Última atualização: 18 de agosto de 2026
Principais lições deste artigo
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A Resolução Conjunta nº 16/2025 exige adequação até 31 de dezembro de 2026 para contratos de Banking as a Service vigentes, o que torna a escolha de infraestrutura uma decisão estratégica de longo prazo.
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Ter contas individualizadas é obrigatório. Operar com contas-bolsão é vedado pelo Banco Central e expõe a empresa a sanções e à perda de proteção patrimonial dos clientes.
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Adotar APIs modulares, SLA de suporte, roadmap de compliance automático e precificação por transação é essencial para evitar custos de migração e riscos regulatórios.
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Iniciar via Banking as a Service e migrar para licença própria sem trocar de plataforma preserva o investimento tecnológico e mantém o compliance automatizado.
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Com a Celcoin, fintechs, ERPs e varejistas têm acesso a uma solução full-stack que acompanha toda a jornada, do Banking as a Service ao Core Banking próprio, em uma única plataforma. Conheça a solução completa.
O que são BaaS, Core Banking, IP, Open Finance e contas individualizadas?
Banking as a Service (BaaS) é o modelo em que uma empresa não regulada acessa infraestrutura tecnológica e licenças de uma instituição autorizada pelo Banco Central para oferecer serviços financeiros com marca própria. Sob a Resolução Conjunta nº 16/2025, a responsabilidade regulatória plena recai sobre o provedor licenciado, que deve manter governança corporativa robusta, gestão de riscos e controles de segurança operacional.
Core Banking é a infraestrutura bancária completa que sustenta a operação de Instituições de Pagamento (IPs) e Instituições Financeiras (IFs) com licenças próprias. Essa infraestrutura inclui gestão de contas (Ledger), liquidação, relatórios regulatórios e tesouraria.
Contas individualizadas são contas em que o patrimônio de cada cliente fica segregado e identificado individualmente, conforme exigido pelo regulador. Essa estrutura se diferencia das contas-bolsão, em que recursos de terceiros são administrados de forma não segregada, misturando o patrimônio do cliente com o da instituição. As normas vigentes vedam o uso de contas-bolsão.
Os produtos disponíveis em ambos os modelos incluem contas vinculadas PF/PJ, Pix, TED/DOC, transferência P2P, remuneração de saldo, pagamentos de contas, DDA, cartão pré e pós-pago e Open Finance.
Como funciona na prática: etapas operacionais e regulatórias
A operação de contas digitais envolve etapas sequenciais de tecnologia e compliance, e cada uma delas impacta a escolha entre Banking as a Service e Core Banking próprio. Empresas que optam por Banking as a Service herdam essas capacidades prontas. Empresas que constroem infraestrutura própria precisam implementar cada etapa do zero.
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Onboarding e KYC: identificação e verificação do cliente final, com coleta de dados, validação de documentos e checagens antifraude e AML.
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Emissão de contas: abertura de contas individualizadas PF ou PJ, com geração de chaves Pix e dados de liquidação.
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Pix e TED: processamento de transferências em tempo real por meio de conexão direta ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) e à Rede do Sistema Financeiro Nacional (RSFN).
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Liquidação: conciliação e repasse de valores entre participantes, com registro contábil em double-entry e trilha de auditoria imutável.
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Relatórios regulatórios: envio periódico de CCS, CADOC, COSIF, DIMP e BacenJud ao Banco Central, além de obrigações tributárias à Receita Federal e à SEFAZ.
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Open Finance: recepção e transmissão de dados financeiros com consentimento do usuário, dentro do modelo regulatório do Banco Central, para personalização de produtos e ganho de eficiência operacional.
Panorama do mercado em 2026
O mercado de Banking as a Service na América do Sul foi avaliado em USD 0,5 bilhão em 2026 e deve atingir USD 1,5 bilhão até 2031, com CAGR de 23,7%. Esse crescimento reflete a preferência de fintechs e varejistas por infraestrutura terceirizada na fase de validação de produto. O Brasil representa parcela relevante desse valor regional e concentra grande parte das fintechs da América Latina.
O Pix processou cerca de 7,9 bilhões de transações mensais em dezembro de 2025, o que acelera a adoção de embedded finance. O embedded finance deve gerar R$ 24 bilhões em receita adicional no Brasil até o final de 2026, com varejistas, marketplaces e ERPs incorporando contas de pagamento, crédito e serviços de adquirência como expectativa padrão de seus clientes. Esse cenário amplia a pressão por infraestrutura flexível, escalável e em conformidade regulatória.
