Vantagens do modelo BaaS para fintechs no Brasil

Vantagens do modelo BaaS para fintechs no Brasil em 2026

Última atualização: 2 de agosto de 2026

Principais lições deste artigo

  • A Resolução Conjunta CMN/BCB nº 16/2025 criou o primeiro marco regulatório específico para Banking as a Service no Brasil, com papéis claros entre prestadora, tomadora e cliente final.

  • O modelo permite lançar produtos financeiros em semanas, com custo inicial e de capital regulatório muito inferiores ao de obter licença própria.

  • Após a resolução, contas-bolsão estão proibidas e cada usuário deve ter conta individualizada junto à instituição autorizada.

  • Escolher uma prestadora com licença ativa, APIs modulares e roadmap de migração para Core Banking reduz riscos de lock-in e facilita o crescimento futuro.

  • Para implementar uma solução completa de Banking as a Service e Core Banking na mesma plataforma, conheça a plataforma da Celcoin.

O que é BaaS e como o Banco Central regula o modelo?

Banking as a Service é o modelo em que uma empresa não regulada oferece produtos financeiros, como contas digitais, cartões, Pix e crédito, utilizando a licença e a infraestrutura de uma instituição autorizada pelo Banco Central. A Resolução Conjunta nº 16/2025 formalizou três papéis distintos nessa cadeia:

  • Instituição prestadora: sempre autorizada pelo Bacen, detém a licença e responde integralmente pelas obrigações regulatórias, incluindo KYC e controles de PLD-FT.

  • Entidade tomadora: empresa não regulada que distribui os serviços financeiros sob contrato com a prestadora.

  • Cliente final ou usuário: pessoa física ou jurídica que utiliza os produtos oferecidos pela tomadora.

A diferença central em relação à licença própria é que, no Banking as a Service, a tomadora não se torna uma instituição financeira autorizada. Ela opera sob o guarda-chuva regulatório da prestadora, com responsabilidade contratual clara e prazo de adequação definido.

Como o modelo BaaS funciona na prática?

A integração ocorre via APIs RESTful documentadas, que conectam a tomadora aos módulos de onboarding, KYC, liquidação, relatórios regulatórios e conectividade com o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) fornecidos pela prestadora. Com essa infraestrutura disponível, a tomadora se concentra em construir a experiência do usuário final e a proposta de valor do produto. Do ponto de vista financeiro, após a Resolução nº 16/2025, o fluxo deve ser direto entre o cliente final e a prestadora, e contas-bolsão estão expressamente proibidas, o que exige que cada usuário tenha conta individualizada junto à instituição autorizada. O Open Finance permite que dados financeiros consentidos pelo usuário enriqueçam a personalização de produtos, desde análise de crédito até onboarding simplificado.

Panorama regulatório atualizado (2024–2025)

A Resolução Conjunta nº 16/2025 estabelece quatro categorias taxativas de serviços permitidos no modelo Banking as a Service:

  1. Abertura, manutenção e encerramento de contas de depósito e de pagamento.

  2. Serviços de pagamento vinculados a essas contas.

  3. Serviços de credenciamento.

  4. Operações de crédito.

Fintechs com capital abaixo de R$ 12,4 milhões (IP sem Pix) ou R$ 14 milhões (SCD) são direcionadas ao modelo de tomadora de Banking as a Service, enquanto empresas com capitalização suficiente podem buscar licença própria. Contratos existentes devem ser adaptados até 31/12/2026, e novos contratos precisam estar em conformidade desde a assinatura. A tomadora não pode usar termos como “banco” ou “financeira” na razão social e deve assinar declaração de responsabilidade criminal pelos atos praticados.

Com esse novo marco regulatório definido, empresas que buscam operar sob o modelo Banking as a Service precisam escolher uma prestadora que já esteja em conformidade com todas essas exigências. Conheça uma prestadora que já opera em conformidade com a Resolução nº 16/2025.

