Última atualização: 9 de junho de 2026
Principais lições deste artigo
-
O Brasil é um dos mercados mais dinâmicos de pagamentos digitais, impulsionado pelo Pix e pelo Open Finance, o que cria demanda por infraestrutura bancária acessível.
-
Modelos de BaaS e Core Banking permitem que empresas não financeiras lancem contas digitais, Pix e cartões em semanas, sem precisar de licenças próprias.
-
A Resolução Conjunta nº 16/2025 proíbe contas-bolsão e exige individualização completa de contas até o final de 2026, o que reforça a importância de compliance e rastreabilidade.
-
Escolher uma plataforma com APIs modulares, relatórios regulatórios automatizados e suporte ao Open Finance reduz riscos operacionais e acelera o time-to-market.
-
Com a Celcoin, sua empresa pode lançar e escalar serviços financeiros completos de forma rápida e segura. Conheça a solução completa.
O que são contas digitais e os modelos de BaaS e Core Banking?
Uma conta digital é uma conta de pagamento ou conta corrente aberta e gerenciada inteiramente por meios eletrônicos, disponível para pessoas físicas (PF) e jurídicas (PJ). Essa conta suporta operações como Pix, TED, boletos, recargas, saques, depósitos e emissão de cartões pré e pós-pagos. No contexto do Open Finance, a conta digital também se torna uma fonte de dados financeiros que, com consentimento do titular, podem ser compartilhados entre instituições para personalizar ofertas de crédito, seguros e investimentos.
O BaaS opera por meio de um modelo de três camadas: uma instituição licenciada fornece a licença bancária, o capital regulatório e a infraestrutura de compliance, uma camada tecnológica traduz esses sistemas em APIs modernas, e a empresa parceira, como uma fintech, um ERP ou um varejista, integra essas APIs para oferecer produtos financeiros com sua própria marca, sem precisar obter licença própria.
O Core Banking representa a evolução natural desse modelo. Enquanto o BaaS atende empresas não reguladas que operam sob a licença de um parceiro, o Core Banking atende instituições que já possuem ou estão em processo de obtenção de licença própria. Essa infraestrutura fornece ledger, tesouraria, relatórios regulatórios e Open Finance em uma plataforma única e moderna.
Como funciona na prática: etapas de integração
Compreendidos os conceitos de BaaS e Core Banking, o próximo passo é entender como essas soluções funcionam na prática. A integração de uma solução de contas digitais via BaaS segue etapas bem definidas. O ponto de partida é a conexão via APIs REST documentadas, que permitem ao time de tecnologia da empresa parceira acessar funcionalidades como abertura de contas, emissão de cartões, liquidação de Pix e geração de boletos sem desenvolver esses módulos internamente.
O onboarding e o KYC (Know Your Customer) ficam sob gestão da plataforma de BaaS, que realiza verificação de identidade, checagens de PLD/FT (Prevenção à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo) e monitoramento de transações. Para garantir conformidade contínua, a arquitetura de compliance deve incluir KYC/KYB automatizado, rastreamento de AML/CTF, monitoramento de transações, triagem de sanções, logs de auditoria e relatórios regulatórios desde o início da operação.
Após a integração inicial, a empresa passa a emitir contas PF e PJ, cartões físicos e virtuais e a processar liquidações em tempo real. Os relatórios regulatórios obrigatórios, como CCS, CADOCs, COSIF, DIMP e SCR, são gerados e enviados automaticamente ao Banco Central e à Receita Federal pela plataforma parceira.
Para empresas que evoluem e obtêm licença própria, o caminho de migração para o Core Banking mantém a mesma base tecnológica. Essa continuidade elimina a necessidade de trocar de fornecedor ou reconstruir integrações.
Panorama de mercado e exigências regulatórias em 2026
Antes de escolher uma plataforma de BaaS ou Core Banking, a empresa precisa entender o contexto regulatório e as tendências de mercado que moldam as operações. O Pix ultrapassou outros meios de pagamento em volume de transações no Brasil e segue em expansão com novas modalidades. O Open Finance avança para fases mais maduras, integrando dados de seguros, investimentos e previdência ao ecossistema de compartilhamento regulado pelo Banco Central.
Esse crescimento acelerado do mercado é acompanhado por um endurecimento das exigências regulatórias. No plano regulatório, a Resolução Conjunta nº 16/2025, publicada em 28 de novembro de 2025 pelo Banco Central do Brasil e pelo Conselho Monetário Nacional, estabelece o marco regulatório definitivo para os modelos de BaaS no país. A norma define responsabilidades claras entre o provedor de infraestrutura financeira e a empresa tomadora de serviços, incluindo requisitos mínimos de governança, SLAs, uso de dados, segurança da informação e encerramento de parcerias.
