Última atualização: 29 de julho de 2026
Principais lições deste artigo
-
Construir um orçamento realista para Banking as a Service exige analisar setup, mensalidade, custo por transação, compliance, KYC e integração. Também exige entender como cada variável se comporta conforme o volume cresce.
-
O novo marco regulatório da Resolução Conjunta BCB/CMN nº 16/2025 eleva exigências de governança e compliance. Esse movimento impacta custos e obriga empresas a verificar a conformidade do provedor dentro do prazo regulatório.
-
Volumes maiores reduzem o custo unitário por transação. Modelos centrados em transação tendem a ser mais vantajosos para operações em crescimento do que modelos com setup e mensalidade elevados.
-
Custos indiretos como float, rejeições, chargebacks, conciliação e integração com sistemas legados podem adicionar valores significativos ao TCO. Esses itens devem aparecer de forma explícita na simulação do provedor.
-
Para adotar Banking as a Service com eficiência e escalabilidade, é necessário escolher provedores com modelo transparente, compliance integrado e infraestrutura que acompanha o crescimento da operação. Veja como a Celcoin oferece infraestrutura escalável com compliance integrado.
Contexto do Banking as a Service no Brasil
Banking as a Service é o modelo pelo qual empresas não reguladas, ou reguladas que buscam eficiência, acessam infraestrutura financeira via APIs para oferecer contas digitais, cartões, Pix, boletos e outros serviços sob marca própria. Esse modelo dispensa a construção do zero de toda a estrutura regulatória e tecnológica.
No Brasil, os principais componentes de custo ao adotar Banking as a Service são:
-
Setup: taxa de implantação cobrada na contratação, que varia de zero a valores mais altos dependendo do provedor.
-
Mensalidade de plataforma: fee fixo recorrente pelo acesso à infraestrutura.
-
Por transação: cobrança unitária por Pix, boleto, TED, cartão ou outra operação processada.
-
Compliance e KYC: custos de verificação de identidade, monitoramento de AML e relatórios regulatórios exigidos pelo Banco Central.
-
Integração: esforço técnico e eventual custo de conectar APIs do provedor aos sistemas internos da empresa.
Panorama do mercado brasileiro em 2026
O mercado de Banking as a Service no Brasil opera sob supervisão do Banco Central e do CMN. A Resolução Conjunta BCB/CMN nº 16/2025, publicada em novembro de 2025, institui o marco regulatório do Banking as a Service no Brasil e define obrigações, responsabilidades e limites para a oferta de serviços financeiros por meio da infraestrutura de instituições autorizadas.
O novo marco tornou o Banking as a Service menos livre e mais exigente em termos de governança. Essa mudança tende a elevar custos relacionados a jurídico, compliance, monitoramento e adaptação tecnológica para provedores. O período de transição para adequação de contratos e operações vigentes em 28/11/2025 se estende até 31 de dezembro de 2026.
Entre as exigências práticas da resolução está a necessidade de segregação de recursos dos clientes. Empresas que adotam Banking as a Service precisam verificar se o provedor atende aos requisitos de conformidade regulatória.
O Open Finance e o Open Insurance ampliam o ecossistema. Com consentimento do usuário, dados financeiros e de seguros podem ser compartilhados entre instituições, o que abre espaço para produtos mais personalizados e processos de KYC mais eficientes. Essa combinação pode reduzir custos de onboarding quando a empresa implementa o fluxo de forma adequada.
Com esse contexto regulatório e tecnológico em mente, fica mais simples avaliar as categorias de custo que compõem o orçamento de Banking as a Service.
Categorias de custos e faixas de preço
As informações abaixo apresentam referências gerais para custos em 2026. Os valores variam conforme volume, escopo, negociação e provedor escolhido.
|
Categoria |
Faixa de referência (2026) |
Observação |
|---|---|---|
|
Setup / implantação |
Varia conforme o modelo de cobrança |
Modelos centrados em transação tendem a ter setup reduzido |
|
Mensalidade de plataforma |
Varia conforme o provedor e volume |
Depende do tier contratado |
|
Pix (por transação) |
Varia conforme o volume |
Custo unitário pode cair com o aumento de volume |
|
Boleto (por transação) |
Varia conforme o volume |
Inclui emissão e liquidação |
|
KYC (por verificação) |
R$2 a R$3 ou mais, dependendo do provedor, volume e módulos adicionais |
Depende da profundidade do check |
|
Compliance / AML (anual) |
Varia conforme o escopo |
Para módulos de monitoramento, relatórios e trilhas de auditoria em plataformas de Core Banking |
Volumes menores resultam em custo unitário mais alto do que volumes elevados. A escala melhora a eficiência operacional e o poder de negociação com o provedor.
