Principais lições deste artigo
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Participação indireta no Pix permite que empresas sem licença própria acessem o sistema por meio de um participante direto, o que reduz custos e tempo de entrada no mercado.
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80% dos participantes do Pix operam de forma indireta, o que mostra que este é o modelo predominante para fintechs e empresas não reguladas.
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Empresas não reguladas precisam negociar contratos bilaterais detalhados, cumprir KYC/AML e garantir conformidade com normas de cibersegurança do Banco Central.
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A escolha de um participante direto é crítica para segurança, conformidade regulatória e escalabilidade da operação de Pix indireto.
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A Celcoin oferece BaaS completo com licença de IP, APIs modulares e gestão de compliance para empresas que desejam oferecer Pix indireto. Saiba mais sobre a solução da Celcoin.
Diferença entre participação direta e indireta
Participação direta no Pix exige que a instituição mantenha uma conta PI no SPI, conecte-se ao DICT e ao mecanismo de liquidação em tempo real e assuma integralmente as obrigações técnicas e regulatórias perante o Banco Central. Isso inclui disponibilidade operacional mínima de 99,5%, integração com seis sistemas centrais, SPI, DICT, RSFN, FRAUD, ISO 20022 e certificados ICP-Brasil, além de equipes dedicadas de risco, compliance e antifraude. O prazo para obter autorização e entrar em produção como participante direto varia de 12 a 24 meses.
Em contraste, na participação indireta a liquidação ocorre por meio de um participante direto, que detém a conta PI no SPI. O participante indireto não precisa manter conta no SPI nem obter autorização prévia do BCB, o que reduz custos de infraestrutura e encurta o prazo de entrada no mercado para semanas ou poucos meses. Em contrapartida, a autonomia operacional fica limitada ao contrato e ao roadmap do participante direto, e a responsabilidade por fraudes é mediada por esse mesmo contrato.
Conforme dados do Banco Central de julho de 2024, a grande maioria dos 837 participantes do Pix, 80%, atua de forma indireta, o que confirma a predominância desse modelo entre fintechs e empresas não reguladas. Veja os dados completos.
Contexto de fraudes e golpes em 2025/2026
O avanço do Pix aumentou a superfície de ataque para agentes maliciosos. Em junho de 2025, hackers desviaram R$ 541 milhões via Pix de uma conta do BMP no Banco Central, enviando os valores para 29 instituições. Ataques subsequentes com vetores semelhantes também geraram perdas relevantes.
Esse cenário levou o Banco Central a publicar a Resolução 541, que exige autenticação multifator para acesso administrativo, isolamento físico e lógico dos ambientes Pix e validação de integridade de ponta a ponta das transações. A Resolução 498 passou a exigir seguro de cibersegurança para provedores terceiros que lidam com participação indireta no Pix. Para empresas não reguladas que operam via participação indireta, esses eventos reforçam a necessidade de escolher um parceiro direto com infraestrutura de segurança robusta e conformidade contínua.
Desafios operacionais e regulatórios para empresas não reguladas
Empresas que desejam oferecer Pix sem licença própria lidam com um conjunto específico de obrigações que recaem formalmente sobre o participante direto patrocinador, mas que impactam diretamente a operação do participante indireto. Sob a Resolução BCB 429/2024, o participante direto patrocinador assume perante o Banco Central toda a responsabilidade regulatória pelos participantes indiretos que operam sob sua cobertura, incluindo monitoramento de fraudes, reportes e supervisão contínua.
Na prática, isso significa que a empresa não regulada precisa primeiro negociar e manter um contrato bilateral detalhado com o participante direto, com alocação clara de responsabilidades por fraudes. Esse contrato define a base para se submeter aos processos de KYC e AML estabelecidos pelo participante direto, que por sua vez determinam limites de SLA, disponibilidade e roadmap de produto dentro dos quais a empresa deve operar. Em paralelo, a empresa precisa garantir que sua operação esteja em conformidade com as exigências de cibersegurança impostas pela Resolução 541 e pelas normas do BCB, enquanto assegura que os dados dos usuários finais sejam tratados em conformidade com a LGPD.
Construir essa estrutura internamente, sem um parceiro especializado, gera custos elevados de desenvolvimento, risco regulatório maior e tempo de implementação que tende a ser incompatível com a velocidade exigida pelo mercado.
Solução BaaS da Celcoin
A Celcoin atua como participante direta no Pix e oferece, por meio do seu BaaS, toda a infraestrutura tecnológica e regulatória para que empresas não reguladas operem Pix indireto com a licença de Instituição de Pagamento da Celcoin. Fintechs, bancos digitais, ERPs, marketplaces e varejistas podem lançar produtos financeiros com marca própria sem obter licença própria nem construir estrutura de compliance do zero.
A gestão de KYC, AML, liquidação, relatórios regulatórios e conformidade com o BCB, a Receita Federal e a SUSEP ocorre de forma integral pela Celcoin. Quando a empresa cresce e decide obter sua própria licença, a migração ocorre para o Core Banking da Celcoin, com manutenção da mesma base tecnológica e sem necessidade de trocar de infraestrutura.