Principais vantagens do BaaS para fintechs

Os dados de mercado e de implementação disponíveis para 2025–2026 permitem quantificar as principais vantagens do modelo:

  • Tempo de lançamento: Banking as a Service permite lançar um MVP com contas digitais, Pix, transferências e cartões virtuais em poucas semanas. A alternativa de construir infraestrutura própria com licença do Bacen costuma levar de 24 a 36 meses.

  • Custo de setup: O investimento no primeiro ano via Banking as a Service é inferior ao necessário para construir um banco do zero, que exige recursos significativos em tecnologia e estrutura regulatória no mesmo período.

  • Custo de capital regulatório: A tomadora opera com capital inicial próximo de zero, pois não precisa aportar o mínimo exigido pelo Bacen para autorização como Instituição de Pagamento.

  • Custo de oportunidade: Buscar licença própria pode gerar atrasos relevantes no lançamento, com perda de receita potencial para a fintech.

  • Transferência do ônus de compliance: KYC, AML, relatórios regulatórios, PCI DSS e conectividade com o SPB ficam sob responsabilidade da prestadora, o que reduz a necessidade de equipes internas dedicadas.

  • Ter escalabilidade: Arquiteturas cloud-native permitem crescimento horizontal sem reconstrução de infraestrutura, acompanhando o volume transacional da tomadora.

O mercado brasileiro de Banking as a Service tem apresentado crescimento consistente, com fintechs e neobanks representando parcela importante do volume.

Riscos reais e como mitigá-los

O modelo Banking as a Service apresenta riscos concretos que precisam de gestão ativa:

As principais estratégias de mitigação incluem escolher uma prestadora com roadmap claro de migração para licença própria, exigir SLAs de uptime documentados e planejar a evolução para Core Banking na mesma plataforma, o que elimina a necessidade de re-homologação completa ao crescer.

Critérios objetivos para escolher um parceiro de BaaS

A seleção do parceiro de Banking as a Service deve considerar critérios objetivos que impactam diretamente a operação:

  • Licença de Instituição de Pagamento ativa e participação direta no SPI e DICT para operações Pix.

  • Cobertura das quatro categorias taxativas da Resolução nº 16/2025 com contratos já adaptados.

  • Roadmap documentado de migração para licença própria sem troca de plataforma tecnológica.

  • APIs modulares com documentação, SDKs e sandbox para reduzir ciclos de integração.

  • SLAs de uptime definidos e monitoramento baseado em IA para prevenção de fraudes.

  • Suporte especializado com acesso direto a decisores e equipe dedicada de implementação.

  • Cobertura de relatórios regulatórios automatizados, como CCS, CADOCs, COSIF, DIMP e outros.

Veja como a Celcoin atende a todos esses critérios em uma única plataforma.

Celcoin: infraestrutura completa de BaaS e Core Banking na mesma plataforma

A Celcoin opera com portfólio completo de licenças e tecnologia proprietária, oferecendo APIs modulares para que empresas provejam serviços bancários completos, de contas digitais e cartões até liquidação, compliance e relatórios regulatórios. Empresas de diferentes segmentos podem iniciar utilizando as licenças da Celcoin no modelo Banking as a Service e, posteriormente, migrar para licença própria com o Core Banking, mantendo a mesma base tecnológica. A Celcoin medeia mais de R$ 30 bilhões em transações mensalmente e atende mais de 6 mil clientes.

A Celcoin não oferece nenhum tipo de empréstimo para consumidores. A Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes.

A tabela a seguir resume as principais funcionalidades da plataforma Celcoin e os benefícios diretos que cada uma oferece para sua operação:

Funcionalidade da Celcoin

Benefício para sua empresa

APIs modulares

Integrações mais rápidas, reduzindo custos e prazos de desenvolvimento.

Experiência e suporte ao desenvolvedor

Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia.

Capacidade de lançamento rápido

Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, melhorando o tempo para geração de receita e competitividade.

Distribuição white-label e embutida (embedded)

Suporte a produtos financeiros com marca própria.

Escalabilidade com confiabilidade

Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes, protegendo sua receita com confiança.

Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito

Oferecer pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização.

Acesso a dados e personalização

Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, melhorando conversão e retenção.

Compliance e conformidade como princípio

KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas.

