Última atualização: 25 de julho de 2026
Principais lições deste artigo
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O Open Finance já é infraestrutura essencial no Brasil, com mais de 154 milhões de consentimentos ativos e 5 bilhões de chamadas de API por semana.
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Escolher um provedor adequado é uma decisão estratégica que impacta velocidade de lançamento, custos de integração e exposição a riscos regulatórios.
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Os critérios de avaliação incluem amplitude de APIs, qualidade do suporte técnico, modelo de precificação e conformidade com LGPD e normas do Banco Central.
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Fintechs, ERPs e varejistas precisam de provedores que ofereçam jornada completa, do modelo compartilhado até a migração para licença própria sem reconstrução de infraestrutura.
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A Celcoin oferece infraestrutura completa com licenças próprias e suporte para toda a jornada regulatória e tecnológica. Conheça a infraestrutura completa da Celcoin para Open Finance.
O que é Open Finance e como ele funciona na prática?
Open Finance é o sistema regulado pelo Banco Central do Brasil que permite o compartilhamento de dados financeiros e a iniciação de pagamentos entre instituições autorizadas, sempre com o consentimento explícito do usuário. A base legal está na Resolução Conjunta BCB/CMN nº 1/2020, que define regras de compartilhamento e obrigações dos participantes.
O ecossistema funciona a partir de três fluxos principais:
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Consulta de dados: acesso a informações como saldo, extrato, histórico de crédito e dados cadastrais, mediante consentimento do titular.
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Iniciação de pagamento: execução de transações diretamente no ambiente do usuário, em um e-commerce ou aplicativo, sem que o iniciador detenha os recursos ou as credenciais do pagador.
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Portabilidade de crédito: transferência de contratos de crédito entre instituições, com piloto iniciado em novembro de 2025 e previsão de rollout completo em fevereiro de 2026.
Toda a operação ocorre por meio de APIs padronizadas, com requisitos de segurança definidos pelo Banco Central, aderência à LGPD e jornada de consentimento alinhada ao Guia UX do Bacen. Em julho de 2026, a Instrução Normativa nº 760 do Banco Central tornou obrigatória a versão 9.0 do Manual de Experiência do Cliente para Open Finance, com melhorias para o Pix Automático e para a portabilidade de crédito.
Panorama do mercado brasileiro de Open Finance em 2026
O relatório OpenTalks 2025 da EY mostra que o Open Finance brasileiro cresce em ritmo acelerado em comparação com o Open Banking do Reino Unido, com forte entrada de novos usuários por mês. O sistema processa mais de 5 bilhões de chamadas de API por semana e suporta R$ 31 bilhões em originação de crédito baseada em dados compartilhados.
A cobertura do ecossistema se expandiu com a evolução do marco regulatório. Mesmo assim, apenas 3% das empresas utilizam o Open Finance ativamente, e quase dois terços dos bancos ainda não percebem retornos significativos. Esse cenário indica que a maior parte da captura de valor ainda está por acontecer.
Entre as instituições obrigadas a participar, muitas não enxergavam valor no sistema, não tinham estratégia definida de uso de dados e viam a participação apenas como obrigação regulatória. Esse contexto reforça a necessidade de escolher um provedor que vá além da conformidade mínima e ofereça capacidade real de geração de valor.
Critérios objetivos para avaliar provedores de Open Finance
A seleção de um provedor de Open Finance deve considerar dimensões técnicas, regulatórias e comerciais de forma integrada. Os principais critérios são:
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Amplitude das APIs: cobertura de casos de uso como consulta de dados, iniciação de pagamento, portabilidade de crédito e Open Insurance, com suporte a padrões REST e documentação atualizada.
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Qualidade da experiência do desenvolvedor: documentação, SDKs, ambientes de sandbox com cobertura de cenários de erro e suporte técnico responsivo reduzem o tempo de integração, que pode variar de 4 a 12 semanas após aprovação em sandbox.
