Última atualização: 19 de julho de 2026
Principais lições deste artigo
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O mercado brasileiro de banking as a service cresce rapidamente, impulsionado pelo open finance e pelo Pix, o que eleva a demanda por plataformas de crédito com ampla variedade de produtos.
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A Resolução Conjunta BCB/CMN nº 16/2025 estabeleceu o primeiro marco regulatório específico para BaaS no Brasil, legitimando operações de crédito e concentrando a responsabilidade no provedor licenciado.
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Empresas que fragmentam fornecedores de infraestrutura de crédito enfrentam maior risco regulatório, menor velocidade de lançamento e dificuldade de escalar operações com rastreabilidade adequada.
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Uma plataforma full-stack e neutra, com APIs modulares e múltiplas modalidades de crédito, reduz o tempo de entrada no mercado e amplia as fontes de receita.
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Com licenças SCD e IP, a Celcoin oferece infraestrutura completa e neutra para toda a jornada de crédito; conheça a infraestrutura completa da Celcoin.
O que é Credit as a Service e como funciona?
Credit as a Service (CaaS) é um modelo em que uma empresa acessa, via API, a infraestrutura tecnológica e regulatória de um provedor licenciado para oferecer produtos de crédito aos seus clientes, sem precisar construir essa estrutura internamente nem obter licenças próprias em um primeiro momento.
Os agentes centrais do modelo são o originador, o provedor de infraestrutura, a gestora de fundos e o tomador final. O originador é a empresa que capta o tomador de crédito. O provedor de infraestrutura detém as licenças e a tecnologia. A gestora de fundos provê o capital. O tomador final contrata o crédito. Alguns conceitos regulatórios sustentam esse arranjo:
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SCD (Sociedade de Crédito Direto): licença do Banco Central que autoriza a concessão de crédito com recursos próprios ou de fundos, sem captação de depósitos do público.
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IP (Instituição de Pagamento): licença que autoriza serviços de pagamento e conta de pagamento e, dentro do marco da Resolução Conjunta nº 16/2025, operações de crédito no escopo do BaaS regulado.
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CCB (Cédula de Crédito Bancário): instrumento jurídico que formaliza a operação de crédito e confere segurança legal à transação.
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Open finance: sistema que permite o compartilhamento de dados financeiros consentidos entre instituições, o que viabiliza avaliações de risco mais precisas.
Como o modelo opera na prática?
Com esses conceitos regulatórios estabelecidos, a jornada de crédito em um modelo de crédito como serviço percorre etapas integradas que conectam originação, formalização, funding e cobrança.
Na originação, a empresa cliente coleta dados do tomador e aciona o motor de crédito do provedor para avaliação de score e simulação de condições. Após a aprovação, o provedor emite a CCB de forma automatizada e formaliza o contrato com validade jurídica. O funding ocorre de forma integrada com gestoras de fundos ou veículos de investimento trazidos pelo cliente. Na etapa de cobrança, a plataforma gerencia parcelas, liquidações e inadimplência com rastreabilidade de cada pagamento.
Via integração por API, uma empresa não financeira implementa serviços de crédito em menos tempo e com menor custo do que ao buscar licença própria do Banco Central. Conforme estabelecido pela Resolução Conjunta nº 16/2025, os fluxos financeiros devem transitar diretamente entre o cliente e o provedor licenciado, o que reforça a transparência das operações.
Panorama do ecossistema e tendências de embedded finance
O mercado de banking as a service na América do Sul concentra grande parte da demanda de usuários finais em fintechs, enquanto grandes empresas respondem pela maior fatia de volume transacionado. PMEs formam o segmento de crescimento mais acelerado, impulsionado por onboarding simplificado e crédito embutido em jornadas digitais.
A neutralidade do provedor tornou-se exigência operacional, sobretudo para gestoras de fundos. Uma plataforma que favorece determinadas gestoras em detrimento de outras compromete a competitividade das taxas e a qualidade da originação. Varejistas demandam integração de buy now pay later e crédito consignado diretamente no checkout. ERPs buscam APIs que se conectem a sistemas legados sem reescrever arquiteturas inteiras. O Banco Central aprofunda a supervisão de riscos em parcerias tecnológicas, o que torna a escolha do provedor uma decisão estratégica de compliance.
