Última atualização: 28 de julho de 2026
Principais lições deste artigo
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O mercado brasileiro de Banking as a Service tende a dobrar até 2032, impulsionado pela Resolução Conjunta CMN BCB nº 16/2025, que exige adequação até dezembro de 2026.
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Banking as a Service permite que empresas sem licença própria ofereçam contas digitais, Pix e cartões sob a licença do provedor, com implementação em até três meses.
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Core Banking representa a evolução natural. Empresas reguladas podem integrar suas próprias licenças à infraestrutura do parceiro sem trocar de tecnologia.
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Critérios decisivos na escolha incluem cobertura de licenças, automação de relatórios regulatórios, SLAs de disponibilidade e qualidade da documentação de APIs.
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Para acelerar sua estratégia de Banking as a Service em 2026, conheça a solução completa da Celcoin.
O que é BaaS, Core Banking, licenças regulatórias e Open Finance?
Banking as a Service é o modelo em que empresas não financeiras ou fintechs sem licença própria oferecem produtos bancários utilizando a infraestrutura regulatória e tecnológica de uma instituição autorizada pelo Banco Central. Contas digitais, Pix, cartões, boletos e crédito ficam disponíveis via APIs, sem que a empresa contratante precise obter sua própria licença.
Core Banking é a evolução desse modelo. No Banking as a Service tradicional, a empresa opera sob a licença do provedor. No Core Banking, empresas já reguladas integram suas próprias licenças à infraestrutura tecnológica do parceiro. Esse arranjo mantém conformidade, eficiência operacional e escalabilidade sem reconstruir sistemas do zero.
As licenças regulatórias relevantes no Brasil incluem a de Instituição de Pagamento e a de Instituição Financeira, ambas autorizadas pelo Banco Central. Obter uma licença de Instituição de Pagamento exige requisitos de capital, um processo de autorização que pode levar vários meses e investimentos em tecnologia. Banking as a Service reduz essa barreira de entrada para empresas em estágio inicial.
Open Finance é o ecossistema regulado pelo Banco Central que permite o compartilhamento de dados financeiros com consentimento do usuário entre instituições. A portabilidade de crédito no âmbito do Open Finance entrou em vigor em fevereiro de 2026 e ampliou as possibilidades de personalização de produtos financeiros sobre infraestrutura de Banking as a Service.
Como funciona na prática a integração de uma plataforma BaaS
Com Banking as a Service, uma empresa pode ter seu produto financeiro em produção em até três meses via integração por APIs, operando sob a licença do provedor e com capital inicial próximo de zero. Esse prazo se distribui em etapas claras de implementação.
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Homologação em ambiente sandbox, com simulação de rejeições, timeouts e estados pendentes.
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Piloto limitado com acompanhamento de métricas de conversão e risco.
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Expansão gradual por perfis de clientes.
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Integração de módulos adicionais conforme a maturidade do produto.
A integração via APIs costuma cobrir onboarding e KYC, motor antifraude, gestão de contas, iniciação de pagamento, conciliação e relatórios, além de webhooks para eventos em tempo real. Do ponto de vista técnico, APIs de pagamento confiáveis devem apresentar baixa latência em produção, alta disponibilidade e webhooks nativos.
Um atraso na construção de infraestrutura própria pode representar perda relevante de receita para um produto com projeção de crescimento mensal. A escolha da plataforma impacta diretamente o tempo de geração de receita.
Panorama regulatório 2026 do Banco Central
A Resolução Conjunta CMN BCB nº 16/2025 atribui ao provedor de Banking as a Service responsabilidade regulatória integral. A norma exige governança corporativa robusta, gestão de riscos, controles internos e segurança da informação compatíveis com os serviços prestados.
Os principais requisitos incluem:
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Requisitos de capital para provedores autorizados de Banking as a Service.
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Envio de relatórios estruturados como DIMP e COSIF ao Banco Central.
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Implementação de controles de risco, cibersegurança e transparência contratual.
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Identificação clara da instituição provedora em todos os contratos, canais de comunicação e instrumentos de pagamento.
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Prazo de adequação até 31 de dezembro de 2026 para operações já existentes.
Empresas sem licença própria, como ERPs, marketplaces e varejistas, não precisam de autorização do Banco Central para oferecer serviços financeiros quando contratam um provedor autorizado e regulado. A empresa tomadora pode contratar serviços de apenas um provedor, que permanece como único responsável perante o Banco Central.
O descumprimento das regras após dezembro de 2026 expõe provedor e tomadora a sanções do Banco Central, como advertências, multas, inabilitação de administradores e cassação de licença.
Critérios de avaliação de plataformas de Banking as a Service
A seleção de uma plataforma de Banking as a Service deve considerar dimensões técnicas, regulatórias e operacionais. A tabela a seguir organiza os critérios por perfil de empresa e mostra como fintechs priorizam migração para licença própria, enquanto varejistas, marketplaces e ERPs tendem a focar em operação sob a licença do provedor.
