Plataforma completa para fintechs com Core Banking e BaaS

Core Banking e BaaS para fintechs: guia comparativo

Última atualização: 10 de agosto de 2026

Principais lições deste artigo

  • Escolher uma plataforma que acompanhe toda a jornada regulatória, do BaaS ao Core Banking com licença própria, é requisito de continuidade para fintechs, bancos digitais e ERPs.

  • Uma plataforma completa de BaaS e Core Banking para fintechs entrega os dois modelos sobre a mesma base tecnológica, com as mesmas APIs e o mesmo suporte, o que elimina a necessidade de migração de stack.

  • Migrar de BaaS para licença própria exige automatizar obrigações como DIMP, DES-IF, CADOCs, CCS, SCR e PR, com conexão direta à RSFN e ao SPB.

  • Critérios decisivos na escolha incluem APIs modulares, relatórios regulatórios automatizados, escalabilidade em nuvem e compliance integrado desde a arquitetura.

  • Para implementar ou migrar para uma solução completa de Core Banking e BaaS, conheça a plataforma da Celcoin.

O que são BaaS e Core Banking?

O Core Banking é a infraestrutura central que registra e processa transações, controla contas, gerencia saldos, calcula juros e garante conformidade regulatória, funcionando como o motor de todas as operações bancárias. O Banking as a Service, por sua vez, constrói sobre essa infraestrutura ao expô-la por meio de APIs, permitindo que outras empresas ofereçam serviços financeiros sobre o sistema de uma instituição licenciada em modelo white-label. Em termos práticos, o BaaS permite que uma empresa opere sob a licença de terceiros. O Core Banking fornece a infraestrutura para empresas que já possuem ou pretendem obter licença própria, como a de Instituição de Pagamento (IP) ou Sociedade de Crédito Direto (SCD).

Essa distinção orienta a estratégia de crescimento. Muitas fintechs começam com BaaS e depois migram para licença própria à medida que ganham escala, o que torna crítica a escolha de uma plataforma que suporte os dois modelos sem troca de tecnologia.

Plataforma completa de BaaS e Core Banking para fintechs

Uma plataforma completa de BaaS e Core Banking para fintechs entrega os dois modelos, BaaS e Core Banking, sobre a mesma base tecnológica. A empresa utiliza as mesmas APIs e o mesmo suporte em todas as fases, o que elimina a necessidade de migração de stack quando evolui de operação sob licença de terceiros para operação com licença própria.

Essa escala de operação exige infraestrutura comprovada. A Celcoin media mais de R$ 30 bilhões em transações mensalmente para mais de 6 mil clientes, o que demonstra capacidade de suportar volumes enterprise com estabilidade.

Diferença entre BaaS e Core Banking

Os dois modelos se distinguem em quatro dimensões principais.

Critério

BaaS

Core Banking

Plataforma full stack

Licenças operacionais

Licenças do provedor, por exemplo IP

Licenças próprias da empresa, IP, SCD, IF

Ambas, sem troca de tecnologia

Relatórios regulatórios

Responsabilidade do provedor

Responsabilidade da instituição licenciada

Automatizados pelo provedor para ambos os casos

Arquitetura

APIs sobre infraestrutura do provedor

Infraestrutura própria com APIs modulares

Microsserviços nativos em nuvem, modulares

Migração de stack

Não aplicável

Exigida em plataformas não integradas

Não necessária, mesma base tecnológica

A Resolução Conjunta nº 16/2025 do Banco Central e do CMN define que a instituição provedora de BaaS é a principal responsável pelo cumprimento de políticas de PLD, regras contra financiamento ao terrorismo e processos de KYC. No modelo BaaS, o provedor absorve a maior parte da complexidade regulatória. No Core Banking com licença própria, essa responsabilidade migra para a instituição, e a plataforma tecnológica precisa estar preparada para suportar essa transição sem ruptura.

