Experiência em fintechs: guia prático para bancos digitais

Parceiro tecnológico para lançar um banco digital

Última atualização: 22 de julho de 2026

Principais lições deste artigo

  • O mercado brasileiro de bancos digitais exige um parceiro tecnológico especializado para reduzir o tempo de lançamento e garantir conformidade regulatória.

  • Banking as a Service e Core Banking são modelos complementares que permitem operar sob licença compartilhada ou própria sem trocar de infraestrutura.

  • A Resolução Conjunta nº 16/2025 exige segregação patrimonial individual e conformidade até 31 de dezembro de 2026, o que elimina estruturas de contas-bolsão.

  • Sete critérios objetivos, que incluem experiência regulatória, velocidade, automação, suporte, escalabilidade, custo por transação e migração, orientam a escolha de um parceiro tecnológico adequado.

  • Empresas de diferentes setores podem usar o banking da Celcoin para lançar ou escalar operações financeiras com foco em conformidade e eficiência.

Por que o mercado brasileiro exige um parceiro tecnológico especializado em 2026?

O mercado de bancos digitais no Brasil registra forte crescimento desde 2020, com aumento relevante no número de contas e relacionamentos com fintechs reportados ao Banco Central. A competição passou a focar monetização e rentabilidade, e não apenas aquisição de usuários.

O mercado brasileiro de Banking as a Service tem projeções de expansão nos próximos anos. Para varejistas e ERPs, integrar serviços financeiros cria novas fontes de receita e aumenta a retenção de clientes. Para fintechs e bancos digitais, a escolha do parceiro tecnológico define a velocidade de entrada no mercado e a capacidade de escalar sem trocar de infraestrutura.

O que são Banking as a Service, Core Banking, licenças IP e IF, Open Finance e obrigações acessórias do Banco Central?

No contexto brasileiro, o Banking as a Service fornece infraestrutura regulada via API, que inclui a licença regulatória, a conectividade ao sistema financeiro nacional e a tecnologia de Core Banking, permitindo que empresas não financeiras ofereçam contas, pagamentos, crédito e serviços de adquirência sem obter autorização própria do Banco Central.

O Core Banking representa a infraestrutura bancária completa. Enquanto o Banking as a Service permite operar sob a licença de um parceiro, o Core Banking atende empresas que já possuem ou estão obtendo licenças de Instituição de Pagamento ou Instituição Financeira e que precisam de uma base tecnológica moderna para operar com eficiência.

O Open Finance é o ecossistema regulado pelo Banco Central que permite o compartilhamento de dados financeiros com consentimento do usuário. Esse modelo viabiliza personalização de produtos e ganhos de eficiência operacional. As obrigações acessórias incluem relatórios como CCS, CADOCs, COSIF, DIMP, SCR e outros, exigidos periodicamente pelo Banco Central, pela Receita Federal e pela SUSEP.

A Resolução Conjunta BCB/CMN nº 16/2025 instituiu o marco regulatório do Banking as a Service no Brasil, definindo obrigações, responsabilidades e limites para a oferta de serviços financeiros prestados por meio da infraestrutura de instituições autorizadas. Operações e contratos existentes devem estar em conformidade até 31 de dezembro de 2026.

Como funciona na prática a jornada de lançamento de um banco digital

Uma startup com equipe de dez pessoas pode lançar uma conta digital com cartão em menos de três meses usando Banking as a Service, em comparação com 12 a 36 meses mais aprovação regulatória para construir infraestrutura bancária do zero. A jornada costuma envolver:

  1. Integração via APIs modulares ao sistema do parceiro tecnológico.

  2. Onboarding e KYC automatizados para validação de identidade dos usuários finais.

  3. Abertura e gestão de contas digitais com liquidação via Pix, TED e boleto.

  4. Emissão de cartões pré-pagos e pós-pagos com marca própria.

  5. Geração automática de relatórios regulatórios com envio direto ao Banco Central.

  6. Monitoramento contínuo de compliance, AML e prevenção a fraudes.

À medida que a empresa cresce e obtém licença própria, a mesma infraestrutura tecnológica pode ser mantida. Essa continuidade elimina a necessidade de migração para outro sistema.

Panorama regulatório de 2026 para provedores de Banking as a Service e bancos digitais

A Resolução Conjunta nº 16/2025 proíbe contas coletivas, conhecidas como contas-bolsão, e exige segregação patrimonial exata para cada participante da cadeia, além de políticas rigorosas de PLD/FT. Qualquer operação que concentre recursos de múltiplos clientes em uma única conta permanece em desacordo com a regulação vigente.

A responsabilidade regulatória perante o Banco Central recai de forma indivisível sobre o provedor de Banking as a Service licenciado, enquanto a empresa usuária opera sob contrato de serviços e não reporta diretamente ao regulador. O Open Finance continua em expansão, com novas fases que ampliam o escopo de dados compartilhados e os casos de uso para personalização de produtos financeiros.

