{"id":350,"date":"2025-11-16T05:00:46","date_gmt":"2025-11-16T05:00:46","guid":{"rendered":"https:\/\/pulse.celcoin.com.br\/foco-no-cliente-diferencas-entre-baas-e-plataforma-de-core-banking\/"},"modified":"2026-06-16T05:15:19","modified_gmt":"2026-06-16T05:15:19","slug":"foco-no-cliente-diferencas-entre-baas-e-plataforma-de-core-banking","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/celcoin.com.br\/articles\/foco-no-cliente-diferencas-entre-baas-e-plataforma-de-core-banking\/","title":{"rendered":"Diferen\u00e7as entre BaaS e Core Banking com foco no cliente"},"content":{"rendered":"<p><em>\u00daltima atualiza\u00e7\u00e3o: 13 de junho de 2026<\/em><\/p>\n<h2>Principais li\u00e7\u00f5es deste artigo<\/h2>\n<ul>\n<li>\n<p>O Brasil \u00e9 um dos mercados mais din\u00e2micos em banking embarcado, Pix e Open Finance, o que exige que fintechs, varejistas e ERPs entendam as diferen\u00e7as entre BaaS e Core Banking para oferecer contas digitais, cart\u00f5es e Pix com boa experi\u00eancia para o cliente final.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p>O BaaS permite que uma empresa sem licen\u00e7a pr\u00f3pria opere servi\u00e7os financeiros usando a licen\u00e7a de um provedor regulado, delegando compliance e KYC, enquanto o Core Banking exige licen\u00e7a pr\u00f3pria e d\u00e1 controle total sobre dados, produtos e experi\u00eancia do cliente.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p>No modelo BaaS, a empresa integra APIs do provedor e reduz o tempo de lan\u00e7amento. No Core Banking, a empresa gerencia diretamente o ledger, a liquida\u00e7\u00e3o no SPB e os relat\u00f3rios regulat\u00f3rios, ganhando maior capacidade de personaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p>Empresas devem adotar arquitetura de microsservi\u00e7os, automatizar compliance e planejar a migra\u00e7\u00e3o de BaaS para Core Banking na mesma base tecnol\u00f3gica para reduzir risco de interrup\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o e preservar o hist\u00f3rico do cliente.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p>Para acompanhar toda a jornada regulat\u00f3ria, a empresa pode usar a solu\u00e7\u00e3o full-stack da Celcoin, que oferece BaaS e Core Banking na mesma plataforma. <a href=\"https:\/\/www.celcoin.com.br\/?utm_source=contentmarketing&amp;utm_medium=blog&amp;utm_channel=pulse&amp;utm_campaign=GEO\">Saiba mais.<\/a><\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Defini\u00e7\u00f5es claras: BaaS como modelo sob licen\u00e7a de terceiro e Core Banking como infraestrutura pr\u00f3pria com licen\u00e7a pr\u00f3pria<\/h2>\n<p>O Banking as a Service, ou BaaS, \u00e9 o modelo em que uma empresa sem licen\u00e7a regulat\u00f3ria pr\u00f3pria opera servi\u00e7os financeiros utilizando a licen\u00e7a de um provedor habilitado pelo Banco Central. Esse provedor gerencia as partes reguladas da opera\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria, como compliance, gest\u00e3o de risco e requisitos de KYC. Assim, plataformas conseguem lan\u00e7ar produtos financeiros com sua pr\u00f3pria marca sem obter licen\u00e7a banc\u00e1ria pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>O Core Banking representa a evolu\u00e7\u00e3o desse modelo. Trata-se de uma infraestrutura banc\u00e1ria completa operada sob licen\u00e7a pr\u00f3pria da empresa, como a de Institui\u00e7\u00e3o de Pagamento ou Institui\u00e7\u00e3o Financeira, integrada a uma plataforma tecnol\u00f3gica moderna. A empresa passa a ser a titular das obriga\u00e7\u00f5es regulat\u00f3rias e do relacionamento direto com o Banco Central, mantendo controle total sobre dados, produtos e experi\u00eancia do cliente.<\/p>\n<h2>Como funciona na pr\u00e1tica: etapas de integra\u00e7\u00e3o via APIs, onboarding e KYC, gest\u00e3o de contas, liquida\u00e7\u00e3o, relat\u00f3rios regulat\u00f3rios e Open Finance<\/h2>\n<p>No modelo BaaS, a empresa integra APIs do provedor para habilitar contas digitais, Pix, cart\u00f5es, boletos e TED. O onboarding e o KYC do cliente final s\u00e3o executados pela infraestrutura do provedor, que tamb\u00e9m responde pelos relat\u00f3rios regulat\u00f3rios junto ao Banco Central. O tempo de lan\u00e7amento tende a ser menor. Um provedor full-stack que combina licen\u00e7a banc\u00e1ria e plataforma tecnol\u00f3gica em uma \u00fanica solu\u00e7\u00e3o elimina a depend\u00eancia de bancos externos, permite atualiza\u00e7\u00f5es mais r\u00e1pidas e torna a movimenta\u00e7\u00e3o de recursos mais eficiente. Para o cliente final, os servi\u00e7os aparecem sob a marca da empresa contratante, sem exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 identidade do provedor.