Um dos pontos mais relevantes da resolução é a proibição das chamadas contas-bolsão: todas as contas devem ser individualizadas para garantir rastreabilidade completa de cada cliente e transação, com segregação clara de recursos. As empresas têm até o final de 2026 para adaptar contratos e operações existentes a esses requisitos.
As operações de BaaS no Brasil também precisam seguir a Lei 12.865/2013 e as Resoluções BCB nº 80, 81 e 96, que regulam rastreabilidade, prevenção a fraudes e relatórios padronizados ao regulador. Obrigações junto à Receita Federal, como DIMP e obrigações tributárias, e junto à SUSEP, para operações com seguros, completam o quadro de conformidade exigida.
Boas práticas e critérios de avaliação de plataformas
A escolha de uma plataforma de BaaS ou de Core Banking deve considerar critérios técnicos e regulatórios objetivos. APIs modulares com documentação completa, SDKs e ambientes de sandbox reduzem o tempo de integração e os custos de engenharia. Ao selecionar um provedor de BaaS, as empresas devem avaliar compatibilidade de APIs com a infraestrutura existente, medidas de segurança, qualidade do suporte técnico, escalabilidade e transparência de preços.
Além da qualidade das APIs, a escalabilidade em nuvem é indispensável para operações que crescem rapidamente em volume transacional. A plataforma precisa suportar picos de acesso sem degradação de serviço. Suporte nativo ao Open Finance, com widget de jornada alinhado ao Guia UX do Banco Central, e prevenção de fraudes baseada em inteligência artificial são diferenciais que protegem a operação e melhoram a experiência do usuário final.
Completando o conjunto de recursos essenciais, relatórios regulatórios automatizados eliminam riscos de erro manual e garantem conformidade contínua com Banco Central, Receita Federal e SUSEP, sem demandar equipe interna dedicada exclusivamente a essa função.
Erros comuns ao adotar soluções de contas digitais
O uso de contas-bolsão é o erro mais grave e, a partir de 2026, passa a ser explicitamente proibido pela Resolução Conjunta nº 16/2025. Em agosto de 2024, a Polícia Federal desarticulou um grupo criminoso que movimentou R$ 7,5 bilhões por meio de duas fintechs ilegais que utilizavam estruturas de BaaS e contas coletivas para ocultar a titularidade dos recursos. A individualização de contas funciona como exigência regulatória e também como proteção para o negócio e para os clientes finais.
A ausência de relatórios regulatórios automatizados é outro erro frequente. Empresas que dependem de processos manuais para gerar e enviar obrigações acessórias ao Banco Central e à Receita Federal acumulam riscos operacionais e regulatórios, que aumentam à medida que o volume de transações cresce.
A dependência de múltiplos fornecedores de infraestrutura, um para contas, outro para cartões e outro para Pix, fragmenta a operação, aumenta custos de integração e cria pontos de falha difíceis de gerenciar. Consolidar serviços em uma única plataforma full stack reduz esses riscos de forma significativa.
Aplicações por tipo de empresa
Compreendidos os erros a evitar, o próximo passo é avaliar como diferentes tipos de empresa aplicam BaaS e Core Banking para criar valor em seus mercados. Para fintechs em estágio inicial, o BaaS permite lançar contas digitais PF e PJ, Pix e cartões em semanas, operando sob a licença do parceiro enquanto o produto ganha tração no mercado. O caminho regulatório recomendado é iniciar com BaaS para validação do produto, avançar para licença de IP quando o product-market fit estiver estabelecido e buscar licença bancária plena apenas quando depósitos e crédito se tornarem centrais ao modelo de negócio.
Para ERPs, integrar contas digitais diretamente na plataforma de gestão cria uma nova linha de receita, aumenta a retenção de clientes e diferencia o produto no mercado. Um ERP voltado ao setor imobiliário, por exemplo, pode oferecer contas PJ para corretoras e administradoras, com Pix e boletos integrados ao fluxo de cobrança já existente no software.
Para varejistas de grande porte, contas digitais com marca própria e cartões white label permitem fidelizar clientes, capturar receita de interchange e oferecer crédito ao consumidor sem depender de instituições financeiras externas. A infraestrutura de BaaS viabiliza esse modelo sem exigir que o varejista construa uma operação bancária própria.
Veja como a Celcoin atende seu segmento específico.