Em agosto de 2025, a Receita Federal publicou norma que equipara fintechs a bancos para reporte de dados fiscais via e-Financeira, com foco em maior transparência em transações. Empresas que não garantirem que seu parceiro tecnológico está adequado à Resolução até o prazo estabelecido assumem risco regulatório direto.

Sete critérios objetivos para avaliar um parceiro tecnológico

A seleção de um parceiro tecnológico para lançar ou escalar um banco digital deve considerar os seguintes critérios:

  1. Experiência regulatória comprovada: o parceiro precisa possuir licenças próprias de IP ou IF, histórico de conformidade com o Banco Central e capacidade de gestão de obrigações acessórias automatizadas.

  2. Velocidade de implementação: para produtos simples como contas de pagamento e cartões pré-pagos, um provedor maduro costuma viabilizar o lançamento em 4 a 12 semanas. Avalie prazos reais com base em casos anteriores.

  3. Automação de relatórios regulatórios: plataformas de Core Banking geram automaticamente os relatórios exigidos pelo Banco Central, incorporam controles de AML e suportam requisitos de auditoria sem intervenção manual.

  4. Suporte técnico com acesso direto a decisores: critérios essenciais incluem monitoramento 24/7, SLAs claros para tempo de resposta e suporte técnico em tempo real.

  5. Escalabilidade sem troca de infraestrutura: a plataforma deve acompanhar o crescimento desde o estágio inicial até operações de alto volume, sem exigir migração para outro sistema.

  6. Modelo de custo por transação: modelos econômicos de Banking as a Service no Brasil utilizam custos variáveis atrelados ao volume transacionado, em vez de grandes investimentos fixos iniciais. Avalie custos ocultos como float, rejeições e chargebacks.

  7. Capacidade de migração para licença própria: a troca de parceiro de Banking as a Service pode gerar lock-in técnico e regulatório. O parceiro ideal mantém a mesma base tecnológica quando a empresa obtém licença própria.

Avalie a Celcoin com base nesses sete critérios.

Erros comuns e riscos ao escolher o parceiro errado

A escolha inadequada de um parceiro tecnológico gera consequências operacionais, financeiras e regulatórias diretas. Os erros mais frequentes incluem:

  • Operar com contas-bolsão: estruturas que concentram recursos de múltiplos clientes em uma única conta são irregulares e proibidas pela Resolução Conjunta nº 16/2025. Essa proibição estabelece um prazo de adequação, e empresas que ainda operam nesse modelo precisam migrar para segregação patrimonial individual até o prazo de conformidade mencionado anteriormente, sob risco de sanções regulatórias.

  • Falta de automação de compliance: processos manuais de reconciliação podem atrasar a identificação de recebíveis por vários dias, aumentar taxas de erro operacional e criar gargalos à medida que o volume cresce.

  • Dependência de múltiplos fornecedores: depender de fornecedores separados para cobrança, split de pagamentos, antifraude e conciliação gera altos custos ocultos de integrações repetidas, auditorias e falhas operacionais.

  • Subestimar o risco de lock-in: migrar entre plataformas de Core Banking em produção carrega custos financeiros e operacionais elevados, além de impacto direto na experiência do cliente final, o que torna a escolha inicial crítica.

  • Tratar o Banking as a Service como solução plug-and-play de compliance: mesmo quando o banco parceiro detém a responsabilidade regulatória primária, a empresa cliente continua responsável por seus próprios processos de onboarding, KYC, prevenção a fraudes e comunicação com clientes.

Evite esses erros com a infraestrutura da Celcoin.

Aplicações por perfil de empresa

Fintech em estágio inicial: uma fintech que ainda não possui licença própria pode operar sob a licença do parceiro tecnológico, lançar contas digitais, cartões e Pix em poucas semanas e migrar para licença própria sem trocar de infraestrutura quando o volume justificar o investimento.

Varejista de grande porte: um varejista que deseja oferecer conta digital, cartão com marca própria e pagamentos integrados à experiência de compra pode utilizar a infraestrutura de Banking as a Service sem obter licença própria. Essa abordagem consolida serviços financeiros em uma única plataforma e cria novas fontes de receita.

ERP: um software de gestão empresarial pode integrar contas digitais, Pix, boletos e cartões diretamente em sua plataforma. Essa integração agrega valor à base de clientes existente, aumenta a retenção e diferencia o produto no mercado sem exigir desenvolvimento interno de infraestrutura financeira.

Veja como o banking da Celcoin atende seu perfil de empresa.

A solução full-stack da Celcoin

A Celcoin opera com um portfólio completo de licenças e tecnologia proprietária e oferece APIs modulares para que empresas possam prover serviços bancários completos, desde contas digitais e cartões até liquidação, compliance e relatórios regulatórios. Fintechs, bancos digitais, ERPs e grandes varejistas podem iniciar utilizando as licenças da Celcoin no modelo Banking as a Service e, posteriormente, migrar para suas próprias licenças com o Core Banking, mantendo a mesma base tecnológica, segurança e suporte. A Celcoin media mais de R$ 30 bilhões em transações mensalmente e atende mais de 6 mil clientes.