<\/p>\n<p>No Core Banking, a empresa conecta sua pr\u00f3pria licen\u00e7a \u00e0 infraestrutura tecnol\u00f3gica e assume a gest\u00e3o direta do ledger de contas, da tesouraria, da liquida\u00e7\u00e3o no SPB e dos relat\u00f3rios obrigat\u00f3rios, como CCS, CADOCs, COSIF, DIMP e BacenJud. O Open Finance passa a ser operado diretamente pela institui\u00e7\u00e3o, com acesso e transmiss\u00e3o de dados financeiros conforme as normas do Banco Central. A experi\u00eancia do cliente final ganha maior capacidade de personaliza\u00e7\u00e3o, pois a empresa controla integralmente os par\u00e2metros do produto.<\/p>\n<h2>Panorama regulat\u00f3rio brasileiro atual: Bacen, contas de pagamento, Open Finance e segrega\u00e7\u00e3o patrimonial<\/h2>\n<p>O Banco Central do Brasil regula as Institui\u00e7\u00f5es de Pagamento pela Resolu\u00e7\u00e3o BCB n\u00ba 80\/2021 e normas complementares, exigindo segrega\u00e7\u00e3o patrimonial entre recursos pr\u00f3prios da institui\u00e7\u00e3o e recursos de clientes. Contas de pagamento individualizadas s\u00e3o obrigat\u00f3rias para cada titular, o que veda estruturas que misturem patrim\u00f4nio de diferentes clientes. O Open Finance opera sob o arcabou\u00e7o da Resolu\u00e7\u00e3o Conjunta n\u00ba 1\/2020, com fases progressivas de compartilhamento de dados e inicia\u00e7\u00e3o de pagamentos. Empresas que operam no modelo BaaS delegam essas obriga\u00e7\u00f5es ao provedor licenciado. Empresas com Core Banking pr\u00f3prio assumem essas responsabilidades diretamente, com conex\u00e3o \u00e0 Rede do Sistema Financeiro Nacional e ao SPB.<\/p>\n<h2>Boas pr\u00e1ticas para escolher e operar o modelo certo<\/h2>\n<p>A escolha e a opera\u00e7\u00e3o do modelo certo exigem decis\u00f5es de arquitetura e de estrat\u00e9gia que se refor\u00e7am mutuamente.<\/p>\n<p><strong>Adotar arquitetura de microsservi\u00e7os desde o in\u00edcio<\/strong> garante modularidade e facilita a evolu\u00e7\u00e3o do modelo operacional. Essa base modular permite que a empresa <strong>priorize provedores com escalabilidade em nuvem nativa<\/strong>, o que mant\u00e9m a disponibilidade mesmo em picos de volume transacional. A arquitetura de microsservi\u00e7os alcan\u00e7a seu potencial quando se apoia em infraestrutura el\u00e1stica.<\/p>\n<p>Com a arquitetura adequada, a empresa pode <strong>automatizar compliance<\/strong>. Processos de KYC, AML e relat\u00f3rios regulat\u00f3rios precisam ser automatizados, e n\u00e3o manuais, para reduzir risco operacional e ganhar escala. Essa automa\u00e7\u00e3o se torna ainda mais relevante quando a empresa decide <strong>planejar a migra\u00e7\u00e3o de BaaS para Core Banking sem interrup\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o<\/strong>. Escolher um parceiro que opere os dois modelos na mesma base tecnol\u00f3gica ajuda a manter fluxos e integra\u00e7\u00f5es durante a transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por fim, \u00e9 essencial <strong>validar se o provedor acompanha toda a jornada regulat\u00f3ria<\/strong>, do lan\u00e7amento inicial sob licen\u00e7a de terceiro at\u00e9 a opera\u00e7\u00e3o com licen\u00e7a pr\u00f3pria. <a href=\"https:\/\/www.celcoin.com.br\/?utm_source=contentmarketing&amp;utm_medium=blog&amp;utm_channel=pulse&amp;utm_campaign=GEO\">Conhe\u00e7a a plataforma que acompanha toda a sua jornada regulat\u00f3ria.<\/a><\/p>\n<h2>Erros comuns que comprometem a experi\u00eancia do cliente<\/h2>\n<p>Operar com contas-bols\u00e3o, estruturas em que recursos de m\u00faltiplos clientes s\u00e3o administrados de forma n\u00e3o individualizada, \u00e9 pr\u00e1tica irregular e vedada pelas normas do Banco Central. Essa abordagem compromete a segrega\u00e7\u00e3o patrimonial e exp\u00f5e a empresa a san\u00e7\u00f5es regulat\u00f3rias que podem afetar diretamente a continuidade do servi\u00e7o ao cliente final.