Última atualização: 6 de agosto de 2026
Principais lições deste artigo
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Obter uma licença própria do Banco Central exige capital mínimo de R$ 9,2 milhões e prazo de 12 a 24 meses. Esse cenário torna o Banking as a Service uma alternativa mais rápida e acessível.
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A Resolução Conjunta nº 16/2025 estabelece o marco regulatório para Banking as a Service no Brasil e exige a adequação de contratos até 31 de dezembro de 2026 para operações anteriores.
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Implementar serviços bancários via Banking as a Service reduz o tempo de entrada no mercado de meses ou anos para poucas semanas, pois elimina barreiras de capital e de licenciamento.
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Os 7 passos para implementação incluem definir produtos, escolher um parceiro licenciado, estruturar o contrato, integrar APIs, configurar KYC e testes de liquidação. Essa sequência garante conformidade regulatória e estabilidade operacional.
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Com o banking da Celcoin é possível oferecer contas, Pix, cartões e crédito sem licença própria. Veja como o banking da Celcoin viabiliza esses produtos para sua empresa.
O que é Banking as a Service (BaaS)?
Banking as a Service permite que uma empresa não licenciada acesse, via APIs, a infraestrutura regulatória e tecnológica de uma instituição autorizada pelo Banco Central. Essa estrutura possibilita oferecer serviços como contas, pagamentos, cartões e crédito aos próprios clientes finais, sem necessidade de licença própria.
Visão geral da implementação
Compreender o conceito de Banking as a Service é o primeiro passo. Em seguida, a empresa precisa traduzir esse modelo em operação prática. O objetivo central de uma implementação Banking as a Service é reduzir o tempo de entrada no mercado de meses ou anos para semanas, eliminando barreiras de capital e de licenciamento. Para alcançar esse objetivo, é necessário verificar alguns pré-requisitos antes de iniciar:
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Técnicos: ter capacidade de integração via APIs REST, um ambiente de desenvolvimento para testes em sandbox e uma equipe de engenharia disponível.
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Operacionais: definir com clareza os produtos financeiros a serem ofertados, o fluxo de onboarding de clientes finais e a política interna de prevenção a fraudes.
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Regulatórios: formalizar um contrato com a instituição prestadora de Banking as a Service, incluir a declaração de ciência sobre atividades reservadas a instituições financeiras exigida pela Resolução Conjunta nº 16/2025 e adequar as interfaces de identificação visual ao padrão de transparência do provedor.
Produtos simples como contas de pagamento e cartões pré-pagos podem entrar em produção em poucas semanas. Mesmo produtos tradicionalmente complexos, como emissão de crédito, podem ser lançados em prazos similares quando a infraestrutura Banking as a Service já oferece módulos pré-construídos, com casos reais de implementação completa em 15 dias.
Conheça a plataforma que reduz seu time-to-market de meses para semanas.
Passo a passo para implementar serviços bancários via Banking as a Service
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Definir público e produtos: mapeie o segmento de clientes finais, pessoa física ou jurídica, os produtos prioritários como conta digital, Pix, cartão pré-pago e crédito, e os indicadores de sucesso. Essa definição orienta toda a arquitetura técnica e contratual.
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Escolher parceiro com licenças e APIs: selecione um parceiro de Banking as a Service que seja uma instituição autorizada pelo Banco Central e que detenha licenças compatíveis com os produtos desejados. Avalie cobertura de produtos, qualidade da documentação de APIs, suporte ao desenvolvedor, sandbox disponível e histórico de estabilidade transacional.
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Estruturar contrato e compliance: formalize o contrato com a instituição prestadora em conformidade com a Resolução Conjunta nº 16/2025. Descreva de forma objetiva as responsabilidades de cada parte, incluindo atendimento ao cliente, gestão de risco, reporte regulatório e tratamento de incidentes.
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Integrar via APIs e Open Finance: utilize as APIs modulares do parceiro para conectar contas, Pix, TED, boletos e cartões ao seu sistema. A infraestrutura de Open Finance permite acessar e transmitir dados financeiros com consentimento do usuário, o que viabiliza personalização de produtos e maior eficiência operacional.
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Configurar onboarding, KYC e prevenção a fraudes: sob a Resolução Conjunta nº 16/2025, KYC e controles de PLD/FT são responsabilidade da instituição prestadora, com responsabilidade solidária do parceiro tecnológico. A empresa tomadora executa tarefas operacionais dentro da arquitetura de compliance do provedor e não acessa diretamente o Sistema de Informações de Créditos do Banco Central.
