Última atualização: 9 de agosto de 2026
Principais lições deste artigo
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O BaaS permite que uma fintech lance contas, cartões e Pix em semanas, sem precisar obter licença própria nem construir infraestrutura regulatória interna.
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A Resolução Conjunta nº 16/2025 elevou os requisitos de compliance e governança, o que torna a escolha de um provedor autorizado pelo Banco Central decisiva para reduzir riscos regulatórios.
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Os custos fixos de capital mínimo, entre R$ 9,2 milhões e R$ 14 milhões, e de equipes especializadas passam a ser custos variáveis por transação, o que reduz de forma relevante a barreira de entrada para startups.
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Usar uma plataforma full-stack como a da Celcoin permite migrar para licença própria sem trocar de tecnologia, mantendo APIs, integrações e relatórios regulatórios.
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Para acelerar o lançamento de produtos financeiros com segurança e conformidade regulatória, conheça a solução completa da Celcoin.
O que é Banking as a Service e por que ele mudou a partir de 2025?
O Banking as a Service passou por uma mudança regulatória relevante no Brasil em 2025. A Resolução Conjunta nº 16/2025 do Banco Central e do Conselho Monetário Nacional formalizou obrigações de governança, gestão de risco e compliance para provedores de BaaS, com prazo de adequação total até 31 de dezembro de 2026.
O ecossistema de pagamentos brasileiro amadureceu de forma acelerada e criou novas oportunidades para provedores de BaaS. O Pix processou cerca de 7,9 bilhões de transações por mês em dezembro de 2025, o que consolidou esse meio como principal trilho de pagamentos instantâneos do país. Esse volume ganhou ainda mais relevância com o lançamento do Pix Automático em junho de 2025, que adicionou débito recorrente com consentimento único e ampliou as possibilidades de produtos embarcados que fintechs podem oferecer via BaaS.
Vantagens de usar BaaS no Brasil para fintechs em 2026
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Reduzir o tempo de lançamento: com um parceiro de BaaS, uma fintech pode lançar uma conta digital funcional com Pix e cartão em semanas. O caminho com licença própria costuma levar de 18 a 36 meses para obter autorização e construir infraestrutura do zero.
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Diminuir o capital inicial: criar uma Instituição de Pagamento ou SCD para operar como banco digital no Brasil exige entre R$ 9,2 milhões e R$ 14 milhões em capital mínimo após as novas regras. O BaaS permite operar sem esse investimento regulatório inicial.
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Transformar custos fixos em variáveis: plataformas de BaaS convertem custos fixos de infraestrutura em custos variáveis com modelos SaaS baseados em uso, o que reduz a necessidade de grandes desembolsos de capital regulatório.
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Concentrar o compliance no provedor: sob a Resolução Conjunta nº 16/2025, a instituição provedora de BaaS assume responsabilidade primária pelo compliance regulatório, incluindo políticas de PLD/FT e processos de KYC.
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Acessar Pix e Open Finance de forma imediata: a combinação de Pix e Open Finance reduz fricções transacionais, o que torna pagamentos mais rápidos e o acesso a financiamentos mais eficiente para PMEs, plataformas de e-commerce e provedores de finanças embarcadas.
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Aproveitar um mercado em expansão: o mercado de BaaS na América do Sul deve crescer de USD 0,5 bilhão em 2026 para USD 1,5 bilhão em 2031, com CAGR de 23,70%, o que indica demanda crescente e espaço para posicionamento antecipado.
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Escalar sem reconstruir tecnologia: fintechs no mercado de BaaS da América do Sul crescem com arquiteturas nativas em API, que encurtam o tempo de lançamento e reduzem a necessidade de reescrever sistemas.
Essas vantagens tornam o BaaS atraente para fintechs em diferentes estágios. A viabilidade do modelo, porém, depende da estrutura de custos e do encaixe com a estratégia de crescimento.
Veja como o banking da Celcoin aplica esses benefícios ao seu modelo de negócio.
Quanto custa implementar BaaS no Brasil?
