Principais lições deste artigo
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O Brasil possui uma infraestrutura regulatória e tecnológica única, com Pix e Open Finance, que acelera a adoção de embedded finance por empresas não financeiras.
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Embedded finance é um modelo de distribuição que integra produtos financeiros diretamente em plataformas, independentemente do Open Finance, e pode multiplicar a receita em até quatro vezes.
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Por meio de BaaS, uma empresa pode lançar contas, cartões, Pix e crédito com marca própria sem precisar de licença própria do Banco Central, transferindo compliance e relatórios ao parceiro licenciado.
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Evitar contas-bolsão, fragmentação de fornecedores e parceiros sem jornada completa até Core Banking é essencial para escalar com segurança e eficiência.
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Para implementar embedded finance com APIs modulares, licenças completas e suporte técnico especializado, conte com a Celcoin.
O que é embedded finance?
Embedded finance é a integração de produtos e serviços financeiros regulados, como contas digitais, cartões, crédito, seguros e pagamentos, diretamente dentro de plataformas e aplicações de empresas não financeiras. O usuário final acessa esses serviços sem sair do ambiente da plataforma que já utiliza no dia a dia.
Embedded finance é um modelo de distribuição. Esse modelo não depende de Open Finance para existir, pois os dois resolvem problemas distintos e operam sob regimes regulatórios separados. O embedded finance se apoia em infraestrutura de Banking as a Service (BaaS) e em dados proprietários da plataforma, enquanto o Open Finance fornece a camada de dados que terceiros autorizados podem acessar com consentimento do usuário.
Plataformas que oferecem produtos financeiros integrados além de pagamentos podem aumentar sua receita em 3 a 4 vezes, segundo pesquisa da Adyen.
Como o embedded finance funciona na prática via BaaS?
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Escolha do parceiro BaaS: a empresa não financeira seleciona um provedor de infraestrutura que detenha as licenças regulatórias necessárias, como a de Instituição de Pagamento (IP) autorizada pelo Banco Central, e que ofereça APIs modulares para os produtos desejados.
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Integração via API: a empresa conecta sua plataforma às APIs do parceiro BaaS. A proliferação de APIs e BaaS reduziu os prazos de integração de anos para semanas, o que permite que varejistas e fornecedores de software embarquem serviços financeiros sem construir infraestrutura própria.
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Onboarding e KYC: o parceiro BaaS executa a verificação de identidade, KYC, e os processos de compliance exigidos pelo Banco Central, incluindo prevenção à lavagem de dinheiro, AML, sem que a empresa contratante precise estruturar essa operação internamente.
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Operação sob licença do parceiro: a empresa lança contas digitais, cartões, Pix, boletos ou crédito com sua própria marca, em modelo white label, operando sob a licença regulatória do provedor BaaS. Toda a liquidação, os relatórios ao Banco Central e as obrigações acessórias ficam sob gestão do parceiro.
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Escala e evolução: à medida que o volume transacional cresce, a empresa pode manter a mesma infraestrutura tecnológica e migrar para licença própria, operando em modelo de Core Banking sem necessidade de reconstruir sistemas.
Conceitos essenciais: BaaS, licenças e Open Finance
Banking as a Service, BaaS: modelo em que uma instituição regulada disponibiliza sua infraestrutura bancária, licenças, trilhas de pagamento e compliance, por meio de APIs, para que terceiros ofereçam serviços financeiros com marca própria.
Licença de Instituição de Pagamento, IP: autorização concedida pelo Banco Central do Brasil que habilita uma empresa a operar contas de pagamento, emitir instrumentos de pagamento e executar transferências. Empresas sem essa licença precisam operar sob a licença de um parceiro BaaS autorizado.
Core Banking: infraestrutura bancária central que suporta a operação de instituições já licenciadas. Essa infraestrutura cobre gestão de contas, Ledger, relatórios regulatórios automatizados, tesouraria e conectividade direta ao Sistema de Pagamentos Brasileiro, SPB, e à Rede do Sistema Financeiro Nacional, RSFN.
Open Finance: framework regulatório do Banco Central que permite o compartilhamento de dados financeiros com consentimento do usuário por meio de APIs padronizadas. No Brasil, o escopo cobre crédito, seguros e investimentos além do banking, o que oferece uma visão financeira consolidada mais ampla do que a disponível na maioria dos outros mercados.
Panorama regulatório brasileiro
O Banco Central do Brasil regula as Instituições de Pagamento por meio da Resolução BCB nº 80/2021 e normas complementares. Empresas que desejam oferecer contas de pagamento, emitir cartões ou executar transferências precisam de autorização formal como IP, ou precisam operar sob a licença de um parceiro já autorizado.
