Última atualização: 26 de julho de 2026
Principais lições deste artigo
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Implementar Open Finance via Banking as a Service permite lançar produtos em 3 a 6 meses sem licença própria do Banco Central e sem investir em infraestrutura regulatória.
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O modelo Banking as a Service transfere a responsabilidade regulatória para o provedor licenciado e elimina a necessidade de capital mínimo de R$ 9,2 milhões exigido para Instituições de Pagamento.
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A jornada de consentimento granular, alinhada ao Guia UX do Banco Central, é o centro da conformidade com a LGPD e com as normas do Open Finance Brasil.
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Os testes em produção seguem três etapas obrigatórias, sandbox, produção controlada e produção geral, conforme a Instrução Normativa BCB nº 725/2026.
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Para acelerar sua entrada no Open Finance com infraestrutura regulada e APIs completas, conheça a solução da Celcoin.
Passo 1: entenda o desafio regulatório e operacional em 2026
O ecossistema de Open Finance no Brasil é o maior regulado do mundo, com mais de 100 milhões de clientes e contas conectadas e 154 milhões de consentimentos ativos até fevereiro de 2026. Para uma fintech startup, entrar nesse ecossistema exige escolher entre dois caminhos claros, obter licença própria ou operar via Banking as a Service.
A rota de licença própria exige, no mínimo, R$ 9,2 milhões em capital mínimo para Instituição de Pagamento, conforme as Resoluções Conjuntas nº 14 e BCB nº 517, publicadas em novembro de 2025. Além da barreira de capital, o processo de autorização no Banco Central pode levar até 360 dias para diversos atos de liberação, conforme resoluções como a 548/2026, o que adia o início do desenvolvimento de produto.
A Resolução Conjunta nº 16, publicada em novembro de 2025 pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional, criou o primeiro arcabouço regulatório específico para Banking as a Service no Brasil. Esse arcabouço define o escopo de serviços permitidos, as responsabilidades e o prazo de adequação total até 31 de dezembro de 2026. No modelo Banking as a Service, a responsabilidade regulatória perante o Banco Central é indivisível e recai sobre o provedor licenciado, enquanto a fintech opera por contrato de prestação de serviços.
As principais dependências técnicas e regulatórias que a fintech precisa considerar são:
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APIs REST compatíveis com os padrões do Open Finance Brasil
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KYC e PLD-FT geridos pelo provedor Banking as a Service
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Conformidade com a LGPD, Lei 13.709/2018
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Jornada de consentimento alinhada ao Guia UX do Banco Central
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Relatórios regulatórios ao Banco Central, como CADOCs, CCS e DIMP
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Atendimento à Instrução Normativa BCB nº 725/2026 para testes da jornada otimizada em produção
Passo 2: escolha o modelo Banking as a Service e defina o escopo
A escolha do modelo de Banking as a Service define o tempo de entrada em produção e o custo inicial do projeto. Fintechs que usam Banking as a Service podem lançar produtos em menos de três meses com baixo custo inicial, operando sobre a licença do provedor regulado.
O escopo do projeto deve ficar entre Fase 2, que trata de compartilhamento de dados como contas, transações e investimentos, e Fase 3, que trata de iniciação de pagamentos via Pix e Transferências Inteligentes. Em 2025, a iniciação de pagamentos via Open Finance no Brasil movimentou R$ 15,3 bilhões, contra R$ 3,2 bilhões em 2024, o que representou crescimento de 4,8 vezes em doze meses.
Para decidir qual caminho seguir, vale comparar requisitos de capital, prazo e responsabilidade regulatória em cada modelo. A tabela abaixo mostra que o Banking as a Service elimina a barreira de capital e reduz o prazo de entrada em produção de até 360 dias para cerca de 3 meses.
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Critério |
Via Banking as a Service |
Licença própria (IP) |
|---|---|---|
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Capital mínimo |
Próximo de zero |
R$ 9,2 milhões conforme resoluções de 2025 |
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Prazo para produção |
~3 meses |
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Custo de tecnologia no primeiro ano |
Baixo |
R$ 5 milhões a R$ 20 milhões |
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Responsabilidade regulatória |
Provedor Banking as a Service |
Empresa contratante |
O provedor de Banking as a Service precisa ter licença de Instituição de Pagamento ou de Iniciadora de Transação de Pagamento e cobrir o roadmap de produtos dos próximos 12 a 24 meses. Trocar de provedor no meio da operação pode ser tão complexo quanto trocar o motor de um avião em voo, por isso a escolha inicial deve ser criteriosa.
Passo 3: prepare a infraestrutura técnica e a jornada de consentimento UX
Com o provedor de Banking as a Service definido e o escopo de produtos claro, o próximo passo é preparar a infraestrutura técnica que conectará a aplicação ao ecossistema de Open Finance. A integração técnica começa com APIs REST compatíveis com os padrões FAPI do Open Finance Brasil, e a integração com infraestrutura pronta de provedores autorizados como ITP pelo Banco Central pode ocorrer em poucos dias úteis.
