Como embarcar serviços financeiros via APIs no aplicativo

Como integrar Banking as a Service via API no Brasil

Última atualização: 31 de julho de 2026

Principais lições deste artigo

  • Embedded finance no Brasil deve crescer de US$ 4,31 bilhões em 2024 para US$ 13,82 bilhões até 2029, o que torna APIs financeiras um requisito de competitividade.

  • A Resolução Conjunta CMN/BCB nº 16/2025 exige adequação até 31/12/2026, proíbe contas-bolsão e transfere a responsabilidade regulatória integralmente ao provedor da infraestrutura.

  • Oito passos estruturados, da contextualização regulatória ao go-live, permitem embarcar serviços como Pix, contas digitais e cartões em até 90 dias via modelo Banking as a Service.

  • Segurança e compliance são mandatórios. Adoção de mTLS, OAuth 2.0 private_key_jwt, Idempotency-Key e automação de relatórios regulatórios garante conformidade contínua.

  • Para acelerar sua jornada de embedded finance com infraestrutura regulada e APIs modulares, conheça as soluções da Celcoin.

Passo 1 – Contextualização e pré-requisitos

Compreender o cenário regulatório e os pré-requisitos técnicos orienta todas as decisões de integração. A Resolução Conjunta nº 16/2025 exige que a instituição prestadora autorizada pelo Banco Central seja claramente identificada em todos os canais, contratos e comprovantes do cliente final. A Instrução Normativa BCB nº 754 complementa essa estrutura ao exigir o registro das tomadoras de serviços de Banking as a Service no sistema Unicad.

Para atender a esse arcabouço regulatório, sua empresa precisa dominar um conjunto específico de capacidades técnicas. Os pré-requisitos mínimos para embarcar serviços financeiros via APIs incluem:

  • Domínio de APIs REST com JSON sobre HTTPS/TLS 1,3

  • Implementação de mTLS para autenticação de cliente

  • Suporte a OAuth 2.0 com fluxo private_key_jwt

  • Infraestrutura de KYC para identificação individual do cliente final

  • Processo de liquidação compatível com o Sistema de Pagamentos Brasileiro

  • Licença de Instituição de Pagamento própria ou contrato com provedor autorizado pelo Banco Central

Passo 2 – Definição do escopo de serviços

Definir o escopo deixa claro quais produtos financeiros serão embarcados e qual impacto de receita é esperado. Os produtos disponíveis via APIs modulares incluem contas digitais PF e PJ, Pix, transferências P2P, TED, cartões pré e pós-pagos, pagamento de contas, recargas, Open Finance e DDA. O Open Finance Brasil registrou 154 milhões de consentimentos ativos e mais de 100 milhões de clientes ou contas conectadas em 2026, o que amplia o potencial de personalização de produtos para qualquer escopo escolhido.

O checklist de definição de escopo deve contemplar:

  • Produtos prioritários para o MVP, como conta digital e Pix

  • Produtos de expansão, como cartão e crédito embarcado

  • Volume transacional mensal projetado

  • Perfil do cliente final, PF, PJ ou ambos

  • Necessidade de Open Finance para personalização de ofertas

A Celcoin não oferece nenhum tipo de empréstimo para consumidores. A Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes.

Passo 3 – Escolha do modelo regulatório

Escolher entre Banking as a Service e Core Banking com licença própria define capital necessário, prazo de go-live e responsabilidade regulatória. Obter licença própria de Instituição de Pagamento exige capital e processo de autorização no Banco Central, que pode durar vários meses. No modelo Banking as a Service, o go-live ocorre em aproximadamente 3 meses, com operação sob a licença do provedor.

No modelo Banking as a Service da Celcoin, a responsabilidade regulatória, incluindo KYC, PLD/FT e relatórios ao Banco Central, permanece com a Celcoin, o que permite que sua empresa opere sem construir capacidade interna de compliance. No modelo Core Banking, sua empresa já possui licença própria e assume essa responsabilidade, mas continua utilizando a infraestrutura tecnológica da Celcoin para operar com eficiência, escalabilidade e conformidade contínua. Como a mesma base tecnológica atende aos dois modelos, sua empresa pode começar com Banking as a Service e migrar para Core Banking quando obtiver licença própria, sem necessidade de reintegração ou troca de plataforma.

Conheça como a Celcoin oferece ambos os modelos regulatórios na mesma plataforma.

Passo 4 – Cadastro e obtenção de credenciais

O onboarding na plataforma Celcoin segue um fluxo estruturado que prepara sua equipe para integrar e testar rapidamente. Após a assinatura do contrato, a empresa recebe acesso ao ambiente de sandbox e obtém as credenciais necessárias para integração:

  1. Criação da conta na plataforma Celcoin e envio de documentação KYC da empresa

  2. Geração do client_id e do client_secret no painel de desenvolvedor

  3. Emissão e instalação dos certificados mTLS para autenticação mútua

  4. Configuração do ambiente de sandbox para testes iniciais

  5. Validação das credenciais com chamada de autenticação OAuth 2.0

O contrato entre a instituição prestadora e a entidade tomadora deve detalhar funções, critérios de segurança, responsabilidades e formas de remuneração, conforme o Art. 8º da Resolução Conjunta nº 16/2025.

