Última atualização: 13 de agosto de 2026
Principais lições deste artigo
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Mapear o enquadramento regulatório: identificar o segmento regulatório da operação (IP, SCD, SEP ou SPSAV) e listar as obrigações de cada categoria é o primeiro passo para reduzir o risco de sanções e bloqueios bancários.
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Estruturar PLD/FT completo: criar um programa de PLD/FT com KYC/KYB automatizado, trilha de auditoria e fluxos de consentimento LGPD garante conformidade contínua.
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Automatizar reportes regulatórios: gerar e enviar automaticamente relatórios como CADOC, CCS, SCR e DIMP, com conexão direta à RSFN e ao SPB, reduz erros manuais e multas por atraso.
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Fortalecer governança e segurança: implementar controles de cibersegurança, gestão de risco de terceiros e canal de denúncias aumenta a resiliência e melhora a resposta a incidentes.
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Escalar com o banking da Celcoin: com a infraestrutura da Celcoin, fintechs, bancos digitais, ERPs e varejistas podem iniciar no modelo Banking as a Service e migrar para licença própria sem trocar de tecnologia; saiba como funciona essa migração.
Visão geral do guia
Este guia apresenta sete etapas essenciais para estruturar compliance em 2026, considerando as atualizações regulatórias mais recentes do Bacen, incluindo as Resoluções BCB 519, 520 e 521, a Resolução BCB 561 e os novos requisitos de capital mínimo. O pré-requisito para aplicar o guia é ter governança interna documentada, políticas internas aprovadas pela diretoria e capacidade de integração com os sistemas do Bacen, RSFN e SPB. O guia também orienta a decisão entre operar sob licença de terceiro via Banking as a Service ou obter licença própria com Core Banking.
Veja como a Celcoin simplifica governança e integração com os sistemas do Bacen
Independentemente do modelo escolhido, o primeiro passo é mapear com precisão o enquadramento regulatório da operação.
Passo 1 – Mapeamento de licenças e obrigações
O que fazer: identificar o segmento regulatório da operação, como Instituição de Pagamento (IP), Sociedade de Crédito Direto (SCD), Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP) ou prestadora de serviços de ativos virtuais (SPSAV), e listar todas as obrigações associadas a cada categoria.
Por que importa: o Bacen implementou aumentos graduais de capital mínimo a partir de julho de 2026, com impacto pleno em janeiro de 2028, o que afeta um número significativo de instituições autorizadas. Operar sem enquadramento correto aumenta o risco de sanções administrativas e bloqueio de relacionamento bancário.
Resultado esperado: criação de uma matriz de licenças com obrigações mapeadas, prazos definidos e responsáveis internos atribuídos.
Passo 2 – Implementação de KYC e PLD/FT com fluxos de consentimento
O que fazer: estruturar o programa de Prevenção à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo, com política aprovada pela diretoria, avaliação interna de risco, KYC estruturado e monitoramento contínuo.
Por que importa: a Circular Bacen nº 3.978/2020 estabelece requisitos para due diligence, governança e retenção de documentos no PLD/FT. Para pessoas jurídicas, o KYB inclui verificação de dados cadastrais, análise de estrutura societária, identificação de beneficiário final, triagem de sanções e PEPs e monitoramento contínuo.
Para fluxos de consentimento sob a LGPD, o consentimento deve ser livre, informado, inequívoco e vinculado a uma finalidade específica, e para dados sensíveis deve ser específico e destacado. O controlador deve implementar mecanismos de revogação de consentimento de forma facilitada, com interrupção do processamento.
Resultado esperado: programa de PLD/FT documentado, fluxos de KYC e KYB automatizados, trilha de auditoria completa e fluxos de consentimento LGPD implementados.
Passo 3 – Automação de relatórios regulatórios (CADOC, CCS, SCR, DIMP)
O que fazer: mapear todos os relatórios obrigatórios, como CADOC, CCS, SCR, DIMP, DES-IF e obrigações tributárias, e implementar geração e envio automatizados com conexão direta à RSFN e ao SPB.
Por que importa: VASPs autorizados devem registrar seus sistemas e submeter remessas periódicas de dados CADOC e outros relatórios. Como esses reportes são obrigatórios e têm prazos rígidos, atrasos ou inconsistências geram multas automáticas e podem comprometer a autorização operacional.
Resultado esperado: criação de um pipeline automatizado de relatórios regulatórios, com zero intervenção manual, redução de erros e conformidade contínua com o Bacen, a Receita Federal e a SEFAZ.