Critérios objetivos para escolher uma plataforma de crédito como serviço
A variedade de modalidades de crédito suportadas é o primeiro critério de avaliação, porque define o potencial de receita e o alcance de público. A tabela abaixo apresenta as principais modalidades relevantes para o mercado brasileiro e os perfis de empresa que mais as demandam:
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Modalidade de crédito |
Perfil de empresa demandante |
Requisito regulatório central |
|---|---|---|
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Buy now pay later |
Varejistas, marketplaces, ERPs |
SCD ou IP licenciada pelo provedor |
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Crédito consignado público e privado |
Fintechs, correspondentes bancários, varejistas |
Convênios com órgãos públicos e empresas privadas |
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Crédito com e sem garantia |
Fintechs, bancos digitais |
SCD, emissão de CCB |
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Antecipação de recebíveis |
Gestoras de fundos, originadores, ERPs |
Registro de recebíveis, SCD ou FIDC |
Além da variedade de produtos, os critérios de seleção de uma plataforma de crédito como serviço formam um conjunto integrado de capacidades técnicas e operacionais:
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Neutralidade: o provedor não deve competir com gestoras de fundos parceiras nem favorecer nenhuma delas, o que garante acesso equitativo às melhores oportunidades de originação.
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Licenças próprias: a presença de SCD e IP no provedor elimina a necessidade de o cliente obter licença própria nas fases iniciais e acelera o tempo de entrada no mercado.
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APIs modulares e documentação: SDKs, sandboxes e documentação técnica completa reduzem o tempo de integração e os custos de engenharia.
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White-label: a capacidade de oferecer produtos financeiros com a marca do cliente preserva a experiência do usuário e fortalece a relação com a base.
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Escalabilidade e disponibilidade: uma infraestrutura em nuvem com alta disponibilidade protege a receita em picos de volume e acompanha o crescimento da operação.
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Compliance integrado: KYC, AML e rastreabilidade de operações reduzem risco regulatório e simplificam auditorias.
Veja como a Celcoin atende a todos esses critérios.
Erros comuns na escolha de infraestrutura de crédito
Subestimar a importância da neutralidade é o erro mais frequente entre gestoras de fundos. Ao escolher um provedor que também atua como credor ou que favorece parceiros específicos, a gestora perde acesso às melhores taxas de originação e compromete a governança da carteira.
Fragmentar fornecedores é outro erro recorrente. Empresas que contratam um provedor para buy now pay later, outro para consignado e um terceiro para antecipação de recebíveis acumulam complexidade operacional, aumentam custos de integração e criam pontos cegos de rastreabilidade. A Resolução Conjunta nº 16/2025 exige que os fluxos financeiros sejam diretos e rastreáveis, o que torna a fragmentação um risco regulatório concreto.
Ignorar rastreabilidade e governança de documentos é um erro crítico para originadores e gestoras. Operações sem registro adequado de CCBs e sem padronização de documentos vindos de múltiplos originadores elevam o custo de auditoria e reduzem a atratividade da carteira para investidores.
Variações por perfil de empresa
Fintechs e bancos digitais priorizam velocidade de lançamento e acesso a licenças sem o custo de obtenção própria. A infraestrutura CaaS permite que uma fintech sem SCD própria emita CCBs formalizadas e estruture operações com investidores desde o início, concentrando esforços no desenvolvimento de produto e na aquisição de clientes.
Varejistas de grande porte buscam integração de crédito no checkout para ampliar conversão e receita. Modalidades como buy now pay later e crédito consignado privado, entregues via white-label, transformam a operação de crédito em uma fonte de receita adicional sem exigir a construção de infraestrutura financeira própria.
Gestoras de fundos e originadores necessitam de uma plataforma neutra que conecte originadores qualificados a investidores em ambiente padronizado e seguro. A capacidade de registrar recebíveis, emitir instrumentos formais com agilidade e gerenciar ativamente a carteira reduz o risco jurídico e melhora a eficiência de reporte a cotistas.