Celcoin: infraestrutura full stack para toda a jornada
A Celcoin oferece BaaS e Core Banking na mesma plataforma tecnológica, o que permite que empresas iniciem no BaaS e migrem para o Core Banking conforme crescem, sem trocar de fornecedor ou reconstruir integrações. A empresa opera com portfólio completo de licenças e tecnologia proprietária, oferecendo APIs modulares para que empresas possam prover serviços bancários completos, desde contas digitais PF e PJ, Pix, cartões e TED até liquidação, compliance e relatórios regulatórios automatizados. A plataforma atende desde startups em estágio inicial até instituições com operações financeiras complexas e grande base de clientes, mediando mais de R$ 30 bilhões em transações mensalmente para mais de 6 mil clientes.
A tabela a seguir resume como cada funcionalidade da Celcoin se traduz em benefícios concretos para sua operação.
|
Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
|
APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
|
Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
|
Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, melhorando o tempo para geração de receita e competitividade. |
|
Distribuição white-label e embutida (embedded) |
Suporte a produtos financeiros com marca própria. |
|
Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes, protegendo sua receita. |
|
Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferecer pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
|
Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, o que melhora conversão e retenção. |
|
Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
|
Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
|
Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs garantem melhor cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Explore a infraestrutura completa da Celcoin.
Perguntas frequentes
Qual é a diferença entre BaaS e Core Banking?
O BaaS (Banking as a Service) é o modelo pelo qual uma empresa sem licença regulatória própria oferece serviços financeiros, como contas digitais, Pix e cartões, utilizando a licença e a infraestrutura de um parceiro especializado. O Core Banking é a evolução desse modelo, uma infraestrutura bancária completa destinada a instituições que já possuem ou estão em processo de obtenção de licença própria, como uma Instituição de Pagamento (IP) ou uma Instituição Financeira (IF). No Core Banking, a empresa integra sua própria licença à plataforma tecnológica do parceiro, mantém controle regulatório direto e opera com maior autonomia. A Celcoin oferece os dois modelos na mesma plataforma, o que permite que uma empresa inicie no BaaS e migre para o Core Banking sem trocar de infraestrutura.
Quais são as principais obrigações regulatórias para operar contas digitais no Brasil em 2026?
As empresas que operam contas digitais no Brasil precisam observar a Resolução Conjunta nº 16/2025, que proíbe contas-bolsão e exige individualização de contas com rastreabilidade completa. Também é obrigatório cumprir a Lei 12.865/2013 e as Resoluções BCB nº 80, 81 e 96, que regulam a prevenção a fraudes e rastreabilidade de transações. As obrigações acessórias incluem o envio de relatórios como CCS, CADOCs, COSIF, DIMP e SCR ao Banco Central, além de obrigações tributárias junto à Receita Federal e, para operações com seguros, conformidade com normas da SUSEP. O prazo para adaptação às exigências da Resolução Conjunta nº 16/2025 vai até o final de 2026.
Quanto custa implementar uma solução de contas digitais via BaaS?
Os custos variam conforme o modelo de remuneração do provedor. Plataformas modernas tendem a adotar modelos centrados em transações, sem taxas de setup elevadas que criem barreiras de entrada significativas. Os custos totais de implementação incluem integração de APIs, adequação de processos internos de KYC e compliance e eventuais customizações de produto. A adoção de BaaS, em comparação com o desenvolvimento interno, elimina custos de obtenção de licença, construção de infraestrutura regulatória e manutenção de equipes especializadas em compliance bancário.
Quanto tempo leva para migrar de outra solução ou lançar do zero?
O tempo de implementação depende da complexidade da operação existente e da disponibilidade do time técnico da empresa. Fintechs em estágio inicial que partem do zero costumam lançar um MVP em seis a doze semanas utilizando BaaS. Migrações de sistemas legados ou operações mais complexas podem levar até três meses. A existência de documentação completa, SDKs e ambientes de sandbox por parte do provedor reduz esses prazos de forma significativa. A Celcoin disponibiliza equipe dedicada de suporte técnico para acompanhar tanto implementações do zero quanto processos de migração.
Como funciona o suporte técnico após a integração?
O suporte técnico pós-integração é um critério crítico na escolha de um provedor de BaaS ou de Core Banking. As empresas precisam avaliar a disponibilidade de acesso direto a especialistas, os SLAs de resposta a incidentes e a capacidade do provedor de acompanhar mudanças regulatórias sem interromper a operação. A Celcoin oferece suporte técnico e estratégico contínuo, com acesso direto aos decisores e atuação rápida na resolução de problemas, o que minimiza o impacto para os clientes finais da empresa parceira.
