Última atualização: 29 de julho de 2026
Principais lições deste artigo
-
A Resolução Conjunta CMN/BCB nº 16/2025 exige que contratos de Banking as a Service vigentes sejam adaptados até 31 de dezembro de 2026, sob risco de sanções do Banco Central.
-
O modelo de licença de terceiro permite lançar produtos financeiros em semanas, enquanto a licença própria exige capital mínimo de R$ 12,4 milhões e oferece maior autonomia regulatória.
-
Critérios essenciais para avaliar provedores incluem qualidade do sandbox, documentação de APIs, SLAs de suporte, precificação por transação e capacidade de migração para licença própria.
-
Evitar erros como subestimar a complexidade regulatória, escolher soluções não escaláveis ou operar com contas-bolsão é fundamental para garantir conformidade e crescimento sustentável.
-
Para fintechs, bancos digitais, gestoras de fundos, varejistas e ERPs que buscam uma solução completa e escalável, conheça a infraestrutura da Celcoin.
Contexto regulatório brasileiro em 2026
A Resolução Conjunta CMN/BCB nº 16/2025 criou um framework regulatório dedicado às relações de Banking as a Service no Brasil, estabelecendo que a instituição prestadora deve ser sempre uma entidade autorizada pelo Banco Central, enquanto a entidade tomadora pode ser regulada ou não regulada. A norma atribui responsabilidade regulatória integral ao prestador, que deve manter governança corporativa robusta, gestão de riscos adequada, controles internos e medidas de segurança operacional e da informação.
Contratos de Banking as a Service vigentes em 28 de novembro de 2025 têm até 31 de dezembro de 2026 para adaptação às exigências da Resolução Conjunta nº 16/2025, enquanto novos contratos devem estar adequados desde a entrada em vigor da norma. Após o prazo aplicável, operações não conformes ficam sujeitas a sanções administrativas do Banco Central, como advertências, multas, inabilitação de administradores ou revogação da autorização de funcionamento.
A norma também proíbe arranjos de Banking as a Service em que o cliente final não consiga identificar a instituição prestadora autorizada. A prestadora deve ser visivelmente divulgada, ainda que a tomadora mantenha sua própria marca.
Veja como o banking da Celcoin apoia sua operação em conformidade com a Resolução nº 16/2025.
O que é Banking as a Service e qual a diferença entre licença de terceiro e licença própria?
Banking as a Service é uma camada tecnológica que conecta empresas a instituições licenciadas, disponibilizando funcionalidades como abertura de contas digitais, emissão de cartões, processamento de pagamentos e gestão de compliance sem que a empresa contratante precise construir infraestrutura bancária própria. Por meio de APIs modulares, infraestrutura pronta e processos de compliance embarcados, empresas conseguem lançar produtos financeiros em semanas, não em anos.
No modelo de licença de terceiro, a empresa opera sob a autorização regulatória do provedor de Banking as a Service. A construção de infraestrutura financeira própria no Brasil exige capital mínimo de R$ 12,4 milhões para licença de Instituição de Pagamento emissora de moeda eletrônica sem participação no Pix, valor que era de R$ 2 milhões até pouco tempo atrás. O modelo de licença própria é a evolução natural para empresas que atingem escala e desejam maior autonomia regulatória. Nesse ponto, o Core Banking entra como infraestrutura de suporte.
O Core Banking é a evolução do Banking as a Service. Enquanto o Banking as a Service permite operar com a licença de terceiros, o Core Banking oferece infraestrutura completa para empresas que já possuem ou estão obtendo suas próprias licenças, sem necessidade de reconstruir a base tecnológica.
Como funciona na prática uma solução de Banking as a Service
Uma solução de Banking as a Service opera em um fluxo estruturado que conecta tecnologia, regulação e experiência do usuário.
-
Integração via API: a empresa contratante conecta seus sistemas ao provedor por meio de APIs documentadas, habilitando funcionalidades como contas, Pix, cartões e boletos.
-
Onboarding de clientes finais: o processo de KYC é gerido pelo provedor, que mantém a responsabilidade regulatória pelo cadastro e verificação de identidade.
-
Liquidação e movimentação financeira: transações são processadas e liquidadas diretamente no Sistema de Pagamentos Brasileiro, com conexão à Rede do Sistema Financeiro Nacional.
-
Compliance contínuo: controles de PLD/FT, monitoramento de fraudes e relatórios regulatórios são automatizados pelo provedor.
-
Relatórios regulatórios: envio automatizado de obrigações como CCS, CADOCs, COSIF, DIMP e outros relatórios exigidos pelo Banco Central, Receita Federal e SUSEP.
