Última atualização: 13 de julho de 2026
Principais lições deste artigo
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Banking as a Service permite que empresas não financeiras ofereçam serviços bancários regulados via APIs, sem precisar de licença própria do Banco Central.
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No Brasil de 2026, o modelo se apoia na maturidade do Pix, do Open Finance e em um arcabouço regulatório favorável do Banco Central.
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Existem quatro modelos principais, White Label, Embedded Finance, Correspondent Banking e Fintech as a Service (Full-Stack), cada um com requisitos regulatórios e tempos de lançamento específicos.
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Critérios como modularidade de APIs, cobertura regulatória, escalabilidade e caminho de migração para licença própria são decisivos na escolha de um provedor de Banking as a Service.
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Para implementar Banking as a Service com segurança e escala, vale conhecer a solução completa da Celcoin.
O que é Banking as a Service no contexto brasileiro de 2026
O modelo de Banking as a Service permite que uma instituição regulada, com licença de Instituição de Pagamento (IP) ou Instituição Financeira (IF), disponibilize sua infraestrutura tecnológica e regulatória para que terceiros construam produtos financeiros. A empresa parceira integra essas capacidades via APIs e entrega os serviços ao usuário final com sua própria marca. O usuário final interage apenas com a plataforma parceira e não percebe, em muitos casos, a infraestrutura regulada que está por trás.
A distinção central está entre operar sob licença de terceiros e operar sob licença própria. No primeiro caso, a empresa parceira não precisa ser autorizada pelo Banco Central, porque a responsabilidade regulatória recai sobre o provedor de Banking as a Service. No segundo caso, a empresa já detém sua própria licença e utiliza a infraestrutura tecnológica do provedor apenas como Core Banking. Essa distinção define o estágio de maturidade regulatória da empresa e o tipo de contrato com o provedor.
Conheça como a Celcoin viabiliza essa infraestrutura regulatória e tecnológica para sua empresa.
Como o Banking as a Service funciona na prática?
A operação de Banking as a Service segue um fluxo estruturado de integração e processamento:
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A empresa parceira integra as APIs do provedor de Banking as a Service ao seu sistema ou aplicativo.
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O usuário final solicita um serviço financeiro dentro da plataforma parceira, como abertura de conta, transferência via Pix, emissão de cartão ou contratação de crédito.
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A solicitação é processada pela infraestrutura bancária regulada do provedor, que executa KYC, verificação de identidade, liquidação e controles de compliance.
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O serviço é entregue de forma transparente ao usuário, sem redirecionamento para ambientes externos.
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A empresa parceira mantém controle total da experiência de front-end e da marca.
Esse fluxo operacional depende da camada de compliance e liquidação gerida pelo provedor. Toda a complexidade de compliance, liquidação, relatórios regulatórios ao Banco Central, prevenção à lavagem de dinheiro (AML) e antifraude fica concentrada na infraestrutura de Banking as a Service, conforme descrito pela TOTVS em fevereiro de 2026. A empresa parceira direciona seus esforços para o desenvolvimento de produto e para a experiência do cliente.
Panorama do mercado e contexto regulatório em 2026
O Brasil se consolidou como um dos mercados mais atrativos para Banking as a Service na América Latina. Três fatores estruturais impulsionam esse cenário: a regulação inovadora do Open Finance, a alta penetração do Pix e a diversificação das fintechs. O mercado brasileiro de Banking as a Service movimentou cerca de US$ 800 milhões em 2024, com crescimento anual superior a 25% nos cinco anos anteriores e projeção de atingir US$ 10 bilhões até 2030.
Fintechs formam um dos segmentos com maior adoção de Banking as a Service no Brasil. O Open Finance, que completou cinco anos em fevereiro de 2026 com mais de 100 milhões de clientes ou contas conectadas e 154 milhões de consentimentos ativos, amplia as possibilidades de personalização de produtos financeiros dentro desse ecossistema.
No plano regulatório, o Banco Central publicou a Resolução BCB 561 em abril de 2026, que atualizou regras para serviços de pagamento internacional (eFX). A licença de IP passou a exigir capital mínimo, conforme a Resolução BCB nº 80.
Quais são os principais modelos de negócio de Banking as a Service no Brasil
O mercado brasileiro trabalha com quatro modelos principais de negócio de Banking as a Service. Cada modelo apresenta mecânicas de receita, requisitos regulatórios e casos de uso específicos.
White Label: a empresa parceira lança produtos financeiros prontos, como conta digital, cartão, Pix e boleto, com sua própria marca e com baixa necessidade de customização da infraestrutura. O prazo de lançamento varia de 4 a 12 semanas, com menor esforço técnico e custo de implementação reduzido. Esse modelo não exige licença própria da empresa operadora.
