Última atualização: 24 de junho de 2026
Principais lições deste artigo
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Em 2026, a escolha entre BaaS e Core Banking define a velocidade de entrada no mercado, o nível de controle regulatório e a escalabilidade das operações financeiras.
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O BaaS permite que uma empresa sem licença própria ofereça serviços financeiros rapidamente, usando a infraestrutura e a licença de um provedor parceiro.
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O Core Banking concede autonomia total e controle sobre produtos, exige licença própria e maior investimento inicial, mas oferece mais previsibilidade de custos em escala.
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Empresas devem priorizar provedores que ofereçam migração do BaaS para o Core Banking sem troca de infraestrutura, evitando retrabalho técnico e custos elevados.
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Para implementar soluções completas de BaaS e Core Banking com conformidade regulatória, acesse a plataforma da Celcoin.
O que é BaaS e como funciona na prática?
Banking as a Service é um modelo em que uma empresa sem licença regulatória própria utiliza a infraestrutura tecnológica e as licenças de uma instituição parceira para oferecer serviços financeiros com marca própria. No Brasil, isso significa operar sob a licença de Instituição de Pagamento do provedor, que assume a responsabilidade regulatória perante o Banco Central.
No fluxo operacional do BaaS, a empresa contratante integra APIs do provedor para oferecer produtos como contas digitais, Pix, cartões pré e pós-pagos, TED e boletos. O provedor gerencia compliance, KYC, liquidação, relatórios regulatórios e conexão com o SPB. A empresa contratante foca no desenvolvimento de produto e na experiência do cliente final, sem precisar construir estrutura regulatória do zero.
O que é Core Banking e como funciona na prática?
Core Banking é a infraestrutura bancária central que suporta todas as operações de uma instituição financeira regulada. Em 2026, o termo se refere a sistemas modernos, nativos em API e baseados em microsserviços, que permitem que Instituições de Pagamento e Instituições Financeiras operem com suas próprias licenças de forma eficiente e escalável.
No fluxo operacional do Core Banking, a instituição integra sua própria licença à infraestrutura tecnológica do provedor. Essa integração inclui gestão de contas, onboarding e KYC, cabine de tesouraria, relatórios regulatórios automatizados como CCS, CADOCs, COSIF, DIMP e BacenJud, conexão direta com a Rede do Sistema Financeiro Nacional e infraestrutura de Open Finance. A responsabilidade regulatória é da própria instituição licenciada, e o provedor de Core Banking mantém a tecnologia atualizada e em conformidade.
Quais as principais diferenças entre BaaS e Core Banking?
Esses dois modelos atendem a estágios diferentes da jornada de uma empresa, por isso a comparação por critérios facilita a decisão.
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Critério |
BaaS |
Core Banking |
|---|---|---|
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Licença regulatória |
Do provedor, como Instituição de Pagamento |
Própria, como Instituição de Pagamento ou Instituição Financeira |
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Responsabilidade regulatória |
Compartilhada com o provedor |
Integral da instituição licenciada |
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Tempo de implementação |
Dias ou semanas |
Semanas ou meses |
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Controle sobre produto |
Parcial, dentro dos limites do provedor |
Total |
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Custo inicial |
Menor, sem custo de licença própria |
Maior, inclui obtenção de licença |
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Escalabilidade |
Limitada ao escopo do provedor |
Ampla, com autonomia total |
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Migração futura |
Possível, com troca de infraestrutura se o provedor não oferecer Core Banking |
Não aplicável, já é o modelo final |
Veja como a Celcoin oferece ambos os modelos na mesma infraestrutura.
Como o panorama regulatório de 2026 influencia a decisão?
O Open Finance tornou obrigatória a interoperabilidade entre instituições, o que eleva o nível técnico exigido de qualquer provedor de infraestrutura. Empresas que operam via BaaS precisam garantir que o provedor esteja homologado e atualizado com as fases vigentes do Open Finance. Instituições com licença própria assumem diretamente as obrigações de transmissão e recepção de dados com consentimento do usuário.
O Banco Central também intensificou a fiscalização sobre estruturas irregulares de custódia de recursos de terceiros, como as chamadas contas-bolsão, que misturam patrimônio do cliente com o da instituição. Essa prática é vedada pela regulação vigente e representa risco operacional e reputacional significativo. Além disso, as exigências de relatórios regulatórios como DIMP, CADOCs, CCS e SCR exigem automação e conexão direta com o SPB, independentemente do modelo escolhido.