Boas práticas na escolha de infraestrutura
A decisão entre Banking as a Service e Core Banking próprio deve considerar critérios objetivos que garantam velocidade de lançamento, segurança regulatória e capacidade de escala.
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Base técnica: APIs modulares com documentação completa, SDKs e ambientes de sandbox reduzem ciclos de integração.
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Suporte especializado: SLA de suporte com acesso direto a especialistas técnicos e tempo de resposta definido contratualmente assegura continuidade operacional.
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Compliance contínuo: roadmap de compliance atualizado automaticamente conforme mudanças regulatórias do Banco Central, Receita Federal e SUSEP evita retrabalho e penalidades.
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Evolução regulatória: capacidade de migração para licença própria sem troca de plataforma preserva o investimento tecnológico.
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Modelo de custos: precificação baseada em transação, sem custos de setup elevados, reduz barreiras de entrada.
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Escalabilidade: infraestrutura cloud-native com alta disponibilidade e escalabilidade automática suporta crescimento de volume sem interrupções.
Erros comuns que comprometem a operação
Algumas decisões recorrentes aumentam o risco regulatório e operacional e podem exigir migrações urgentes no futuro.
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Operar com contas-bolsão: estrutura irregular vedada pelo Banco Central, que expõe a empresa a sanções e compromete a proteção do patrimônio dos clientes finais.
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Subestimar relatórios regulatórios: CCS, CADOC, COSIF, DIMP e BacenJud exigem conexão direta ao RSFN e envio periódico. Falhas geram penalidades e podem comprometer a autorização de funcionamento.
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Escolher infraestrutura que não escala: limitações como falta de modularidade do Core Banking reduzem a capacidade de lançar novos produtos e de ajustar a operação ao crescimento.
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Ignorar custos de migração futura: a migração entre plataformas de Core Banking costuma ser um projeto demorado e custoso, especialmente quando não foi planejada desde o início.
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Não planejar Open Finance desde o início: a ausência de infraestrutura para compartilhamento de dados limita personalização de produtos e eficiência operacional em um mercado com mais de 50 milhões de consentimentos ativos.
Cenários de uso por perfil de empresa
A escolha entre Banking as a Service e Core Banking próprio varia conforme o estágio e o segmento da empresa, e cada perfil se beneficia de uma combinação específica de licenças e tecnologia.
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Fintechs em estágio inicial: operam via Banking as a Service utilizando a licença de IP do provedor, lançando contas digitais, Pix e cartões sem precisar obter autorização própria do Banco Central. Esse caminho permite um lançamento mais ágil, enquanto obter licença direta costuma demandar mais tempo.
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ERPs com embedded finance: integram contas de pagamento, Pix e boletos diretamente em suas plataformas de gestão, criando nova linha de receita e aumentando retenção de clientes sem necessidade de licença própria.
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Varejistas com cartão white-label: lançam cartões pré ou pós-pagos com marca própria, utilizando infraestrutura completa de bandeira, antifraude e gestão de disputas, sem conexão direta com processadoras.
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Subcredenciadoras com um banco liquidante: conectam-se ao Sistema de Liquidação de Credenciadoras (SLC) da Nuclea por meio de uma instituição homologada, cumprindo exigências regulatórias do Banco Central sem desenvolvimento técnico próprio.
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Fintechs e bancos digitais com licença própria: integram sua IP ou IF a um Core Banking moderno para ganhar eficiência operacional, compliance automatizado e escalabilidade sem reconstruir a infraestrutura.
A solução full-stack da Celcoin
Cada um desses cenários exige infraestrutura que acompanhe a evolução da empresa, do Banking as a Service inicial à licença própria, sem impor migrações custosas. A solução da Celcoin foi desenhada para essa jornada.
A Celcoin opera com portfólio completo de licenças e tecnologia proprietária e oferece APIs modulares para que empresas possam prover serviços bancários completos, de contas digitais e cartões a liquidação, compliance e relatórios regulatórios. Fintechs, bancos digitais, ERPs e grandes varejistas podem iniciar utilizando as licenças da Celcoin no modelo Banking as a Service e, depois, migrar para suas próprias licenças com o Core Banking, mantendo a mesma base tecnológica, segurança e suporte. A Celcoin media mais de R$ 30 bilhões em transações mensalmente e atende mais de 6 mil clientes.
A Celcoin não oferece empréstimo para consumidores. A Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes.
A tabela a seguir resume como cada capacidade técnica da Celcoin se traduz em benefício concreto para a sua operação.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos e melhoram o tempo para geração de receita. |
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Distribuição white-label e embutida (embedded) |
Suporte a produtos financeiros com marca própria. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferecer pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas e melhoram conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs ampliam cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre banco e fintech no Brasil, e o que isso implica para oferecer contas digitais?
