BaaS vs Core Banking: como escolher a melhor estratégia

Banking as a Service: o que é e como funciona no Brasil?

Última atualização: 19 de agosto de 2026

Principais lições deste artigo

  • O Banking as a Service permite que uma empresa não regulada ofereça contas digitais, Pix e cartões com marca própria sem obter licença bancária própria junto ao Banco Central.

  • A Resolução Conjunta nº 16/2025 estabeleceu o marco regulatório específico para o modelo BaaS no Brasil, com exigência de governança, controles de risco e rastreabilidade ponta a ponta até dezembro de 2026.

  • No modelo BaaS, a instituição financeira autorizada retém a licença e as obrigações regulatórias, enquanto o parceiro não financeiro concentra o esforço no desenvolvimento de produto e na distribuição com marca própria.

  • Uma empresa que avalia parceiros BaaS precisa considerar qualidade de APIs, cobertura de produtos, automação de compliance, escalabilidade e capacidade de migração futura para licença própria.

  • Para implementar Banking as a Service com conformidade regulatória e infraestrutura completa, conheça a solução da Celcoin.

Contexto regulatório e necessidade de empresas brasileiras

O Brasil representa uma parcela relevante do mercado de Banking as a Service na América do Sul, impulsionado pelo Pix, que registrou mais de 170 milhões de usuários e processou 7,9 bilhões de transações por mês em dezembro de 2025. O mercado regional deve crescer de USD 0,4 bilhão em 2025 para USD 1,5 bilhão até 2031, com CAGR de 23,7% entre 2026 e 2031.

Empresas de diferentes segmentos enfrentam o mesmo dilema: oferecer serviços financeiros competitivos sem arcar com os custos e prazos de uma licença própria. A resposta regulatória veio com a Resolução Conjunta nº 16/2025, editada pelo Banco Central e pelo CMN em novembro de 2025, que estabeleceu o primeiro marco regulatório específico para o modelo BaaS, definiu o conceito de serviços prestados por canais eletrônicos e determinou exigências de governança, controles de risco, prevenção à lavagem de dinheiro e rastreabilidade até dezembro de 2026.

Veja como o banking da Celcoin atende empresas reguladas e não reguladas com infraestrutura completa para banking.

Definição de Banking as a Service segundo o Banco Central

O modelo estabelecido pela Resolução Conjunta nº 16/2025 define o Banking as a Service como a oferta de serviços financeiros por meio de canais eletrônicos vinculados ao cliente final, com uso da licença de uma instituição autorizada.

No modelo BaaS, a instituição financeira autorizada pelo Banco Central retém a licença bancária e assume as obrigações regulatórias. O parceiro não financeiro, como um varejista, um ERP ou uma fintech em estágio inicial, concentra o foco no desenvolvimento de produto e na distribuição com marca própria. Esse arranjo difere do modelo tradicional, em que a empresa precisa obter autorização direta do Banco Central e estruturar internamente toda a governança, o compliance e o capital mínimo exigidos.

A Celcoin não oferece nenhum tipo de empréstimo para consumidores. A Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes.

Fluxo operacional em etapas

A operação de Banking as a Service segue um fluxo estruturado em três fases: integração inicial, ativação de clientes e operação contínua.

Na fase de integração inicial, a empresa contratante conecta seus sistemas ao provedor BaaS por meio de APIs REST documentadas, o que reduz o tempo de desenvolvimento.

Com a integração concluída, a fase de ativação de clientes começa. O processo de abertura de conta inclui verificação de identidade, KYC, e checagens de prevenção à lavagem de dinheiro, AML, gerenciados pela infraestrutura do provedor. Em seguida, contas PF e PJ são criadas sob a licença do provedor, com segregação patrimonial dos recursos dos clientes finais.

Na operação contínua, o provedor processa Pix, TED e outros pagamentos diretamente no Sistema de Pagamentos Brasileiro, com liquidação em tempo real. Cartões pré-pagos e pós-pagos com marca própria são emitidos com integração a bandeiras e sistemas de antifraude. A liquidação financeira é gerenciada pelo provedor, que também oferece ferramentas de conciliação automatizadas. Relatórios regulatórios como CCS, CADOCs, COSIF, DIMP e BacenJud são gerados e enviados automaticamente ao Banco Central.

