Melhores empresas para lançar banco digital no Brasil

Guia para lançar banco digital no Brasil em 2026

Última atualização: 6 de agosto de 2026

Principais lições deste artigo

  • O mercado de banking digital no Brasil exige infraestrutura regulatória e tecnológica robusta desde o primeiro dia, impulsionada pelo crescimento de fintechs e pela evolução do arcabouço regulatório em 2025 e 2026.

  • Banking as a Service (BaaS) e Core Banking são modelos complementares: o primeiro permite entrada rápida via licença de terceiros, o segundo oferece autonomia quando a empresa obtém licença própria.

  • Conformidade com a Resolução Conjunta nº 16/2025, Resoluções CMN 5.274/2025 e BCB 538/2025, além da segregação patrimonial obrigatória, compõe o conjunto de requisitos inegociáveis para operar em 2026.

  • Escolher um parceiro de infraestrutura exige avaliar escalabilidade, APIs modulares, conformidade integrada, custo total de propriedade e jornada de crescimento sem migrações futuras.

  • Para lançar ou escalar serviços financeiros com segurança e velocidade, conheça as soluções da Celcoin.

Conceitos essenciais: Banking as a Service, Core Banking, licenças do Banco Central, Open Finance e obrigações regulatórias

Banking as a Service (BaaS) é o modelo pelo qual uma instituição autorizada pelo Banco Central disponibiliza sua infraestrutura regulatória e tecnológica para que outras empresas, reguladas ou não, ofereçam serviços financeiros aos seus clientes finais. A Resolução Conjunta nº 16/2025 formalizou esse modelo no Brasil e definiu papéis claros entre instituição prestadora, entidade tomadora e cliente.

Core Banking representa a evolução do Banking as a Service. Trata-se de uma infraestrutura bancária completa, com gestão de contas (Ledger), liquidação, tesouraria, relatórios regulatórios e Open Finance, utilizada por instituições que já possuem licença própria e precisam de uma base tecnológica moderna para operar com eficiência e escala.

Licenças do Banco Central relevantes para quem quer operar serviços financeiros incluem principalmente a licença de Instituição de Pagamento (IP). Essa licença habilita a empresa a oferecer contas de pagamento, cartões e transferências. Obter uma licença de IP exige capital realizado mínimo de R$ 9,2 milhões, valor atualizado em novembro de 2025 pelo Banco Central, além de processo de autorização sem prazo público definido, com exigências de governança, compliance e infraestrutura tecnológica.

Open Finance é o ecossistema regulado pelo Banco Central que permite o compartilhamento de dados financeiros, com consentimento do usuário, entre instituições. Esse modelo viabiliza personalização de produtos, onboarding simplificado e concessão de crédito mais eficiente.

Como funciona na prática a operação de um banco digital

A operação de um banco digital depende de camadas interdependentes que precisam funcionar de forma integrada.

  1. Onboarding e KYC: validação de identidade do usuário final, com verificação biométrica, checagem em listas restritivas e conformidade com normas de PLD/FT.

  2. Gestão de contas e Ledger: registro em tempo real de todas as movimentações, saldos e posições de cada cliente, com segregação patrimonial obrigatória.

  3. Liquidação e conectividade ao SPB: integração ao Sistema de Pagamentos Brasileiro para processamento de Pix, TED, boletos e débito automático, com conexão direta à Rede do Sistema Financeiro Nacional.

  4. Compliance contínuo: geração e envio automático de relatórios regulatórios como CCS, CADOCs, COSIF, DIMP e SCR ao Banco Central, Receita Federal e SUSEP.

  5. Segurança cibernética: a partir de março de 2026, as Resoluções CMN 5.274/2025 e BCB 538/2025 exigem controles prescritivos e auditáveis, incluindo autenticação multifator, testes de penetração anuais, monitoramento de credenciais na Dark Web e requisitos específicos de segurança de APIs para Pix e STR.

  6. Open Finance: infraestrutura para receber e transmitir dados financeiros com consentimento, dentro do modelo regulatório do Banco Central.

Veja como a Celcoin integra todas essas camadas em uma plataforma unificada.

Panorama regulatório de 2026

O ambiente regulatório de 2026 para quem opera ou pretende operar serviços financeiros no Brasil se apoia em três marcos principais.

Resolução Conjunta nº 16/2025 (Banking as a Service): esse marco estabeleceu um framework regulatório dedicado para relações de Banking as a Service e atribuiu responsabilidade regulatória integral à instituição prestadora. Entre as principais obrigações, a prestadora deve ser identificada em todos os canais, contratos e instrumentos de pagamento voltados ao cliente final. Contratos de BaaS firmados antes da Resolução Conjunta nº 16/2025 têm até 31 de dezembro de 2026 para adequação às regras da norma.

Resoluções CMN 5.274/2025 e BCB 538/2025 (cibersegurança): essas normas aplicam os mesmos padrões de cibersegurança a bancos tradicionais e instituições de pagamento. Esse alinhamento encerra o tratamento diferenciado que fintechs recebiam anteriormente. O prazo de conformidade foi 1º de março de 2026.