Os principais requisitos regulatórios para quem opera serviços financeiros no Brasil incluem:
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autorização do Banco Central como IP ou IF, Instituição Financeira, ou parceria com instituição já autorizada;
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processos de KYC e AML em conformidade com as normas do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, COAF;
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envio de relatórios periódicos ao Banco Central, como CADOCs, CCS, DIMP, DES-IF, entre outros;
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participação direta ou indireta no Pix, conforme regulamentação do Banco Central;
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conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados, LGPD, no tratamento de dados financeiros dos usuários.
Empresas que optam pelo modelo BaaS transferem a responsabilidade regulatória operacional ao parceiro licenciado, o que reduz de forma significativa o custo e o tempo de entrada no mercado. Com esse framework regulatório estabelecido, empresas de diversos setores já implementam embedded finance na prática.
Aplicações reais em e-commerce, varejo e ERPs
Varejo e e-commerce: esse setor representa a maior fatia do mercado global de embedded finance, reflexo direto do potencial de receita mencionado anteriormente. O crescimento é impulsionado por carteiras digitais, checkout em um clique e crédito parcelado integrado. No Brasil, varejistas utilizam embedded finance para oferecer contas digitais a seus clientes, financiamento de compras no ponto de venda e programas de fidelidade com cashback em conta própria.
ERPs: plataformas verticais de SaaS já originam uma parcela relevante dos novos contratos de pagamento para PMEs ao combinar pagamentos embutidos e capital de giro, modelo diretamente aplicável a ERPs no Brasil. Um ERP que integra contas digitais, Pix, boletos e antecipação de recebíveis dentro do próprio software reduz a necessidade de o cliente acessar múltiplos sistemas bancários, aumenta a retenção e cria nova linha de receita.
Marketplaces B2B: um marketplace brasileiro B2B de eletrônicos integrou crédito parcelado diretamente no checkout. Essa integração fez com que revendedores passassem a fazer pedidos maiores e a retornar com mais frequência à plataforma, mesmo quando concorrentes ofereciam preços ligeiramente menores.
Crédito para PMEs: muitas PMEs brasileiras não buscam empréstimos em bancos, muitas vezes por falta de garantias ou de registros financeiros formais. Soluções de embedded finance que usam dados operacionais da plataforma, como histórico de vendas e taxas de entrega, para decisões de crédito atendem diretamente essa lacuna.
Boas práticas de integração e critérios de avaliação de parceiros
Ao avaliar um parceiro de infraestrutura para embedded finance, a empresa deve priorizar critérios que reduzem risco operacional e aceleram o lançamento.
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Cobertura de licenças: o parceiro deve deter licença de IP autorizada pelo Banco Central e participação direta no Pix.
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Modularidade das APIs: APIs bem documentadas, com SDKs, sandboxes e compatibilidade REST reduzem o tempo de integração e os custos de engenharia.
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Gestão de compliance integrada: KYC, AML e relatórios regulatórios automatizados devem ficar sob responsabilidade do parceiro, não da empresa contratante.
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Escalabilidade tecnológica: a infraestrutura deve suportar crescimento de volume sem degradação de performance, com alta disponibilidade em nuvem.
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Jornada completa: o parceiro ideal acompanha a empresa desde a operação sob licença de terceiros até a obtenção de licença própria, sem necessidade de troca de plataforma.
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Suporte técnico especializado: acesso direto a equipes técnicas com capacidade de resposta rápida é determinante para operações financeiras críticas.
Erros comuns ao adotar embedded finance
Operar com contas-bolsão: estruturas de conta-bolsão misturam o patrimônio do cliente com o da instituição, sem segregação individual dos recursos. Essa prática é irregular e incompatível com as normativas do Banco Central. A operação correta exige contas individualizadas para cada usuário final, com controle de saldo por titular.
Subestimar os requisitos regulatórios: empresas que iniciam operações financeiras sem mapear as obrigações de KYC, AML, LGPD e relatórios ao Banco Central enfrentam riscos de sanção e de interrupção operacional.
Fragmentar fornecedores: contratar diferentes provedores para contas, cartões, Pix e compliance cria complexidade operacional, aumenta custos de integração e dificulta a escalabilidade. A consolidação em uma única plataforma full stack reduz esses riscos.
Ignorar a jornada de evolução: escolher um parceiro BaaS que não suporte a migração para Core Banking com licença própria obriga a empresa a trocar de infraestrutura no momento de maior crescimento, o que representa o pior cenário operacional.
Negligenciar a experiência do desenvolvedor: APIs mal documentadas, ausência de sandbox e falta de suporte técnico aumentam o tempo de integração e os custos de engenharia, o que atrasa o time-to-market.