Cenários de custo total de propriedade
O TCO varia de forma relevante conforme o perfil da operação. Os três cenários abaixo ilustram como os componentes se combinam em contextos diferentes.
Cenário 1: fintech em estágio inicial (até 2.000 contas ativas)
Custos mensais de plataforma e por conta nessa fase inicial variam conforme os serviços contratados. Ao somar KYC de onboarding para novos usuários e suporte técnico, a empresa precisa projetar o TCO mensal com base no volume esperado antes de considerar receitas de interchange.
Cenário 2: ERP com alto volume de transações Pix e boletos por mês
Diferentes provedores apresentam modelos de precificação variados. Processar o mesmo volume de transações pode gerar custos totais distintos, dependendo das taxas por Pix, boleto e custos fixos mensais. A escolha do provedor pode criar diferenças relevantes no custo mensal.
Cenário 3: varejista de grande porte (10.000 a 50.000 contas ativas)
Nessa escala, os custos mensais totais variam conforme o mix de produtos financeiros oferecidos e o modelo de cobrança do provedor. A combinação entre volume, serviços contratados e modelo de precificação define o TCO.
Simule seu TCO com a infraestrutura do banking da Celcoin.
Custos indiretos e ocultos
Custos como float, rejeições, chargebacks e taxas de conciliação podem adicionar valores relevantes ao TCO declarado de Banking as a Service. Provedores precisam demonstrar o custo total em uma operação comparável, com todos os componentes detalhados.
Outros custos indiretos relevantes incluem:
-
Integração com sistemas legados: custos de integração podem ser significativos e devem ser considerados separadamente, principalmente ao conectar com rails de pagamento, KYC e redes de cartão.
-
Manutenção contínua de APIs: a empresa assume custos anuais recorrentes para atualizações e novas conexões, que variam conforme a complexidade da operação.
-
Equipe interna: manter engenheiros em tempo integral para operações que constroem infraestrutura própria representa um investimento anual elevado.
-
Multas por rescisão antecipada: contratos de longo prazo podem prever penalidades em caso de saída antecipada.
-
Custo de oportunidade: atrasos na obtenção de licença própria podem representar receita não gerada, dependendo do potencial do produto.
-
Múltiplos fornecedores: uso de fornecedores separados para diferentes serviços pode criar custos adicionais de integrações, auditorias e falhas operacionais.
Boas práticas para avaliar provedores
Uma avaliação rigorosa de provedor de Banking as a Service precisa cobrir pontos que afetam custo, risco regulatório e escalabilidade.
-
Solicitar simulação de TCO com o volume projetado da operação, não apenas tabela de preços unitários, pois essa simulação mostra o custo real em condições operacionais comparáveis.
-
Verificar a conformidade do provedor com a Resolução Conjunta BCB/CMN nº 16/2025, considerando o prazo de adequação mencionado anteriormente, para evitar exposição a risco regulatório.
-
Confirmar se compliance, KYC, AML e relatórios regulatórios estão incluídos ou cobrados à parte, já que esses componentes podem representar custos ocultos significativos.
-
Avaliar se o modelo de cobrança é centrado em transação, em que custos crescem com uso real, ou baseado em setup e mensalidade elevados, em que custos se mantêm altos mesmo com baixo volume.
-
Checar cláusulas de rescisão antecipada e custos de extração de dados, que impactam a flexibilidade de troca de provedor.
-
Confirmar disponibilidade de sandbox, documentação de APIs e suporte técnico dedicado, fatores que reduzem tempo e custo de integração.
-
Verificar se a infraestrutura suporta a jornada completa, de empresa sem licença no modelo Banking as a Service até empresa com licença própria no modelo Core Banking, sem necessidade de troca de plataforma.
Alguns erros comuns de orçamento incluem subestimar custos de integração, ignorar overage fees de chamadas de API, não projetar crescimento de volume nos primeiros 12 meses e não incluir custo de equipe interna de compliance.
A infraestrutura da Celcoin
A Celcoin opera com portfólio completo de licenças e tecnologia proprietária. A empresa oferece APIs modulares para que clientes provejam serviços bancários completos, de contas digitais e cartões até liquidação, compliance e relatórios regulatórios. O modelo de remuneração é centrado em transações, com setup reduzido.
Empresas sem licença própria operam sob a infraestrutura regulatória da Celcoin no modelo Banking as a Service. Empresas já licenciadas utilizam o Core Banking da Celcoin para ganhar eficiência, escala e estabilidade sem reconstruir a operação. A mesma base tecnológica atende ambos os perfis e permite migração sem troca de plataforma conforme a empresa cresce e obtém licença própria.