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Critério |
Fintech / banco digital |
Varejista / marketplace |
ERP |
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Cobertura de licenças |
Licença própria ou do provedor, com possibilidade de migração para Core Banking |
Operação sob licença do provedor |
Operação sob licença do provedor |
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Automação de relatórios regulatórios |
DIMP, COSIF, Cadocs, CCS, SCR |
Relatórios exigidos pelo provedor |
Relatórios integrados ao ERP |
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Tempo de implementação |
Semanas a três meses |
Semanas a três meses |
Semanas a três meses |
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Escalabilidade |
Crescimento até licença própria |
Suporte a volumes sazonais |
Base de clientes distribuída |
Os critérios técnicos e regulatórios para avaliação de provedores incluem criptografia de dados, monitoramento contínuo, políticas de acesso, APIs seguras, documentação clara e capacidade de integração rápida. Além disso, a camada de APIs é o requisito técnico mais crítico de uma plataforma de Banking as a Service, pois define quais serviços bancários podem ser expostos a terceiros e com que facilidade se integram.
Erros comuns ao escolher uma plataforma de Banking as a Service
A escolha de uma plataforma de Banking as a Service envolve riscos que afetam operação e conformidade. Os erros mais frequentes são:
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Ignorar a jornada regulatória: contratar um provedor que não acompanha a evolução da empresa para licença própria impede a continuidade da operação na mesma infraestrutura e gera uma migração custosa no futuro.
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Subestimar o compliance automatizado: mesmo quando a responsabilidade regulatória primária recai sobre o provedor, a empresa tomadora permanece exposta a violações de LGPD e falhas operacionais, o que exige processos e ferramentas de conformidade bem estruturados.
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Operar com contas não individualizadas: estruturas de conta bolsão misturam patrimônio de clientes com o da instituição, o que contraria normas do Banco Central e aumenta o risco em situações de estresse financeiro.
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Desconsiderar SLAs de disponibilidade: provedores precisam manter monitoramento 24 horas por dia, sete dias por semana, e SLAs claros de uptime e suporte técnico para evitar indisponibilidades que afetam receita e experiência do usuário.
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Fragmentar fornecedores: múltiplos parceiros de infraestrutura elevam a complexidade operacional, o risco de inconsistência regulatória e o custo de gestão de integrações.
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Negligenciar a documentação de APIs: ferramentas para desenvolvedores exigem documentação completa de endpoints, autenticação, códigos de erro e padrões de integração, além de ambientes sandbox e SDKs. Documentação insuficiente aumenta esforço de engenharia e tempo de homologação.
Evite esses erros com a infraestrutura completa da Celcoin para Banking as a Service.
Aplicações por perfil de empresa
Cada perfil de empresa utiliza Banking as a Service para resolver desafios específicos.
Fintechs e bancos digitais precisam de um parceiro que acompanhe sua evolução desde a operação sob licença de terceiros até a obtenção e integração de licença própria. A prioridade é lançar produtos com rapidez, manter conformidade contínua e escalar sem trocar de infraestrutura.
Varejistas de grande porte buscam consolidar serviços financeiros em uma única plataforma para melhorar a experiência do cliente e criar novas fontes de receita. O software de finanças embarcadas representa um segmento em expansão no mercado sul-americano de Banking as a Service.
ERPs precisam integrar serviços financeiros diretamente em suas plataformas de gestão para aumentar retenção de clientes, diferenciar o produto e gerar nova linha de receita sem arcar com os custos de obtenção de licença própria.
Marketplaces demandam splitting de recebíveis, contas digitais para lojistas e liquidação automatizada, com ambiente regulatório claro e rastreabilidade de cada transação.
A solução full-stack da Celcoin
A Celcoin opera com portfólio completo de licenças e tecnologia proprietária, oferecendo APIs modulares para que empresas provejam serviços bancários completos. A plataforma cobre toda a jornada. Empresas sem licença própria operam sob a licença da Celcoin no modelo Banking as a Service. Empresas já reguladas integram suas licenças ao Core Banking da Celcoin e mantêm a mesma base tecnológica ao longo do crescimento.
Essa infraestrutura full-stack já opera em escala. A Celcoin medeia mais de R$ 30 bilhões em transações mensalmente e atende mais de 6 mil clientes entre fintechs, bancos digitais, ERPs e varejistas, incluindo Neon, BTG Pactual, Banco Pan, PagSeguro e Sky.
A Celcoin não oferece empréstimos para consumidores. A Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas ofertem produtos de crédito aos seus clientes.
A plataforma da Celcoin oferece um conjunto integrado de funcionalidades com benefícios diretos para o negócio:
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APIs modulares: permitem integrações mais rápidas e reduzem custos e prazos de desenvolvimento.
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Experiência e suporte ao desenvolvedor: documentação, SDKs e sandboxes reduzem ciclos de integração e esforço de engenharia.
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Capacidade de lançamento rápido: módulos pré construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos e antecipam a geração de receita.
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Distribuição white label e embutida: possibilita ofertar produtos financeiros com marca própria em diferentes jornadas.
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Escalabilidade com confiabilidade: solução em nuvem com alta disponibilidade mantém serviços funcionando em picos de volume e protege a receita.