Os custos de implementação de BaaS no Brasil variam conforme o modelo de precificação do provedor e o volume transacional da empresa. A tabela a seguir mostra como o modelo BaaS converte investimentos fixos elevados em custos variáveis proporcionais ao crescimento, o que reduz as principais barreiras financeiras de entrada.
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Categoria |
Modelo tradicional (licença própria) |
Modelo BaaS |
|---|---|---|
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Setup inicial |
Baixo ou zero, com foco em transações |
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Tempo até o lançamento |
18 a 36 meses |
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Modelo de cobrança |
Fixo, com capital regulatório, equipes e TI |
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Compliance e relatórios |
Custo interno integral |
Incluído na infraestrutura do provedor |
A Celcoin adota um modelo de remuneração centrado em transações, sem criar barreiras de entrada significativas com taxas de setup elevadas. Esse modelo permite que startups em estágio inicial e empresas consolidadas usem a mesma infraestrutura e paguem de forma proporcional ao crescimento da operação.
Simule como esse modelo de custos variáveis se adapta ao seu volume transacional.
Novas regras do Banco Central para BaaS
A Resolução Conjunta nº 16/2025, datada em 28 de novembro de 2025 e publicada no DOU em 1º de dezembro de 2025, representa o marco regulatório mais relevante para o mercado de BaaS no Brasil. Os principais pontos são:
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Somente instituições autorizadas pelo Banco Central, como Sociedades de Crédito Direto, Instituições de Pagamento e bancos tradicionais ou digitais, podem oferecer BaaS legalmente no Brasil.
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A norma define requisitos de transparência e governança para provedores de BaaS, o que inclui controles internos e estrutura de gestão de riscos.
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A instituição provedora assume responsabilidade primária pelo compliance regulatório, com foco em políticas de PLD/FT e KYC.
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Mecanismos de auditoria mais robustos passam a ser exigidos para garantir que as empresas clientes operem em ambiente com menor risco de fraude.
Funcionalidades do Pix, como o registro de dispositivos definido pela IN 491/2024 e o Mecanismo Especial de Devolução aprimorado em fevereiro de 2026, aumentam a necessidade de orquestração contínua de KYC, device fingerprinting, detecção de vivacidade e análise comportamental entre os participantes de BaaS no Brasil.
A Celcoin, como Instituição de Pagamento autorizada pelo Banco Central, participante direta do Pix e Iniciadora de Pagamentos no Open Finance, já opera em conformidade com essas exigências. A empresa gerencia toda a complexidade regulatória, incluindo KYC, AML, relatórios CCS, CADOCs, COSIF, DIMP e BacenJud, para seus clientes.
BaaS x licença própria: tabela comparativa
A decisão entre BaaS e licença própria depende do estágio da empresa, do volume transacional e da estratégia de longo prazo. A tabela a seguir compara os dois modelos em critérios que impactam tempo de lançamento, custo de capital e flexibilidade operacional.
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Critério |
BaaS |
Licenças própria |
|---|---|---|
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Tempo de lançamento |
18 a 36 meses |
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Capital inicial |
Baixo, com custo variável por uso |
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Responsabilidade regulatória |
Centralizada no provedor |
Integral na própria empresa |
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Compliance PLD/FT e KYC |
Gerido pelo provedor |
Equipe interna dedicada |
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Escalabilidade tecnológica |
Imediata via APIs |
Dependente de desenvolvimento interno |
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Flexibilidade de produto |
Alta com APIs modulares |
Alta, com maior custo e prazo |
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Evolução para licença própria |
Possível sem troca de plataforma com provedor full-stack |
Já licenciado, com necessidade de Core Banking robusto |
A comparação mostra que o BaaS tende a reduzir tempo de lançamento e investimento inicial, enquanto a licença própria oferece maior autonomia regulatória desde o início. A escolha do caminho ideal depende da maturidade da operação e da capacidade de investir em capital e times internos.
Como escolher a melhor plataforma de BaaS para fintechs?
Oito critérios fundamentais ajudam a avaliar um provedor de BaaS em 2026, em ordem de impacto regulatório e operacional.
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Licenças regulatória própria: o provedor deve ser uma IP, SCD ou banco autorizado pelo Banco Central, conforme a Resolução Conjunta nº 16/2025. Sem essa autorização, a empresa cliente assume riscos regulatórios diretos.