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Suporte regulatório contínuo: o provedor precisa acompanhar atualizações como novas versões do Manual de Experiência do Cliente e mudanças nas resoluções do Banco Central, sem transferir esse trabalho para o cliente.
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Modelo de precificação: avaliar taxas por transação, por conexão ou por usuário ativo, além de cláusulas de saída e portabilidade de dados é essencial para calcular o custo total de propriedade.
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Caminho de migração para licença própria: provedores que oferecem apenas o modelo compartilhado podem se tornar um gargalo quando a empresa cresce e precisa de licença regulatória própria.
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Conformidade com LGPD e normas do Banco Central: multas por infrações à LGPD podem chegar a 2% da receita do grupo no Brasil, limitadas a R$ 50 milhões por infração. A definição contratual de responsabilidades sobre o ciclo de vida dos dados é um ponto crítico de negociação.
Os erros mais comuns na escolha de provedores de Open Finance incluem:
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Subestimar a complexidade regulatória e contratar soluções sem roadmap claro de evolução normativa.
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Ignorar o suporte técnico contínuo após a integração inicial.
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Selecionar provedores sem capacidade de escalar junto com o crescimento da operação.
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Não avaliar a possibilidade de migração para licença própria sem troca de infraestrutura.
Aplicações por perfil de empresa
Fintechs e bancos digitais em crescimento
Fintechs precisam combinar velocidade de lançamento com conformidade regulatória. O Open Finance viabiliza onboarding simplificado com verificação de renda e histórico financeiro via dados consentidos, além de personalização de ofertas de crédito, o que permite construir produtos mais adequados ao perfil da base.
A Celcoin não oferece nenhum tipo de empréstimo para consumidores. A Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes com segurança e escala.
Para capturar esse valor, o ponto crítico é escolher um provedor que acompanhe a jornada desde a operação sob licença compartilhada até a obtenção de licença própria, sem necessidade de reconstruir a infraestrutura em um momento de crescimento.
ERPs que querem embutir serviços financeiros
ERPs têm uma base de clientes corporativos com alta frequência de uso e dados transacionais ricos. O Open Finance permite integrar consulta de dados financeiros diretamente nos fluxos de gestão, como conciliação bancária automatizada, análise de fluxo de caixa e concessão de crédito para os clientes do ERP.
A prioridade para esse perfil é contratar um provedor com APIs modulares e documentação clara, que reduza o esforço de integração para equipes de engenharia focadas no produto principal.
Varejistas que modernizam sua oferta financeira
Varejistas de grande porte buscam oferecer serviços financeiros com marca própria, como cartões, contas digitais e Pix, sem precisar obter licenças regulatórias por conta própria. O Open Finance adiciona uma camada de personalização, pois dados consentidos permitem construir ofertas mais assertivas para a base de clientes existente.
A escolha do provedor deve priorizar integração com sistemas legados, capacidade de operação white-label e suporte a modelos de distribuição embutida em canais digitais e físicos.
Como a Celcoin apoia toda a jornada regulatória e tecnológica?
A Celcoin opera com portfólio completo de licenças próprias, incluindo Instituição de Pagamento e participação direta no Pix como Iniciadora de Pagamentos no Open Finance, e oferece infraestrutura tecnológica full stack para empresas reguladas e não reguladas. Empresas sem licença própria operam sob a infraestrutura regulatória da Celcoin no modelo Banking as a Service. Quando obtêm licença própria, migram para o Core Banking da Celcoin mantendo a mesma base tecnológica, sem reconstrução de operação.