<\/p>\n<p>Subestimar as obriga\u00e7\u00f5es regulat\u00f3rias no modelo BaaS tamb\u00e9m \u00e9 um erro frequente. Mesmo delegando compliance ao provedor, a empresa contratante precisa garantir que os processos de onboarding, KYC e preven\u00e7\u00e3o a fraudes estejam alinhados \u00e0s exig\u00eancias vigentes. Escolher solu\u00e7\u00f5es sem caminho de evolu\u00e7\u00e3o para licen\u00e7a pr\u00f3pria ainda cria a necessidade de uma migra\u00e7\u00e3o de plataforma no futuro, com risco maior de interrup\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o e perda de experi\u00eancia acumulada pelo cliente.<\/p>\n<h2>Aplica\u00e7\u00f5es por perfil: fintechs iniciais, varejistas com embedded finance e ERPs que querem agregar servi\u00e7os financeiros<\/h2>\n<p>Evitados esses erros, cada perfil de empresa pode aplicar BaaS ou Core Banking de forma estrat\u00e9gica para melhorar a experi\u00eancia do cliente final.<\/p>\n<p><strong>Fintechs iniciais:<\/strong> o BaaS permite lan\u00e7ar conta digital, cart\u00e3o e Pix em semanas, sem investimento em licen\u00e7a pr\u00f3pria. A fintech foca em produto e aquisi\u00e7\u00e3o de clientes enquanto o provedor responde pela infraestrutura regulat\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>Varejistas com embedded finance:<\/strong> integrar servi\u00e7os financeiros \u00e0 jornada de compra, como cart\u00e3o white label, conta digital para clientes ou cr\u00e9dito no ponto de venda, aumenta fideliza\u00e7\u00e3o e cria novas fontes de receita sem exigir que o varejista obtenha licen\u00e7a pr\u00f3pria.<\/p>\n<p><strong>ERPs:<\/strong> ao embutir contas digitais, Pix e pagamentos de contas diretamente na plataforma de gest\u00e3o, o ERP reduz a fric\u00e7\u00e3o operacional dos seus clientes, aumenta reten\u00e7\u00e3o e diferencia o produto no mercado sem precisar construir infraestrutura financeira do zero.<\/p>\n<h2>A solu\u00e7\u00e3o full-stack da Celcoin para toda a jornada regulat\u00f3ria<\/h2>\n<p>A Celcoin oferece BaaS para empresas sem licen\u00e7a pr\u00f3pria e Core Banking para empresas reguladas, o que permite que a migra\u00e7\u00e3o entre os dois modelos ocorra na mesma base tecnol\u00f3gica, sem troca de plataforma. Essa continuidade reduz o risco de interrup\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o e preserva o hist\u00f3rico do cliente final. A Celcoin media mais de R$ 30 bilh\u00f5es em transa\u00e7\u00f5es mensalmente e atende mais de 6 mil clientes entre fintechs, bancos digitais, ERPs e varejistas. <a href=\"https:\/\/www.celcoin.com.br\/?utm_source=contentmarketing&amp;utm_medium=blog&amp;utm_channel=pulse&amp;utm_campaign=GEO\">Veja como a Celcoin opera BaaS e Core Banking na mesma base tecnol\u00f3gica.<\/a><\/p>\n<p>A tabela a seguir resume as principais funcionalidades da plataforma Celcoin e o impacto direto de cada uma na opera\u00e7\u00e3o e nos resultados da sua empresa.<\/p>\n<table style=\"width: 824px\">\n<colgroup>\n<col style=\"width: 335px\">\n<col style=\"width: 489px\"><\/colgroup>\n<tbody>\n<tr>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p><strong>Funcionalidade da Celcoin<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p><strong>Benef\u00edcio para sua empresa<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p><strong>APIs modulares<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p>Integra\u00e7\u00f5es mais r\u00e1pidas, com redu\u00e7\u00e3o de custos e prazos de desenvolvimento.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p><strong>Experi\u00eancia e suporte ao desenvolvedor<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p>Documenta\u00e7\u00e3o, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integra\u00e7\u00e3o e custos de engenharia.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p><strong>Capacidade de lan\u00e7amento r\u00e1pido<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p>M\u00f3dulos pr\u00e9-constru\u00eddos e entrega via SaaS aceleram lan\u00e7amentos e melhoram o tempo para gera\u00e7\u00e3o de receita.