Última atualização: 6 de julho de 2026
Principais lições deste artigo
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O Pix indireto permite que instituições ofereçam transações Pix sem conexão direta ao SPI, operando por meio de um parceiro direto homologado pelo Banco Central.
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Instituições com menos de 500 mil contas ativas podem optar pelo modelo indireto e reduzir investimentos em infraestrutura e homologação própria.
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A escolha do participante direto é crítica: ele deve possuir Conta PI, SLA de 99,5 % e conformidade total com o MED 2.0 para garantir segurança e compliance.
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O MED 2.0, obrigatório desde fevereiro de 2026, exige mecanismos de contestação direta e rastreamento de fundos em até cinco camadas, com prazos rigorosos para devoluções.
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Com a Celcoin como participante direto e parceiro BaaS, fintechs, bancos digitais, ERPs e varejistas conseguem entrar em produção de forma rápida e segura; saiba mais em nossa plataforma BaaS.
Participação direta vs. indireta no Pix: lista
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Critério |
Participante direto |
Participante indireto |
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Conta PI no Banco Central |
Obrigatória, com liquidação em tempo real via LBTR |
Não possui Conta PI, depende da infraestrutura do parceiro direto |
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Conexão ao SPI/RSFN |
Conexão direta, com servidores 24/7 e resposta em milissegundos |
Conexão via APIs para Pix do participante direto contratado |
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Gestão do DICT |
Gestão própria, com portabilidade, reivindicação e exclusão de chaves em conformidade com LGPD |
Gestão executada pelos sistemas do participante direto |
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Responsabilidade por antifraude e MED 2.0 |
Responsabilidade integral, com integração bidirecional obrigatória com o sistema FRAUD do Bacen |
Responsabilidade primária do participante direto, com obrigações contratuais de compliance para o indireto |
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SLA de disponibilidade |
Disponibilidade mínima de 99,5% sem exceção de horário |
SLA herdado do participante direto contratado |
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Obrigatoriedade |
Participação direta obrigatória para instituições com mais de 500 mil contas ativas |
Modelo disponível para fintechs, cooperativas e instituições de menor porte |
Como se tornar participante indireto do Pix
Passo 1: verificar elegibilidade e requisitos do Banco Central (2025-2026)
Instituições de Pagamento autorizadas pelo Banco Central, fintechs, cooperativas e empresas não reguladas que operam sob a licença de um parceiro BaaS podem atuar como participantes indiretos. O modelo indireto elimina a necessidade de investimento pesado em infraestrutura de conexão direta ao SPI, sendo a rota natural para quem ainda não atingiu o limiar de 500 mil contas ativas. A empresa precisa verificar junto ao Bacen se já possui ou se precisa obter autorização como Instituição de Pagamento antes de iniciar o processo.
Passo 2: escolher o participante direto e assinar contrato de liquidação
A Resolução BCB n.º 429/2024 define que os participantes diretos possuem responsabilidades sobre os indiretos que operam em sua infraestrutura. Por isso, a escolha do parceiro direto é decisiva. Ele precisa ter homologação ativa no SPI, Conta PI operacional, infraestrutura MED 2.0 implementada e capacidade de suportar o SLA de 99,5%. O contrato de liquidação deve especificar responsabilidades, fluxos de repasse e obrigações de reporte.
Essas definições contratuais criam a base para o próximo passo, que é o onboarding operacional e técnico com o parceiro escolhido.
Passo 3: realizar onboarding, KYC e integração via APIs
Após a assinatura contratual, a empresa realiza o onboarding junto ao participante direto. Essa etapa inclui validação de KYC, cadastro de chaves Pix e configuração das APIs para Pix. Documentação técnica clara, sandboxes e SDKs reduzem o tempo de integração e os custos de engenharia nessa etapa.
Passo 4: homologar conexão com SPI/DICT e implementar MED 2.0
O MED 2.0 tornou-se obrigatório para todas as instituições em 2 de fevereiro de 2026, com prazo de adaptação técnica estendido até maio de 2026 pela Resolução BCB n.º 546. A implementação inclui o botão de contestação direta nos aplicativos, obrigatório desde outubro de 2025, e a lógica de rastreamento de fundos em até cinco camadas de contas subsequentes. O participante indireto deve garantir que seu parceiro direto já tenha esses requisitos ativos antes de entrar em produção.
Passo 5: configurar liquidação, prevenção a fraudes e relatórios regulatórios
O SPI incorpora o Mecanismo Especial de Devolução, que permite o bloqueio e a recuperação ágil de recursos em casos de fraude por meio de ação coordenada entre as instituições pagadora e recebedora. O participante indireto precisa definir fluxos internos de notificação de infração, respeitando os prazos do MED 2.0 para análise de notificações de infração e resolução de pedidos de devolução. Relatórios regulatórios como DIMP e CADOCs devem ser configurados em conjunto com o participante direto.
Passo 6: entrar em produção e monitorar SLA
Com homologação concluída e MED 2.0 ativo, a operação entra em produção. O monitoramento contínuo do SLA de disponibilidade, dos volumes transacionados e dos indicadores de fraude é obrigatório. O descumprimento das exigências do MED 2.0 expõe as instituições a sanções do Banco Central, como multas, restrições operacionais e perda da autorização para operar o Pix.
Pontos de atenção
Um erro comum é subestimar as obrigações contratuais com o participante direto. Como o participante direto é o responsável primário por antifraude perante o Bacen, qualquer falha do indireto pode gerar consequências regulatórias para ambas as partes. Outro ponto crítico é a conformidade com o MED 2.0. As mudanças normativas atualizam regras do Pix e exigem adaptações técnicas que não podem ser postergadas. ERPs e varejistas que operam sob licença de terceiros precisam garantir que seu parceiro BaaS já esteja totalmente adequado a essas normas.
