Última atualização: 26 de julho de 2026
Principais lições deste artigo
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O Open Finance brasileiro movimentou R$ 15,3 bilhões em 2025, o que mostra demanda consistente por contas digitais com Pix, cartões e Open Finance sem construção de infraestrutura própria.
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Obter uma licença própria de Instituição de Pagamento exige R$ 1 milhão de capital mínimo e de 12 a 18 meses de autorização do Banco Central. O modelo de Banking as a Service reduz esse prazo para cerca de três meses, com investimento inicial próximo de zero.
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Os três modelos de infraestrutura, APIs de agregação, Open Finance as a Service e BaaS + Open Finance, diferem em cobertura regulatória, velocidade de lançamento e custo total de propriedade.
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Em 2026, a Jornada Sem Redirecionamento (JSR) e a conformidade com FAPI se tornaram requisitos obrigatórios para iniciadores de pagamento, o que elevou o nível técnico de autenticação e autorização.
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Para implementar uma solução completa de Open Finance, contas digitais e relatórios regulatórios automatizados, explore a plataforma full stack da Celcoin.
Conceitos essenciais: Open Finance, ITP, BaaS e Core Banking
Open Finance é o ecossistema regulado pelo Banco Central do Brasil que permite o compartilhamento de dados financeiros e a iniciação de pagamentos com consentimento do usuário, por meio de APIs padronizadas e seguras. O ecossistema brasileiro registrou volumes expressivos de consentimentos ativos e ampla participação de instituições ao longo de 2025, sendo considerado o mais maduro do mundo fora do Reino Unido.
ITP (Iniciador de Transação de Pagamento) é a categoria regulatória que instrui o banco do pagador a executar uma transferência Pix sem que o pagador precise abrir o aplicativo bancário e sem que o ITP detenha os recursos. Para atuar como ITP, uma instituição deve atender aos requisitos de autorização definidos pelo Banco Central, conforme a Resolução BCB nº 80.
Banking as a Service (BaaS) é o modelo em que uma empresa opera serviços financeiros utilizando a licença regulatória de um parceiro, sem precisar obter autorização própria do Banco Central. A responsabilidade regulatória é indivisível e recai sobre o provedor licenciado, conforme a Resolução Conjunta nº 16, publicada em novembro de 2025.
Core Banking é a infraestrutura bancária completa que suporta a operação de Instituições de Pagamento e Instituições Financeiras com licenças próprias. Essa infraestrutura cobre gestão de contas, liquidação, relatórios regulatórios, tesouraria e Open Finance. O Core Banking representa a evolução natural do Banking as a Service para empresas que obtêm licença própria.
Os três modelos de infraestrutura para contas digitais
Empresas que desejam integrar Open Finance em contas digitais no Brasil podem seguir três abordagens principais. A escolha entre essas abordagens define a cobertura regulatória, a velocidade de lançamento e o custo total de propriedade. A tabela a seguir compara os três modelos em quatro dimensões críticas para a decisão de arquitetura.
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Modelo |
Cobertura regulatória |
Velocidade de lançamento |
Custo inicial estimado |
|---|---|---|---|
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APIs de agregação |
Parcial, depende de licença própria ou de um parceiro |
Semanas a poucos meses |
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Open Finance as a Service |
Delegada ao provedor SaaS |
Semanas |
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BaaS + Open Finance |
Completa, com licença e infraestrutura do parceiro |
APIs de agregação conectam dados de múltiplas instituições por meio de conectores proprietários ou do Open Finance regulado. Esse modelo é adequado para enriquecer produtos existentes com dados financeiros. Em contrapartida, exige manutenção contínua das mudanças de API e das certificações de segurança. O custo de uma integração interna, considerando certificações, tokenização e manutenção, pode facilmente atingir R$ 150 mil no primeiro ano.
Open Finance as a Service delega a complexidade técnica e regulatória a um provedor SaaS especializado. Esse modelo reduz o capex inicial e acelera o lançamento, sendo recomendado especialmente nos primeiros 18 a 24 meses de operação, segundo análises de mercado. A principal desvantagem é o aumento do opex por chamada e a dependência do roadmap do fornecedor.
