Última atualização: 11 de julho de 2026
Principais lições deste artigo
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Banking as a Service permite que empresas não financeiras ofereçam serviços bancários completos operando sob a licença de uma instituição regulada, sem necessidade de construir infraestrutura própria.
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O mercado brasileiro de BaaS concentra 73% da receita da América do Sul e deve atingir US$ 5 bilhões até 2031, impulsionado pelo Pix, pelo Open Finance e por uma regulação favorável à inovação.
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A arquitetura de BaaS conecta o sistema da empresa contratante ao Core Banking via APIs REST/JSON, com ledger individualizado e webhooks em tempo real para notificações automáticas.
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A Resolução Conjunta nº 16/2025 exige transparência total. A instituição prestadora deve ser claramente identificada ao cliente final e todas as adequações precisam estar concluídas até 31 de dezembro de 2026.
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Com a solução da Celcoin, fintechs, ERPs, varejistas e marketplaces podem lançar serviços financeiros completos em semanas e, futuramente, migrar para licença própria sem trocar de plataforma. Saiba mais.
Contexto do Banking as a Service no Brasil
O Brasil concentra aproximadamente 73% de toda a receita de BaaS gerada na América do Sul, impulsionado pela adoção massiva do Pix, pelo avanço do Open Finance e por uma regulação que incentiva a inovação com segurança. Para fintechs, ERPs, varejistas e marketplaces, o BaaS representa a rota mais rápida para lançar produtos financeiros com marca própria, monetizar bases de clientes e competir em um mercado cada vez mais orientado a serviços financeiros embutidos.
A regulação do Banco Central exige que apenas bancos e instituições de pagamento autorizadas prestem os serviços financeiros subjacentes, mesmo quando esses serviços são oferecidos dentro de plataformas de empresas não financeiras. Essa exigência cria uma divisão clara de responsabilidades, que forma o núcleo operacional de qualquer solução de BaaS.
Fundamentos do Banking as a Service
BaaS é a disponibilização de infraestrutura bancária regulada via APIs, que permite integrar funcionalidades financeiras diretamente em sistemas de empresas. Os três atores principais são:
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Instituição regulada: banco ou instituição de pagamento autorizada pelo Banco Central, responsável pela custódia de recursos, liquidação financeira e conformidade regulatória.
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Provedor de infraestrutura BaaS: camada tecnológica que orquestra APIs, segurança, escalabilidade e governança entre a instituição e a empresa contratante.
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Empresa contratante: ERP, marketplace, varejista ou fintech que integra via APIs e entrega a experiência financeira com sua própria marca ao cliente final.
As licenças mais relevantes no contexto brasileiro são a de instituição de pagamento, IP, e a de sociedade de crédito direto, SCD. O ledger é o registro contábil centralizado de todas as movimentações de cada conta. Os webhooks são notificações em tempo real disparadas pela infraestrutura BaaS para o sistema da empresa contratante sempre que ocorre um evento financeiro, como confirmação de Pix, liquidação de boleto ou alteração de saldo.
BaaS difere de Core Banking. No BaaS, a empresa opera sob a licença do provedor. No Core Banking, a empresa já possui licença própria e utiliza a infraestrutura tecnológica do parceiro para operar com eficiência e conformidade.
Como funciona a integração via APIs
A arquitetura de uma solução BaaS conecta o sistema da empresa contratante ao Core Banking da instituição regulada por meio de APIs REST/JSON. O ledger registra cada operação em tempo real, e os webhooks notificam o sistema da empresa sobre eventos transacionais, sem necessidade de polling contínuo.
O fluxo de integração segue sete etapas:
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A empresa contratante assina contrato com o provedor BaaS e recebe credenciais de acesso ao ambiente de sandbox.
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A equipe de tecnologia integra as APIs documentadas ao sistema próprio, como app, site ou ERP.
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O usuário final solicita um serviço financeiro dentro da plataforma da empresa contratante.
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A requisição segue via API para o Core Banking da instituição regulada.
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A operação é processada, liquidada e registrada no ledger da conta do usuário.
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O webhook dispara a notificação de confirmação ao sistema da empresa contratante em tempo real.
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A empresa contratante exibe o resultado ao usuário final dentro de sua própria interface, mantendo controle total da experiência.
Veja como a Celcoin simplifica a integração via APIs para sua empresa.
Principais funcionalidades técnicas e regulatórias
As funcionalidades técnicas de uma solução BaaS no Brasil abrangem:
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Contas digitais PF e PJ: abertura, manutenção e encerramento com ledger individualizado por cliente.
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Pix: transferências instantâneas com liquidação em segundos, 24 horas por dia.
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Ted, boleto e pagamento de contas: cobertura dos principais meios de pagamento do Sistema de Pagamentos Brasileiro.