Panorama regulatório após a Resolução Conjunta 16/2025

A Resolução Conjunta nº 16/2025 exige que empresas com contratos BaaS vigentes demonstrem, até 31 de dezembro de 2026, estruturas de governança, controles de risco, conformidade com normas de prevenção à lavagem de dinheiro e rastreabilidade ponta a ponta. O não cumprimento sujeita a operação a padrões regulatórios obrigatórios mais rígidos e reduz a margem de autoregulação que existia antes.

A tabela abaixo compara as responsabilidades operacionais entre o modelo BaaS e o modelo com licença própria.

Responsabilidade

Modelo BaaS

Licença própria

Licença regulatória

Do provedor BaaS, por exemplo, uma IP autorizada pelo Bacen

Da própria empresa

Relatórios obrigatórios, CCS, CADOCs, COSIF, DIMP, BacenJud

Gerenciados pelo provedor

Responsabilidade interna

KYC, AML e onboarding

Infraestrutura do provedor

Estrutura própria

Desenvolvimento de produto e marca

Da empresa contratante

Da própria empresa

Critérios para avaliar parceiros de Banking as a Service

A seleção de um parceiro BaaS determina a velocidade de entrada no mercado e o nível de risco regulatório assumido. Os critérios essenciais se organizam em três grupos: capacidade técnica, conformidade regulatória e flexibilidade de crescimento.

Na dimensão técnica, avalie:

  • Documentação e ferramentas: qualidade e completude da documentação de APIs, SDKs e ambientes de sandbox, que influenciam diretamente o tempo de integração.

  • Cobertura de produtos: contas, Pix, cartões, TED, boletos e Open Finance, para evitar lacunas que exijam múltiplos fornecedores.

  • Escalabilidade em nuvem: capacidade de operar com alta disponibilidade transacional sem degradação de performance.

Para conformidade regulatória, verifique:

  • Automação de compliance: geração e envio automático de relatórios regulatórios, reduzindo risco de descumprimento.

  • Processos de KYC, KYB e monitoramento: integração nativa de análise de clientes e transações, com trilha auditável ponta a ponta.

Na flexibilidade de crescimento, considere:

  • Suporte técnico especializado: acesso a equipes que entendem tanto de tecnologia quanto de regulação.

  • Capacidade de migração para licença própria: possibilidade de manter a mesma infraestrutura ao obter uma licença própria.

  • Modelo de precificação: cobrança baseada em transações, com barreiras de entrada compatíveis com o estágio da empresa.

Compare a solução do banking da Celcoin com os critérios essenciais listados acima.

Erros comuns ao adotar o modelo

A adoção de Banking as a Service sem planejamento adequado expõe empresas a riscos operacionais e regulatórios relevantes. Os erros mais frequentes aparecem na forma de estruturas irregulares, falhas de controle e escolhas de parceiros sem aderência regulatória.

  • Operar com contas-bolsão: estruturas em que recursos de clientes finais se misturam ao patrimônio da empresa são irregulares e vedadas pelas normas do Banco Central. A segregação patrimonial é obrigatória.

  • Falta de segregação patrimonial: mesmo fora do modelo de contas-bolsão, a ausência de controles claros de separação de recursos gera risco regulatório e de liquidez.

  • Atrasos em atualizações regulatórias: parceiros que não atualizam sua infraestrutura conforme novas resoluções transferem o ônus do descumprimento para a empresa contratante.

  • Dependência de múltiplos fornecedores: fragmentar a operação entre diferentes provedores de contas, cartões e compliance aumenta a complexidade de integração e o risco de inconsistências nos relatórios regulatórios.

  • Ausência de rastreabilidade ponta a ponta: exigência explícita da Resolução Conjunta nº 16/2025, a falta de trilha auditável compromete a conformidade e a capacidade de resposta a fiscalizações.

Aplicações práticas para diferentes segmentos

O modelo BaaS atende perfis distintos de empresas, com necessidades específicas em cada segmento.

  • Fintechs iniciantes: operam sob a licença do provedor BaaS para lançar contas digitais e Pix com marca própria sem precisar obter autorização do Banco Central, concentrando esforços no desenvolvimento de produto e na aquisição de clientes.

  • Bancos digitais consolidados: migram para o Core Banking com licença própria integrada à infraestrutura do provedor, ganhando eficiência operacional e automação de compliance sem reconstruir a base tecnológica.

  • Varejistas com embedded finance: integram contas digitais, cartões e Pix diretamente ao checkout e ao programa de fidelidade, criando novas fontes de receita e aumentando a retenção de clientes.

  • ERPs que agregam serviços financeiros: embarcam pagamentos, conciliação automática e contas digitais diretamente na plataforma de gestão, diferenciando o produto e aumentando a retenção da base de clientes.