Conheça a Celcoin
A Celcoin opera com portfólio completo de licenças e tecnologia proprietária, mediando mais de R$ 30 bilhões em transações mensalmente e atendendo mais de 6 mil clientes, entre fintechs, bancos digitais, ERPs e varejistas. A tabela abaixo resume as principais funcionalidades e seus benefícios diretos.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, o que melhora o tempo para geração de receita e a competitividade. |
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Distribuição white-label e embutida, embedded |
Suporte a produtos financeiros com marca própria. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes, o que protege sua receita com confiança. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferta de pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, o que melhora conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs garantem melhor cobertura, mais recursos e maior velocidade de entrada no mercado. |
Da BaaS ao Core Banking: a evolução natural
A jornada de uma empresa que adota embedded finance no Brasil segue um caminho previsível. No início, a empresa opera sob a licença do parceiro BaaS e lança produtos financeiros com marca própria sem precisar obter autorização própria do Banco Central. À medida que o volume transacional cresce e a operação financeira se torna estratégica, a empresa pode solicitar sua própria licença de IP junto ao Banco Central.
Nesse momento, a troca de infraestrutura tecnológica representa um risco operacional e um custo elevado, a menos que o parceiro BaaS original também ofereça Core Banking sobre a mesma base tecnológica. A Celcoin estrutura sua oferta exatamente nesse modelo: empresas que iniciam no BaaS e obtêm licença própria continuam na mesma plataforma, integrando sua licença ao Core Banking da Celcoin sem reconstruir sistemas ou migrar dados.
O Core Banking da Celcoin inclui gestão de contas, Ledger, onboarding e KYC, relatórios regulatórios automatizados, como CCS, CADOCs, COSIF, DIMP, BacenJud, cabine de tesouraria, infraestrutura de Open Finance e conectividade direta ao SPB e à RSFN.
Perguntas frequentes sobre embedded finance
Qual a diferença entre embedded finance e Open Finance no Brasil?
Embedded finance é um modelo de distribuição em que produtos financeiros regulados são integrados dentro de plataformas não financeiras. Open Finance é um framework regulatório que permite o compartilhamento de dados financeiros com consentimento do usuário por meio de APIs padronizadas. Os dois modelos são complementares. O Open Finance fornece dados que enriquecem produtos de embedded finance, mas cada modelo opera sob regime regulatório distinto e resolve problemas diferentes.
Uma empresa sem licença do Banco Central pode oferecer serviços financeiros?
Uma empresa sem licença própria pode oferecer serviços financeiros desde que opere sob a licença de um parceiro BaaS autorizado pelo Banco Central como Instituição de Pagamento. Nesse modelo, a empresa lança produtos financeiros com sua própria marca, enquanto o parceiro detém e gerencia a licença regulatória, o compliance, o KYC e os relatórios obrigatórios. Quando a empresa decide obter sua própria licença, ela pode migrar para o modelo de Core Banking mantendo a mesma infraestrutura tecnológica.
O que são contas-bolsão e por que devem ser evitadas?
Contas-bolsão são estruturas em que recursos de múltiplos clientes são administrados de forma não individualizada, o que mistura o patrimônio dos usuários com o da instituição. Essa prática é irregular e incompatível com as normas do Banco Central, que exigem a segregação e a individualização dos saldos por titular. Empresas que adotam embedded finance devem garantir que o parceiro BaaS opere com contas individualizadas para cada usuário final.
Quanto tempo leva para integrar uma solução de embedded finance via BaaS?
O prazo varia conforme a complexidade da plataforma contratante e a qualidade das APIs do parceiro. Com infraestrutura moderna baseada em APIs REST bem documentadas, SDKs e ambientes de sandbox, integrações que antes levavam meses podem ser concluídas em semanas. Alguns clientes da Celcoin conseguem implementar a solução em uma semana. Operações mais complexas podem levar até três meses.
Embedded finance é adequado para ERPs de pequeno e médio porte?
Embedded finance atende ERPs de qualquer porte. Um ERP pode integrar serviços financeiros, como contas digitais, Pix, boletos e antecipação de recebíveis, diretamente em seu software sem obter licença própria. O modelo BaaS elimina barreiras regulatórias e de desenvolvimento, o que permite que o ERP crie nova linha de receita, aumente a retenção de clientes e diferencie seu produto no mercado sem desviar recursos do core do negócio.
Conclusão: embedded finance no Brasil
Embedded finance no Brasil é viabilizado pela combinação de infraestrutura do Pix, framework de Open Finance e modelo BaaS, que permite a qualquer empresa não financeira oferecer serviços bancários regulados dentro de sua plataforma. O caminho vai do BaaS, operando sob licença de parceiro, ao Core Banking com licença própria, sem necessidade de trocar de infraestrutura tecnológica. Varejistas, ERPs e fintechs que estruturam essa jornada com um parceiro full stack reduzem custos regulatórios, aceleram o time-to-market e criam novas fontes de receita recorrente.