Contas individualizadas e Open Insurance: a exigência de segregação patrimonial, que proíbe o uso de contas-bolsão, consolida-se como padrão inegociável. O Open Insurance, regulado pela SUSEP, avança com obrigações de compartilhamento de dados para seguradoras e insurtechs e amplia o ecossistema de dados financeiros além do perímetro bancário.

Critérios para escolher parceiros de infraestrutura

A seleção de um parceiro de infraestrutura bancária deve considerar fatores técnicos, regulatórios e de crescimento de longo prazo.

  • Escalabilidade técnica: muitos neobanks que lançaram com plataformas de Banking as a Service enfrentaram gargalos de escalabilidade nos primeiros anos de operação, o que comprometeu a experiência do usuário e aumentou custos operacionais. Por isso, a arquitetura deve suportar crescimento de volume sem degradação de performance desde o início.

  • APIs modulares e qualidade de documentação: a qualidade das APIs, a flexibilidade do modelo de dados e a profundidade de integrações pré-construídas são critérios centrais na avaliação de fornecedores de infraestrutura.

  • Conformidade regulatória integrada: o parceiro deve cobrir KYC, AML, relatórios ao Banco Central e adequação às resoluções de cibersegurança sem exigir múltiplos fornecedores adicionais.

  • Custo total de propriedade: construir infraestrutura de banco digital do zero raramente fica abaixo de R$ 1 milhão de investimento inicial e costuma demandar 12 a 24 meses ou mais até o go-live, com projetos frequentemente sofrendo atrasos superiores a dois anos, enquanto modelos de Banking as a Service permitem entrada no mercado em semanas.

  • Jornada de crescimento sem troca de plataforma: o parceiro ideal acompanha a empresa desde a operação sob licença de terceiros até a obtenção e integração de licença própria, sem necessidade de migração de infraestrutura.

  • Suporte especializado: acesso direto a equipes técnicas com capacidade de resposta rápida é determinante em operações financeiras, em que indisponibilidade impacta diretamente a receita.

Erros comuns ao lançar um banco digital

Alguns erros recorrentes comprometem operações de banking digital no Brasil e podem ser evitados com planejamento.

Uso de contas-bolsão: estruturas em que recursos de clientes são administrados de forma não segregada, misturando patrimônio do cliente com o da instituição, são irregulares e incompatíveis com as normas do Banco Central. A Resolução Conjunta nº 16/2025 reforça a obrigação de segregação patrimonial como requisito inegociável.

Subestimar obrigações regulatórias: um atraso regulatório em relação a um lançamento via Banking as a Service pode representar um custo de oportunidade significativo. Além do custo de oportunidade, ignorar prazos de adequação, como o de 31 de dezembro de 2026 para conformidade com a Resolução Conjunta nº 16/2025, expõe a empresa a sanções administrativas do Banco Central.

Escolher soluções legadas sem flexibilidade de migração: sistemas legados geralmente apresentam custos mais elevados por transação e tornam o lançamento de novos produtos um processo que leva meses, e não dias ou semanas. Iniciar com uma plataforma que não oferece caminho de evolução para Core Banking próprio obriga a empresa a uma migração custosa no futuro.

Aplicações por perfil de empresa

Startups e fintechs em estágio inicial: o modelo de Banking as a Service permite lançar conta digital, cartão e Pix com a própria marca em semanas, operando sob a licença da instituição prestadora. O custo total no primeiro ano para um produto básico via Banking as a Service corresponde a uma fração do custo de construção própria, combinando setup e operação recorrente. À medida que a fintech cresce e obtém licença própria, a migração para Core Banking ocorre na mesma infraestrutura, sem ruptura operacional.

Varejistas de grande porte: a integração de serviços financeiros embutidos, como contas, cartões com marca própria, Pix e crédito, cria novas fontes de receita e aumenta a fidelização da base de clientes sem exigir que o varejista obtenha licença própria ou construa infraestrutura interna. Quando o conteúdo menciona crédito nesse contexto, é importante esclarecer que a Celcoin não oferece nenhum tipo de empréstimo para consumidores. A Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes.

ERPs: a integração de banking diretamente na plataforma de gestão simplifica a operação dos clientes do ERP, aumenta a retenção e cria uma linha de receita relevante. APIs modulares bem documentadas reduzem o tempo de desenvolvimento e permitem que o ERP entregue funcionalidades financeiras sem precisar gerenciar compliance regulatório internamente.

Descubra como a Celcoin atende seu modelo de negócio específico.

A Celcoin como solução full-stack

A Celcoin opera com portfólio completo de licenças próprias, incluindo Instituição de Pagamento, participação direta no Pix e atuação como Iniciadora de Pagamentos no Open Finance, além de tecnologia proprietária baseada em microsserviços. A plataforma atende empresas em qualquer estágio, desde startups que precisam operar sob a licença da Celcoin via Banking as a Service até instituições reguladas que integram suas próprias licenças ao Core Banking da Celcoin para ganhar eficiência e escala.