Para Instituições de Pagamento em processo de autorização junto ao Banco Central, um Core Banking moderno reduz o tempo de adequação técnica, pois já entrega a infraestrutura de relatórios e conexões exigidas na fase de autorização.
Quais critérios usar para escolher entre os dois modelos?
Velocidade de entrada no mercado: empresas que precisam lançar produtos financeiros rapidamente, sem licença própria, encontram no BaaS o caminho mais direto. A integração via APIs pode ser concluída em dias ou semanas.
Custo total de propriedade: o BaaS tem custo inicial menor, mas o modelo de remuneração por transação pode se tornar mais oneroso em volumes elevados. O Core Banking exige investimento maior no início, incluindo obtenção de licença, mas oferece maior previsibilidade de custos operacionais em escala.
Escalabilidade e controle: empresas com ambição de construir produtos financeiros diferenciados, com controle total sobre fluxos, precificação e dados, tendem a migrar para o Core Banking em algum momento. Escolher um provedor que ofereça os dois modelos na mesma base tecnológica elimina o custo e o risco de migração futura.
Flexibilidade futura: o critério mais estratégico é a capacidade de evoluir sem trocar de parceiro quando a empresa crescer e precisar de mais autonomia. Provedores que oferecem BaaS e Core Banking na mesma infraestrutura permitem essa evolução natural, em que a empresa obtém sua licença e continua operando sem reescrever integrações ou migrar dados.
Conheça a solução que permite migrar do BaaS para Core Banking sem trocar de plataforma.
Quais erros comuns e riscos devem ser evitados?
Contas-bolsão: como mencionado no contexto regulatório, essa prática vedada pelo Banco Central continua sendo um dos erros mais comuns. A operação correta exige contas individualizadas por cliente, com rastreabilidade total, não apenas para conformidade, mas também para proteger a empresa em casos de fraude ou insolvência.
Falta de automação de relatórios regulatórios: empresas que dependem de processos manuais para gerar e enviar relatórios ao Banco Central, à Receita Federal e à SUSEP ficam expostas a erros, atrasos e penalidades. A automação desses fluxos é requisito operacional.
Dependência excessiva de um único provedor sem portabilidade: contratar BaaS com um provedor que não oferece Core Banking significa que, ao obter licença própria, a empresa precisará migrar toda a infraestrutura para outro parceiro, com custo técnico, risco de indisponibilidade e possível perda de histórico transacional.
Subestimar o tempo de obtenção de licença: o processo de autorização de Instituição de Pagamento junto ao Banco Central pode levar meses. Empresas que planejam migrar do BaaS para licença própria precisam iniciar esse processo com antecedência, antes que o volume torne a operação inviável no modelo atual.
Como cada modelo se aplica a diferentes perfis de empresa?
Fintechs em estágio inicial: o BaaS é um ponto de partida natural. Esse modelo permite lançar contas digitais, Pix, cartões e outros produtos sem licença própria, com foco no desenvolvimento de produto e na aquisição de clientes. O critério de escolha do provedor deve incluir a capacidade de evoluir para Core Banking na mesma infraestrutura.
ERPs: integrar serviços financeiros diretamente na plataforma de gestão cria nova linha de receita e aumenta a retenção de clientes. O BaaS é o modelo mais adequado para ERPs que não desejam obter licença própria, pois reduz a complexidade regulatória e permite lançar produtos financeiros embarcados com agilidade.
Varejistas consolidados: grandes varejistas com base de clientes expressiva podem usar o BaaS para lançar contas digitais, Pix, cartões com marca própria e soluções de pagamento integradas. Esse movimento permite monetizar a base existente sem necessidade de estrutura regulatória própria. Varejistas com volume transacional muito elevado podem avaliar a obtenção de licença de Instituição de Pagamento para ganhar autonomia e reduzir custos por transação.
Como a Celcoin apoia empresas em todos os estágios da jornada?
