Melhor banking as a service: um guia comparativo para 2026

Melhor Banking as a Service: guia completo para 2026

Última atualização: 15 de julho de 2026

Principais lições deste artigo

  • A Resolução Conjunta nº 16/2025 exige KYC individualizado, proíbe contas-bolsão e obriga a identificação clara do provedor de Banking as a Service até 31 de dezembro de 2026.

  • Escolher um provedor full-stack permite migrar de licenças compartilhadas para licença própria sem trocar de infraestrutura ou reescrever integrações.

  • Ter APIs documentadas, Open Finance integrado e relatórios regulatórios automáticos é requisito mínimo para operar com conformidade e competitividade em 2026.

  • Evitar múltiplos fornecedores fragmentados reduz custos de migração, re-homologação e risco regulatório para fintechs, varejistas e ERPs.

  • Conhecer a solução completa da Celcoin ajuda a comparar modelos de Banking as a Service para fintechs, bancos digitais, gestoras de fundos, varejistas e ERPs: conheça a plataforma completa da Celcoin.

Contexto regulatório e tecnológico do Brasil em 2026

O Banco Central e o CMN publicaram em novembro de 2025 a Resolução Conjunta nº 16/2025, primeiro marco regulatório específico para Banking as a Service no Brasil. A norma redefine obrigações de governança, transparência e controle de risco para toda a cadeia de prestação de serviços financeiros via terceiros.

Os impactos imediatos são três:

  • Proibição das contas-bolsão: recursos de clientes finais não podem mais ser agregados em contas intermediárias, e cada usuário precisa ser identificado individualmente com KYC próprio.

  • Identificação obrigatória da instituição prestadora de Banking as a Service em todos os canais, contratos e instrumentos de pagamento, o que encerra o modelo white-label sem identificação.

  • Definição de prazo de adequação até 31 de dezembro de 2026 para todos os contratos vigentes.

O Open Finance brasileiro já acumulava 62 milhões de consentimentos em janeiro de 2025 e mais de 2,3 bilhões de comunicações bem-sucedidas por semana, superando a escala dos Estados Unidos e da Europa. Fintechs, varejistas e ERPs que não contam com infraestrutura preparada para esse ecossistema perdem acesso a dados que viabilizam personalização, KYC automatizado e concessão de crédito em poucas horas.

Veja como a Celcoin reduz seu time-to-market de anos para meses.

O que é Banking as a Service e conceitos relacionados

Banking as a Service é o modelo pelo qual uma instituição autorizada pelo Banco Central disponibiliza, via APIs, a infraestrutura regulatória e tecnológica necessária para que empresas não licenciadas ofereçam serviços financeiros com marca própria aos seus clientes finais.

Alguns conceitos se conectam diretamente a esse modelo:

  • Core Banking: sistema central que gerencia contas, transações, ledger e relatórios regulatórios de uma instituição financeira. Esse sistema representa a evolução natural para empresas que já possuem ou estão obtendo licença própria.

  • Instituição de Pagamento (IP): pessoa jurídica autorizada pelo Banco Central para operar contas de pagamento, Pix, cartões e transferências. O processo de autorização segue normas específicas do regulador.

  • Open Finance: ecossistema regulado pelo Banco Central que permite o compartilhamento de dados financeiros com consentimento do usuário entre instituições, o que viabiliza produtos mais personalizados e onboarding simplificado.

  • Embedded finance: integração de serviços financeiros diretamente em plataformas não financeiras, como ERPs, marketplaces e aplicativos de varejo, usando Banking as a Service como base tecnológica.

Como funciona na prática o Banking as a Service?

A operação de Banking as a Service no Brasil segue etapas estruturadas que conectam tecnologia, regulação e experiência do usuário.

  1. Integração via APIs: a empresa contratante conecta sua plataforma à infraestrutura do provedor por meio de APIs documentadas, ativando módulos como contas digitais, Pix, cartões e boletos.