A solução abrange banking, pagamentos e crédito, atendendo desde startups em estágio inicial até instituições com operações financeiras complexas e grande base de clientes. A Celcoin media mais de R$ 30 bilhões em transações mensalmente e atende mais de 6 mil clientes. A tabela a seguir resume como cada funcionalidade da Celcoin se traduz em benefícios concretos para sua operação:
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos e melhoram o tempo para geração de receita. |
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Distribuição white-label e embutida |
Suporte a produtos financeiros com marca própria em diferentes canais. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando em altos volumes e protege a receita. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferta de pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, com melhora de conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs ampliam cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Veja como a Celcoin pode acelerar sua jornada no Open Finance.
Perguntas frequentes sobre provedores de Open Finance
Quanto custa integrar um provedor de Open Finance?
O custo depende do modelo de precificação do provedor, que pode ser por transação, por usuário ativo ou por chamada de API, e do escopo de funcionalidades contratadas. Provedores que cobram taxas de setup elevadas criam barreiras de entrada relevantes, principalmente para empresas em estágio inicial.
A Celcoin adota um modelo centrado em transações, sem custos de setup elevados, o que reduz a barreira de entrada e permite iniciar a geração de receita mais rapidamente. Além do custo direto, é necessário considerar o custo de engenharia para integração, que varia conforme a qualidade da documentação e dos SDKs do provedor.
Qual o prazo médio de integração?
O prazo de integração varia conforme a complexidade da operação existente e a qualidade da infraestrutura do provedor. Em cenários mais simples, a integração pode ser concluída em uma semana. Operações mais complexas podem levar até três meses.
A disponibilidade de sandboxes com cobertura de cenários de erro, documentação atualizada e suporte técnico responsivo reduz esse prazo. A Celcoin disponibiliza APIs bem documentadas, SDKs e ambientes de sandbox que aceleram o ciclo de integração e reduzem custos de engenharia.
Quais obrigações regulatórias preciso cumprir para operar com Open Finance?
As obrigações variam conforme o papel da empresa no ecossistema. Participantes que apenas recebem dados consentidos precisam garantir conformidade com a LGPD, com base legal para cada atividade de processamento, documentação do ciclo de vida dos dados e contratos claros com o participante licenciado.
Empresas que atuam como iniciadoras de pagamento precisam de autorização específica do Banco Central. Todas as instituições participantes devem seguir as versões vigentes do Manual de Experiência do Cliente, atualmente a versão 9.0 mencionada anteriormente. A Celcoin gerencia essa complexidade regulatória para seus clientes, incluindo relatórios obrigatórios como DIMP, CADOCs, CCS e SCR, com conexão direta à Rede do Sistema Financeiro Nacional e ao Sistema de Pagamentos Brasileiro.
É possível migrar de solução compartilhada para licença própria sem trocar de provedor?
Essa migração é possível quando o provedor oferece essa trajetória em sua arquitetura. A transição de uma solução de Banking as a Service, em que a empresa opera sob a licença do provedor, para um Core Banking com licença própria é um passo natural no crescimento de fintechs e bancos digitais.
O risco de escolher um provedor que não suporte essa evolução é ter que reconstruir toda a infraestrutura em um momento crítico da operação. A Celcoin foi desenhada para acompanhar essa jornada. Empresas que iniciam no modelo Banking as a Service podem migrar para o Core Banking com licença própria mantendo a mesma base tecnológica, sem interrupção da operação e com suporte técnico dedicado em todas as etapas.
Conclusão: escolha o parceiro que acompanha seu crescimento
A escolha do provedor de Open Finance em 2026 exige avaliar amplitude de APIs, qualidade do suporte regulatório, modelo de precificação, prazo de integração e capacidade do parceiro de acompanhar a evolução da empresa, do modelo compartilhado à licença própria. Com o ecossistema já consolidado, conforme os números apresentados anteriormente, o Open Finance se consolidou como infraestrutura essencial, não como diferencial competitivo pontual.
Empresas que selecionarem um provedor alinhado à sua estratégia constroem uma base sólida para capturar o valor que ainda está em desenvolvimento nesse ambiente. Fale com a Celcoin e construa sua operação de Open Finance sobre uma base sólida.