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Cartões pré e pós-pagos: emissão física e virtual com gestão de limites, antifraude e disputas.
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Split de pagamentos: divisão automática de valores entre partes em marketplaces e plataformas.
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KYC e AML: validação de identidade, monitoramento de transações suspeitas e prevenção à lavagem de dinheiro.
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Relatórios regulatórios: CCS, Cadocs, Cosif, Dimp, SCR e outros, com envio automatizado ao Banco Central.
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Open Finance: acesso e transmissão de dados financeiros com consentimento do usuário para personalização de produtos.
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Remuneração de saldo, saques, depósitos e recargas: cobertura do ciclo financeiro do usuário final.
Módulos de compliance integrados realizam validações de KYC, monitoramento de transações e geração de relatórios para aderência às normas do Banco Central, LGPD e PCI-DSS.
Cenário brasileiro e tendências regulatórias
A Resolução Conjunta nº 16/2025, editada pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional, é o marco regulatório mais relevante para o BaaS no Brasil. Essa resolução estabelece responsabilidades compartilhadas entre a instituição prestadora e a entidade tomadora em temas como prevenção à lavagem de dinheiro, combate ao financiamento do terrorismo, cibersegurança e governança operacional.
Os pontos centrais da resolução incluem:
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A responsabilidade regulatória final recai exclusivamente sobre a instituição prestadora autorizada pelo Banco Central.
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A instituição prestadora deve ser claramente identificada em todos os canais, contratos e instrumentos de pagamento voltados ao cliente final. Arranjos puramente white label sem essa identificação deixaram de ser permitidos.
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Todas as instituições em arranjos BaaS devem concluir os ajustes de identificação e transparência até 31 de dezembro de 2026.
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O descumprimento expõe a prestadora e a tomadora a sanções administrativas, incluindo multas e cassação de autorização.
Fintechs representam uma parcela significativa dessa demanda, e o mercado de finanças embutidas no país deve crescer de US$ 14,16 bilhões para US$ 18,33 bilhões entre 2025 e 2030.
Abordagens recomendadas para adotar baas com segurança
A escolha do parceiro BaaS é a decisão mais crítica do processo. O provedor deve ser autorizado pelo Banco Central, manter disponibilidade de plataforma de 99,9%, oferecer documentação de API em português e inglês e suportar integrações HTTP/JSON com regras de negócio configuráveis.
Critérios adicionais de avaliação incluem:
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Cobertura de licenças, como IP e SCD, e capacidade de acompanhar a empresa na obtenção de licença própria, garantindo continuidade operacional no crescimento.
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Arquitetura baseada em microsserviços com escalabilidade em nuvem, que suporta aumento de volume sem perda de performance.
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Automação de relatórios regulatórios sem dependência de processos manuais, reduzindo risco de não conformidade.
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Suporte técnico especializado com acesso direto a decisores, que acelera a resolução de incidentes.
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Experiência comprovada com empresas de porte e complexidade similares, o que reduz riscos de implementação.
Erros frequentes e riscos operacionais
Operar com contas-bolsão, estruturas em que recursos de terceiros são administrados de forma não individualizada e misturam patrimônio do cliente com o da instituição, é prática irregular e vedada pelas normativas do Banco Central. A Resolução Conjunta nº 16/2025 reforça a exigência de contas individualizadas e transparência ao cliente final sobre qual instituição autorizada é responsável pelas operações.
Outros riscos operacionais frequentes incluem:
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Integração superficial de APIs sem cobertura de webhooks, que gera falhas de reconciliação e experiência degradada ao usuário.
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Ausência de KYC robusto, que expõe a operação a fraudes e sanções regulatórias.
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Dependência de múltiplos fornecedores sem governança centralizada, que provoca inconsistências de compliance.
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Não identificação da instituição prestadora nos canais do cliente final, em violação direta à Resolução Conjunta nº 16/2025.
Conheça a solução da Celcoin que reduz esses riscos operacionais.
Em quais contextos empresas utilizam Banking as a Service
O BaaS se aplica a diferentes perfis de empresa e estágios de maturidade.
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Fintechs sem licença própria: operam sob a licença do provedor BaaS para lançar contas digitais, cartões e Pix em semanas, sem o custo e o tempo de obter autorização do Banco Central.
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ERPs: embarcam serviços financeiros diretamente no software de gestão, criam nova linha de receita, aumentam retenção de clientes e diferenciam o produto no mercado.
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Varejistas: lançam contas e cartões com marca própria para fidelizar clientes, aumentar frequência de compra e capturar dados transacionais.
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Marketplaces: utilizam split de pagamentos e contas digitais para automatizar repasses a vendedores e simplificar a gestão financeira da plataforma.