Passo 4 – Controles de cibersegurança e risco de terceiros
O que fazer: implementar política de cibersegurança alinhada à Resolução BCB nº 85/2021, mapear fornecedores críticos, estabelecer plano de continuidade de negócios e definir procedimentos de resposta a incidentes com notificação ao Bacen.
Por que importa: pós-autorização, as instituições devem reportar ao Bacen incidentes de cibersegurança ou interrupções operacionais relevantes. A gestão de risco de terceiros tornou-se componente regulatório central, em especial em operações de Banking as a Service.
Resultado esperado: inventário de fornecedores críticos com avaliação de risco, plano de continuidade testado e canal de notificação de incidentes em operação.
Passo 5 – Governança e canal de denúncias
O que fazer: formalizar estrutura de governança com comitê de compliance, política de conflito de interesses, canal de denúncias anônimo e programa de treinamento contínuo em PLD/FT.
Por que importa: a Circular Bacen nº 3.978/2020 aborda a necessidade de treinamento em PLD/FT. A avaliação interna de risco deve ser atualizada periodicamente, e o programa de treinamento precisa manter registros auditáveis.
Resultado esperado: estrutura de governança documentada, canal de denúncias ativo e programa de treinamento com evidências registradas.
Passo 6 – Decisão entre BaaS e Core Banking
A escolha entre operar via Banking as a Service ou com licença própria integrada a um Core Banking depende do estágio da empresa, do volume transacional e do apetite regulatório.
O Banking as a Service é indicado para empresas sem licença própria que precisam lançar produtos financeiros com rapidez. Esse modelo funciona porque, sob a Resolução Conjunta nº 16/2025, a instituição prestadora detém responsabilidade final e indelegável pela integridade, segurança e conformidade regulatória de todas as operações de BaaS, mesmo quando os serviços são prestados a uma contratante não regulada. Essa estrutura permite que a empresa contratante embarque serviços regulados sem assumir diretamente as obrigações prudenciais perante o Bacen.
O Core Banking com licença própria é indicado para instituições que já possuem ou estão obtendo autorização do Bacen e buscam eficiência operacional, escalabilidade e conformidade regulatória integrada sem depender da licença de terceiros. Requisitos mais elevados de capital mínimo, obrigações de governança mais rígidas e prazos de autorização antecipados introduzidos em 2025 e 2026 estão direcionando fintechs menores para arranjos de BaaS ou para a venda de suas licenças.
A vantagem do modelo Celcoin é que a empresa pode iniciar no BaaS e migrar para o Core Banking com licença própria sem trocar de infraestrutura tecnológica, mantendo continuidade operacional e conformidade em todas as etapas. Essa continuidade só é possível quando a migração de sistemas legados é planejada desde o início.
Passo 7 – Migração de sistemas legados
O que fazer: mapear dependências de sistemas legados, definir estratégia de migração faseada, validar integrações com RSFN e SPB no ambiente de sandbox antes da produção e estabelecer plano de rollback.
Por que importa: arquiteturas monolíticas reduzem a capacidade de atualização regulatória contínua. A migração para infraestrutura baseada em microsserviços e APIs modulares diminui o tempo de adaptação a novas normas do Bacen e reduz a dependência de múltiplos fornecedores.
Resultado esperado: operação migrada com zero interrupção de serviço, integrações validadas com os sistemas do Bacen e infraestrutura preparada para futuras atualizações regulatórias.
Erros comuns e pontos de atenção
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Contas-bolsão: estruturas em que recursos de terceiros são administrados de forma não individualizada, misturando patrimônio do cliente com o da instituição, são irregulares e vedadas pelas normas do Bacen.
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Falta de segregação patrimonial: ausência de separação entre recursos próprios e de clientes aumenta o risco de sanções e compromete a proteção dos usuários finais.
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Atrasos em reportes: envio fora do prazo de CADOC, CCS, SCR ou DIMP gera multas automáticas e pode acionar processos administrativos no Bacen.
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Ausência de trilha de auditoria: falta de logs imutáveis de transações e decisões de compliance impede a demonstração de conformidade em inspeções regulatórias.
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Relacionamento com VASPs não autorizados: a Resolução BCB nº 520 proíbe bancos e IPs de transacionar com VASPs não autorizados a partir de 30 de outubro de 2026, o que cria um prazo crítico de adequação.
Critérios de sucesso
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Tempo de implementação: startups conseguem implementar a solução em cerca de uma semana, enquanto operações complexas podem levar até três meses, dependendo da estrutura existente.
