Vantagens do modelo BaaS para fintechs no Brasil

Vantagens do modelo BaaS para fintechs no Brasil

Última atualização: 4 de agosto de 2026

Principais lições deste artigo

  • O mercado de Banking as a Service no Brasil deve crescer de US$ 870 milhões em 2025 para US$ 1,78 bilhão até 2032, com CAGR de 23,70%.

  • A Resolução Conjunta nº 16/2025 e a Instrução Normativa BCB nº 754/2026 consolidaram o marco regulatório, com exigência de transparência e responsabilidade clara do provedor.

  • Uma empresa pode lançar produtos financeiros em semanas via Banking as a Service, sem necessidade de capital mínimo de R$ 12,4 milhões e de estrutura regulatória própria.

  • Os principais riscos do modelo, como dependência de fornecedor, custo variável e corresponsabilidade regulatória, podem ser mitigados com a escolha de um parceiro com histórico comprovado e APIs modulares.

  • Para implementar uma solução completa de Banking as a Service e Core Banking, acesse a plataforma da Celcoin.

O que é Banking as a Service e como ele se diferencia de Core Banking?

Banking as a Service é um modelo em que uma instituição autorizada pelo Banco Central do Brasil disponibiliza sua infraestrutura regulatória e tecnológica, com licenças, APIs, compliance e liquidação, para que empresas terceiras ofereçam serviços financeiros com marca própria sem obter licença própria.

O Core Banking é a camada de infraestrutura bancária completa utilizada por instituições que já possuem licença própria, como Instituição de Pagamento ou Instituição Financeira. Enquanto o Banking as a Service permite operar sob a licença do provedor, o Core Banking conecta a licença da própria empresa à infraestrutura tecnológica do parceiro. Essa distinção define o estágio regulatório da empresa e o nível de responsabilidade que ela assume perante o Banco Central.

A Resolução Conjunta nº 16/2025, publicada pelo Banco Central do Brasil e pelo Conselho Monetário Nacional em novembro de 2025, formalizou esse modelo. Essa norma estabelece que apenas instituições autorizadas pelo BCB, como Sociedades de Crédito Direto, Instituições de Pagamento e bancos, podem atuar como provedoras de Banking as a Service.

Como o modelo Banking as a Service funciona na prática?

O modelo de Banking as a Service organiza a operação em um fluxo claro de integração e responsabilidades compartilhadas entre provedor e empresa tomadora.

  • Integração via APIs: a empresa tomadora conecta seus sistemas ao provedor por meio de APIs modulares que cobrem contas digitais, Pix, cartões, TED, boletos e Open Finance. Essa etapa cria a base técnica para todas as operações seguintes.

  • KYC e onboarding: após a integração, a plataforma passa a processar clientes finais com fluxos de verificação de identidade e prevenção à lavagem de dinheiro, geridos pelo provedor autorizado, que mantém responsabilidade regulatória primária.

  • Liquidação e gestão de saldo: com os clientes onboardados, o provedor opera a infraestrutura de liquidação conectada ao Sistema de Pagamentos Brasileiro e à Rede do Sistema Financeiro Nacional, garantindo o processamento e o registro correto de cada transação.

  • Relatórios regulatórios: em paralelo à operação diária, DIMP, CADOCs, CCS, COSIF e demais obrigações acessórias são gerados e enviados automaticamente pelo provedor ao Banco Central, o que mantém a conformidade contínua sem necessidade de intervenção manual.

Veja como o banking da Celcoin implementa essa infraestrutura na prática.

Panorama regulatório atualizado para 2026

O ambiente regulatório do Banking as a Service no Brasil passou por mudanças relevantes entre 2024 e 2026, o que aumentou a segurança jurídica para empresas que usam esse modelo.

A Resolução Conjunta nº 16/2025 é o principal marco. Essa norma proíbe modelos white-label que ocultam a identidade da instituição provedora do cliente final, exige que o provedor seja claramente identificado em todos os canais, contratos e instrumentos de pagamento e centraliza a responsabilidade regulatória no provedor autorizado. Os serviços cobertos incluem abertura e manutenção de contas, serviços de pagamento, credenciamento de instrumentos de pagamento e operações de crédito.

Em complemento, a Instrução Normativa BCB nº 754, de 1º de julho de 2026 determina que as instituições autorizadas pelo BCB registrem informações sobre as entidades tomadoras de Banking as a Service no sistema Unicad.

O prazo final de adequação para operações já existentes é 31 de dezembro de 2026. Operações não conformes após essa data ficam sujeitas a sanções que podem incluir advertências, multas e até revogação da autorização de funcionamento.