Prevenção de fraude e controles de risco

Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória.

Força do ecossistema de parceiros da Celcoin

Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs garantem melhor cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado.

Agende uma demonstração da plataforma Celcoin para sua empresa.

Perguntas frequentes sobre BaaS

Quanto custa implementar uma solução de BaaS no Brasil em 2026?

Os custos variam conforme o escopo do projeto e o volume transacional projetado. O setup inicial situa-se tipicamente entre R$ 15 mil e R$ 150 mil, dependendo da complexidade da integração e dos módulos contratados. A partir daí, o modelo de precificação combina uma mensalidade de infraestrutura, em formato de SaaS fee, com uma participação variável sobre o volume transacionado. No primeiro ano, o total investido via Banking as a Service costuma ser uma fração do custo de construir infraestrutura própria, que pode demandar valores elevados em capital regulatório e tecnologia.

Quais são as obrigações da tomadora de BaaS após a Resolução Conjunta nº 16/2025?

A tomadora deve formalizar contrato com a prestadora autorizada pelo Bacen, adaptar contratos existentes até 31 de dezembro de 2026 e operar exclusivamente dentro das quatro categorias taxativas de serviços definidas pela resolução: contas de depósito e pagamento, serviços de pagamento vinculados, credenciamento e operações de crédito. A tomadora não pode usar termos como “banco” ou “financeira” na razão social, não pode cobrar tarifas diretamente dos clientes finais pelos serviços regulados e deve assinar declaração de responsabilidade criminal. O KYC e os controles de PLD-FT são responsabilidade exclusiva da prestadora, mas a tomadora responde pelas obrigações de LGPD e Código de Defesa do Consumidor.

É possível migrar do BaaS para licença própria sem trocar de plataforma tecnológica?

Sim. A Resolução Conjunta nº 16/2025 permite que uma fintech inicie como tomadora de Banking as a Service e, posteriormente, obtenha sua própria licença de Instituição de Pagamento ou SCD sem precisar encerrar o contrato de Banking as a Service durante a transição. Na prática, a migração é mais fluida quando a prestadora de Banking as a Service também oferece Core Banking. Nesse caso, a fintech mantém a mesma base tecnológica, os mesmos processos de compliance e o mesmo suporte, apenas integrando sua nova licença à infraestrutura já operacional. Essa abordagem elimina o risco de re-homologação completa com bandeiras de cartão e sistemas de liquidação, reduzindo o tempo e o custo da transição.

Por que as contas-bolsão foram proibidas e qual o impacto para fintechs?

Contas-bolsão são estruturas em que recursos de múltiplos clientes finais ficam agrupados em uma única conta da tomadora, sem individualização por usuário. O Banco Central proibiu esse modelo porque ele mistura patrimônio de clientes distintos, dificulta a rastreabilidade de fluxos financeiros, compromete os controles de PLD-FT e cria risco sistêmico em caso de insolvência da tomadora. A partir da Resolução Conjunta nº 16/2025 e da Resolução BCB nº 518/2025, o fluxo financeiro deve ser direto entre o cliente final e a prestadora autorizada. Fintechs que ainda operam com esse modelo precisam adequar suas estruturas até 31 de dezembro de 2026, sob risco de sanções do Bacen e interrupção operacional.

O BaaS é adequado para ERPs e varejistas, ou apenas para fintechs?

O modelo Banking as a Service é aplicável a qualquer empresa que queira oferecer serviços financeiros aos seus clientes sem obter licença própria, o que inclui ERPs, varejistas de grande porte, marketplaces e plataformas de gestão. Para um ERP, integrar contas digitais, Pix e pagamentos diretamente na plataforma de gestão aumenta a retenção de clientes, cria nova linha de receita e diferencia o produto no mercado. Para um varejista, o Banking as a Service viabiliza cartões com marca própria, programas de fidelidade com saldo remunerado e financiamento no ponto de venda, sem a complexidade de montar uma estrutura regulatória interna. A chave é escolher uma prestadora que cubra toda a jornada, do Banking as a Service inicial ao Core Banking quando o volume justificar a obtenção de licença própria.