  2. KYC e onboarding: o provedor licenciado realiza a identificação e verificação de cada cliente final, cumprindo as exigências da Resolução Conjunta nº 16/2025 e as normas de PLD/FT.

  3. Liquidação e gestão de contas: o provedor processa as transações e mantém o ledger individualizado por cliente, sem uso de contas-bolsão.

  4. Relatórios regulatórios: o provedor gera e envia automaticamente os reportes exigidos pelo Banco Central, Receita Federal e SUSEP, como CCS, CADOCs, COSIF e DIMP.

  5. Jornada de migração de licenças: quando a empresa atinge escala suficiente para obter licença própria, a infraestrutura tecnológica permanece a mesma. Apenas a titularidade regulatória muda, sem necessidade de reescrever integrações ou migrar dados.

Construir infraestrutura própria exige tempo para obter autorização regulatória e realizar investimentos em tecnologia. Usar Banking as a Service permite colocar o mesmo produto em produção em cerca de três meses, com custo variável atrelado ao volume de transações.

Veja como a Celcoin estrutura essa jornada de ponta a ponta.

Panorama do mercado e contexto regulatório

O Brasil concentra 58,7% das fintechs ativas na América Latina, segundo relatório do Distrito de 2024, e figura entre os primeiros países a criar regulação específica para Banking as a Service. O país representa 73% do mercado de BaaS na América do Sul, com receita de USD 1,392 bilhões em 2021, impulsionado pela combinação de Pix, Open Finance e ambiente regulatório favorável à inovação.

Algumas tendências moldam o setor em 2026:

Critérios para avaliar o melhor Banking as a Service

A escolha de um provedor de Banking as a Service precisa considerar critérios estruturais que vão além do preço por transação.

  • Conformidade regulatória nativa: o provedor deve ser autorizado pelo Banco Central e garantir aderência à Resolução Conjunta nº 16/2025 desde o primeiro dia, com KYC individualizado, PLD/FT e relatórios automáticos.

  • Escalabilidade sem troca de infraestrutura: a plataforma deve acompanhar a empresa desde o uso de licenças compartilhadas até a migração para licença própria, sem necessidade de reintegração técnica.

  • Qualidade e documentação das APIs: APIs documentadas e padronizadas que habilitam operações em tempo real, relatórios regulatórios automatizados e integração direta com ERPs e CRMs existentes formam um requisito mínimo.

  • Suporte técnico especializado: acesso direto a equipes com conhecimento regulatório e técnico, com SLAs claros de disponibilidade e resposta a incidentes.

  • Open Finance integrado: capacidade de acessar e transmitir dados financeiros com consentimento do usuário, o que viabiliza personalização de produtos, KYC automatizado e concessão de crédito baseada em dados reais.

  • Flexibilidade de monetização: suporte a múltiplos modelos, como white-label, embedded finance e full-stack, com precificação variável atrelada ao crescimento da operação.

Compare a infraestrutura da Celcoin com esses critérios.

Erros comuns ao escolher Banking as a Service

Três erros recorrentes comprometem operações de Banking as a Service no Brasil em 2026.

  • Uso de contas-bolsão: muitas empresas ainda operam com contas-bolsão, estrutura proibida pela Resolução Conjunta nº 16/2025 mencionada anteriormente. Contratos vigentes nesse modelo precisam ser adaptados até 31 de dezembro de 2026, sob risco de sanções administrativas que vão de multas à cassação da autorização de funcionamento.

  • Dependência de múltiplos fornecedores fragmentados: migrar entre provedores de Banking as a Service no Brasil exige re-homologação com redes de cartão, reconfiguração da lógica contábil e, com frequência, substituição de cartões físicos pelos usuários finais. Consolidar a infraestrutura em um único parceiro desde o início reduz esse custo e simplifica a gestão.

  • Subestimativa das obrigações regulatórias: sob a Resolução Conjunta nº 16/2025, a entidade tomadora de serviços de Banking as a Service só pode contratar com uma única instituição prestadora, que permanece como única responsável perante o Banco Central. Escolher um provedor sem histórico regulatório sólido amplia o risco operacional e reputacional para a empresa contratante.