Passo 5 – Configuração de segurança

Configurar a segurança da integração atende a requisitos regulatórios e protege a operação. O Perfil de Segurança FAPI do Open Finance Brasil v2.2.1 exige mTLS para autenticação de cliente, private_key_jwt como método de autenticação, Pushed Authorization Requests e tokens de acesso com expiração entre 300 e 900 segundos.

Os headers obrigatórios nas chamadas às APIs da Celcoin incluem:

  • Authorization: bearer token OAuth 2.0 obtido via private_key_jwt

  • Idempotency-Key: UUID v4 único por requisição para evitar duplicidade em caso de timeout

  • x-fapi-interaction-id: identificador de correlação para rastreabilidade

  • Content-Type: application/json ou application/jwt para JWS

Configurar webhooks com validação de assinatura HMAC no header da requisição reduz risco de fraude. Endpoints de webhook devem ser publicamente acessíveis via HTTPS e validar a assinatura do provedor para evitar confirmações falsas de pagamento. Para pagamentos via Open Finance, a autenticação do usuário deve adotar LoA3 com múltiplos fatores, enquanto APIs de compartilhamento de dados aceitam LoA2.

Passo 6 – Integração das APIs modulares

A integração segue o padrão REST com JSON e utiliza a segurança configurada no passo anterior. As três chamadas a seguir ilustram a sequência típica de onboarding e ativação de um cliente. Primeiro ocorre a criação da conta digital com os dados de KYC validados no passo 4. Em seguida, a empresa habilita transações Pix para movimentação imediata. Por fim, a emissão de cartão amplia os canais de pagamento do usuário final.

Criação de conta digital: requisição POST para o endpoint de contas com payload contendo dados cadastrais do cliente final, como nome, CPF ou CNPJ, endereço e dados de KYC, com retorno do identificador único da conta.

Iniciação de Pix: requisição POST para o endpoint de pagamentos Pix com payload contendo chave do destinatário, valor, descrição e Idempotency-Key. O retorno inclui o endToEndId para rastreabilidade no Sistema de Pagamentos Brasileiro.

Emissão de cartão: requisição POST para o endpoint de cartões com definição de modalidade, pré ou pós-pago, limite e dados do portador. A Celcoin gerencia a integração com bandeiras, antifraude e embossing.

A documentação completa, SDKs e o ambiente de sandbox ficam disponíveis para acesso após o onboarding. Acesse a documentação completa de APIs e o ambiente de sandbox da Celcoin.

Passo 7 – Automação de compliance e relatórios regulatórios

Automatizar compliance reduz risco operacional e libera sua equipe para focar em produto. O Core Banking da Celcoin automatiza a geração e o envio dos relatórios obrigatórios ao Banco Central, à Receita Federal e à SUSEP, incluindo CCS, CADOC, COSIF, DIMP, DES-IF, SCR e BacenJud. Essa automação elimina o risco de erros manuais e garante conformidade contínua sem necessidade de equipe interna dedicada exclusivamente a obrigações acessórias.

A IN BCB nº 754/2026 exige que todas as instituições autorizadas pelo Banco Central registrem no Unicad as categorias de atividades operacionais previstas no Art. 4º da Resolução BCB nº 517/2025, com novas atividades comunicadas com 90 dias de antecedência. O registro de tomadoras de Banking as a Service deve ser feito no módulo “Vínculos” do Unicad a partir de setembro de 2026. A infraestrutura da Celcoin absorve essas atualizações regulatórias de forma contínua, sem impacto na operação do cliente.

Passo 8 – Testes em sandbox, homologação e go-live

Testar em sandbox antes da produção reduz falhas no lançamento. O ambiente de sandbox da Celcoin permite simular todos os fluxos antes da entrada em produção. O checklist de homologação inclui:

  • Testes de criação de conta com KYC completo e incompleto

  • Simulação de Pix com sucesso, saldo insuficiente e chave inválida

  • Validação de webhooks com assinatura HMAC correta e adulterada

  • Teste de idempotência com reenvio da mesma Idempotency-Key

  • Simulação de falha de autenticação mTLS

  • Validação de relatórios regulatórios gerados automaticamente

Definir critérios de sucesso mensuráveis para o go-live facilita o acompanhamento da operação. Os principais indicadores são:

Métrica

Meta

Forma de medição

Responsável

Tempo de implementação

Menos de 90 dias

Data de contrato até go-live

Equipe de produto

Taxa de erro em transações

Menos de 0,5%

Logs de API em produção

Engenharia

Cobertura regulatória

100%

Relatórios enviados ao Bacen

Compliance

Uptime da plataforma

99,9%

Monitoramento contínuo

Infraestrutura

Erros comuns e pontos de atenção

Evitar erros recorrentes em integrações via APIs reduz retrabalho e risco regulatório. Os problemas mais frequentes incluem:

  • Contas-bolsão: estrutura proibida pela Resolução Conjunta nº 16/2025. Toda conta deve identificar individualmente o cliente final.

