Última atualização: 21 de agosto de 2026
Principais lições deste artigo
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Empresas sem licença própria podem entrar no mercado em 3 a 6 meses via BaaS, mas ficam dependentes do roadmap e das políticas de risco do provedor.
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Core Banking com licença própria oferece controle total da jornada do cliente, dos dados e do roadmap de produto, sem limites impostos por terceiros.
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A Resolução Conjunta nº 16 exige segregação de recursos em contas individualizadas e controles de risco substantivos, o que impacta diretamente provedores de BaaS até dezembro de 2026.
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Empresas em escala com licença IP ou IF própria encontram no Core Banking a estrutura para assumir responsabilidade regulatória direta e se conectar aos trilhos de pagamento.
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Com a Celcoin, empresas podem iniciar no BaaS e migrar para Core Banking na mesma infraestrutura tecnológica, mantendo continuidade e segurança. Conheça a solução completa.
Definições com foco em licença, responsabilidade regulatória e propriedade dos dados
Os dois modelos se diferenciam em três dimensões principais: titularidade da licença, responsabilidade regulatória e controle sobre os dados do cliente.
No Banking as a Service, a empresa contratante opera sob a licença do provedor. O banco patrocinador mantém as reservas de capital, responde perante o regulador e registra os resultados de verificação de identidade em seu próprio ledger. A empresa parceira controla a interface e a experiência comercial, mas os dados de verificação e os fundos transitam pelos trilhos regulatórios do provedor, o que cria dependência estrutural do roadmap e das políticas de risco do parceiro. Os clientes passam pelo KYC/AML da plataforma de BaaS, com o banco patrocinador revisando as regras do programa e registrando os resultados, o que reduz o controle independente da empresa sobre os dados dos seus próprios clientes.
No Core Banking com licença própria, a Instituição de Pagamento (IP) ou Instituição Financeira (IF) integra sua autorização diretamente à infraestrutura tecnológica. Possuir um Core Banking dá à instituição controle direto sobre o roadmap de produto, a capacidade de definir seus próprios limites e funcionalidades e a possibilidade de se conectar diretamente aos trilhos de pagamento sem intermediários. Os dados do cliente final pertencem integralmente à instituição licenciada.
Como cada modelo funciona na prática?
No BaaS, a empresa parceira acessa serviços financeiros por meio de APIs do provedor licenciado. A camada da fintech ou da marca interage diretamente com o usuário final, coleta solicitações de transação e retransmite respostas, enquanto o banco licenciado mantém os fundos e a responsabilidade regulatória nos bastidores. Essa arquitetura permite entrada rápida no mercado, com MVPs de onboarding digital, IBANs, gestão de cartões e pagamentos básicos em 3 a 6 meses, mas cria dependência estrutural do roadmap e das políticas de risco do provedor.
No Core Banking com licença própria, a empresa integra sua autorização regulatória diretamente à infraestrutura tecnológica. O BaaS entrega velocidade ao parceiro, mas torna os limites do provedor os limites do próprio parceiro e torna a migração futura mais cara porque o parceiro não é proprietário do ledger de registro. O Core Banking elimina esse teto de crescimento ao dar propriedade total da infraestrutura transacional.
Veja como a Celcoin elimina o teto de crescimento imposto por provedores de BaaS.
Panorama regulatório em 2026
O Banco Central do Brasil e o Conselho Monetário Nacional editaram a Resolução Conjunta nº 16, de 28 de novembro de 2025, que define obrigações de governança, gestão de riscos e compliance para provedores de BaaS, com prazo de adequação até 31 de dezembro de 2026 para contratos anteriores.
As principais exigências da norma incluem:
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Proibir contas-bolsão, com exigência de segregação de recursos de clientes finais em contas individualizadas, sem mistura de patrimônio do cliente com o do provedor.
A LGPD reforça esse cenário ao exigir que o controlador dos dados, e não apenas o processador, responda pelo tratamento das informações dos clientes finais. Empresas que operam via BaaS precisam mapear com clareza quem é o controlador efetivo dos dados em cada etapa da jornada.
Essas exigências combinadas, que envolvem segregação de recursos, controles substantivos e responsabilidade sobre dados, tendem a remodelar o mercado. A partir do segundo semestre de 2026, o mercado brasileiro de BaaS deve passar por consolidação acelerada, com redução para cerca de 40 provedores devido à nova regulação do Banco Central.
Critérios objetivos de avaliação
A tabela abaixo organiza os critérios de decisão por situação regulatória da empresa, destacando qual modelo tende a equilibrar melhor velocidade de entrada e controle de longo prazo.