-
Open Finance: acesso e transmissão de dados financeiros com consentimento do usuário, o que viabiliza personalização de produtos e eficiência operacional.
Panorama regulatório atual
O ecossistema de Open Finance do Brasil envolve cerca de 780 instituições e mais de 200 milhões de consentimentos ativos de compartilhamento de dados em 2026. Esse ambiente amplia o volume de dados e a responsabilidade sobre o uso dessas informações. O Pix processa mais de 6 bilhões de transações por mês e atende mais de 170 milhões de usuários.
O Banco Central exige que instituições de pagamento mantenham contas individualizadas para cada cliente final, o que proíbe estruturas de conta-bolsão em que recursos de terceiros são administrados de forma não segregada. Fintechs precisam cumprir obrigações equivalentes às dos bancos para reporte à Receita Federal no âmbito do combate à lavagem de dinheiro. O Open Finance, regulado também pela SUSEP no segmento de seguros, amplia esse ecossistema para o setor de seguros e exige conformidade adicional de insurtechs e plataformas financeiras.
Critérios objetivos para avaliar uma solução de Banking as a Service
A escolha de um provedor de Banking as a Service deve considerar regulação, tecnologia e suporte de forma integrada. Essa avaliação inclui licenciamento e histórico regulatório, robustez dos processos de KYC, AML/CFT e LGPD, estabilidade e documentação das APIs, suporte técnico especializado, SLAs claros e planos de contingência.
Os principais critérios a considerar são:
-
Qualidade do sandbox: ambiente de testes completo que permite validar fluxos end-to-end antes de ir a produção.
-
Documentação de APIs: APIs bem documentadas com compatibilidade REST, SDKs e suporte ao desenvolvedor que reduzem ciclos de integração.
-
SLAs de suporte: tempo de resposta a incidentes, acesso a equipes técnicas e garantias de disponibilidade.
-
Precificação por transação: modelo centrado em volume, sem barreiras de entrada elevadas por setup.
-
Prazo de implementação: capacidade de ir a produção em dias ou semanas, não em meses.
-
Capacidade de migração para licença própria: infraestrutura que acompanha a evolução regulatória sem necessidade de replatforming.
-
Cobertura regulatória: relatórios automatizados para Banco Central, Receita Federal e SUSEP.
Erros comuns ao escolher uma solução de Banking as a Service
Evitar erros recorrentes na seleção de provedores reduz riscos operacionais e regulatórios no médio prazo.
-
Subestimar a complexidade regulatória: ignorar os requisitos da Resolução Conjunta nº 16/2025 pode resultar em sanções após dezembro de 2026 e em interrupção de serviços.
-
Escolher soluções não escaláveis: fintechs em estágio de MVP precisam de integração rápida com mínima fricção, enquanto produtos maduros requerem uma stack completa e resiliente que coordene dependências regulatórias e multicomponentes. Quando a empresa escolhe uma solução adequada apenas para o estágio inicial, ela se obriga a trocar de infraestrutura justamente no momento de maior crescimento, quando a operação mais precisa de estabilidade.
-
Ignorar a necessidade de relatórios automatizados: a geração manual de obrigações acessórias como DIMP, CADOCs e CCS aumenta o risco operacional e a exposição regulatória conforme o volume cresce.
-
Operar com contas-bolsão: estruturas em que recursos de clientes finais não são individualizados são irregulares e incompatíveis com as normas vigentes do Banco Central.
-
Desconsiderar o custo de oportunidade: para um produto com R$ 2 milhões de receita mensal projetada, um atraso de seis meses representa R$ 12 milhões em receita perdida.
Cenários de uso por tipo de empresa
A escolha da solução de Banking as a Service varia conforme o perfil e o estágio da empresa, o que exige adequar o modelo ao momento do negócio.
-
Fintechs em estágio de MVP: precisam de licença compartilhada para operar serviços financeiros sem o custo e o tempo de obter autorização própria. O foco é velocidade de lançamento e validação do produto com clientes reais.
-
ERPs que embarcam serviços financeiros: buscam integrar contas digitais, Pix e pagamentos diretamente em suas plataformas de gestão, criando nova linha de receita e aumentando a retenção de clientes sem precisar desenvolver infraestrutura do zero.
-
Varejistas que querem contas e cartões white-label: necessitam de infraestrutura que suporte emissão de cartões com marca própria, gestão de disputas e antifraude, sem conexão direta com bandeiras e processadoras.
-
Instituições já reguladas que modernizam seu Core: possuem licença própria, mas operam em sistemas legados com arquiteturas monolíticas. Precisam de um Core Banking moderno, baseado em microsserviços, que integre sua licença existente sem reconstruir a operação.