A jornada de consentimento é o centro da conformidade com a LGPD e com as normas do Banco Central. Para garantir que o usuário mantenha controle sobre seus dados e que a fintech evite penalidades regulatórias, a implementação precisa cobrir cinco requisitos obrigatórios.
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Widget de consentimento implementado conforme o Guia UX do Banco Central
A Instrução Normativa BCB nº 724/2026 introduz a jornada otimizada de consentimento na versão 7.0 do Manual do Open Finance. Essa jornada permite usar uma única interface para capturar o consentimento primário de iniciação de pagamento e o consentimento secundário de compartilhamento de dados limitados, como saldo disponível e limites contratados, o que reduz a fricção de UX em fluxos de conversão de Pix.
A arquitetura recomendada para o pipeline de consentimento inclui caching inteligente para reutilizar dados dentro do período consentido e lógica de fallback quando o usuário recusa acesso ou quando a instituição de origem não responde dentro do SLA.
Passo 4: execute homologação, testes e produção
A Instrução Normativa BCB nº 725/2026 define diretrizes, condições e prazos para testes em produção da jornada otimizada de iniciação de pagamento com compartilhamento de dados no Open Finance. A sequência de execução segue três etapas que validam a solução de forma progressiva.
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Sandbox: validação de fluxos de consentimento, autenticação OAuth, chamadas de API e cenários de erro em ambiente controlado. Somente após confirmar que todos os fluxos funcionam corretamente em sandbox a fintech deve avançar para a próxima etapa.
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Produção controlada: acesso restrito a uma base pré-selecionada de clientes definida em conjunto pelas instituições participantes, conforme a IN 725/2026. Essa etapa exige que a implementação tecnológica esteja concluída e permite identificar problemas de UX e performance em condições reais antes de escalar.
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Produção geral: disponibilização para o público após conclusão bem-sucedida dos testes controlados, com validação de estabilidade e segurança.
Durante toda essa fase, o monitoramento de SLAs de disponibilidade de APIs é obrigatório. Medidas mínimas de segurança incluem autenticação multifator, criptografia de dados em trânsito e em repouso, logs de acesso detalhados e plano de resposta a incidentes.
Passo 5: monitore, valide e escale
Após a entrada em produção, o acompanhamento de indicadores operacionais orienta a decisão de escala e mostra a sustentabilidade da operação. Uma abordagem comum é iniciar com um piloto segmentado em uma carteira específica e medir DSO, taxa de resolução e NPS antes de expandir para toda a base.
As métricas abaixo ajudam a validar se a operação de Open Finance via Banking as a Service está pronta para escalar.
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Métrica |
Meta |
|---|---|
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Disponibilidade de APIs |
> 99% |
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Prazo de implementação |
< 6 meses |
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Redução de retrabalho regulatório |
> 40% |
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Aderência regulatória |
100% para Resolução Conjunta nº 16/2025, LGPD e IN 725/2026 |
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Taxa de conversão de consentimento |
Mensurável e crescente a cada iteração de UX |
Erros comuns e pontos de atenção
Alguns erros de implementação aumentam o risco regulatório e operacional e podem comprometer o projeto.
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Uso de contas bolsão: a Resolução Conjunta nº 16/2025 proíbe o uso de contas bolsão e exige que o fluxo financeiro vá diretamente do cliente ao provedor de Banking as a Service, sem intermediação na conta da empresa usuária.
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Consentimento não granular: capturar consentimento genérico em vez de separar por categoria de dado viola a LGPD e as normas do Banco Central.
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Ausência de DPIA: operações com scoring de crédito por IA exigem Relatório de Impacto à Proteção de Dados obrigatório.
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Expiração de consentimento sem gestão: a expiração após 12 meses é um ponto de falha operacional frequente, e empresas que tratam a revisão do painel de consentimentos como tarefa mensal recorrente evitam interrupções de serviço.
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Contratos de Banking as a Service não adequados à Resolução nº 16/2025: contratos existentes precisam ser adaptados até 31 de dezembro de 2026, e operar sem contrato formalizado sob esses termos representa risco regulatório explícito.
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UX de consentimento com alta fricção: fluxos longos, redirecionamentos confusos e benefícios pouco claros reduzem taxas de consentimento e aumentam o abandono.
Ferramentas e frameworks de apoio
A decisão de permanecer em Banking as a Service ou migrar para licença própria depende de produto, escala e capital disponível. A matriz de decisão abaixo ajuda a avaliar o momento certo para cada movimento.