A solução full-stack da Celcoin abrange banking, pagamentos e crédito. A Celcoin não oferece nenhum tipo de empréstimo para consumidores. A Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes.

A tabela a seguir resume como cada funcionalidade da Celcoin se traduz em benefícios operacionais e financeiros concretos para sua empresa:

Funcionalidade da Celcoin

Benefício para sua empresa

APIs modulares

Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento.

Experiência e suporte ao desenvolvedor

Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia.

Capacidade de lançamento rápido

Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, melhorando o tempo para geração de receita e a competitividade.

Distribuição white-label e embutida (embedded)

Suporte a produtos financeiros com marca própria.

Escalabilidade com confiabilidade

Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem, que mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes e protege sua receita.

Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito

Oferecer pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização.

Acesso a dados e personalização

Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, com impacto direto em conversão e retenção.

Compliance e conformidade como princípio

KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas.

Prevenção de fraude e controles de risco

Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória.

Força do ecossistema de parceiros da Celcoin

Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs garantem melhor cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado.

Perguntas frequentes sobre parceiro tecnológico para banco digital

Conheça em detalhes o banking da Celcoin para bancos digitais e fintechs.

Qual é a diferença entre Banking as a Service e Core Banking?

O Banking as a Service permite que empresas sem licença própria operem serviços financeiros utilizando a licença e a infraestrutura de um parceiro regulado. O Core Banking é a infraestrutura bancária completa utilizada por empresas que já possuem ou estão obtendo licenças de Instituição de Pagamento ou Instituição Financeira. A Celcoin oferece ambos os modelos na mesma plataforma, o que permite iniciar com Banking as a Service e migrar para o Core Banking com licença própria sem trocar de infraestrutura tecnológica.

Quais são as obrigações regulatórias que um banco digital precisa cumprir em 2026?

As principais obrigações incluem conformidade com a Resolução Conjunta BCB/CMN nº 16/2025 até 31 de dezembro de 2026, proibição de contas-bolsão com exigência de segregação patrimonial individual por cliente, envio de relatórios regulatórios como CCS, CADOCs, COSIF, DIMP e SCR ao Banco Central, cumprimento de regras de KYC e AML equivalentes às exigidas de bancos tradicionais e aderência às normas de Open Finance para compartilhamento de dados com consentimento do usuário. O parceiro tecnológico deve automatizar esses processos e garantir conectividade direta com a Rede do Sistema Financeiro Nacional, RSFN, e o Sistema de Pagamentos Brasileiro, SPB.

Quanto tempo leva para migrar para a infraestrutura da Celcoin?

O prazo varia conforme a complexidade da estrutura existente. Alguns clientes conseguem implementar a solução do zero ou migrar em uma semana, enquanto outros podem levar até três meses. A Celcoin disponibiliza uma equipe dedicada de suporte técnico para facilitar o processo em todas as etapas e minimizar o impacto operacional durante a transição.

Como funciona o modelo de custo da Celcoin?

A Celcoin adota um modelo de remuneração centrado em transações, sem custo de setup inicial elevado. Esse modelo reduz as barreiras de entrada e permite que a empresa pague proporcionalmente ao volume que processa, o que o torna adequado tanto para operações em estágio inicial quanto para empresas com alto volume transacional.

Por que operar com contas-bolsão é um risco regulatório?

Contas-bolsão são estruturas em que recursos de múltiplos clientes são administrados de forma não segregada, o que mistura o patrimônio de diferentes titulares. Essa prática é proibida pela Resolução Conjunta nº 16/2025 do Banco Central. Empresas que ainda operam nesse modelo precisam adequar-se até o prazo de conformidade mencionado anteriormente, sob risco de sanções regulatórias e possível interrupção das atividades a partir de 2027. A Celcoin garante contas individualizadas e segregação patrimonial completa para cada cliente final.

Próximos passos para escolher o parceiro certo

A decisão sobre o parceiro tecnológico para lançar ou escalar um banco digital define o ritmo de crescimento, o custo operacional e o nível de exposição regulatória da empresa. Os sete critérios apresentados neste artigo, que incluem experiência regulatória, velocidade de implementação, automação de relatórios, suporte técnico, escalabilidade, modelo de custo por transação e capacidade de migração para licença própria, formam a base de uma avaliação objetiva.

Empresas que buscam um único parceiro para toda a jornada de serviços financeiros, desde o Banking as a Service com licença compartilhada até o Core Banking com licença própria, encontram na Celcoin a infraestrutura tecnológica e regulatória necessária para operar com conformidade, escala e agilidade.

Fale com a Celcoin e estruture seu banco digital com uma única infraestrutura.