A Celcoin opera com portfólio completo de licenças e tecnologia proprietária, oferecendo APIs modulares para que empresas possam prover serviços bancários completos, de contas digitais e Pix a cartões, liquidação, compliance e relatórios regulatórios. Fintechs, bancos digitais, ERPs e grandes varejistas podem iniciar utilizando as licenças da Celcoin no modelo BaaS e, posteriormente, migrar para suas próprias licenças com o Core Banking, mantendo a mesma base tecnológica, segurança e suporte. A Celcoin medeia mais de R$ 30 bilhões em transações mensalmente e atende mais de 6 mil clientes.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, encurtando o tempo para geração de receita. |
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Distribuição white-label e embutida |
Suporte a produtos financeiros com marca própria em diferentes jornadas do cliente. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando em altos volumes e protege a receita. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Pagamentos e emissão de crédito aumentam conversão, receita média por usuário e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, com impacto em conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e encurtam ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs ampliam cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Implemente BaaS ou Core Banking com a infraestrutura completa da Celcoin.
Perguntas frequentes sobre BaaS e Core Banking
Qual é a diferença prática entre BaaS e Core Banking para uma empresa que quer oferecer serviços financeiros?
No BaaS, a empresa utiliza a licença e a infraestrutura regulatória de um provedor parceiro para operar serviços financeiros sem autorização própria do Banco Central. No Core Banking, a empresa já possui licença de Instituição de Pagamento ou Instituição Financeira e utiliza a infraestrutura tecnológica do provedor para operar com autonomia total. A diferença prática está no nível de controle, na responsabilidade regulatória e no custo de entrada, com o BaaS mais rápido e acessível para começar e o Core Banking mais adequado para operações maduras.
É possível migrar do BaaS para o Core Banking sem trocar de infraestrutura?
Essa migração é possível quando o provedor de BaaS também oferece Core Banking na mesma base tecnológica. Nessa situação, a empresa obtém sua licença junto ao Banco Central e integra essa licença à infraestrutura já existente, sem reescrever integrações, migrar dados ou interromper a operação. O tempo de migração varia conforme a complexidade da operação, de algumas semanas até cerca de três meses, de acordo com a estrutura atual e a disponibilidade da equipe para conduzir a transição.
Quais obrigações regulatórias uma empresa assume ao migrar do BaaS para licença própria?
Ao obter licença de Instituição de Pagamento ou Instituição Financeira, a empresa passa a ser responsável diretamente pelo cumprimento de todas as obrigações regulatórias perante o Banco Central, a Receita Federal e, quando aplicável, a SUSEP. Essa responsabilidade inclui o envio de relatórios periódicos como DIMP, CADOCs, CCS, SCR e COSIF, a conexão direta com a RSFN e o SPB, a gestão de KYC e AML e a conformidade com as regras do Open Finance. Um provedor de Core Banking moderno automatiza esses fluxos e reduz o risco de erros e penalidades.
Quanto tempo leva para implementar o BaaS e começar a operar?
O tempo de implementação do BaaS depende da complexidade dos produtos que a empresa deseja oferecer e da qualidade da documentação e das APIs do provedor. Com um provedor que oferece documentação completa, SDKs e ambiente de sandbox, é possível integrar e lançar produtos financeiros básicos em poucos dias. Operações mais complexas, com múltiplos produtos e fluxos customizados, podem levar algumas semanas.
O BaaS é adequado para ERPs e varejistas, ou apenas para fintechs?
O BaaS é adequado para qualquer empresa que deseje oferecer serviços financeiros sem obter licença regulatória própria, independentemente do setor. ERPs utilizam o BaaS para integrar contas digitais, Pix, boletos e outros serviços diretamente em suas plataformas de gestão, criando nova linha de receita e aumentando a retenção de clientes. Varejistas utilizam o BaaS para lançar contas digitais e cartões com marca própria, monetizando a base de clientes sem a complexidade de uma estrutura regulatória própria. Em ambos os casos, o modelo reduz barreiras de entrada e permite foco no desenvolvimento de produto.
Conclusão: como tomar a decisão certa em 2026
A escolha entre BaaS e Core Banking funciona como uma decisão de estágio. Empresas sem licença própria iniciam no BaaS para ganhar velocidade e validar produtos. Empresas com licença própria ou em processo de obtenção migram para o Core Banking para ganhar controle, autonomia e eficiência operacional em escala.
Como visto nos critérios de escolha, a capacidade de evoluir do BaaS para o Core Banking sem trocar de infraestrutura é o fator que mais protege o investimento técnico no longo prazo. O panorama regulatório, com Open Finance consolidado, fiscalização sobre contas-bolsão e exigências crescentes de relatórios automatizados, reforça a necessidade de um parceiro com infraestrutura robusta, atualizada e com suporte especializado em todas as etapas da jornada.
Implemente BaaS ou Core Banking com a infraestrutura completa da Celcoin.