A Celcoin não oferece nenhum tipo de empréstimo para consumidores. A Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, com melhora do tempo para geração de receita e competitividade. |
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Distribuição white-label e embutida |
Suporte a produtos financeiros com marca própria. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes, o que protege sua receita. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferta de pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, com melhora de conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs ampliam cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Perfis de empresa que mais se beneficiam do Pix indireto via BaaS
O modelo de participação indireta via BaaS atende de forma especial três perfis de empresa. Fintechs e bancos digitais em estágio inicial ou de crescimento que ainda não atingiram o volume necessário para justificar investimento em licença própria e infraestrutura direta encontram no BaaS da Celcoin uma rota regulatória imediata. ERPs que desejam embutir Pix e outros serviços financeiros diretamente em suas plataformas de gestão, criando nova linha de receita e aumentando a retenção de clientes, podem integrar as APIs para Pix da Celcoin sem lidar com obrigações regulatórias. Varejistas de grande porte que buscam oferecer experiências de pagamento integradas, fidelizar clientes e monetizar sua base com serviços financeiros white-label também se encaixam nesse modelo.
O Pix respondeu por 42% do valor das compras online em 2025 e deve chegar a 50% das transações até 2028, segundo projeções do Ebanx. Esse crescimento torna a oferta de Pix um diferencial competitivo direto para varejistas e plataformas digitais.
Perguntas frequentes
O que diferencia um participante direto de um participante indireto no Pix?
O participante direto mantém conta PI própria no SPI do Banco Central, conecta-se diretamente ao DICT e assume integralmente todas as obrigações regulatórias, técnicas e de compliance perante o BCB. O participante indireto acessa o SPI por meio de um participante direto patrocinador, sem manter conta própria no BCB, e opera sob contrato bilateral que define a alocação de responsabilidades. A participação indireta não exige autorização prévia do Banco Central e pode ser implementada em semanas a poucos meses.
Uma empresa sem licença de Instituição de Pagamento pode oferecer Pix legalmente?
Uma empresa sem licença própria pode oferecer Pix por meio da participação indireta, utilizando a licença de IP de um participante direto como a Celcoin. Nesse modelo, o participante direto assume a responsabilidade regulatória perante o BCB, enquanto a empresa não regulada distribui o serviço com marca própria. A operação é legal e regulamentada, desde que o contrato com o participante direto esteja em conformidade com as normas do BCB, incluindo a Resolução BCB 429/2024.
Quais obrigações de compliance a Celcoin assume no modelo BaaS para Pix indireto?
No modelo BaaS da Celcoin, a empresa cliente opera sob a licença de IP da Celcoin. A Celcoin gerencia integralmente o KYC dos usuários finais, os controles de AML, o monitoramento de fraudes, a liquidação das transações no SPI e os relatórios regulatórios obrigatórios para o BCB, a Receita Federal e a SUSEP, incluindo DIMP, CADOCs e CCS. A empresa cliente foca no desenvolvimento de produto e na experiência do usuário final, sem estruturar equipes internas de compliance regulatório.
É possível migrar da participação indireta via BaaS para uma licença própria no futuro?
Uma empresa pode migrar da participação indireta via BaaS para uma licença própria quando atingir o estágio adequado. A Celcoin foi desenhada para acompanhar toda a jornada de crescimento da empresa. Quando a empresa obtém sua própria licença de IP ou IF, a operação migra para o Core Banking da Celcoin, que integra a licença própria à mesma infraestrutura tecnológica já utilizada no BaaS. Isso elimina a necessidade de trocar de fornecedor ou reconstruir integrações, o que reduz o custo e o risco da transição. O prazo de migração varia conforme a complexidade da operação existente.
Como a Celcoin protege a operação de Pix indireto contra fraudes?
A Celcoin utiliza monitoramento baseado em inteligência artificial, autenticação robusta e isolamento de ambientes Pix em conformidade com a Resolução 541 do BCB, vigente desde março de 2026. A infraestrutura inclui validação de integridade de ponta a ponta das transações, controles de acesso com múltiplos fatores e integração com o mecanismo FRAUD do Banco Central. Empresas que operam via BaaS da Celcoin se beneficiam diretamente dessa camada de segurança sem precisar desenvolvê-la internamente.
Conclusão
O Pix indireto é o modelo regulatório que permite a fintechs, ERPs e varejistas oferecer pagamentos instantâneos sem licença própria, o que reduz barreiras de entrada e acelera o time-to-market. A escolha de um participante direto patrocinador é o fator determinante para a segurança, a conformidade e a escalabilidade da operação. A Celcoin reúne licença de IP, APIs modulares para Pix, gestão completa de KYC, AML e relatórios regulatórios, infraestrutura de segurança aderente às normas de 2026 e um caminho claro de migração para licença própria em uma única plataforma. A Celcoin medeia mais de R$ 30 bilhões em transações mensalmente e atende mais de 6 mil clientes.
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