Principais vantagens do Banking as a Service quantificadas

O modelo de Banking as a Service gera ganhos mensuráveis em tempo, custo e foco de operação.

  • Velocidade de go-to-market: obter uma licença de Instituição de Pagamento junto ao Banco Central exige capital mínimo de R$ 12,4 milhões para IPs sem participação no Pix, sem previsibilidade de prazo ou de custos de tecnologia. Com Banking as a Service, um projeto pode entrar em produção em poucas semanas.

  • Custo de oportunidade: atrasos no lançamento podem representar perda relevante de receita, conforme a projeção de crescimento do produto.

  • Redução de barreiras regulatórias: compliance, KYC, PLD/FT e relatórios ao BCB ficam sob responsabilidade do provedor autorizado, o que elimina a necessidade de criar uma área regulatória interna do zero.

  • Ter escalabilidade: a infraestrutura do provedor absorve o crescimento de volume transacional sem exigir investimentos proporcionais em tecnologia própria.

  • Foco no produto: equipes de produto e tecnologia concentram esforços na experiência do cliente final, não na manutenção de infraestrutura bancária.

Riscos reais do modelo e como mitigá-los

O modelo de Banking as a Service também apresenta riscos específicos, que exigem gestão ativa para preservar os benefícios de velocidade e flexibilidade.

  • Dependência de fornecedor: a operação fica sujeita ao roadmap, aos SLAs e à estabilidade do provedor. A mitigação envolve escolher um parceiro com histórico comprovado de uptime, suporte técnico especializado e acesso direto a decisores.

  • Custo recorrente variável: o modelo de remuneração baseado em transações tende a ser vantajoso no início, mas pode pressionar margens em volumes elevados. A avaliação prévia do modelo de precificação do provedor em diferentes cenários de volume é essencial.

  • Risco regulatório compartilhado: sob a Resolução Conjunta nº 16/2025, a responsabilidade regulatória primária recai sobre o provedor, mas a entidade tomadora mantém co-responsabilidade e pode sofrer sanções do BCB em caso de não conformidade.

  • Limitação de customização: fintechs ficam restritas às APIs e ao roadmap do parceiro. A escolha de um provedor com APIs modulares e documentação abrangente reduz esse risco e amplia as possibilidades de produto.

Critérios objetivos para escolha de parceiro Banking as a Service

A escolha do provedor de Banking as a Service influencia diretamente a qualidade da operação, o tempo de lançamento e o risco regulatório.

  • Qualidade e abrangência da documentação de APIs, SDKs e ambientes de sandbox

  • Histórico de uptime e capacidade de processamento transacional em volume

  • Reputação junto ao Banco Central e aderência à Resolução Conjunta nº 16/2025

  • Capacidades nativas de detecção de fraude e monitoramento baseado em IA

  • Existência de roadmap de migração para licença própria sem troca de plataforma

  • Modelo de precificação transparente e alinhado ao volume projetado

  • Suporte técnico com acesso direto a decisores e tempo de resposta documentado

Cenários de uso por tipo de empresa

O modelo de Banking as a Service atende perfis diferentes de empresas, com jornadas específicas de uso e crescimento.

Fintechs e bancos digitais em fase de lançamento: utilizam o Banking as a Service para entrar no mercado em semanas, operar sob licença do provedor e focar no desenvolvimento do produto. Quando atingem escala e decidem obter licença própria, migram para o Core Banking do mesmo parceiro sem reconstruir a infraestrutura.

ERPs: integram serviços financeiros diretamente em suas plataformas de gestão, com contas digitais, Pix, boletos e cartões. Essa integração cria nova linha de receita, aumenta a retenção de clientes e diferencia o produto no mercado sem necessidade de licenças ou de infraestrutura própria.

Varejistas de grande porte: lançam produtos financeiros com marca própria, como cartões, contas digitais e programas de fidelidade com componente financeiro. Esses varejistas usam a infraestrutura do provedor para modernizar a oferta ao cliente final sem depender de arquiteturas legadas fragmentadas.

Explore a solução de banking da Celcoin para o seu segmento.

A solução full-stack da Celcoin

O banking da Celcoin oferece portfólio completo de licenças e tecnologia proprietária, o que permite atender empresas em todos os estágios da jornada de serviços financeiros.

Para empresas sem licença própria, o Banking as a Service do banking da Celcoin fornece infraestrutura regulatória e tecnológica completa, com contas digitais PF e PJ, Pix, TED, cartões pré e pós-pagos, boletos, DDA, Open Finance, remuneração de saldo e relatórios regulatórios automatizados. Para empresas já licenciadas, o Core Banking do banking da Celcoin integra a licença própria à mesma infraestrutura, com eficiência operacional, conformidade contínua e escalabilidade sem reconstrução de sistemas.