BaaS + Open Finance combina a operação de contas digitais completas com a infraestrutura de Open Finance em um único parceiro licenciado. Esse modelo elimina a necessidade de licença própria no início, cobre Pix, cartões, consentimento e relatórios regulatórios e permite escalar até Core Banking com licença própria sem troca de plataforma. Essa abordagem oferece a maior cobertura regulatória para empresas em fase inicial ou de crescimento acelerado.
Panorama regulatório do Open Finance em 2026
O Open Finance brasileiro foi implementado em quatro fases operacionais. A Fase 1, em fevereiro de 2021, cobriu dados públicos das instituições, a Fase 2, em agosto de 2021, habilitou o compartilhamento de dados cadastrais e transacionais com consentimento, a Fase 3, em outubro de 2021, introduziu a iniciação de pagamentos, e a Fase 4, entre dezembro de 2021 e março de 2022, expandiu o escopo para investimentos, seguros, câmbio e previdência.
Em 2026, dois marcos regulatórios se tornaram centrais para quem opera contas digitais.
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Jornada Sem Redirecionamento (JSR): a JSR entrou em testes em produção para instituições detentoras de contas Pix em 6 de fevereiro de 2026, com liberação geral em 22 de abril de 2026, conforme a Resolução BCB nº 541/2025. A JSR para PJ foi liberada em 22 de abril de 2026, enquanto o Pix Automático entrou em produção em junho de 2025, segundo análises do setor. Sob a JSR, o ITP é responsável pela vinculação de conta e pela integridade das credenciais criadas no dispositivo do pagador.
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Conformidade com FAPI: a Fase 4 exige conformidade plena com o Financial-grade API (FAPI) Security Profile para operação em produção, o que eleva o nível técnico de autenticação e autorização. O perfil brasileiro implementa FAPI-1-Advanced com adições específicas, como suporte a CPF e CNPJ como claims essenciais, tokens de acesso com expiração entre 300 e 900 segundos e algoritmos PS256 para assinatura JWS, segundo a especificação oficial do Open Finance Brasil.
Em fevereiro de 2026, o Brasil lançou a portabilidade de crédito via Open Finance, o que permitiu transferências de dívidas totalmente digitais e automatizadas entre instituições, com a portabilidade de crédito consignado prevista para novembro de 2026. Iniciadores de pagamento também devem cumprir obrigações de PLD/FT, incluindo KYC, KYB, verificação de PEP e checagem de sanções, em linha com a Circular BCB 3.978/2020 e a Resolução BCB nº 80.
Critérios objetivos para avaliar provedores de infraestrutura
O nível de complexidade regulatória e técnica do Open Finance, que inclui conformidade com FAPI, JSR e obrigações de PLD/FT, exige critérios rigorosos na escolha de um provedor de infraestrutura para contas digitais. A seleção deve considerar os pontos a seguir.
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Cobertura de licenças: o provedor deve operar como Instituição de Pagamento autorizada pelo Banco Central, participante direto do Pix e Iniciador de Transação de Pagamento no Open Finance. Essa combinação cobre toda a cadeia regulatória sem necessidade de múltiplos parceiros.
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Suporte à Fase 4 e JSR: a infraestrutura precisa suportar o escopo completo de dados, que inclui investimentos, seguros, câmbio e previdência, além da Jornada Sem Redirecionamento com extensão para PJ e desktop.
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Conformidade com FAPI: é necessário verificar suporte ao perfil FAPI-1-Advanced com adições brasileiras, Dynamic Client Registration (DCR), CIBA para autenticação desacoplada e gestão de consentimento alinhada ao Guia UX do Banco Central.
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SLA e disponibilidade: a avaliação deve considerar a disponibilidade declarada, o histórico de incidentes e a capacidade de escalar em picos de volume. O tráfego de APIs do Open Finance brasileiro superou 5 bilhões de requisições mensais em meados de 2025, o que exige infraestrutura com alta disponibilidade e capacidade de escalar em momentos de maior demanda.
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Modelo de precificação: muitas empresas subestimam o impacto do crescimento de volume sobre os custos operacionais. Projetar custos em 10 vezes e 100 vezes o volume atual permite avaliar se a estrutura de preços do provedor continua viável em escala e evita surpresas que forcem migrações prematuras quando o negócio já estiver consolidado, segundo especialistas em Core Banking.