Encontre no banking da Celcoin a combinação adequada para o estágio atual da sua empresa.
A infraestrutura full-stack da Celcoin
A Celcoin opera com um portfólio completo de licenças e tecnologia proprietária, oferecendo APIs modulares para que empresas possam prover serviços bancários completos, de contas digitais e cartões até liquidação, compliance e relatórios regulatórios. Fintechs, bancos digitais, ERPs e grandes varejistas podem iniciar utilizando as licenças da Celcoin no modelo Banking as a Service e, posteriormente, migrar para suas próprias licenças com o Core Banking, mantendo a mesma base tecnológica, segurança e suporte.
A Celcoin media mais de R$ 30 bilhões em transações mensalmente e atende mais de 6 mil clientes. A solução abrange banking, pagamentos e crédito. A Celcoin não oferece nenhum tipo de empréstimo para consumidores. A Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes.
A tabela abaixo resume como cada funcionalidade do banking da Celcoin se traduz em benefícios práticos para sua operação.
|
Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
|
APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
|
Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
|
Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, com melhora do tempo para geração de receita e competitividade. |
|
Distribuição white-label e embutida (embedded) |
Suporte a produtos financeiros com marca própria. |
|
Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes, protegendo sua receita com confiança. |
|
Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferecer pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
|
Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, com melhora de conversão e retenção. |
|
Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
|
Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
|
Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs garantem melhor cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Perguntas frequentes
Qual é o custo de setup para usar o Banking as a Service ou o Core Banking da Celcoin?
A Celcoin adota um modelo de remuneração centrado em transações, em vez de um custo de setup inicial elevado. Esse modelo reduz as barreiras de entrada para empresas em estágio inicial e alinha os custos ao crescimento real da operação. Os valores variam conforme o volume transacionado, os produtos habilitados e o perfil da empresa.
Quanto tempo leva para migrar de outra solução para a Celcoin?
O prazo de migração depende da complexidade da estrutura existente e da disponibilidade da equipe para conduzir o processo. Alguns clientes conseguem implementar a solução do zero ou concluir a migração em uma semana. Outros podem levar até três meses. A Celcoin disponibiliza uma equipe dedicada com suporte técnico especializado para facilitar cada etapa da transição.
Quais obrigações regulatórias a Celcoin ajuda a cumprir?
A infraestrutura da Celcoin cobre as principais obrigações exigidas pelo Banco Central, Receita Federal e SUSEP. Isso inclui relatórios como CCS, CADOCs, COSIF, DIMP, DES-IF, SCR e PR, além de obrigações tributárias e contábeis de Instituições de Pagamento e Sociedades de Crédito Direto. A solução também contempla KYC, PLD/FT, Open Finance e conformidade com a LGPD, com envio automatizado de arquivos e conexão direta à RSFN e ao SPB.
O suporte técnico da Celcoin está disponível em caso de incidentes?
A Celcoin oferece suporte técnico especializado com acesso direto a decisores. Em caso de problemas, a equipe age rapidamente para minimizar o impacto na operação do cliente e nos usuários finais. A documentação de APIs, SDKs e sandboxes também reduz a ocorrência de erros durante a fase de integração e homologação.
Uma empresa não regulada pode operar serviços financeiros com a Celcoin?
Uma empresa sem licença própria pode operar sob a infraestrutura regulatória da Celcoin, que detém licença de Instituição de Pagamento e atua como participante direta no Pix e como Iniciadora de Pagamentos no Open Finance. Quando a empresa obtiver sua própria licença, pode migrar para o Core Banking da Celcoin mantendo a mesma base tecnológica, sem necessidade de replatforming.
Síntese dos aprendizados
Escolher uma solução de Banking as a Service no Brasil em 2026 requer avaliar simultaneamente conformidade com a Resolução Conjunta nº 16/2025, qualidade técnica das APIs, capacidade de escala e possibilidade de migrar para licença própria sem trocar de infraestrutura. O mercado de Banking as a Service na América do Sul deve crescer de US$ 0,5 bilhão em 2026 para US$ 1,5 bilhão em 2031, com CAGR de 23,7%. Empresas que estruturarem sua infraestrutura sobre bases sólidas hoje ficam melhor posicionadas para capturar esse crescimento.
A decisão precisa considerar o estágio atual e o futuro da empresa. O parceiro ideal acompanha toda a jornada, do MVP à instituição regulada com licença própria, sem impor uma troca de plataforma no momento em que a operação mais precisa de estabilidade.
Comece sua jornada com o banking da Celcoin e estruture sua operação para crescer com segurança.