A Celcoin media mais de R$ 30 bilhões em transações mensalmente e atende mais de 6 mil clientes, incluindo fintechs como Neon e Magie, bancos como BTG Pactual e Banco Pan, varejistas como Sky e ERPs como PipeImob. A tabela a seguir resume como cada capacidade da plataforma se traduz em benefícios concretos para sua operação.

Funcionalidade da Celcoin

Benefício para sua empresa

APIs modulares

Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento.

Experiência e suporte ao desenvolvedor

Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia.

Capacidade de lançamento rápido

Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos e melhoram o tempo para geração de receita.

Distribuição white-label e embutida

Suporte a produtos financeiros com marca própria.

Escalabilidade com confiabilidade

Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem, que mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes.

Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito

Oferta de pagamentos e emissão de crédito que aumenta conversão, ARPU e fidelização.

Acesso a dados e personalização

Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas e melhoram conversão e retenção.

Compliance e conformidade como princípio

KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas.

Prevenção de fraude e controles de risco

Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória.

Força do ecossistema de parceiros da Celcoin

Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs ampliam cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado.

Perguntas frequentes

Quanto custa lançar um banco digital no Brasil via Banking as a Service em 2026?

O custo para lançar um banco digital via Banking as a Service varia conforme o escopo do produto e o volume de usuários. Para um produto básico com conta digital, cartão e Pix, o custo total no primeiro ano tende a ser uma fração do custo de construção própria. A construção de infraestrutura própria raramente fica abaixo de R$ 1 milhão de investimento inicial e costuma demandar 12 a 24 meses ou mais até o go-live, com projetos frequentemente sofrendo atrasos superiores a dois anos, enquanto Banking as a Service permite entrada no mercado em semanas.

Quanto tempo leva para migrar para o Core Banking da Celcoin?

O prazo de migração depende da complexidade da estrutura existente e da disponibilidade da equipe para conduzir o processo. Alguns clientes conseguem implementar a solução do zero ou migrar em uma semana. Outros podem levar até três meses. A Celcoin disponibiliza uma equipe dedicada com suporte técnico especializado para facilitar cada etapa da migração, desde o mapeamento de dados e dependências até o cutover e a estabilização pós-migração.

Uma empresa sem licença do Banco Central pode operar serviços financeiros no Brasil?

Uma empresa sem licença própria pode operar serviços financeiros no Brasil ao utilizar o modelo de Banking as a Service regulamentado pela Resolução Conjunta nº 16/2025. Nesse modelo, uma entidade tomadora, como um ERP, varejista ou marketplace, oferece serviços financeiros aos seus clientes finais sem possuir licença própria, desde que contrate uma instituição prestadora autorizada pelo Banco Central. A instituição prestadora assume a responsabilidade regulatória integral perante o Banco Central, incluindo KYC, PLD/FT, prevenção a fraudes e relatórios regulatórios.

Quais obrigações regulatórias uma fintech precisa cumprir em 2026?

As principais obrigações incluem conformidade com a Resolução Conjunta nº 16/2025, que exige identificação visível da instituição prestadora em todos os canais e instrumentos de pagamento, além de conformidade com a Resolução Conjunta nº 16/2025, com prazo de adequação até 31 de dezembro de 2026 para contratos anteriores à norma. Também incluem conformidade com as Resoluções CMN 5.274/2025 e BCB 538/2025, cujos controles prescritivos de cibersegurança já entraram em vigor, segregação patrimonial obrigatória, vedação ao uso de contas-bolsão e envio regular de relatórios ao Banco Central, Receita Federal e SUSEP, como CCS, CADOCs, COSIF, DIMP e SCR. Fintechs que operam sob licença própria de Instituição de Pagamento devem manter capital mínimo realizado, governança corporativa adequada e controles de risco compatíveis com a natureza dos serviços prestados.

O que diferencia o Core Banking do Banking as a Service da Celcoin?

O Banking as a Service da Celcoin é voltado para empresas que ainda não possuem licença regulatória própria. Nessa modalidade, a Celcoin disponibiliza sua licença de Instituição de Pagamento para que a empresa opere serviços financeiros com marca própria, sem precisar construir estrutura regulatória do zero. O Core Banking representa a evolução natural desse modelo. Quando a empresa obtém sua própria licença, ela a integra à infraestrutura da Celcoin e passa a operar com autonomia regulatória, mantendo a mesma base tecnológica, sem necessidade de migração de plataforma. Essa continuidade permite que a empresa cresça sem trocar de parceiro de infraestrutura.

Conclusão

Lançar ou escalar um banco digital no Brasil em 2026 exige navegação precisa em um ambiente regulatório que evoluiu de forma significativa nos últimos 12 meses. A Resolução Conjunta nº 16/2025 formalizou o Banking as a Service com responsabilidades claras, as resoluções de cibersegurança elevaram o padrão técnico exigido de todas as instituições e as obrigações de contas individualizadas e Open Finance se consolidaram como requisitos operacionais inegociáveis. Nesse contexto, a escolha do parceiro de infraestrutura define a velocidade de entrada no mercado e a capacidade de crescer sem rupturas tecnológicas ou regulatórias ao longo de toda a jornada.

Conheça a infraestrutura completa da Celcoin para sua jornada de crescimento.