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p><strong>Distribui\u00e7\u00e3o white-label e embutida<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p>Suporte a produtos financeiros com marca pr\u00f3pria.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p><strong>Escalabilidade com confiabilidade<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p>Solu\u00e7\u00e3o com alta disponibilidade e escal\u00e1vel na nuvem mant\u00e9m servi\u00e7os funcionando mesmo com altos volumes.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p><strong>Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo cr\u00e9dito<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p>Oferecer pagamentos e emiss\u00e3o de cr\u00e9dito aumenta convers\u00e3o, ARPU e fideliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p><strong>Acesso a dados e personaliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p>Dados e an\u00e1lises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, com impacto em convers\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p><strong>Compliance e conformidade como princ\u00edpio<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p>KYC, AML e relat\u00f3rios integrados reduzem risco regulat\u00f3rio e aceleram ciclos de vendas.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p><strong>Preven\u00e7\u00e3o de fraude e controles de risco<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p>Monitoramento baseado em IA e autentica\u00e7\u00e3o robusta reduzem estornos, perdas e exposi\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p><strong>For\u00e7a do ecossistema de parceiros da Celcoin<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p>Parcerias e integra\u00e7\u00f5es com bancos, redes e fintechs ampliam cobertura e velocidade de entrada no mercado.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2>Como o cliente final percebe a diferen\u00e7a entre BaaS e Core Banking<\/h2>\n<p>No modelo BaaS, o cliente final costuma perceber os servi\u00e7os financeiros como parte nativa da marca e da interface da empresa contratante, e n\u00e3o como um produto banc\u00e1rio de terceiro desconectado. A experi\u00eancia de marca permanece consistente independentemente de quem det\u00e9m a licen\u00e7a.<\/p>\n<p>No Core Banking com licen\u00e7a pr\u00f3pria, a empresa ganha autonomia para personalizar fluxos de onboarding, limites, produtos e comunica\u00e7\u00e3o sem depender de par\u00e2metros definidos por um provedor de licen\u00e7a. O cliente final experimenta maior coer\u00eancia entre a proposta de valor da marca e os produtos financeiros oferecidos, com menos restri\u00e7\u00f5es de customiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Quando migrar de BaaS para Core Banking mantendo a mesma experi\u00eancia<\/h2>\n<p>A migra\u00e7\u00e3o de BaaS para Core Banking se torna indicada quando a empresa atinge volume transacional que justifica o investimento em licen\u00e7a pr\u00f3pria, quando a estrat\u00e9gia de produto exige customiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o dispon\u00edveis no modelo compartilhado ou quando o Banco Central passa a exigir autoriza\u00e7\u00e3o direta para a escala de opera\u00e7\u00e3o pretendida. Como destacado nas principais li\u00e7\u00f5es, manter a mesma base tecnol\u00f3gica \u00e9 o fator cr\u00edtico para preservar a experi\u00eancia do cliente final durante a migra\u00e7\u00e3o. Alguns clientes conseguem concluir essa transi\u00e7\u00e3o em uma semana, enquanto outros, com estruturas mais complexas, levam at\u00e9 tr\u00eas meses.<\/p>\n<h2>Responsabilidade regulat\u00f3ria no BaaS versus Core Banking<\/h2>\n<p>No BaaS, a responsabilidade regulat\u00f3ria perante o Banco Central recai sobre o provedor licenciado. A empresa contratante responde pela qualidade do onboarding e pela conformidade dos processos que controla, mas n\u00e3o \u00e9 a titular da licen\u00e7a. No Core Banking com licen\u00e7a pr\u00f3pria, a empresa assume integralmente as obriga\u00e7\u00f5es de Institui\u00e7\u00e3o de Pagamento ou Institui\u00e7\u00e3o Financeira. Isso inclui envio de relat\u00f3rios regulat\u00f3rios como CCS, CADOCs, COSIF, DIMP e SCR, conex\u00e3o direta \u00e0 RSFN e ao SPB, segrega\u00e7\u00e3o patrimonial e cumprimento das normas do Banco Central, da Receita Federal e da SUSEP.