Embedded Finance: a empresa integra serviços financeiros de forma invisível à jornada principal do usuário. Um exemplo é a oferta de crédito dentro de um ERP ou o link de pagamento no checkout de um e-commerce. O revenue sharing típico varia de 40 a 60% para empresas com 50 a 100 mil usuários, em setores como e-commerce, mobilidade e gig economy. Esse modelo também dispensa licença própria da empresa operadora.
Correspondent banking: a empresa atua como correspondente bancário de uma instituição regulada e presta serviços financeiros em nome dessa instituição. As atividades incluem abertura de contas, recebimento de pagamentos e concessão de crédito em pontos físicos ou digitais. O correspondente opera sob a licença e sob a responsabilidade da instituição contratante.
Fintech as a Service (Full-Stack): a empresa detém sua própria licença de IP ou de Sociedade de Crédito Direto (SCD) e utiliza a infraestrutura tecnológica do provedor como Core Banking. Esse modelo pode alcançar margens de 70 a 90% e costuma ser indicado para fintechs em estágio Series B+ e grandes varejistas que buscam autonomia operacional completa e propriedade dos dados.
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Modelo |
Licença própria exigida |
Tempo de lançamento |
Perfil indicado |
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White Label |
Não |
4–12 semanas |
Startups, MVPs, varejo físico, fintechs em estágio inicial |
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Embedded Finance |
Não |
2–6 meses |
E-commerce, ERPs, plataformas SaaS com base de usuários estabelecida |
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Correspondent Banking |
Não (opera sob licença da contratante) |
Variável conforme contrato |
Redes de distribuição, franquias, pontos físicos e digitais |
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Fintech as a Service (Full-Stack) |
Sim (IP ou SCD) |
Após obtenção de licença BCB |
Fintechs maduras, bancos digitais, grandes varejistas |
Veja como a Celcoin suporta todos esses modelos de negócio em uma única plataforma.
Como escolher o parceiro de Banking as a Service: boas práticas e critérios de avaliação
A escolha de um provedor de Banking as a Service influencia diretamente a velocidade de lançamento, a conformidade regulatória e a capacidade de crescimento da empresa. Os principais critérios de avaliação se complementam e formam uma base técnica e regulatória para a operação.
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Modularidade das APIs: o provedor precisa oferecer APIs bem documentadas, com SDKs e sandboxes que reduzam o ciclo de integração e facilitem a evolução do produto.
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Cobertura regulatória: o provedor deve gerenciar KYC, AML, relatórios ao Banco Central, como CCS, CADOCs, COSIF e DIMP, além de conexão ao SPB e ao Pix.
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Escalabilidade: a infraestrutura precisa suportar crescimento de volume sem degradação de performance e sem exigir troca de plataforma em momentos críticos.
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Caminho de migração para licença própria: o provedor ideal permite que a empresa comece operando sob sua licença e, depois, migre para licença própria na mesma base tecnológica, sem reescrever integrações.
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Consolidação de fornecedores: operar com múltiplos provedores fragmentados aumenta custo operacional, risco de inconsistência regulatória e complexidade de gestão.
Dois erros operacionais frequentes exigem atenção especial. O primeiro é o uso de contas-bolsão, estruturas em que recursos de terceiros são administrados sem segregação patrimonial, o que mistura o patrimônio do cliente com o da instituição. Essa prática é irregular e tende a ser vedada pelas normativas do Banco Central. O segundo erro é subestimar as tarifas por transação em alto volume. Uma tarifa de R$ 0,05 por transação pode representar R$ 500.000 mensais em um cenário de 10 milhões de transações, caso a empresa não planeje a migração para um modelo com maior controle de custos.
Aplicações por tipo de empresa
O modelo de Banking as a Service se adapta a diferentes perfis de empresa e a estágios variados de maturidade.
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Fintechs em estágio inicial: utilizam o modelo White Label para validar product-market fit com contas digitais, Pix e cartões, sem investir em licenças ou em infraestrutura própria. Com o crescimento, essas fintechs migram para APIs de Banking as a Service com maior nível de customização e, em seguida, para Core Banking com licença própria.
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ERPs: integram serviços financeiros diretamente na plataforma de gestão, como pagamentos a fornecedores, contas digitais para clientes e antecipação de recebíveis. Essa integração aumenta a retenção e cria uma nova linha de receita sem afastar a empresa do core business de software.
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Grandes varejistas: lançam contas digitais e cartões com marca própria para fidelizar clientes, aumentar a frequência de compra e capturar dados transacionais. Esses dados alimentam ofertas personalizadas apoiadas em Open Finance.