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Cobertura de pagamentos e crédito: oferta de pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, receita por usuário e fidelização.
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Acesso a dados e personalização: dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas e melhoram conversão e retenção.
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Compliance e conformidade: KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e encurtam ciclos de vendas.
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Prevenção de fraude e controles de risco: monitoramento com uso de IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória.
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Ecossistema de parceiros: parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs ampliam cobertura de serviços e aceleram a entrada no mercado.
Perguntas frequentes sobre plataformas BaaS em 2026
O que muda para empresas que já operam Banking as a Service antes de 2026?
Empresas que já operavam Banking as a Service antes de fevereiro de 2026 têm prazo de adequação até 31 de dezembro de 2026, conforme a Resolução Conjunta CMN BCB nº 16/2025 apresentada na seção de panorama regulatório. A norma exige que o provedor atenda a requisitos de capital, implemente estruturas de governança, controles de risco e cibersegurança e envie relatórios estruturados como DIMP e COSIF ao Banco Central. Empresas tomadoras, como ERPs, varejistas e marketplaces, não precisam de autorização própria, mas devem garantir que o provedor esteja autorizado e em conformidade. O descumprimento expõe ambas as partes a sanções, incluindo multas e cassação de licença.
Uma empresa sem licença própria pode oferecer contas digitais, Pix e cartões?
Uma empresa sem licença própria pode oferecer esses serviços ao operar no modelo de Banking as a Service. Nesse arranjo, a empresa utiliza a licença do provedor autorizado pelo Banco Central. O portfólio pode incluir contas digitais para pessoas físicas e jurídicas, Pix, TED, boletos, cartões pré e pós pagos e outros produtos. A responsabilidade regulatória perante o Banco Central recai integralmente sobre o provedor, que deve estar identificado em contratos e instrumentos de pagamento. A empresa tomadora pode operar com marca própria, desde que a identificação do provedor seja clara para o usuário final.
Qual é a diferença entre Banking as a Service e Core Banking na prática?
No Banking as a Service, a empresa opera sob a licença do provedor e utiliza sua infraestrutura tecnológica e regulatória para oferecer serviços financeiros. Esse modelo atende empresas que ainda não possuem licença própria e precisam entrar rapidamente no mercado. No Core Banking, a empresa já possui licença de Instituição de Pagamento ou Instituição Financeira e integra essa licença à infraestrutura do parceiro. A operação passa a ter autonomia regulatória, mas mantém a mesma base tecnológica. A Celcoin oferece ambos os modelos, o que permite que a empresa evolua sem trocar de parceiro ou reconstruir a operação.
Quanto tempo leva para implementar uma plataforma BaaS e quais são os fatores determinantes?
O tempo de implementação costuma variar de uma semana a três meses, como detalhado na seção sobre integração prática. O prazo depende da complexidade da estrutura existente, do número de módulos financeiros a integrar e da profundidade da homologação necessária. Empresas que partem do zero com poucos produtos tendem a ir a produção mais rapidamente. Migrações de sistemas legados ou integrações com múltiplos ERPs e sistemas internos podem estender o cronograma. O provedor precisa oferecer ambiente sandbox fiel à produção, documentação completa de APIs, SDKs e suporte técnico dedicado para reduzir o ciclo de integração. A Celcoin conta com equipe especializada para suporte em implementações e migrações.
Como o Open Finance impacta a escolha de uma plataforma BaaS em 2026?
Open Finance amplia as possibilidades de personalização de produtos financeiros sobre infraestrutura de Banking as a Service. Com a portabilidade de crédito em vigor desde fevereiro de 2026, empresas que operam Banking as a Service podem acessar dados financeiros consentidos de seus clientes para oferecer condições mais competitivas em crédito, seguros e investimentos. A plataforma escolhida precisa ter infraestrutura de Open Finance integrada, com APIs compatíveis com os padrões do Banco Central, widget de jornada alinhado ao Guia UX do Bacen e relatórios regulatórios automatizados. A Celcoin atua como participante direta no Pix e como iniciadora de pagamentos no Open Finance, oferecendo essa infraestrutura para empresas reguladas e não reguladas.
Conclusão: como escolher o parceiro certo para 2026
O cenário regulatório de 2026 torna a escolha da plataforma de Banking as a Service uma decisão estratégica de longo prazo. A Resolução Conjunta CMN BCB nº 16/2025 consolidou as regras do setor e definiu um prazo claro de adequação. Empresas que escolhem um provedor sem capacidade de acompanhar sua jornada regulatória, do Banking as a Service ao Core Banking com licença própria, tendem a enfrentar custos de migração, risco de não conformidade e perda de tempo de mercado.
Os critérios determinantes incluem cobertura de licenças, automação de relatórios regulatórios, tempo de implementação, escalabilidade de infraestrutura, qualidade das APIs e suporte técnico especializado. Um parceiro único que cubra toda essa jornada reduz fragmentação, diminui risco e acelera o lançamento de produtos financeiros.
Conheça a plataforma da Celcoin, que acompanha sua jornada do Banking as a Service ao Core Banking.