Aplicações por perfil de empresa

O Banking as a Service atende perfis distintos de empresa, com necessidades específicas em cada caso.

  • Fintechs e bancos digitais em estágio inicial: operam sob a licença do provedor para lançar contas digitais, Pix, cartões e transferências em poucas semanas, sem capital imobilizado em licença própria. À medida que crescem, migram para Core Banking com licença própria sem trocar de tecnologia.

  • Varejistas consolidados: integram serviços financeiros, como contas digitais para clientes, cartões com marca própria, Pix e crédito, diretamente em seus aplicativos e sistemas de ponto de venda. Essa integração cria novas fontes de receita e aumenta a fidelização sem necessidade de gerir infraestrutura regulatória internamente. A Celcoin não oferece empréstimo direto para consumidores. A Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes.

  • ERPs: embarcam serviços financeiros diretamente em suas plataformas de gestão, permitindo que seus clientes realizem pagamentos, recebimentos e conciliação bancária sem sair do sistema. Essa conveniência reduz o atrito operacional, o que aumenta a retenção de clientes. Ao mesmo tempo, a oferta de serviços financeiros diferencia o produto no mercado e cria nova fonte de receita recorrente sobre a base instalada existente.

A solução full-stack da Celcoin

A Celcoin opera com portfólio completo de licenças e tecnologia proprietária, cobrindo toda a jornada de uma empresa que deseja oferecer serviços financeiros: do uso das licenças da Celcoin no modelo Banking as a Service até a integração de licença própria no Core Banking, mantendo a mesma base tecnológica em todas as etapas. A plataforma media mais de R$ 30 bilhões em transações mensalmente e atende mais de 6 mil clientes, incluindo fintechs, bancos digitais, ERPs e varejistas.

A tabela a seguir resume como cada funcionalidade da plataforma se traduz em benefícios operacionais e financeiros concretos para sua empresa.

Funcionalidade da Celcoin

Benefício para sua empresa

APIs modulares

Integrações mais rápidas, reduzindo custos e prazos de desenvolvimento.

Experiência e suporte ao desenvolvedor

Documentação, SDKs e sandboxes que reduz ciclos de integração e custos de engenharia.

Capacidade de lançamento rápido

Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, melhorando o tempo para geração de receita e competitividade.

Distribuição white label e embutida (embedded)

Suporte a produtos financeiros com marca própria.

Escalabilidade com confiabilidade

Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes, protegendo sua receita com confiança.

Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito

Oferecer pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização.

Acesso a dados e personalização

Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, melhorando conversão e retenção.

Compliance e conformidade como princípio

KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas.

Prevenção de fraude e controles de risco

Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória.

Força do ecossistema de parceiros da Celcoin

Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs garantem melhor cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado.

Explore a plataforma completa da Celcoin em produção.

Perguntas frequentes sobre Banking as a Service

O que muda com a Resolução Conjunta nº 16/2025 para quem já opera Banking as a Service?

A Resolução Conjunta nº 16/2025 estabelece três mudanças principais para contratos vigentes. Primeiro, proíbe as contas-bolsão, o que exige que cada cliente final seja identificado individualmente com KYC próprio, sem agregação de recursos em contas intermediárias. Segundo, exige que a instituição prestadora de Banking as a Service seja identificada ao cliente final em todos os canais, contratos e instrumentos de pagamento. Terceiro, determina que a entidade tomadora de serviços só pode contratar com uma única instituição prestadora. O prazo para adequação de contratos existentes é 31 de dezembro de 2026, e o descumprimento sujeita tanto o prestador quanto o tomador a sanções administrativas que vão de advertências e multas à cassação da autorização de funcionamento.

Como funciona a migração de licenças compartilhadas para licença própria sem trocar de infraestrutura?