Infraestrutura da Celcoin para banking regulado

A Celcoin opera com portfólio completo de licenças, incluindo Instituição de Pagamento e participação direta no Pix, e com tecnologia proprietária baseada em microsserviços. A plataforma atende empresas reguladas e não reguladas, do estágio inicial ao consolidado, mediando mais de R$ 30 bilhões em transações mensalmente para mais de 6 mil clientes entre fintechs, bancos digitais, ERPs e varejistas.

Empresas sem licença própria operam sob a infraestrutura regulatória da Celcoin no modelo BaaS. Empresas já licenciadas utilizam o Core Banking da Celcoin para ganhar eficiência e escala, mantendo a mesma base tecnológica ao longo de toda a jornada de crescimento. A solução full stack abrange banking, pagamentos e crédito, com relatórios regulatórios automatizados, CCS, CADOCs, COSIF, DIMP, BacenJud, e conexão direta à Rede do Sistema Financeiro Nacional e ao SPB.

Funcionalidade da Celcoin

Benefício para sua empresa

APIs modulares

Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento.

Experiência e suporte ao desenvolvedor

Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia.

Capacidade de lançamento rápido

Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, encurtando o tempo para geração de receita.

Distribuição white-label e embutida, embedded

Suporte a produtos financeiros com marca própria em diferentes jornadas do cliente.

Escalabilidade com confiabilidade

Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes.

Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito

Oferecer pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, receita média por usuário e fidelização.

Acesso a dados e personalização

Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, com impacto direto em conversão e retenção.

Compliance e conformidade como princípio

KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e encurtam ciclos de vendas.

Prevenção de fraude e controles de risco

Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória.

Força do ecossistema de parceiros da Celcoin

Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs ampliam cobertura de recursos e velocidade de entrada no mercado.

Perguntas frequentes

Quanto tempo leva para implementar Banking as a Service com a Celcoin?

O prazo varia conforme a complexidade da operação. Empresas que partem do zero ou migram de outra solução podem entrar em produção em cerca de uma semana. Operações mais complexas, com múltiplos sistemas legados a integrar, podem levar até três meses. O fator determinante é a disponibilidade da equipe técnica da empresa contratante e a complexidade da estrutura existente.

Quais obrigações regulatórias a Celcoin cobre no modelo BaaS?

A Celcoin gerencia as obrigações acessórias contábeis e fiscais exigidas pelo Banco Central, pela Receita Federal e pela SUSEP, incluindo CCS, CADOCs, COSIF, DIMP, BacenJud e SCR. Os relatórios são gerados e enviados automaticamente, com conexão direta à RSFN e ao SPB, o que elimina a necessidade de desenvolvimento interno para esse fim.

É possível migrar de outra solução de Banking as a Service para a Celcoin?

Sim. A Celcoin possui equipe dedicada para suporte à migração, com processos estruturados para transferência de dados e integração de sistemas. O prazo depende da complexidade da estrutura anterior e da disponibilidade da equipe técnica do cliente.

Uma empresa que usa BaaS pode migrar para licença própria sem trocar de infraestrutura?

Sim. A Celcoin foi projetada para acompanhar toda a jornada da empresa. Quando uma fintech ou um banco digital obtém sua própria licença de Instituição de Pagamento ou Instituição Financeira, pode integrar essa licença diretamente ao Core Banking da Celcoin, mantendo a mesma base tecnológica, as mesmas APIs e os mesmos processos de compliance já operacionais.

O modelo BaaS da Celcoin atende ERPs e varejistas que não são do setor financeiro?

Sim. ERPs e varejistas compõem segmentos centrais da base de clientes da Celcoin. Essas empresas utilizam a infraestrutura da Celcoin para embutir contas digitais, Pix, cartões e conciliação financeira diretamente em suas plataformas, sem precisar obter licença própria nem gerenciar compliance regulatório internamente.

Próximos passos para implementar Banking as a Service

Empresas que precisam lançar ou escalar serviços financeiros no Brasil encontram na Celcoin um parceiro de infraestrutura que cobre toda a jornada: da operação sob licença BaaS até o Core Banking com licença própria integrada. A plataforma reduz a necessidade de múltiplos fornecedores e mantém conformidade contínua com as exigências da Resolução Conjunta nº 16/2025 e demais normas do Banco Central.

Descubra a solução completa do banking da Celcoin para fintechs, bancos digitais, gestoras de fundos, varejistas e ERPs.