Como migrar de BaaS para licença própria sem trocar de tecnologia

Obter uma licença de IP ou SCD junto ao Banco Central cria um conjunto de obrigações acessórias que precisam estar automatizadas na plataforma tecnológica desde o primeiro dia de operação regulada. Entre as principais obrigações estão:

  • DIMP, Declaração de Informações de Meios de Pagamento

  • DES-IF, Documento de Informações Contábeis das Instituições Financeiras

  • CADOCs, Documentos de Cadastro do Banco Central

  • CCS, Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional

  • SCR, Sistema de Informações de Crédito

  • PR, Patrimônio de Referência

Todas essas obrigações exigem conexão direta à Rede do Sistema Financeiro Nacional, RSFN, e ao Sistema de Pagamentos Brasileiro, SPB, o que significa que a plataforma precisa estar integrada a essas redes desde o início. Sem essa integração, cada relatório teria que ser gerado e enviado manualmente, o que aumenta o risco de erro e de sanções regulatórias.

Uma plataforma full stack automatiza o envio desses arquivos, reduz o risco operacional e mantém a conformidade contínua durante a transição de licença. A Celcoin mantém integração direta com RSFN e SPB, o que permite migrar de BaaS para Core Banking com licença própria sem substituir componentes tecnológicos.

Veja como a Celcoin automatiza essa transição regulatória.

Quais relatórios regulatórios o provedor deve entregar?

Um provedor de Core Banking para fintechs no Brasil deve automatizar, no mínimo, os seguintes relatórios e obrigações:

  1. DIMP, declaração mensal de meios de pagamento ao Banco Central

  2. DES-IF, informações contábeis periódicas para o Bacen

  3. CADOCs, cadastros e documentos regulatórios do sistema financeiro

  4. CCS, cadastro de relacionamentos entre clientes e instituições

  5. SCR, informações de crédito para o Banco Central

  6. Relatórios tributários, obrigações com Receita Federal e SEFAZ, incluindo SP

  7. BacenJud, atendimento a ordens judiciais de bloqueio e transferência

Instituições reguladas pelo Banco Central devem implementar monitoramento e reporte para detectar e registrar transações suspeitas junto ao COAF via Siscoaf dentro dos prazos exigidos pela Circular BCB 3.978/2020. A automação desses processos se torna um requisito técnico básico, não um diferencial.

Critérios para escolher plataforma de Core Banking para fintech

A escolha de uma plataforma de Core Banking deve considerar critérios técnicos e regulatórios que impactam diretamente o negócio.

  1. APIs modulares e documentação completa: a camada de API é o requisito técnico mais crítico de uma plataforma BaaS, pois determina quais serviços bancários podem ser expostos a terceiros e com que facilidade podem ser integrados.

  2. Suporte à migração sem troca de stack: ferramentas de migração progressiva permitem que novos produtos rodem no Core Banking em nuvem enquanto o sistema legado continua operando os livros existentes, o que reduz o risco de uma virada única.

  3. Relatórios regulatórios automatizados: geração e envio automático de DIMP, DES-IF, CADOCs, CCS, SCR e PR com conexão direta ao RSFN e ao SPB.

  4. Escalabilidade nativa em nuvem: a plataforma deve suportar volumes combinados de transações, cargas de usuários e taxas de chamadas de API de múltiplos clientes simultaneamente sem degradação de desempenho.

  5. Compliance integrado desde a arquitetura: escalabilidade, conformidade regulatória e segurança precisam estar incorporadas na arquitetura do Core Banking desde o início.

  6. Suporte técnico especializado com acesso direto a decisores: tempo de resposta e qualidade do atendimento em incidentes críticos impactam diretamente a receita do cliente final.

  7. Cobertura de produtos financeiros completa: contas digitais PF e PJ, Pix, TED, cartões pré e pós-pagos, DDA, Open Finance e crédito embarcado em uma única plataforma.

A Celcoin não oferece nenhum tipo de empréstimo para consumidores. A Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes.

A tabela abaixo detalha funcionalidades da Celcoin e os benefícios correspondentes para sua empresa.

Funcionalidade da Celcoin

Benefício para sua empresa

APIs modulares

Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento.

Experiência e suporte ao desenvolvedor

Documentação, SDKs e sandboxes reduzem ciclos de integração e custos de engenharia.

Capacidade de lançamento rápido

Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos e melhoram o tempo para geração de receita.

Distribuição white-label e embutida, embedded

Suporte a produtos financeiros com marca própria.