Celcoin: infraestrutura full-stack para toda a jornada
A Celcoin atua com portfólio completo de licenças e tecnologia proprietária. A empresa oferece APIs modulares para que outras empresas disponibilizem serviços bancários completos, de contas digitais e cartões a liquidação, compliance e relatórios regulatórios. Empresas sem licença própria operam sob a infraestrutura regulatória da Celcoin no modelo de Banking as a Service. Empresas já licenciadas utilizam o Core Banking da Celcoin para ganhar eficiência e escala. Em todos os casos, a base tecnológica é a mesma, o que elimina a necessidade de migração de plataforma ao longo da jornada de crescimento.
A Celcoin não oferece empréstimos para consumidores finais. A Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes.
A Celcoin media mais de R$ 30 bilhões em transações por mês e atende mais de 6 mil clientes, entre fintechs, bancos digitais, ERPs e varejistas.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas, reduzindo custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, melhorando o tempo para geração de receita e competitividade. |
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Distribuição white-label e embutida (Embedded) |
Suporte a produtos financeiros com marca própria. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes, protegendo sua receita com confiança. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferta de pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, melhorando conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs garantem melhor cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Perguntas frequentes sobre Banking as a Service
O que é Banking as a Service e como ele difere de um banco tradicional?
Banking as a Service é um modelo de distribuição de serviços financeiros via APIs, em que uma instituição regulada disponibiliza sua infraestrutura para que terceiros ofereçam produtos bancários sob marca própria. Um banco tradicional opera com licença própria, infraestrutura proprietária e relacionamento direto com o cliente final. No modelo de Banking as a Service, a empresa parceira controla a experiência do usuário, enquanto o provedor gerencia a camada regulatória e de liquidação. A empresa parceira não precisa de autorização do Banco Central para operar nesse modelo.
Quais serviços financeiros podem ser oferecidos via Banking as a Service no Brasil?
Por meio de Banking as a Service, empresas podem oferecer contas digitais para pessoas físicas e jurídicas, transferências via Pix e TED, emissão de cartões pré-pagos e pós-pagos, pagamento de boletos, débito automático (DDA), recargas, saques, depósitos, remuneração de saldo e acesso ao Open Finance. Plataformas que integram Banking as a Service também podem viabilizar produtos de crédito para seus clientes finais, como antecipação de recebíveis e empréstimos. Nesses casos, a infraestrutura tecnológica é fornecida pelo provedor de Banking as a Service, e a empresa parceira é responsável pela oferta ao usuário.
Uma empresa precisa de licença do Banco Central para usar Banking as a Service?
Uma empresa não precisa de licença própria do Banco Central para operar nos modelos White Label e Embedded Finance. Nesses casos, a responsabilidade regulatória recai sobre o provedor de Banking as a Service, que detém a licença de Instituição de Pagamento ou equivalente. A empresa parceira opera sob o guarda-chuva regulatório do provedor. Quando a empresa decide obter sua própria licença, o que exige capital mínimo conforme a Resolução BCB nº 80, ela migra para o modelo Full-Stack e passa a utilizar a infraestrutura do provedor como Core Banking integrado à sua licença.
O que são contas-bolsão e por que devem ser evitadas?
Contas-bolsão são estruturas em que recursos de múltiplos clientes são administrados em uma única conta, sem segregação patrimonial individual. Nesse modelo, o patrimônio do cliente se mistura ao da instituição, o que contraria as normativas do Banco Central. Provedores de Banking as a Service regulados oferecem contas individualizadas para cada usuário final, com segregação patrimonial e aderência às exigências do Banco Central.
É possível migrar de Banking as a Service para Core Banking com licença própria sem trocar de plataforma?
Essa migração é possível quando o provedor de Banking as a Service também oferece infraestrutura de Core Banking compatível. Nesse cenário, a empresa inicia a operação sob a licença do provedor e, ao obter sua própria licença de IP ou IF, integra essa licença à mesma base tecnológica já em uso. Esse modelo elimina a necessidade de reescrever integrações, reduz o risco operacional da migração e preserva o histórico transacional. O prazo de migração varia conforme a complexidade da estrutura existente e pode ir de uma semana até cerca de três meses.
Saiba como a Celcoin permite essa migração sem troca de plataforma.
Conclusão: o que as empresas precisam saber sobre Banking as a Service no Brasil
Banking as a Service no Brasil em 2026 se consolidou como uma rota prática para empresas que precisam oferecer serviços financeiros regulados sem construir infraestrutura do zero. O ecossistema formado por Pix, Open Finance e regulação progressiva do Banco Central criou condições para que fintechs, bancos digitais, ERPs e varejistas entrem no mercado financeiro com agilidade, conformidade e escala.
A escolha entre White Label, Embedded Finance, correspondent banking ou Full-Stack depende do estágio de maturidade da empresa, do volume de usuários e da estratégia de longo prazo para obtenção de licença própria. O critério central na seleção do provedor é a capacidade de acompanhar toda essa jornada em uma única plataforma tecnológica, sem necessidade de troca de infraestrutura a cada novo estágio de crescimento.

