Última atualização: 6 de agosto de 2026
Principais lições deste artigo
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Orçar BaaS exige mapear obrigações regulatórias do Banco Central, custos de integração técnica, taxas transacionais e o custo de oportunidade de construir infraestrutura própria.
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O risco regulatório de operar fora do arcabouço do Banco Central agora supera o custo de conformidade desde o início.
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Os custos de uma implementação BaaS se distribuem em quatro categorias: setup e integração, licenciamento e plataforma, custos transacionais e compliance e relatórios regulatórios.
Contexto regulatório e por que orçar BaaS agora
O Banco Central do Brasil intensificou a supervisão sobre Instituições de Pagamento nos últimos anos. O órgão passou a exigir relatórios periódicos como DIMP, CADOCs e CCS, além de conexão direta à Rede do Sistema Financeiro Nacional. Empresas que operam fora desse arcabouço, por exemplo com estruturas de conta-bolsão, enfrentam risco regulatório crescente. Em 2026, o custo de não estar em conformidade supera, em muitos casos, o custo de adotar uma infraestrutura regulada desde o início.
O avanço do Open Finance também reconfigurou o mercado. Empresas que integram dados financeiros com consentimento do usuário conseguem personalizar produtos, reduzir fricção no onboarding e melhorar a concessão de crédito. Esse cenário amplia o escopo e o custo de uma implementação completa de Banking as a Service.
O que é Banking as a Service e como funciona no Brasil
Banking as a Service é um modelo em que uma instituição regulada disponibiliza sua infraestrutura financeira e licenças para que terceiros ofereçam serviços bancários com marca própria. No Brasil, esse modelo permite operar sob a licença de uma Instituição de Pagamento parceira e acessar produtos como contas digitais, Pix, cartões, TED e boletos por meio de APIs.
A empresa contratante não precisa obter licença própria para começar. Quando cresce e decide obter sua própria autorização do Banco Central, a empresa pode migrar para um Core Banking mantendo a mesma base tecnológica. Essa continuidade reduz custo e evita reconstruir a operação do zero.
Funcionamento prático: integração, KYC, liquidação e Open Finance
Uma implementação BaaS no Brasil envolve quatro camadas operacionais principais:
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Integração via APIs: conexão dos sistemas da empresa às APIs do provedor para contas, pagamentos e cartões.
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KYC e onboarding: validação de identidade de pessoas físicas e jurídicas conforme normas do Banco Central e da Receita Federal.
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Liquidação: processamento e repasse de valores dentro do Sistema de Pagamentos Brasileiro, incluindo Pix e TED.
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Open Finance: acesso e transmissão de dados financeiros com consentimento do usuário, o que habilita personalização de produtos e automação de processos.
Cada camada gera custos distintos de setup, recorrentes e transacionais. Mapear esses itens com antecedência ajuda a construir um orçamento realista antes de fechar qualquer contrato.
Panorama regulatório de 2026 do Banco Central
Em 2026, as principais obrigações regulatórias para quem opera serviços financeiros no Brasil incluem:
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Autorização como Instituição de Pagamento ou uso da licença de um parceiro habilitado.
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Envio periódico de relatórios ao Banco Central, como DIMP, CADOCs, CCS, SCR e DES-IF.
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Conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados.
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Participação no ecossistema de Open Finance conforme regulamentação do Banco Central.
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Controles de prevenção à lavagem de dinheiro e políticas de KYC documentadas.
Empresas que terceirizam a infraestrutura para um provedor BaaS regulado transferem parte significativa dessa carga operacional. Mesmo assim, mantêm responsabilidade sobre a experiência do cliente final e sobre o cumprimento das políticas internas de compliance.
Componentes de custo de uma solução BaaS
Os custos de uma implementação BaaS se distribuem em quatro categorias principais:
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Setup e integração: horas de engenharia para conectar APIs, configurar ambientes de sandbox e homologação e adaptar fluxos de onboarding. Esse custo varia conforme a complexidade dos sistemas existentes.
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Licenciamento e plataforma: mensalidade ou fee fixo pelo acesso à infraestrutura regulatória e tecnológica do provedor.
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Custos transacionais: tarifas por Pix, TED, boleto, transação de cartão e outros eventos de pagamento. Esses valores geralmente são cobrados por volume ou em modelo de revenue share.
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Compliance e relatórios regulatórios: custo de geração, validação e envio automático de relatórios ao Banco Central, à Receita Federal e à SEFAZ. Quando o provedor automatiza essa camada, o custo interno de equipe jurídica e de TI cai de forma relevante.
Além dessas quatro categorias, três custos indiretos merecem atenção no planejamento. O tempo de equipe interna dedicado à gestão do parceiro, com reuniões, alinhamentos e governança, consome capacidade de produto e tecnologia. Customizações de produto que vão além da configuração padrão das APIs geram esforço adicional de desenvolvimento. Empresas que já operam com outra solução ainda precisam considerar o custo de migração de dados e reconciliação de saldos.
Critérios de avaliação e boas práticas para escolher parceiro
A escolha de um provedor BaaS impacta diretamente o custo total de propriedade e o risco regulatório. Em 2026, alguns critérios se tornam decisivos:
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Cobertura de licenças: o provedor precisa operar como Instituição de Pagamento autorizada pelo Banco Central e participar diretamente do Pix e do Open Finance.
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Automação de compliance: relatórios regulatórios gerados e enviados automaticamente reduzem custo interno e risco de multas.
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Modularidade das APIs: a empresa deve poder contratar apenas os produtos que precisa e adicionar módulos conforme cresce, sem reescrever integrações.