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Escalabilidade até licença própria: o provedor deve permitir migrar de Banking as a Service para Core Banking com licença própria sem troca de plataforma tecnológica.
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Relatórios regulatórios automatizados: a solução precisa cobrir DIMP, CADOCs, CCS, SCR e demais obrigações acessórias, com envio automatizado à RSFN e ao SPB.
Erros comuns ao escolher infraestrutura de Open Finance
Alguns erros recorrentes comprometem operações de contas digitais no Brasil e aumentam o risco regulatório e operacional.
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Uso de contas-bolsão: contas-bolsão são estruturas em que recursos de terceiros são administrados de forma não individualizada, o que mistura patrimônio do cliente com o da instituição. A Resolução Conjunta nº 16 proíbe o uso de contas-bolsão e exige fluxos diretos de fundos dos clientes ao provedor de Banking as a Service, com conformidade total até 31 de dezembro de 2026.
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Subestimar requisitos de compliance: iniciadores de pagamento que falham nos controles de vinculação de conta sob a JSR precisam reportar o incidente de segurança ao Banco Central. Da mesma forma, ignorar obrigações de PLD/FT, KYC e monitoramento antifraude gera exposição regulatória direta. Ambas as falhas podem resultar em penalidades do Banco Central e comprometer a autorização para operar.
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Escolher soluções que não escalam: fintechs que selecionam uma infraestrutura inicial sem planejar a migração futura frequentemente descobrem que o custo de troca é alto o suficiente para manter uma plataforma inadequada por mais tempo do que o desejado, segundo análises do setor. Migrar de um provedor de Banking as a Service para outro exige re-homologação com redes de cartão, reconfiguração da lógica contábil e, muitas vezes, obriga usuários finais a substituir cartões físicos, o que gera churn operacional significativo.
Cenários de uso por tipo de empresa
O modelo de infraestrutura ideal varia conforme o perfil operacional de cada organização. Os cenários a seguir mostram como diferentes tipos de empresa aplicam Open Finance e Banking as a Service na prática.
Fintechs iniciantes precisam lançar contas digitais com Pix, cartões e Open Finance em poucas semanas, sem capital para obter licença própria. O modelo BaaS + Open Finance permite operar sob a licença do parceiro, com toda a complexidade de KYC, liquidação e relatórios regulatórios gerida externamente. Assim, o time interno pode focar no produto e na experiência do cliente.
ERPs buscam integrar serviços financeiros diretamente em suas plataformas de gestão para criar novas fontes de receita, aumentar retenção e diferenciar o produto. A infraestrutura de Open Finance permite acessar dados financeiros consentidos dos clientes para automações de conciliação, onboarding simplificado e concessão de crédito embutida. A Celcoin não oferece nenhum tipo de empréstimo para consumidores. A Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes.
Grandes varejistas necessitam de soluções financeiras que melhorem a experiência do cliente e gerem novas receitas sem depender de múltiplos fornecedores ou obter licenças próprias. A consolidação de Banking as a Service, cartões white label e Open Finance em uma única plataforma reduz a complexidade operacional e acelera o lançamento de produtos financeiros com marca própria.
A solução full stack da Celcoin
A Celcoin opera com portfólio completo de licenças, incluindo Instituição de Pagamento, participação direta no Pix e Iniciadora de Pagamentos no Open Finance, e utiliza tecnologia proprietária baseada em microsserviços. Fintechs, bancos digitais, ERPs e grandes varejistas podem iniciar utilizando as licenças da Celcoin no modelo de Banking as a Service e, posteriormente, migrar para suas próprias licenças com o Core Banking, mantendo a mesma base tecnológica, segurança e suporte. A Celcoin media mais de R$ 30 bilhões em transações mensalmente e atende mais de 6 mil clientes. A tabela abaixo mostra como cada funcionalidade da plataforma se traduz em benefícios operacionais e financeiros para a sua empresa.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, o que melhora o tempo para geração de receita e a competitividade. |
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Distribuição white-label e embutida (embedded) |
Suporte a produtos financeiros com marca própria. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes, o que protege sua receita com mais previsibilidade. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferta de pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, o que melhora conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs garantem melhor cobertura, mais recursos e maior velocidade de entrada no mercado. |
Perguntas frequentes sobre integração técnica, migração, custos e obrigações regulatórias
O que é a Jornada Sem Redirecionamento (JSR) e como ela afeta contas digitais?