O banking da Celcoin media mais de R$ 30 bilhões em transações mensalmente e atende mais de 6 mil clientes, incluindo fintechs, bancos digitais, ERPs e varejistas. Como mencionado anteriormente, a Celcoin fornece infraestrutura para emissão de crédito B2B2C, não empréstimos diretos ao consumidor.

A tabela a seguir resume as principais funcionalidades do banking da Celcoin e o impacto direto de cada uma no resultado operacional da sua empresa.

Funcionalidade da Celcoin

Benefício para sua empresa

APIs modulares

Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento.

Experiência e suporte ao desenvolvedor

Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia.

Capacidade de lançamento rápido

Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, com melhoria do tempo para geração de receita e competitividade.

Distribuição white-label e embutida

Suporte a produtos financeiros com marca própria.

Escalabilidade com confiabilidade

Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes, o que protege sua receita com confiança.

Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito

Oferecer pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização.

Acesso a dados e personalização

Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, com melhoria de conversão e retenção.

Compliance e conformidade como princípio

KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas.

Prevenção de fraude e controles de risco

Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória.

Força do ecossistema de parceiros da Celcoin

Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs garantem melhor cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado.

Perguntas frequentes sobre Banking as a Service

Quanto custa implementar uma solução de Banking as a Service no Brasil em 2026?

O modelo de Banking as a Service reduz o custo de setup elevado característico do desenvolvimento próprio. A Celcoin adota remuneração centrada em transações, sem barreiras de entrada significativas. O custo total depende do volume transacionado e dos módulos utilizados, como contas, cartões, Pix, Open Finance e outros. Esse modelo tende a ser mais vantajoso para empresas em fase de lançamento, pois os custos crescem de forma proporcional à receita gerada.

Qual é o prazo de implementação do Banking as a Service da Celcoin?

O prazo de implementação varia conforme a complexidade do projeto e a maturidade tecnológica da empresa. MVPs simples podem entrar em produção em semanas. Soluções com múltiplos produtos financeiros e integrações mais complexas podem levar até três meses. A Celcoin disponibiliza documentação de APIs, SDKs e ambientes de sandbox que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia.

O que muda com a Resolução Conjunta nº 16/2025 para quem já opera via Banking as a Service?

A norma exige que o provedor autorizado seja claramente identificado em todos os canais, contratos e instrumentos de pagamento, o que torna inviáveis modelos que ocultavam a identidade da instituição provedora do cliente final. O provedor passa a ter responsabilidade regulatória primária e indivisível perante o Banco Central, incluindo KYC, PLD/FT e prevenção a fraudes. Operações existentes têm até 31 de dezembro de 2026 para se adequar. Novos entrantes já precisam iniciar em conformidade.

É possível migrar do Banking as a Service para licença própria sem trocar de plataforma?

Sim. A Celcoin oferece essa jornada contínua. Empresas que iniciam no Banking as a Service sob a licença da Celcoin podem, ao obter sua própria licença de Instituição de Pagamento ou Instituição Financeira, migrar para o Core Banking da Celcoin mantendo a mesma base tecnológica, APIs, integrações e suporte. Essa abordagem elimina o risco de retrabalho técnico e preserva a continuidade operacional durante a transição regulatória.

Quais obrigações regulatórias o Banking as a Service da Celcoin cobre?

A infraestrutura da Celcoin cobre as principais obrigações acessórias exigidas pelo Banco Central, Receita Federal e SUSEP, incluindo DIMP, CADOCs, CCS, COSIF, SCR e relatórios tributários. O provedor mantém conexão direta com o SPB e a RSFN, o que garante liquidação e reporte automatizados. A entidade tomadora mantém co-responsabilidade regulatória e precisa implementar controles internos, monitoramento contínuo e fluxos de consentimento em linha com a LGPD.

Conclusão

O modelo de Banking as a Service continua sendo uma rota eficiente para fintechs, bancos digitais, ERPs e varejistas que precisam lançar produtos financeiros com velocidade, conformidade e custo controlado no Brasil em 2026.

A Resolução Conjunta nº 16/2025 e a Instrução Normativa BCB nº 754/2026 consolidaram o marco regulatório do setor, com clareza de responsabilidades e maior segurança jurídica para todos os participantes. O diferencial decisivo na escolha do parceiro está na capacidade de acompanhar a empresa em toda a jornada, do Banking as a Service ao Core Banking com licença própria, sem troca de plataforma, sem retrabalho e com suporte especializado em cada etapa.

Conheça a plataforma completa do banking da Celcoin para Banking as a Service e Core Banking.