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Testar liquidação, Pix, cartões e relatórios regulatórios: execute testes de ponta a ponta em ambiente de homologação, cobrindo fluxos de cash-in, cash-out, liquidação de cartões e geração de relatórios como DIMP, CADOCs e CCS. Valide a identificação visual da instituição prestadora em todos os canais, em linha com o Art. 14 da Resolução Conjunta nº 16/2025.
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Lançar, monitorar estabilidade e planejar migração futura: após concluir os testes, o próximo passo é colocar a operação em produção e garantir que ela se mantenha estável ao longo do tempo. Depois do go-live, monitore SLA de disponibilidade, volume transacional e indicadores de fraude. Planeje desde o início uma eventual migração para licença própria. Um parceiro de Banking as a Service que também ofereça Core Banking permite essa transição sem troca de infraestrutura tecnológica.
Funcionalidades e benefícios da Celcoin
O banking da Celcoin opera com portfólio completo de licenças e tecnologia proprietária, mediando mais de R$ 30 bilhões em transações mensalmente e atendendo mais de 6 mil clientes entre fintechs, bancos digitais, ERPs e varejistas. Essa escala se traduz em capacidades técnicas e operacionais que impactam diretamente a velocidade, o custo e a segurança da sua implementação. A tabela abaixo mostra como cada funcionalidade da plataforma se converte em benefício mensurável para sua operação:
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e de prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que encurtam ciclos de integração e reduzem esforço de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, antecipando a geração de receita e aumentando a competitividade. |
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Distribuição white-label e embutida (embedded) |
Suporte a produtos financeiros com marca própria, integrados à sua jornada de cliente. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Uma solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes, protegendo sua receita. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferecer pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, receita média por usuário e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, com impacto direto em conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e encurtam ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs ampliam cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
A Celcoin não oferece empréstimos para consumidores. O banking da Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas ofertem produtos de crédito aos seus clientes.
Entenda como o banking da Celcoin pode sustentar sua operação de crédito e pagamentos.
Erros comuns, pontos de atenção e boas práticas
Evitar erros recorrentes em projetos de Banking as a Service reduz riscos regulatórios e retrabalho. A tabela abaixo organiza os principais problemas observados, seus impactos e as boas práticas correspondentes:
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Erro comum |
Impacto |
Boa prática |
|---|---|---|
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Operar com contas-bolsão |
Irregularidade regulatória, prática proibida pela Resolução Conjunta nº 16/2025 |
Garantir que os recursos dos clientes finais fluam diretamente para a instituição prestadora licenciada |
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Usar nome com termos como “Banco” ou “Bank” sem autorização |
Vedação expressa pela Resolução Conjunta nº 16/2025 e risco de sanção administrativa |
Verificar denominação social e marca antes de formalizar o contrato de Banking as a Service |
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Não identificar visualmente a instituição prestadora nos canais |
Não conformidade com o Art. 14 da Resolução Conjunta nº 16/2025 e risco de multa |
Incluir identificação clara do provedor em contratos, interfaces e instrumentos de pagamento |
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Contratar múltiplos provedores de Banking as a Service para o mesmo serviço |
Aumento da complexidade de gestão regulatória e de compliance |
Escolher um parceiro com portfólio completo desde o início para evitar retrabalho |
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Subestimar o prazo de homologação de produtos complexos |
Atraso no go-live e perda de receita |
Planejar o tempo necessário, que com soluções Banking as a Service costuma ser de poucas semanas, conforme demonstrado em casos reais de emissão de crédito |
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Não planejar a migração para licença própria |
Necessidade de re-onboarding completo de clientes ao trocar de infraestrutura |
Escolher parceiro de Banking as a Service que ofereça também Core Banking para permitir transição sem troca de base tecnológica |
Critérios de sucesso e validação
Medir o desempenho da implementação de Banking as a Service ajuda a ajustar a operação e a comprovar retorno. Uma implementação bem-sucedida pode ser avaliada pelos seguintes critérios:
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Estabilidade: manter disponibilidade de APIs acima de 99,5% em produção, com SLA documentado pelo parceiro.
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Tempo de implementação: colocar produtos básicos, como conta e Pix, em operação em até 12 semanas e lançar produtos mais complexos em poucas semanas adicionais.