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Cobertura de produtos: após confirmar a licença, verifique se contas PF e PJ, Pix, cartões pré e pós-pagos, TED, boleto, DDA e Open Finance estão disponíveis em uma única plataforma.
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Modelo de precificação transacional: priorize provedores sem taxas de setup elevadas e com cobrança proporcional ao volume de uso, o que melhora o controle de margem.
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Capacidade de evolução para Core Banking: a plataforma precisa suportar a migração para licença própria sem troca de tecnologia, o que reduz riscos de projeto em fases avançadas de crescimento.
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Qualidade das APIs e suporte ao desenvolvedor: documentação completa, SDKs e sandboxes encurtam ciclos de integração e diminuem custos de engenharia.
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Gestão automatizada de compliance: relatórios regulatórios como CCS, CADOCs, COSIF, DIMP e BacenJud devem ser gerados e enviados de forma automatizada.
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Prevenção de fraude integrada: monitoramento baseado em IA, autenticação robusta e KYC contínuo tornaram-se requisitos mínimos após as atualizações do Pix entre 2024 e 2026.
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Histórico comprovado de escala: avalie volume transacional processado e diversidade de clientes atendidos para medir a maturidade da operação.
A Celcoin processa mais de R$ 30 bilhões em transações mensalmente e atende milhares de clientes em diferentes segmentos, o que inclui fintechs, bancos digitais, ERPs e varejistas.
A tabela a seguir mostra como as principais funcionalidades da plataforma se convertem em benefícios concretos para esses critérios de seleção.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos e melhoram o tempo para geração de receita. |
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Distribuição white-label e embutida |
Suporte a produtos financeiros com marca própria, o que fortalece o relacionamento com o cliente final. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem, que mantém serviços funcionando mesmo em picos de volume. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferta de pagamentos e emissão de crédito que aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance que permitem ofertas personalizadas e melhoram conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados que reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta que reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs que ampliam cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
A Celcoin não oferece nenhum tipo de empréstimo para consumidores. A empresa fornece a infraestrutura tecnológica para que outras empresas ofertem produtos de crédito aos seus clientes.
Quando migrar para licença própria sem trocar de tecnologia?
A obtenção de licença própria, como a de IP junto ao Banco Central, torna-se viável quando a fintech atinge volume transacional e base de clientes que justificam o investimento regulatório. A migração também passa a fazer sentido quando a estratégia de negócio exige maior autonomia sobre produtos e precificação. Nesse momento de crescimento, surge um risco técnico relevante: a necessidade de trocar toda a plataforma tecnológica, o que gera custos de migração, instabilidade operacional e perda de tempo de mercado.
A Celcoin reduz esse risco com uma arquitetura full-stack que acompanha toda a jornada. A empresa começa operando sob a licença de IP da Celcoin no modelo BaaS e, ao obter sua própria licença, integra-a diretamente ao Core Banking da Celcoin. Esse caminho preserva a mesma base tecnológica, APIs, integrações e suporte. Alguns clientes concluem essa transição em cerca de uma semana, enquanto estruturas mais complexas podem levar até três meses.
Entenda como estruturar um plano de migração para licença própria com o banking da Celcoin.
Casos de uso reais de fintechs brasileiras
A Celcoin atende milhares de clientes em diferentes estágios e segmentos. Os exemplos a seguir ilustram como empresas de perfis distintos usam o BaaS e o Core Banking para executar suas estratégias.
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Fintechs e bancos digitais em crescimento: empresas como Neon, Zé Pagou, Cumbuca, Jota e Magie utilizam a infraestrutura da Celcoin para operar contas digitais, Pix, cartões e outros produtos financeiros com agilidade e conformidade regulatória.
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Grandes instituições financeiras com Core Banking: BTG Pactual, Banco Pan e PagSeguro utilizam o Core Banking da Celcoin para operar com suas próprias licenças, com infraestrutura moderna, relatórios regulatórios automatizados e escalabilidade transacional.
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ERPs com serviços financeiros embarcados: o PipeImob, ERP para imobiliárias e corretores, integrou serviços financeiros diretamente em sua plataforma por meio da infraestrutura da Celcoin e criou nova fonte de receita com maior retenção de clientes.