A migração ocorre quando a empresa atinge escala suficiente para justificar a obtenção de uma licença de Instituição de Pagamento ou Instituição Financeira junto ao Banco Central. Nesse modelo, a empresa integra sua própria licença à infraestrutura tecnológica do provedor de Core Banking, que passa a operar em nome da empresa licenciada e não mais sob a licença do provedor. A vantagem é que toda a base tecnológica, APIs, integrações e relatórios regulatórios permanecem os mesmos.

Essa continuidade elimina a necessidade de reescrever integrações, migrar dados de clientes ou contratar novos fornecedores. A Celcoin suporta essa jornada completa, desde o Banking as a Service com licença compartilhada até o Core Banking com licença própria, mantendo a mesma plataforma em todas as etapas. Alguns clientes concluem a migração em uma semana, enquanto outros, com estruturas mais complexas, levam até três meses.

Quais relatórios regulatórios são gerados automaticamente pela infraestrutura de Banking as a Service?

Uma infraestrutura de Banking as a Service em conformidade com as exigências do Banco Central deve gerar automaticamente os principais relatórios obrigatórios para Instituições de Pagamento e Instituições Financeiras. Essa geração inclui CCS, CADOCs, COSIF, DIMP, DES-IF, SCR e relatórios tributários exigidos pela Receita Federal e pelas Secretarias de Fazenda estaduais.

A automação desses relatórios elimina erros manuais, reduz o risco de penalidades regulatórias e libera as equipes internas para focar em produto e crescimento. A Celcoin oferece essa automação tanto para empresas que operam sob sua licença quanto para aquelas que já possuem licença própria integrada ao Core Banking.

Qual é a estrutura de custo típica de uma solução de Banking as a Service no Brasil?

A estrutura de custo de Banking as a Service no Brasil combina três componentes. O primeiro componente é uma taxa de setup ou onboarding para implementação inicial. O segundo componente é uma mensalidade de plataforma que varia conforme o porte da operação. O terceiro componente é um conjunto de tarifas variáveis por transação ou usuário ativo.

Esse modelo converte custos fixos de infraestrutura em custos variáveis atrelados ao crescimento, o que favorece empresas em estágio inicial. Os custos variáveis cobrem processamento de Pix, boletos e cartões, tarifas de redes, compliance, KYC, antifraude, armazenamento de dados conforme a LGPD e suporte técnico. A Celcoin adota um modelo de remuneração centrado em transações, sem barreiras de entrada significativas por custo de setup elevado.

O Open Finance é obrigatório para operar Banking as a Service no Brasil?

O Open Finance não é tecnicamente obrigatório para operar Banking as a Service, mas se tornou um requisito competitivo na prática. Empresas que não integram Open Finance perdem acesso a dados que viabilizam KYC automatizado para pessoas jurídicas, scoring de crédito baseado em histórico transacional e onboarding simplificado sem documentos físicos.

Como vimos, o ecossistema de Open Finance no Brasil já ultrapassou 197 milhões de consentimentos ativos, e 85% dos bancos e fintechs planejam expandir o uso de APIs abertas para lançar novos produtos digitais. Provedores de Banking as a Service que já oferecem infraestrutura de Open Finance integrada, com widget de jornada conforme o Guia UX do Banco Central, painel de gestão e relatórios regulatórios, reduzem de forma relevante o tempo e o custo de implementação para seus clientes.

Conclusão: escolha infraestrutura que acompanhe seu crescimento

O mercado brasileiro de Banking as a Service em 2026 exige mais do que APIs funcionais. A operação precisa estar em conformidade com a Resolução Conjunta nº 16/2025 desde o primeiro dia, sem contas-bolsão, com identificação transparente da instituição prestadora e com capacidade de escalar sem troca de infraestrutura quando a empresa obtiver licença própria.

Fintechs, varejistas e ERPs que escolhem um parceiro full-stack desde o início evitam o custo de migração, a fragmentação de fornecedores e o risco regulatório de estruturas não conformes. A infraestrutura certa é aquela que acompanha a empresa em cada etapa do crescimento, do lançamento do primeiro produto financeiro até a operação com licença própria em escala.

Conheça a solução que acompanha seu crescimento do lançamento à licença própria.