Celcoin: infraestrutura full-stack neutra para toda a jornada de crédito
A Celcoin oferece infraestrutura tecnológica e financeira full-stack para toda a jornada de crédito, da originação à cobrança, passando por formalização, gerenciamento e integração com gestoras de fundos. A plataforma opera com licenças de Instituição de Pagamento (IP) e Sociedade de Crédito Direto (SCD), é participante direta no Pix e atua como iniciadora de pagamentos no open finance.
A Celcoin não oferece nenhum tipo de empréstimo para consumidores. A Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes.
As modalidades de crédito suportadas pela plataforma incluem buy now pay later, crédito consignado público e privado, crédito com e sem garantia, antecipação de recebíveis e produtos customizados. A neutralidade é um princípio operacional, e a Celcoin não favorece nenhuma gestora de fundos parceira, o que garante equidade na originação e acesso às melhores taxas para todos os participantes. A plataforma atende mais de 6 mil clientes, entre originadores, correspondentes bancários, gestoras de fundos, fintechs de crédito, varejistas e ERPs, mediando volume expressivo de transações mensalmente.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos e melhoram o tempo para geração de receita. |
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Distribuição white-label e embutida |
Suporte a produtos financeiros com marca própria em jornadas digitais existentes. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando em altos volumes e protege a receita. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferta combinada de pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via open finance permitem ofertas personalizadas e melhoram conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs garantem melhor cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Explore as funcionalidades da plataforma da Celcoin.
Perguntas frequentes
O que diferencia uma plataforma de Credit as a Service com maior variedade de produtos?
Uma plataforma com maior variedade de produtos suporta múltiplas modalidades de crédito, como buy now pay later, consignado público e privado, crédito com e sem garantia e antecipação de recebíveis, em uma única integração. Essa abrangência elimina a necessidade de múltiplos fornecedores, reduz a complexidade operacional e permite que a empresa cliente lance novos produtos de crédito sem reescrever integrações. A variedade também amplia o público atendível e as fontes de receita da empresa.
Como a Resolução Conjunta nº 16/2025 impacta empresas que querem oferecer crédito?
A Resolução de 2025 criou o primeiro marco regulatório específico para BaaS no Brasil e autorizou operações de crédito dentro do escopo regulado. A responsabilidade regulatória recai integralmente sobre o provedor licenciado, não sobre a empresa cliente. Varejistas, ERPs e fintechs podem oferecer crédito utilizando a licença do provedor, desde que o contrato de BaaS esteja em conformidade com a norma. Contratos existentes tinham até 31 de dezembro de 2026 para se adequar.
Uma fintech sem licença própria pode oferecer crédito via CaaS?
Uma fintech sem licença própria pode oferecer crédito via CaaS utilizando a licença de SCD ou IP do provedor de infraestrutura para formalizar operações de crédito, emitir CCBs e estruturar operações com investidores. Quando a fintech obtém sua própria licença, ela pode continuar utilizando a infraestrutura do provedor para originação, formalização, gestão de carteira e cobrança, sem precisar construir essa estrutura internamente.
O que é neutralidade em uma plataforma de crédito e por que ela importa para gestoras de fundos?
Neutralidade, conforme descrito nos critérios de seleção, é especialmente crítica para gestoras porque elimina conflitos de interesse na distribuição de operações. Um provedor não neutro pode direcionar as melhores oportunidades para gestoras com as quais mantém relacionamento preferencial, o que compromete a rentabilidade e a governança da carteira das demais.
Quais modalidades de crédito a solução de crédito da Celcoin suporta?
A solução de crédito da Celcoin cobre todas as principais modalidades mencionadas ao longo do artigo, como buy now pay later, consignado, crédito garantido e não garantido e antecipação de recebíveis, além de produtos customizados. Todas as modalidades são acessíveis via APIs modulares, com emissão automatizada de CCB e integração com gestoras de fundos, o que permite cobrir toda a jornada de crédito em uma única plataforma.