Bancos são Instituições Financeiras autorizadas pelo Banco Central a captar depósitos e conceder crédito com recursos próprios. Como explicado anteriormente, fintechs que oferecem contas digitais costumam operar como Instituições de Pagamento, não como bancos. Na prática, IPs não captam depósitos tradicionais nem concedem crédito com recursos próprios. Elas emitem moeda eletrônica e mantêm contas de pagamento individualizadas. Essa distinção define quais relatórios regulatórios são obrigatórios, quais licenças são necessárias e quais produtos podem ser oferecidos. Uma fintech sem licença própria pode operar sob a licença de IP de um provedor de Banking as a Service, como a Celcoin, cumprindo as exigências regulatórias por meio da infraestrutura do parceiro.
Por que operar com contas-bolsão é um risco regulatório grave?
Contas-bolsão são estruturas em que recursos de múltiplos clientes finais ficam em uma única conta da instituição, sem segregação individual. Como mencionado na seção de erros comuns, essa prática mistura o patrimônio dos clientes com o da empresa e elimina a proteção em caso de insolvência ou bloqueio judicial. A autarquia veda esse modelo e empresas que o utilizam podem sofrer sanções administrativas, cassação de autorização e responsabilização civil. A alternativa regulatória são as contas individualizadas, em que cada cliente possui uma conta própria com saldo segregado e identificado, como exigido para IPs autorizadas.
Quanto tempo leva a migração de Banking as a Service para Core Banking próprio?
O prazo varia conforme a complexidade da operação existente e o grau de preparação técnica. Implementações simples ou migrações com escopo bem definido podem ser concluídas em semanas. Projetos mais complexos, com múltiplos produtos, grande base de clientes e integrações legadas, costumam levar de três meses a um ano. O fator determinante não é apenas a escolha da plataforma, mas também a qualidade do mapeamento de dados, o nível de automação de reconciliação e a disponibilidade de equipe técnica para conduzir o processo. A Celcoin disponibiliza equipe dedicada para suporte em todas as etapas da migração, sem necessidade de troca de infraestrutura ao obter licença própria.
Quais relatórios regulatórios são obrigatórios para IPs no Brasil?
Instituições de Pagamento autorizadas pelo Banco Central devem enviar periodicamente CCS (Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional), CADOC (Documentos de Controle), COSIF (Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional), DIMP (Declaração de Informações de Meios de Pagamento) e BacenJud (sistema de bloqueio judicial de valores). Além disso, há obrigações tributárias perante a Receita Federal e, para IPs sediadas em São Paulo, obrigações junto à SEFAZ-SP. A automação desses relatórios é essencial para evitar falhas de envio, que podem resultar em penalidades e comprometer a autorização de funcionamento.
É possível iniciar com Banking as a Service e depois migrar para licença própria sem trocar de plataforma?
Sim. Esse é o modelo que a Celcoin oferece: a empresa inicia operando sob a licença de IP da Celcoin, utilizando a infraestrutura tecnológica de Banking as a Service. Quando atinge o volume ou a maturidade que justifica obter licença própria junto ao Banco Central, integra essa licença ao mesmo Core Banking, sem necessidade de migrar para outro fornecedor ou reconstruir integrações. Essa continuidade preserva o investimento tecnológico, reduz o risco operacional da transição e mantém o compliance automatizado durante o processo de autorização regulatória.
Critérios para escolher a empresa parceira certa
A decisão de infraestrutura para contas digitais em 2026 deve ser tratada como decisão estratégica de longo prazo. Os critérios determinantes começam com cobertura regulatória completa desde o primeiro dia, pois sem essa base a empresa acumula risco antes mesmo de lançar. Essa cobertura deve vir acompanhada de APIs modulares que permitam lançar produtos sem dependência de releases de engenharia, o que acelera o time-to-market.
Como muitas empresas tendem a migrar para licença própria à medida que crescem, a plataforma precisa oferecer essa transição sem troca de fornecedor, para preservar o investimento tecnológico. Por fim, relatórios regulatórios automatizados e suporte técnico especializado com acesso direto a decisores ajudam a manter a operação em conformidade enquanto escala.
Empresas que escolhem infraestrutura sem esses atributos enfrentam custos de migração elevados, riscos regulatórios acumulados e limitações de escala no momento em que mais precisam crescer. A Celcoin foi construída para acompanhar essa jornada, do Banking as a Service ao Core Banking próprio, em uma única plataforma.