  • KYC incompleto: ausência de dados obrigatórios no onboarding do cliente final gera bloqueio regulatório e impossibilidade de operação.

  • Webhooks mal configurados: falta de validação de assinatura HMAC deixa o sistema vulnerável a confirmações falsas de pagamento.

  • Ausência de Idempotency-Key: requisições sem esse header podem gerar cobranças duplicadas em caso de timeout de rede.

  • Desatualização regulatória: mudanças como a IN BCB nº 754/2026 exigem atualização de registros no Unicad com prazos específicos, e o não cumprimento sujeita a instituição a penalidades do Banco Central.

Capacidades tecnológicas da Celcoin

Contar com o banking da Celcoin permite escalar serviços financeiros com base regulatória e tecnológica unificada. A Celcoin opera com portfólio completo de licenças e tecnologia proprietária, mediando mais de R$ 30 bilhões em transações mensalmente e atendendo mais de 6 mil clientes entre fintechs, bancos digitais, ERPs e varejistas. A plataforma cobre toda a jornada de evolução da empresa, do Banking as a Service ao Core Banking, sem necessidade de troca de infraestrutura.

Funcionalidade da Celcoin

Benefício para sua empresa

APIs modulares

Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento.

Experiência e suporte ao desenvolvedor

Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia.

Capacidade de lançamento rápido

Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, melhorando o tempo para geração de receita e competitividade.

Distribuição white-label e embutida

Suporte a produtos financeiros com marca própria.

Escalabilidade com confiabilidade

Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes, protegendo sua receita com confiança.

Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito

Oferta de pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização.

Acesso a dados e personalização

Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, com melhora de conversão e retenção.

Compliance e conformidade como princípio

KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas.

Prevenção de fraude e controles de risco

Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória.

Força do ecossistema de parceiros da Celcoin

Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs garantem melhor cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado.

Próximos passos

Planejar a evolução após o go-live ajuda a capturar mais valor da infraestrutura. A evolução natural da operação inclui a expansão do portfólio de produtos, com adição de cartão, Open Finance e crédito embarcado, a automação contínua de relatórios regulatórios conforme novas normativas do Banco Central e a migração para licença própria quando o volume transacional justificar o investimento regulatório. A infraestrutura da Celcoin acompanha cada etapa dessa jornada sem necessidade de troca de plataforma ou reintegração de APIs. Inicie sua jornada de embedded finance com a infraestrutura da Celcoin.

FAQ

Qual é o prazo para adequação à Resolução Conjunta nº 16/2025 e o que acontece se a empresa não se adequar?

O prazo de adequação para contratos de Banking as a Service vigentes em 28/11/2025 é 31/12/2026. A partir de 2027, operações fora das regras sujeitam as empresas a medidas e penalidades do Banco Central, incluindo a possível suspensão dos serviços. A Celcoin absorve as atualizações regulatórias de forma contínua em sua plataforma, o que garante que seus clientes permaneçam em conformidade sem necessidade de intervenção técnica adicional.

Quanto custa implementar Banking as a Service via Celcoin e qual é o modelo de remuneração?

O modelo de remuneração da Celcoin é centrado em transações, sem custo de setup inicial elevado. Essa estrutura reduz a barreira de entrada e permite que startups em estágio inicial e empresas consolidadas utilizem a mesma infraestrutura com custos proporcionais ao volume operado. O modelo variável por transação alinha os incentivos da Celcoin ao crescimento do cliente.

É possível migrar de outra plataforma para a Celcoin sem interromper a operação?

Realizar a migração para a Celcoin é possível sem interromper a operação. A Celcoin possui equipe dedicada de suporte técnico para o processo de migração. O tempo varia conforme a complexidade da estrutura existente. Alguns clientes concluem a migração em uma semana, enquanto operações mais complexas podem levar até três meses. A equipe da Celcoin atua diretamente com os decisores técnicos do cliente para minimizar impacto na operação e na experiência do usuário final.

Como o Open Finance se integra aos serviços financeiros embarcados via APIs da Celcoin?

A infraestrutura de Open Finance da Celcoin permite que empresas recebam e transmitam dados financeiros com consentimento do usuário, dentro do modelo regulatório do Banco Central. Com 154 milhões de consentimentos ativos no ecossistema brasileiro em 2026, o Open Finance viabiliza personalização de ofertas de crédito, KYC enriquecido, onboarding simplificado e maior conversão. A Celcoin entrega APIs compatíveis com o Perfil de Segurança FAPI-BR, widget de jornada alinhado ao Guia UX do Banco Central e relatórios regulatórios automatizados para participantes do ecossistema.

A Celcoin oferece produtos de crédito embarcado para os clientes finais das empresas integradas?

Conforme mencionado anteriormente, a Celcoin atua exclusivamente como provedora de infraestrutura, não como credora. Essa atuação inclui a camada técnica de APIs, compliance, KYC e relatórios regulatórios necessários para que fintechs, ERPs e varejistas estruturem e distribuam produtos de crédito com marca própria para sua base de clientes.