A Celcoin não oferece nenhum tipo de empréstimo para consumidores. A Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes.
|
Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
|
APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
|
Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
|
Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos e melhoram o tempo para geração de receita. |
|
Distribuição white-label e embutida (embedded) |
Suporte a produtos financeiros com marca própria. |
|
Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes. |
|
Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferecer pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
|
Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas e melhoram conversão e retenção. |
|
Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
|
Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
|
Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs garantem melhor cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Perguntas frequentes
Qual é o custo de setup para adotar Banking as a Service no Brasil em 2026?
O custo de setup varia de forma significativa conforme o modelo de cobrança do provedor. Provedores com modelo centrado em transações tendem a cobrar zero ou valores baixos de implantação e transferem a remuneração para o uso real da plataforma. Provedores com modelo tradicional podem cobrar taxas iniciais mais altas que, somadas à mensalidade, elevam o custo antes mesmo da primeira transação. A Celcoin adota um modelo de remuneração centrado em transações, com barreiras de entrada reduzidas por setup, o que diminui o risco financeiro na fase de lançamento.
Quanto tempo leva para migrar de outra solução para um novo provedor de Banking as a Service?
O prazo de migração depende da complexidade da estrutura existente e da disponibilidade da equipe técnica para conduzir o processo. Operações mais simples podem ser migradas em cerca de uma semana. Estruturas mais complexas podem levar até três meses. O fator crítico é a qualidade da documentação de APIs do novo provedor e a disponibilidade de suporte técnico dedicado durante a transição. A Celcoin disponibiliza equipe especializada para auxiliar no processo de migração, com suporte técnico em todas as etapas.
Quais obrigações regulatórias uma empresa precisa cumprir ao adotar Banking as a Service no Brasil?
Empresas que adotam Banking as a Service no Brasil precisam garantir que o provedor seja uma instituição autorizada pelo Banco Central e que esteja em conformidade com a Resolução Conjunta BCB/CMN nº 16/2025 dentro do prazo regulatório. Entre as exigências práticas estão a segregação de patrimônio dos clientes finais e a manutenção de fluxos diretos de recursos. Além disso, a operação deve observar requisitos de KYC, AML, PCI-DSS, LGPD e envio de relatórios regulatórios ao Banco Central, à Receita Federal e, quando aplicável, à SUSEP.
Como o volume de transações afeta o custo total de propriedade do Banking as a Service?
O volume de transações é o principal driver de TCO em modelos centrados em transação. Quanto maior o volume mensal, menor tende a ser o custo unitário por operação, pois a escala melhora a eficiência operacional e aumenta o poder de negociação com o provedor. Para operações em estágio inicial, com centenas de transações mensais, o custo unitário é proporcionalmente mais alto. Para operações maduras, com dezenas de milhares de transações, o custo unitário cai de forma relevante. Projetar o volume dos primeiros 12 meses com realismo é essencial para escolher o modelo de cobrança mais adequado e evitar pagar mensalidades mínimas que não se justificam pelo volume real.
O que diferencia o modelo BaaS do Core Banking para empresas que já possuem licença própria?
O Banking as a Service é indicado para empresas que ainda não possuem licença regulatória própria e desejam operar serviços financeiros utilizando a licença do provedor. O Core Banking é a infraestrutura indicada para empresas que já possuem licença, como Instituição de Pagamento ou Instituição Financeira, e precisam de uma plataforma tecnológica robusta para operar com eficiência, compliance contínuo e escalabilidade. A principal vantagem de um provedor que oferece ambos os modelos na mesma base tecnológica é a possibilidade de crescer e obter licença própria sem trocar de plataforma, o que evita custos de migração e retrabalho de integração.
Conclusão
O custo para adotar Banking as a Service no Brasil em 2026 não se limita à tabela de preços do provedor. Setup, mensalidade, custo por transação, compliance, KYC, integração e custos ocultos como float, rejeições e conciliação compõem um TCO que pode variar em mais de 90% entre provedores para o mesmo volume de operações. O novo marco regulatório da Resolução Conjunta BCB/CMN nº 16/2025 adiciona exigências de governança que tornam a escolha do provedor ainda mais estratégica.
Empresas que mapeiam o TCO completo antes de contratar e escolhem provedores com modelo de cobrança transparente, compliance integrado e infraestrutura que acompanha o crescimento tomam decisões mais seguras e constroem operações financeiras mais eficientes.
Conheça a solução completa de Banking as a Service do banking da Celcoin.