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Varejistas com finanças embarcadas: empresas como a Sky utilizam a plataforma para oferecer produtos financeiros com marca própria a seus clientes finais, sem necessidade de licença própria ou desenvolvimento interno.
Veja como o banking da Celcoin pode apoiar o seu caso de uso específico.
Perguntas frequentes
Quanto custa implementar BaaS no Brasil em 2026?
O custo varia conforme o provedor e o volume transacional da empresa. No modelo de BaaS da Celcoin, a remuneração é centrada em transações, sem taxas de setup elevadas que criam barreiras de entrada. Esse modelo contrasta com a alternativa de licença própria, que exige o capital mínimo de R$ 9,2 a 14 milhões mencionado anteriormente, além de investimentos em tecnologia e equipes especializadas. Para fintechs em estágio inicial, o BaaS tende a ser a rota de menor custo fixo e maior previsibilidade financeira.
O que muda com a Resolução Conjunta nº 16/2025 para quem usa BaaS?
A norma, datada em 28 de novembro de 2025 e publicada no DOU em 1º de dezembro de 2025, com prazo de adequação até 31 de dezembro de 2026, estabelece que apenas instituições autorizadas pelo Banco Central podem oferecer BaaS legalmente. A norma reforça requisitos de transparência e governança para os provedores e concentra a responsabilidade primária pelo compliance regulatório, incluindo PLD/FT, KYC e mecanismos de auditoria antifraude, na instituição provedora. Para empresas que usam BaaS, a escolha do provedor torna-se decisiva, pois um parceiro não autorizado ou sem estrutura de compliance adequada expõe a empresa a riscos regulatórios diretos.
É possível migrar de BaaS para licença própria sem trocar de plataforma tecnológica?
Sim, desde que o provedor de BaaS ofereça também Core Banking compatível com a integração de licenças próprias. A Celcoin permite esse caminho. A empresa começa operando sob a licença de IP da Celcoin e, ao obter sua própria autorização junto ao Banco Central, integra essa licença diretamente ao Core Banking da Celcoin. Esse modelo mantém APIs, integrações, relatórios regulatórios e suporte sem interrupção operacional. O tempo de migração varia de uma semana a três meses, conforme a complexidade da estrutura existente.
Como o Open Finance impacta o BaaS para fintechs brasileiras?
O Open Finance permite que fintechs acessem e transmitam dados financeiros com consentimento do usuário, o que viabiliza produtos mais personalizados, onboarding simplificado e concessão de crédito mais eficiente. No contexto do BaaS, a infraestrutura de Open Finance do provedor define a qualidade das integrações disponíveis. A Celcoin atua como Iniciadora de Pagamentos no Open Finance e oferece APIs para Pix e Open Finance com documentação completa, widget de jornada alinhado ao Guia UX do Banco Central e relatórios regulatórios automatizados, o que permite que seus clientes acessem todo o ecossistema com menos desenvolvimento adicional.
Quais produtos financeiros posso oferecer usando BaaS no Brasil?
Com a infraestrutura de BaaS da Celcoin, é possível oferecer contas digitais PF e PJ, Pix, transferências P2P, TED, saques e depósitos, pagamentos de contas, recargas, cartões pré e pós-pagos, DDA, remuneração de saldo e Open Finance. A infraestrutura também suporta a oferta de produtos de crédito por parte das empresas clientes. Conforme mencionado anteriormente, a Celcoin fornece apenas a infraestrutura para que empresas ofertem crédito e não concede empréstimos diretamente a consumidores.
Conclusão
O Banking as a Service permanece, em 2026, a rota mais rápida e de menor risco para fintechs brasileiras lançarem e escalarem produtos financeiros. A Resolução Conjunta nº 16/2025 elevou o padrão regulatório do setor, o que torna ainda mais crítica a escolha de um provedor autorizado, com compliance robusto e capacidade de acompanhar a evolução da empresa ao longo de toda a jornada regulatória, do primeiro produto ao Core Banking com licença própria, sem necessidade de reconstrução tecnológica.