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Situação regulatória |
Modelo recomendado |
Principal vantagem |
Principal limitação |
|---|---|---|---|
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Sem licença própria, fase inicial |
BaaS |
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Sem licença, escala crescente |
BaaS com plano de migração |
Operação regulada sem investimento em licença |
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Com licença IP ou IF própria |
Core Banking |
Controle total do roadmap e conexão direta aos trilhos de pagamento |
Maior responsabilidade regulatória direta |
Os três eixos de avaliação mais relevantes são:
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Velocidade de entrada versus controle da UX e dos dados: BaaS entrega velocidade, Core Banking entrega propriedade.
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Custo regulatório versus escalabilidade: os custos do BaaS são menores no lançamento, mas a economia pode se inverter em volumes altos e sustentados.
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Dependência de terceiros versus autonomia: o BaaS oferece controle compartilhado com dependência do parceiro, a infraestrutura própria oferece controle total com maior exposição operacional e regulatória.
Erros comuns
Três erros recorrentes comprometem a jornada de empresas que operam serviços financeiros no Brasil:
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Ter mistura de recursos em contas-bolsão: estruturas em que recursos de clientes finais são administrados de forma não segregada violam as normas do Banco Central e estão na mira direta da Resolução Conjunta nº 16.
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Subestimar obrigações acessórias: relatórios como CCS, CADOCs, COSIF, DIMP e SCR exigem infraestrutura dedicada e conexão direta à Rede do Sistema Financeiro Nacional (RSFN). Empresas que dependem de provedores de BaaS para cumprir essas obrigações ficam expostas a riscos de SLA e disponibilidade fora de seu controle. Quando SLA, disponibilidade e documentação do provedor não atendem às necessidades do negócio, empresas brasileiras tendem a buscar maior autonomia por meio de arquitetura própria.
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Não planejar a migração de licença: a decisão de migrar de provedor costuma ser motivada por mudanças no escopo do produto ou em necessidades regulatórias, e APIs inflexíveis e acesso restrito a dados podem complicar processos internos e tornar a transição mais cara do que o necessário.
Cenários de uso por tipo de empresa
A tabela abaixo descreve a jornada do cliente final em cada perfil de empresa e indica quando a migração para Core Banking tende a fazer sentido.
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Tipo de empresa |
Modelo inicial |
Jornada do cliente final |
Gatilho de migração para Core Banking |
|---|---|---|---|
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Fintech em estágio inicial |
BaaS |
Conta digital, Pix e cartão sob licença do provedor |
Obtenção de licença IP própria e necessidade de relatórios regulatórios diretos |
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ERP com embedded finance |
BaaS |
Pagamentos e contas integrados ao software de gestão do cliente |
Escala de base de clientes e demanda por personalização de produto |
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Varejista com conta digital e cartão white-label |
BaaS |
Conta de fidelidade, cartão com marca própria e Pix no checkout |
Volume transacional que justifica licença própria e controle total da UX |
A Celcoin não oferece empréstimo para consumidores. A Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes.
Funcionalidades e benefícios da Celcoin
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, com melhor tempo para geração de receita e competitividade. |
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Distribuição white-label e embutida (embedded) |
Suporte a produtos financeiros com marca própria. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando em altos volumes, protegendo sua receita. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferta de pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, com melhor conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e encurtam ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs ampliam cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Solução full-stack da Celcoin
A Celcoin opera com portfólio completo de licenças e tecnologia proprietária, oferecendo APIs modulares para que empresas provejam serviços bancários completos, de contas digitais e cartões até liquidação, compliance e relatórios regulatórios.
Para empresas sem licença própria, o BaaS da Celcoin disponibiliza infraestrutura tecnológica e regulatória para operar contas digitais, Pix, cartões, TED e pagamentos de contas sob a licença da Celcoin, com KYC, AML e relatórios geridos pela própria plataforma. Para empresas já licenciadas como IP ou IF, o Core Banking da Celcoin integra a licença própria à infraestrutura tecnológica, com gestão de ledger, cabine de tesouraria, Open Finance, relatórios regulatórios automatizados, como CCS, CADOCs, COSIF, DIMP e BacenJud, e conexão direta ao SPB e à RSFN.
O diferencial estrutural é a continuidade. A empresa que começa no BaaS da Celcoin pode migrar para o Core Banking com licença própria sem trocar de infraestrutura, mantendo a mesma base tecnológica, segurança e suporte. A Celcoin media mais de R$ 30 bilhões em transações por mês, atendendo mais de 6 mil clientes entre fintechs, bancos digitais, ERPs e varejistas.