Critérios de sucesso
Uma operação de Pix indireto bem-sucedida se mede por tempo de implementação até a entrada em produção, com referência de mercado entre uma semana e três meses, dependendo da complexidade. Também se mede por disponibilidade operacional igual ou superior a 99,5%, ausência de retrabalho regulatório por não conformidade com MED 2.0 e capacidade de escalar volumes sem degradação de performance. A escolha de um parceiro direto com infraestrutura nativa em API, suporte especializado e histórico de conformidade contínua é o principal fator de redução de risco nesse processo.
A Celcoin como participante direto e parceiro BaaS
A Celcoin atua como participante direta no Pix e oferece infraestrutura regulatória e tecnológica para que fintechs, bancos digitais, ERPs e varejistas operem como participantes indiretos sem construir conexão própria ao SPI. O banking da Celcoin cobre contas digitais, Pix, TED, boletos, KYC, antifraude, relatórios regulatórios automatizados como DIMP, CADOCs e CCS, além de conformidade com MED 2.0, em uma única plataforma. Empresas que posteriormente obtiverem licença própria podem migrar para o Core Banking da Celcoin mantendo a mesma base tecnológica, sem troca de infraestrutura. A Celcoin media mais de R$ 30 bilhões em transações mensalmente e atende mais de 6 mil clientes.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, melhorando o tempo para geração de receita e competitividade. |
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Distribuição white-label e embutida (embedded) |
Suporte a produtos financeiros com marca própria. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes, protegendo sua receita com confiança. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferecer pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, melhorando conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs garantem melhor cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Próximos passos
Após a entrada em produção, a operação pode ser expandida com Open Finance para enriquecimento de dados e personalização de ofertas, automação de relatórios regulatórios e integração de novos produtos como cartões e crédito. (A Celcoin não oferece nenhum tipo de empréstimo para consumidores; a Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes.) No horizonte regulatório, o Banco Central segue evoluindo as regras do Pix, com novas versões do Manual Operacional do DICT e possíveis atualizações ao MED 2.0 previstas para o segundo semestre de 2026.
Essas mudanças regulatórias tornam ainda mais importante escolher um parceiro que acompanhe as atualizações normativas de forma contínua. Além disso, empresas que já operam no modelo indireto e atingirem o limiar de 500 mil contas ativas precisarão avaliar a migração para participação direta, processo que a Celcoin suporta sem troca de infraestrutura tecnológica.
Fale com o time da Celcoin para planejar sua expansão de produtos e sua conformidade contínua.
Perguntas frequentes
Qual o prazo médio para entrar em produção como participante indireto?
O prazo varia conforme a complexidade da operação e a disponibilidade da equipe técnica da empresa. Implementações mais simples, como as de fintechs em estágio inicial sem sistemas legados, podem ser concluídas em cerca de uma semana. Operações mais complexas, como as de ERPs ou varejistas com múltiplas integrações existentes, costumam levar entre 30 e 90 dias. O principal fator de aceleração é a qualidade da documentação técnica e dos ambientes de sandbox disponibilizados pelo parceiro direto.
Quais são os custos envolvidos?
Os custos do modelo indireto são menores do que os da participação direta, pois eliminam investimentos em infraestrutura de conexão à RSFN, servidores de alta disponibilidade, homologação própria junto ao Bacen e equipe dedicada à gestão da Conta PI. No modelo indireto, os custos típicos envolvem taxa de setup junto ao parceiro BaaS, tarifas por transação e, em alguns casos, mensalidades de plataforma. A estrutura de remuneração da Celcoin é centrada em transações, o que reduz barreiras de entrada.
Quem responde por fraudes e liquidação?
No modelo indireto, o participante direto é o responsável primário perante o Banco Central por antifraude e liquidação. Isso significa que falhas de compliance do participante indireto geram consequências regulatórias também para o parceiro direto. Por isso, o contrato entre as partes deve definir de forma clara as obrigações do indireto em termos de KYC, monitoramento de transações suspeitas e cumprimento dos prazos do MED 2.0 para análise de notificações de infração e resolução de pedidos de devolução. O participante indireto não possui Conta PI e, portanto, não opera liquidação direta no SPI.
É possível migrar depois para participação direta?
É possível migrar para participação direta, que costuma ser o caminho natural para instituições que ultrapassam 500 mil contas ativas ou que desejam maior autonomia operacional. O processo exige obtenção ou adequação de licença de Instituição de Pagamento, conexão direta à RSFN, abertura de Conta PI no Banco Central e aprovação nos testes de homologação do Bacen. Empresas que já operam com a infraestrutura da Celcoin podem realizar essa transição sem trocar de plataforma tecnológica, utilizando o Core Banking da Celcoin com suas próprias licenças.
Existem restrições regulatórias para fintechs e ERPs?
Fintechs sem licença própria de Instituição de Pagamento precisam operar sob a licença de um parceiro BaaS autorizado pelo Banco Central, e não podem oferecer Pix de forma autônoma. ERPs e varejistas estão na mesma situação. Para oferecer Pix aos seus clientes finais, essas empresas precisam de um parceiro com licença ativa e infraestrutura homologada. A Resolução BCB n.º 429/2024 reforça as responsabilidades dos participantes diretos, o que torna a escolha do parceiro um critério regulatório e não apenas comercial.