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Redução de retrabalho: automação de relatórios regulatórios elimina intervenção manual e reduz erros de envio.
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Aderência regulatória: manutenção de zero notificações de não conformidade do Bacen, da Receita Federal ou da SEFAZ.
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Estabilidade operacional: alta disponibilidade com escalabilidade em nuvem mantém serviços funcionando mesmo em picos de volume transacional.
Como a Celcoin resolve compliance
A Celcoin opera com portfólio completo de licenças e tecnologia proprietária, oferecendo APIs modulares para que empresas provejam serviços bancários completos, desde contas digitais e cartões até liquidação, compliance e relatórios regulatórios automatizados. Fintechs, bancos digitais, ERPs e varejistas podem iniciar utilizando as licenças da Celcoin no modelo Banking as a Service e, depois, migrar para suas próprias licenças com o Core Banking, mantendo a mesma base tecnológica.
A Celcoin não oferece nenhum tipo de empréstimo para consumidores. A Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, melhorando o tempo para geração de receita e a competitividade. |
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Distribuição white-label e embutida (embedded) |
Suporte a produtos financeiros com marca própria. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes, protegendo a receita com estabilidade. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferta de pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, com impacto positivo em conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs ampliam cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Explore as funcionalidades da Celcoin em detalhes.
Próximos passos
Após estruturar o compliance inicial, a operação deve evoluir em três frentes principais. A primeira é a expansão da operação com novos produtos financeiros, como cartões, crédito embarcado e contas remuneradas, aproveitando a infraestrutura já em conformidade. A segunda é o monitoramento contínuo de normas, já que o Bacen publica atualizações regulatórias com frequência e a janela de transição para VASPs existentes sob as Resoluções BCB 519, 520 e 521 encerra em 30 de outubro de 2026, o que exige acompanhamento constante. A terceira é a evolução para Open Finance e Open Insurance, que permitem personalização de produtos com base em dados consentidos, integração de pagamentos via Pix e conformidade simultânea com Bacen, SUSEP e LGPD.
FAQ
Quanto tempo leva para migrar para a infraestrutura da Celcoin?
O prazo de migração varia conforme a complexidade da estrutura existente. Empresas com operações mais simples conseguem implementar a solução em aproximadamente uma semana. Operações com maior complexidade, como múltiplos sistemas legados, grande base de clientes ou integrações customizadas, podem levar até três meses. A Celcoin disponibiliza equipe técnica dedicada para suporte em todas as etapas da migração, o que reduz o risco de interrupção operacional.
Quais são as obrigações específicas de IPs e SCDs perante o Bacen?
Instituições de Pagamento devem cumprir obrigações de capital mínimo, segregação patrimonial dos recursos de clientes, envio periódico de relatórios como CADOC, CCS e DIMP, implementação de programa de PLD/FT, conforme discutido no Passo 2, e conexão direta à RSFN e ao SPB. Sociedades de Crédito Direto têm obrigações adicionais relacionadas à concessão de crédito, incluindo reporte ao SCR e cumprimento das normas de capital mínimo atualizadas pelo Bacen em 2025. Ambas as categorias estão sujeitas aos aumentos de capital mínimo mencionados no Passo 1, com acréscimo de 25% por semestre a partir de julho de 2026. A Celcoin automatiza o envio de todos esses relatórios para IPs e SCDs que utilizam sua infraestrutura.
Qual é o custo de setup para usar o banking da Celcoin?
O modelo de remuneração da Celcoin é centrado em transações, sem custo de setup inicial elevado. Esse modelo reduz barreiras de entrada para fintechs em estágio inicial e para empresas que estão migrando de sistemas legados, permitindo que o investimento em infraestrutura cresça de forma proporcional ao aumento do volume transacional da operação.
Como a Celcoin garante conformidade contínua com atualizações regulatórias do Bacen?
A infraestrutura da Celcoin passa por atualizações contínuas para incorporar novas normas do Bacen, da Receita Federal, da SUSEP e das Secretarias de Fazenda. Essas atualizações incluem ajustes automáticos nos módulos de relatórios regulatórios, nos fluxos de KYC e PLD/FT e nas integrações com os sistemas do Bacen. Empresas que utilizam o Core Banking ou o Banking as a Service da Celcoin não precisam gerenciar internamente essas mudanças, pois a infraestrutura absorve as atualizações regulatórias sem exigir redesenvolvimento por parte do cliente.