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Caminho de migração para licença própria: provedores que oferecem Core Banking permitem que a empresa evolua sem trocar de infraestrutura ao obter sua própria autorização do Banco Central.
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Suporte técnico com acesso a decisores: problemas operacionais em serviços financeiros têm impacto direto na receita. Tempo de resposta e qualidade do suporte se tornam critérios críticos.
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Histórico de volume e estabilidade: provedores com alto volume transacional comprovado oferecem maior garantia de disponibilidade e resiliência.
Erros comuns e riscos operacionais e regulatórios
Os erros mais frequentes em implementações BaaS no Brasil envolvem subestimar o custo de compliance, escolher provedores sem automação de relatórios regulatórios e operar com estruturas irregulares. Essas estruturas, vedadas pelas normas do Banco Central, misturam o patrimônio do cliente com o da instituição.
Outros riscos relevantes incluem dependência de múltiplos fornecedores sem integração nativa, o que aumenta custo e complexidade operacional. A ausência de plano de migração para licença própria e a subestimação do custo de engenharia para integrações com APIs mal documentadas também elevam o risco do projeto.
Aplicações por perfil de empresa
O custo e o escopo de uma implementação BaaS variam conforme o perfil da empresa:
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Fintechs e bancos digitais: priorizam velocidade de lançamento e conformidade regulatória. O BaaS permite operar com a licença do provedor e migrar para Core Banking ao obter licença própria, sem trocar de infraestrutura.
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Varejistas de grande porte: buscam integrar serviços financeiros à experiência do cliente e criar novas fontes de receita. O modelo de embedded finance reduz a necessidade de licenças próprias e acelera o go-to-market.
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ERPs: agregam valor à base de clientes existente com serviços financeiros embutidos, aumentando retenção e diferenciação de produto sem desenvolver infraestrutura regulatória internamente.
Funcionalidades da Celcoin
A Celcoin opera com portfólio completo de licenças e tecnologia proprietária, mediando mais de R$ 30 bilhões em transações mensalmente e atendendo mais de 6 mil clientes. A infraestrutura cobre toda a jornada, do Banking as a Service para empresas sem licença própria ao Core Banking para instituições reguladas, passando por cartão white label, Open Finance, Open Insurance e soluções regulatórias automatizadas. A Celcoin não oferece empréstimo para consumidores. A empresa fornece a infraestrutura tecnológica para que outras empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, melhorando o tempo para geração de receita e competitividade. |
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Distribuição white-label e embutida |
Suporte a produtos financeiros com marca própria. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes, protegendo sua receita com confiança. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferecer pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, melhorando conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs garantem melhor cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Veja como essas funcionalidades se traduzem em economia e conformidade para sua operação.
Perguntas frequentes sobre custo de BaaS
O que está incluído no custo de compliance de uma solução BaaS?
O custo de compliance em BaaS cobre a geração e o envio automático de relatórios regulatórios ao Banco Central, como DIMP, CADOCs, CCS e SCR, à Receita Federal e às Secretarias de Fazenda. Esse custo inclui ainda processos de KYC, AML e conformidade com a LGPD. Quando o provedor automatiza esses processos, a empresa contratante elimina a necessidade de equipe interna dedicada a essas obrigações, reduzindo custo operacional e risco de penalidades por não conformidade.
É possível migrar de uma solução BaaS para Core Banking sem trocar de infraestrutura?
É possível migrar sem reconstruir tudo. Provedores que oferecem tanto BaaS quanto Core Banking permitem que a empresa inicie operando com a licença do parceiro e, ao obter sua própria autorização do Banco Central como Instituição de Pagamento, migre para o Core Banking mantendo a mesma base tecnológica. Essa continuidade elimina o custo e o risco de uma migração completa de infraestrutura, que pode levar meses e exigir reescrita de integrações. O tempo de migração varia de uma semana a três meses, dependendo da complexidade da operação existente.
Quais produtos financeiros estão disponíveis via BaaS no Brasil em 2026?
Uma solução BaaS completa no Brasil cobre contas digitais para pessoas físicas e jurídicas, Pix, TED, transferências P2P, boletos, pagamento de contas, recargas, cartões pré-pagos e pós-pagos, débito automático, saques, depósitos e remuneração de saldo. O acesso ao Open Finance permite ainda integrar dados financeiros com consentimento do usuário para personalização de produtos e automação de onboarding.
Como o Open Finance impacta o custo de uma implementação BaaS?
A integração ao Open Finance adiciona uma camada de custo técnico, com APIs de acesso e transmissão de dados, widget de jornada conforme o Guia UX do Banco Central e relatórios regulatórios específicos. Essa camada, porém, gera retorno mensurável ao reduzir fricção no onboarding, melhorar a qualidade da concessão de crédito e aumentar a personalização de ofertas. Provedores que já entregam essa infraestrutura como módulo nativo eliminam o custo de desenvolvimento interno dessa etapa.
Conclusão: como planejar seu orçamento de BaaS em 2026
Implementar Banking as a Service no Brasil em 2026 requer mapear quatro dimensões de custo: setup e integração técnica, licenciamento e plataforma, custos transacionais e compliance regulatório automatizado. O cenário MVP parte de R$ 20.000 de investimento inicial. Implementações full stack para bancos digitais e varejistas de grande porte podem superar R$ 700.000 em setup, com recorrência mensal acima de R$ 60.000 antes do componente transacional.
A escolha do provedor determina o custo imediato e a capacidade de escalar sem reconstruir infraestrutura ao longo da jornada regulatória. Provedores com licença própria, automação de compliance, APIs modulares bem documentadas e caminho nativo para Core Banking tendem a oferecer o menor custo total de propriedade no longo prazo.


