 2027 ficam sujeitas a penalidades do Banco Central. A norma se aplica a instituições financeiras, instituições de pagamento e demais entidades autorizadas pelo Banco Central que prestem ou contratem serviços de Banking as a Service.
Quais são as opções de Banking as a Service disponíveis para empresas?
As empresas podem estruturar sua operação de Banking as a Service em diferentes modelos, de acordo com o estágio de maturidade e os objetivos de negócio. O modelo white-label prioriza velocidade de entrada no mercado com baixo investimento inicial e permite lançar contas e cartões com marca própria enquanto a prestadora gerencia as rotinas regulatórias.
O modelo de finanças embutidas, ou embedded finance, integra serviços financeiros de forma invisível à jornada do usuário, como carteiras digitais para entregadores ou contas para clientes de varejo. O modelo marketplace agrega múltiplos produtos financeiros para que o usuário compare opções dentro da plataforma.
O modelo full-stack, voltado a empresas em estágio avançado, exige licença própria de Instituição de Pagamento ou Sociedade de Crédito Direto e oferece controle total sobre produto, precificação e dados. A Celcoin acompanha a empresa em toda essa jornada, do Banking as a Service inicial até o Core Banking com licença própria, sem necessidade de troca de infraestrutura.
Como saber se a financeira parceira de Banking as a Service é legítima?
A verificação da legitimidade de uma prestadora de Banking as a Service no Brasil passa por etapas objetivas. O primeiro passo é consultar o Cadastro de Instituições do Banco Central, disponível em bcb.gov.br, para confirmar que a empresa detém autorização ativa como Instituição de Pagamento ou Instituição Financeira.
Na sequência, a empresa deve verificar se a prestadora é participante direta do Pix e se está conectada ao Sistema de Pagamentos Brasileiro e à Rede do Sistema Financeiro Nacional. Contratos legítimos de Banking as a Service, em linha com a Resolução Conjunta n.º 16/2025, identificam expressamente a prestadora como responsável pelos serviços bancários perante o usuário final, definem escopo, remuneração, limites de subcontratação e mecanismos de auditoria.
A ausência de qualquer dessas cláusulas indica não conformidade. Além disso, é recomendável verificar o histórico de penalidades aplicadas pelo Banco Central e solicitar referências de clientes ativos da plataforma.
Quanto custa implementar Banking as a Service no Brasil?
Os custos de Banking as a Service no Brasil combinam três componentes: uma taxa de setup ou onboarding, uma mensalidade de plataforma e tarifas variáveis por transação ou usuário ativo. Fintechs em estágio inicial pagam uma mensalidade de plataforma que varia conforme o provedor e os serviços contratados, com tarifas variáveis por Pix, boleto e cartão que dependem do volume processado.
Empresas de maior porte recebem propostas customizadas. O custo total tende a ser significativamente inferior ao de construir infraestrutura bancária proprietária nos primeiros anos de operação, que pode exigir de R$ 500.000 a R$ 3 milhões apenas em tecnologia e integrações com sistemas de pagamento, além de capital mínimo realizado de R$ 9,2 milhões e do tempo necessário para a autorização regulatória. A estrutura de custos do Banking as a Service favorece escala, pois quanto maior o volume transacionado, menor tende a ser o custo unitário por operação.