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Redução de retrabalho: evitar re-onboarding de clientes finais por falhas de integração ou troca de provedor.
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Aderência regulatória: manter contratos e interfaces alinhados à Resolução Conjunta nº 16/2025 antes do prazo de adequação para contratos anteriores e garantir que relatórios regulatórios como DIMP, CADOCs e CCS sejam gerados e enviados automaticamente.
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Escalabilidade: crescer de milhares para milhões de usuários sem substituir a infraestrutura, com custos variáveis atrelados ao volume transacionado.
Perguntas frequentes
O que muda com a Resolução Conjunta nº 16/2025 para quem já opera via BaaS?
A Resolução Conjunta nº 16/2025 formalizou o primeiro marco regulatório específico para Banking as a Service no Brasil. Empresas que já operam sob esse modelo precisam adequar contratos, jornadas de clientes e interfaces de identificação visual até 31 de dezembro de 2026 se os contratos foram firmados antes da norma. A principal mudança prática é a obrigatoriedade de identificação visível da instituição prestadora em todos os canais e a proibição de contas-bolsão. Quem opera com um parceiro de Banking as a Service licenciado e estruturado, como o banking da Celcoin, tem essas adequações gerenciadas diretamente pela infraestrutura do provedor.
Quanto tempo leva para lançar uma conta digital com Pix via BaaS?
Produtos básicos como conta de pagamento e Pix podem entrar em produção em poucas semanas, dependendo da complexidade da integração e da disponibilidade da equipe técnica. Produtos que incluem cartões, crédito ou múltiplos instrumentos de pagamento também podem ser lançados em prazos curtos quando a plataforma já oferece módulos prontos, seguindo referências de mercado de implementação em cerca de 15 dias para crédito. O banking da Celcoin disponibiliza sandbox, SDKs e documentação completa para reduzir esses ciclos.
Quem é responsável por KYC, PLD/FT e relatórios regulatórios no modelo BaaS?
Pela Resolução Conjunta nº 16/2025, KYC e controles de PLD/FT são responsabilidade da instituição prestadora, com responsabilidade solidária do parceiro tecnológico. A empresa tomadora executa tarefas operacionais dentro da arquitetura de compliance do provedor, mas não responde diretamente ao Banco Central. O banking da Celcoin gerencia essas obrigações, incluindo conexão direta à Rede do Sistema Financeiro Nacional e ao Sistema de Pagamentos Brasileiro.
É possível migrar do BaaS para licença própria sem trocar de infraestrutura?
Essa migração é possível quando o parceiro de Banking as a Service também oferece Core Banking. O banking da Celcoin permite que empresas iniciem operando sob suas licenças e, ao obterem autorização própria como Instituição de Pagamento ou Instituição Financeira, integrem essa licença ao Core Banking da Celcoin sem necessidade de re-onboarding de clientes ou substituição de APIs. Essa continuidade reduz o risco de ruptura operacional na transição regulatória.
Quais produtos financeiros posso oferecer via BaaS sem licença própria?
Pela definição da Resolução Conjunta nº 16/2025, os serviços cobertos pelo Banking as a Service incluem abertura, manutenção e encerramento de contas de depósito, poupança, pagamento pré-pago e pós-pago, serviços de pagamento vinculados a essas contas, credenciamento para aceitação de instrumentos de pagamento e operações de crédito. Com o banking da Celcoin, é possível oferecer contas pessoa física e pessoa jurídica, Pix, TED, boletos, cartões pré e pós-pagos, remuneração de saldo, saques, depósitos, recargas, Open Finance e DDA, sob as licenças da Celcoin.
Conclusão
Oferecer serviços bancários completos sem licença própria é viável, regulamentado e mais rápido do que seguir o caminho de licenciamento direto. Os 7 passos descritos neste guia, da definição de produtos à escolha do parceiro, estruturação contratual, integração via APIs, configuração de KYC, testes de liquidação e monitoramento pós-lançamento, formam uma sequência que reduz riscos técnicos, operacionais e regulatórios. A execução consistente de cada etapa, com atenção às exigências da Resolução Conjunta nº 16/2025 e ao prazo de adequação para contratos anteriores, influencia diretamente a velocidade e a sustentabilidade do crescimento.
O banking da Celcoin reúne em uma única plataforma as licenças, as APIs, o compliance e a infraestrutura de liquidação necessários para percorrer essa jornada, do lançamento inicial até a eventual obtenção de licença própria, sem troca de base tecnológica.
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