Escalabilidade com confiabilidade

Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes e protege sua receita.

Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito

Oferecer pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização.

Acesso a dados e personalização

Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas e melhoram conversão e retenção.

Compliance e conformidade como princípio

KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas.

Prevenção de fraude e controles de risco

Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória.

Força do ecossistema de parceiros da Celcoin

Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs garantem melhor cobertura, mais recursos e maior velocidade de entrada no mercado.

Erros comuns ao operar com contas vinculadas e segregação patrimonial

Operar com contas vinculadas de forma não individualizada é irregular e tende a ser proibido pelas normativas do Banco Central. Nessas estruturas, recursos de terceiros são administrados sem separação clara, o que mistura o patrimônio do cliente com o da instituição e viola as regras de segregação patrimonial exigidas para Instituições de Pagamento. Os erros mais frequentes nesse contexto incluem:

  • Ausência de contas individualizadas por cliente final, o que impede rastreabilidade de saldo e transações

  • Falta de controles de ledger que garantam que cada real pertence a um titular identificado

  • Impossibilidade de gerar relatórios regulatórios precisos, como CCS e CADOCs, sem individualização de contas

  • Exposição a sanções do Banco Central por descumprimento das normas de proteção de recursos de clientes

A infraestrutura de Core Banking da Celcoin opera com contas vinculadas individualizadas para PF e PJ, o que garante segregação patrimonial completa e conformidade com as exigências do Bacen desde o início da operação.

Conheça a infraestrutura de contas individualizadas da Celcoin.

Perguntas frequentes

Qual a diferença prática entre operar no modelo BaaS e ter licença própria de IP ou SCD?

No modelo BaaS, a empresa utiliza a licença regulatória do provedor para oferecer serviços financeiros aos seus clientes finais. Toda a responsabilidade de compliance, KYC, PLD e relatórios regulatórios recai sobre o provedor. Com licença própria de IP ou SCD, a empresa passa a ser a responsável direta perante o Banco Central por todas essas obrigações.

Uma plataforma full stack como a da Celcoin mantém a mesma base tecnológica nos dois cenários. A transição entre os modelos ocorre sem substituição de tecnologia, com as mesmas APIs, o mesmo ambiente e o mesmo suporte, independentemente do estágio regulatório da empresa.

Quanto tempo leva para implementar ou migrar para a plataforma da Celcoin?

O prazo depende da complexidade da estrutura existente e da disponibilidade da equipe do cliente para conduzir a migração. Alguns clientes conseguem implementar a solução do zero ou migrar em cerca de uma semana. Outros projetos podem levar até três meses.

A Celcoin disponibiliza uma equipe dedicada de suporte técnico para apoiar todas as etapas do processo, o que reduz riscos e acelera o go-to-market.

Quais obrigações regulatórias a Celcoin automatiza para empresas com licença própria?

Para empresas que operam com licença própria de IP ou SCD, a Celcoin automatiza o envio de DIMP, DES-IF, CADOCs, CCS, SCR, PR, relatórios tributários para Receita Federal e SEFAZ, incluindo São Paulo, e BacenJud. Toda a geração e transmissão de arquivos ocorre com conexão direta à Rede do Sistema Financeiro Nacional, RSFN, e ao Sistema de Pagamentos Brasileiro, SPB, o que elimina erros manuais e mantém a conformidade contínua.

Qual é o modelo de custo para usar o Core Banking da Celcoin?

A Celcoin adota um modelo de remuneração centrado em transações, em vez de um custo elevado de setup inicial. Essa abordagem reduz barreiras de entrada para fintechs em estágio inicial e para empresas que estão migrando de outra infraestrutura. O custo da plataforma passa a escalar de forma proporcional ao crescimento do negócio.

A Celcoin oferece suporte técnico em caso de incidentes críticos?

A Celcoin oferece suporte técnico especializado com acesso direto a decisores. Em caso de incidentes, a equipe atua para minimizar o impacto sobre o cliente final.

Além do suporte reativo, a Celcoin disponibiliza documentação completa, SDKs e ambientes de sandbox para que as equipes de desenvolvimento consigam integrar e testar funcionalidades com autonomia antes de ir para produção.