A Jornada Sem Redirecionamento é o modelo de iniciação de pagamento via Open Finance em que o usuário autoriza a transação diretamente no aplicativo do Iniciador de Transação de Pagamento, sem redirecionamento para o aplicativo do banco detentor da conta. A JSR entrou em testes em produção para instituições detentoras de contas Pix em 6 de fevereiro de 2026, com liberação geral em 22 de abril de 2026, conforme a Resolução BCB 541/2025. A JSR para PJ foi liberada em 22 de abril de 2026, enquanto o Pix Automático entrou em produção em junho de 2025. Sob a JSR, o ITP é responsável pela vinculação de conta e pela integridade das credenciais criadas no dispositivo do pagador. Qualquer falha nesses controles pode gerar um incidente de segurança com obrigação de reporte ao Banco Central.
Quais são os requisitos técnicos mínimos para integrar Open Finance em uma conta digital no Brasil?
A integração exige conformidade com o perfil FAPI-1-Advanced com adições brasileiras, Dynamic Client Registration (DCR) para credenciais, participação no diretório central do Open Finance Brasil, suporte a CPF e CNPJ como claims essenciais, tokens de acesso com expiração entre 300 e 900 segundos, algoritmo PS256 para assinatura JWS e RSA-OAEP com A256GCM para criptografia JWE. A jornada de consentimento deve seguir o Guia UX do Banco Central, com autenticação multifator, nível LoA3, para APIs de leitura e escrita. Empresas que não possuem licença própria podem acessar essa infraestrutura por meio de um provedor de Banking as a Service já homologado, como o banking da Celcoin, sem precisar construir e certificar a stack internamente.
É possível migrar de Banking as a Service para Core Banking com licença própria sem trocar de infraestrutura?
Essa migração é possível quando a empresa escolhe desde o início um provedor que ofereça Banking as a Service e Core Banking na mesma plataforma tecnológica. Nesse modelo, quando a empresa obtém sua licença de Instituição de Pagamento ou Instituição Financeira, ela integra essa licença à infraestrutura já em uso, sem re-homologação de redes de cartão, sem reconfiguração da lógica contábil e sem impacto para os usuários finais. A Celcoin opera exatamente nesse modelo, em que empresas iniciam com as licenças da Celcoin e migram para licença própria mantendo a mesma base tecnológica. O prazo de implementação varia de uma semana a três meses, conforme a complexidade da estrutura existente.
O que são contas-bolsão e por que são proibidas?
Contas-bolsão são estruturas em que recursos de múltiplos clientes são concentrados em uma única conta intermediária, sem individualização do patrimônio de cada titular. Esse modelo mistura o patrimônio do cliente com o da instituição e não é permitido pela regulação do Banco Central. A Resolução Conjunta nº 16, de novembro de 2025, proíbe explicitamente o uso de contas-bolsão em arranjos de Banking as a Service e exige fluxos diretos de fundos dos clientes ao provedor licenciado, com conformidade total obrigatória até 31 de dezembro de 2026. Empresas que ainda operam com esse modelo precisam migrar para uma infraestrutura regulada com contas individualizadas antes do prazo.
Quais relatórios regulatórios são obrigatórios para quem opera contas digitais no Brasil?
Instituições de Pagamento e Instituições Financeiras devem enviar ao Banco Central relatórios como DIMP, Documento de Informações de Meios de Pagamento, CADOCs, Cadastro de Documentos, CCS, Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro, SCR, Sistema de Informações de Crédito, e DES-IF, além de obrigações contábeis como COSIF e tributárias como DIRF. A conexão deve ocorrer diretamente à Rede do Sistema Financeiro Nacional, RSFN, e ao Sistema de Pagamentos Brasileiro, SPB. Provedores de infraestrutura como a Celcoin automatizam a geração e o envio desses relatórios, o que elimina o risco de erros manuais e garante conformidade contínua com o Banco Central, a Receita Federal e a SUSEP.