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Empresas já licenciadas: migram para Core Banking para ganhar eficiência operacional, automação regulatória e escalabilidade sem reconstruir infraestrutura.
A solução da Celcoin para Banking as a Service
A Celcoin opera com portfólio completo de licenças e tecnologia proprietária. A empresa oferece APIs modulares para que outras empresas provêem serviços bancários completos, de contas digitais e cartões a liquidação, compliance e relatórios regulatórios. Fintechs, bancos digitais, ERPs e varejistas podem iniciar utilizando as licenças da Celcoin no modelo BaaS e, depois, migrar para suas próprias licenças com o Core Banking, mantendo a mesma base tecnológica. A Celcoin medeia mais de R$ 30 bilhões em transações mensalmente e atende mais de 6 mil clientes.
O escopo de atuação da Celcoin em crédito é claro. A Celcoin não oferece nenhum tipo de empréstimo para consumidores. A Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes.
A tabela a seguir resume as principais funcionalidades da plataforma e como cada uma se traduz em benefícios concretos para sua operação.
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Funcionalidade da celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos e melhoram o tempo para geração de receita. |
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Distribuição white-label e embutida, embedded |
Suporte a produtos financeiros com marca própria. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes e protege sua receita. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferecer pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, receita por usuário e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas e melhoram conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs garantem melhor cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Fale com a Celcoin e comece a oferecer serviços financeiros completos.
Perguntas frequentes
O que é BaaS e como ele se diferencia de Core Banking?
BaaS é o modelo pelo qual uma empresa não financeira oferece serviços bancários operando sob a licença de uma instituição regulada e acessando funcionalidades via APIs. Core Banking é a infraestrutura tecnológica utilizada por empresas que já possuem licença própria, como IP ou IF, para operar sua atividade bancária com eficiência e conformidade. No modelo da Celcoin, uma empresa pode começar no BaaS e migrar para o Core Banking quando obtiver sua própria licença, sem trocar de plataforma.
Quais licenças são necessárias para operar BaaS no Brasil?
A empresa contratante não precisa de licença própria no modelo BaaS. Ela opera sob a licença da instituição prestadora, que deve ser autorizada pelo Banco Central como Instituição de Pagamento, IP, ou Sociedade de Crédito Direto, SCD. Caso a empresa deseje operar com licença própria, a IP exige aprovação do Banco Central e capital mínimo que varia conforme as atividades desenvolvidas, atualmente a partir de R$ 9,2 milhões. A Celcoin possui licença de IP e atua como participante direta no Pix e como iniciadora de pagamentos no Open Finance.
O que muda com a Resolução Conjunta nº 16/2025 para quem opera BaaS?
A resolução formaliza as responsabilidades de cada parte no arranjo BaaS. A instituição prestadora passa a ser responsável final por KYC, PLD/FT, cibersegurança e governança operacional. Essa instituição deve ser identificada de forma clara em todos os canais voltados ao cliente final. Arranjos puramente white label sem essa identificação deixaram de ser permitidos. Todas as adequações devem ser concluídas até 31 de dezembro de 2026. O descumprimento pode resultar em multas e cassação de autorização para as duas partes.
Por que contas-bolsão são um risco regulatório?
Contas-bolsão são estruturas em que recursos de múltiplos clientes permanecem em uma única conta da empresa, sem individualização por titular. Esse modelo mistura patrimônio do cliente com o da empresa, viola normas do Banco Central e expõe a operação a sanções graves. A regulação brasileira exige contas individualizadas com ledger próprio para cada cliente final, o que garante rastreabilidade, transparência e proteção ao consumidor.
Quanto tempo leva para integrar uma solução BaaS?
O prazo varia conforme a complexidade da operação e a disponibilidade da equipe técnica da empresa contratante. Com APIs bem documentadas, SDKs e ambiente de sandbox estruturado, algumas empresas conseguem integrar e entrar em produção em uma semana. Operações mais complexas, com múltiplos produtos e migração de infraestrutura existente, podem levar até três meses. O fator determinante é a qualidade da documentação do provedor e o nível de suporte técnico disponível durante o processo.
Síntese dos principais aprendizados
Uma solução de Banking as a Service no Brasil exige compreensão clara da divisão de responsabilidades entre instituição regulada, provedor de infraestrutura e empresa contratante. A Resolução Conjunta nº 16/2025 reforça que a responsabilidade regulatória final é da instituição prestadora e que a transparência ao cliente final é obrigatória. Funcionalidades como ledger individualizado, webhooks em tempo real, KYC automatizado, split de pagamentos e relatórios regulatórios formam a base operacional de qualquer operação séria. A escolha do parceiro BaaS define a velocidade de entrada no mercado e a capacidade de escalar com segurança, conformidade e continuidade de infraestrutura ao longo da jornada de crescimento.