Conheça a infraestrutura que permite migrar de BaaS para Core Banking sem trocar de plataforma.
Perguntas frequentes
Quem controla a jornada do cliente final no BaaS e no Core Banking?
No BaaS, a empresa parceira controla a interface e a experiência comercial, como app, onboarding e comunicação com o cliente. Os dados de verificação de identidade e os fundos, porém, transitam pelos trilhos regulatórios do provedor licenciado, que registra os resultados de KYC em seu próprio ledger. No Core Banking com licença própria, a instituição licenciada detém o ledger, os dados transacionais e o relacionamento regulatório com o cliente final, sem intermediários. Essa distinção orienta empresas que desejam personalizar produtos com base em dados proprietários ou construir programas de fidelidade com controle total da experiência.
Quais são as principais diferenças regulatórias entre os dois modelos após a Resolução Conjunta nº 16?
A Resolução Conjunta nº 16, editada em novembro de 2025 com prazo de adequação até 31 de dezembro de 2026, impõe ao provedor de BaaS responsabilidade institucional pelas atividades realizadas em sua infraestrutura, incluindo monitoramento de padrões transacionais dos parceiros e controles de risco substantivos. Para a empresa que opera via BaaS, o provedor passa a exercer supervisão mais próxima sobre a operação. Para a empresa com licença própria operando em Core Banking, a responsabilidade regulatória é direta e integral, sem intermediário, o que exige infraestrutura de relatórios conectada à RSFN e ao SPB, mas garante autonomia total sobre decisões de produto e compliance.
Qual é o momento ideal para migrar do BaaS para o Core Banking com licença própria?
A migração tende a se justificar quando três condições convergem. A empresa obtém ou está em processo de obtenção de licença de IP ou IF junto ao Banco Central. O volume transacional torna o custo por transação do BaaS menos competitivo do que a amortização de uma infraestrutura própria. A empresa identifica limitações no roadmap do provedor que impedem o desenvolvimento de produtos diferenciados. Na Celcoin, a migração do BaaS para o Core Banking ocorre na mesma base tecnológica, o que elimina risco de downtime e reduz o tempo de transição. Alguns clientes concluem a migração em uma semana, enquanto operações mais complexas podem levar até três meses.
O que são contas-bolsão e por que representam um risco regulatório?
Contas-bolsão são estruturas em que recursos de múltiplos clientes finais são administrados de forma não segregada em uma única conta, com mistura do patrimônio dos clientes com o do operador. Essa prática é irregular e está na mira da Resolução Conjunta nº 16 e das normas do Banco Central sobre contas individualizadas. Empresas que operam nesse modelo ficam expostas a sanções regulatórias e ao risco de não conseguir comprovar a segregação patrimonial em caso de auditoria. A infraestrutura da Celcoin garante contas individualizadas por cliente final, em conformidade com as exigências do Banco Central.
Quais obrigações acessórias a Celcoin ajuda a cumprir?
A Celcoin automatiza o cumprimento de obrigações acessórias contábeis, fiscais e regulatórias exigidas de IPs e IFs, incluindo CCS, CADOCs, COSIF, DIMP, SCR, DES-IF, BacenJud e relatórios tributários perante a Receita Federal e Secretarias de Fazenda. A infraestrutura mantém conexão direta com a RSFN e o SPB, com geração e envio automático de arquivos, o que reduz erros manuais e risco de descumprimento de prazos regulatórios.
Síntese dos aprendizados
A escolha entre Banking as a Service e Core Banking define quem controla a jornada do cliente final, quem detém os dados e quem responde perante o regulador. No Brasil de 2026, com a Resolução Conjunta nº 16 em vigor e o mercado de finanças embarcadas em expansão, essa decisão impacta diretamente competitividade e sustentabilidade regulatória do negócio.
Empresas em estágio inicial encontram no BaaS uma rota eficiente para lançar produtos financeiros regulados sem investimento em licença própria. Empresas em escala, com licença IP ou IF, encontram no Core Banking o instrumento para assumir controle da jornada do cliente, dos dados e do roadmap de produto. A arquitetura mais robusta é aquela que permite percorrer esse caminho sem trocar de infraestrutura, com continuidade tecnológica, segurança e suporte especializado em cada etapa.
Veja como o banking da Celcoin apoia sua estratégia de BaaS e Core Banking em um único ambiente.