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Critério |
Permanecer em Banking as a Service |
Migrar para licença própria |
|---|---|---|
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Produto financeiro |
Complementar ao core do negócio |
Central à proposta de valor |
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Volume transacional |
Em crescimento, ainda diluindo custos fixos |
Escala suficiente para absorver custos fixos |
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Capital disponível |
Limitado ou alocado em produto |
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Horizonte de tempo |
Lançamento em 3 a 6 meses |
2 a 5 anos de investimento |
A Celcoin não oferece empréstimo para consumidores. A Celcoin fornece infraestrutura tecnológica para que empresas ofertem produtos de crédito aos seus clientes.
A Celcoin como infraestrutura full-stack para Open Finance via Banking as a Service
A Celcoin opera com portfólio completo de licenças e tecnologia proprietária e oferece APIs modulares para que empresas possam prover serviços bancários completos, de contas digitais e cartões a liquidação, compliance e relatórios regulatórios. Fintechs, bancos digitais, ERPs e varejistas podem iniciar usando as licenças da Celcoin no modelo Banking as a Service e, depois, migrar para suas próprias licenças com o Core Banking, mantendo a mesma base tecnológica.
A solução de Open Finance da Celcoin inclui widget de jornada alinhado ao Guia UX do Banco Central, painel de gestão de consentimentos, relatórios regulatórios e integração via APIs REST bem documentadas.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos e melhoram o tempo para geração de receita. |
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Distribuição white-label e embutida, embedded |
Suporte a produtos financeiros com marca própria. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes e protege a receita com estabilidade. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferta de pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas e melhoram conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs ampliam cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Próximos passos após a operação em produção
Com a operação estabilizada, a fintech pode planejar expansões que aumentem receita e eficiência regulatória.
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Expansão para pessoa jurídica, com gestão de consentimentos por CNPJ e configuração de aprovações conjuntas conforme a governança interna
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Automação de relatórios regulatórios, como CADOCs, CCS e DIMP, integrada ao Core Banking
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Governança contínua de consentimentos com revisão mensal do painel de autorizações ativas
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Portabilidade de crédito via Open Finance, prevista para operar em 2026, permitindo migração de contratos entre instituições com base em histórico transacional
Explore como o banking da Celcoin apoia a evolução da sua operação de Open Finance.
FAQ
Open Finance é uma boa aposta para fintechs startups em 2026?
Open Finance representa uma oportunidade relevante para fintechs em 2026, desde que a execução seja consistente. Conforme mencionado anteriormente, o ecossistema brasileiro lidera em escala regulada e registrou crescimento de 143% em consentimentos únicos entre 2024 e 2025. Casos de uso como scoring de crédito em 4 horas com base em histórico transacional, KYC automático e conciliação em tempo real via extrato API já estão em produção.
A adoção ainda enfrenta fricções de UX e baixa penetração entre empresas, com menos de 3% das companhias usando Open Finance ativamente, segundo análise da EY OpenTalks 2025. Essa baixa penetração cria uma janela de diferenciação para fintechs que estruturarem bem a jornada de consentimento.
Qual é a principal desvantagem do modelo Banking as a Service para implementar Open Finance?
A principal limitação é a dependência do roadmap e dos SLAs do provedor de Banking as a Service. A fintech não controla diretamente a infraestrutura regulatória nem os relatórios ao Banco Central, o que exige escolher um parceiro com licença adequada, APIs bem documentadas e suporte técnico especializado.
Além disso, a Resolução Conjunta nº 16/2025 delimita de forma taxativa os serviços permitidos no contrato de Banking as a Service, como abertura e manutenção de contas, credenciamento e operações de crédito. O escopo contratual precisa cobrir o roadmap de 12 a 24 meses desde o início, porque trocar de provedor após a operação estar em produção é complexo e custoso.
Como implementar Open Finance em uma fintech sem licença própria do Banco Central?
O caminho é contratar um provedor de Banking as a Service que possua licença de Instituição de Pagamento e autorização como Iniciadora de Transação de Pagamento junto ao Banco Central. A fintech integra as APIs REST do provedor, implementa o widget de consentimento conforme o Guia UX do Banco Central, configura o consentimento granular e revogável com validade máxima de 12 meses e executa testes em sandbox antes de entrar em produção controlada conforme a IN 725/2026.
Nesse modelo, toda a responsabilidade regulatória perante o Banco Central permanece com o provedor licenciado. O prazo médio para entrada em produção gira em torno de 3 meses, com custo de primeiro ano entre R$ 75 mil e R$ 230 mil.
Quando faz sentido migrar de Banking as a Service para licença própria?
A migração passa a ser estrategicamente relevante quando o produto financeiro deixa de ser complementar e se torna o núcleo da proposta de valor da empresa. Esse movimento também ganha sentido quando o volume transacional é suficiente para diluir os custos fixos de uma licença própria e quando a empresa dispõe de capital e equipe para assumir diretamente a responsabilidade regulatória e tecnológica.