<\/p>\n<h2>Crit\u00e9rios para escolher o modelo com foco no cliente<\/h2>\n<p>A escolha entre BaaS e Core Banking deve considerar prazo de lan\u00e7amento desejado, capacidade de absorver obriga\u00e7\u00f5es regulat\u00f3rias diretas, volume transacional projetado, n\u00edvel de personaliza\u00e7\u00e3o exigido pelo produto e exist\u00eancia de licen\u00e7a regulat\u00f3ria pr\u00f3pria. Empresas que precisam lan\u00e7ar em menos de 30 dias e ainda n\u00e3o possuem licen\u00e7a tendem a iniciar pelo BaaS. Empresas com licen\u00e7a pr\u00f3pria ou em processo de obten\u00e7\u00e3o podem avaliar o Core Banking para ganhar controle operacional e capacidade de personaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Tabela comparativa operacional com foco no cliente<\/h2>\n<p>A tabela a seguir compara BaaS e Core Banking em crit\u00e9rios que impactam a experi\u00eancia do cliente final e ajuda a identificar qual modelo atende melhor \u00e0s necessidades do neg\u00f3cio.<\/p>\n<table style=\"min-width: 100px\">\n<colgroup>\n<col style=\"min-width: 25px\">\n<col style=\"min-width: 25px\">\n<col style=\"min-width: 25px\">\n<col style=\"min-width: 25px\"><\/colgroup>\n<tbody>\n<tr>\n<th colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p>Crit\u00e9rio<\/p>\n<\/th>\n<th colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p>BaaS<\/p>\n<\/th>\n<th colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p>Core Banking<\/p>\n<\/th>\n<th colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p>Impacto no cliente final<\/p>\n<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p>Velocidade de lan\u00e7amento<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p>Dias a semanas<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p>Semanas a meses, com obten\u00e7\u00e3o de licen\u00e7a<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p>O BaaS permite chegada mais r\u00e1pida ao mercado, e o cliente acessa o produto antes.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p>Personaliza\u00e7\u00e3o do produto<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p>Limitada aos par\u00e2metros do provedor<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p>Controle total sobre fluxos, limites e funcionalidades<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p>O Core Banking entrega experi\u00eancia mais aderente \u00e0 proposta de valor da marca.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p>Responsabilidade de compliance<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p>Delegada ao provedor licenciado<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p>Assumida diretamente pela empresa<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p>Os dois modelos permitem conformidade, mas no Core Banking a empresa responde diretamente ao Banco Central.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p>Escalabilidade<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p>Dependente da infraestrutura do provedor<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p>Controlada pela pr\u00f3pria empresa<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"1\" rowspan=\"1\">\n<p>O Core Banking permite escalar sem restri\u00e7\u00f5es de terceiros, enquanto o BaaS escala dentro dos limites do provedor.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2>\u00c1rvore de decis\u00e3o simples<\/h2>\n<p><strong>Deseja ter licen\u00e7a pr\u00f3pria?<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>\n<p><strong>N\u00e3o<\/strong> \u2192 usar BaaS com provedor licenciado e focar em produto e crescimento.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p><strong>Sim, mas ainda n\u00e3o tenho<\/strong> \u2192 iniciar com BaaS e planejar a migra\u00e7\u00e3o para Core Banking na mesma base tecnol\u00f3gica.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p><strong>Sim, j\u00e1 possuo licen\u00e7a<\/strong> \u2192 adotar Core Banking para operar com controle total e compliance direto.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Precisa lan\u00e7ar em menos de 30 dias?<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>\n<p><strong>Sim<\/strong> \u2192 o BaaS \u00e9 o caminho mais r\u00e1pido, e faz sentido escolher um provedor que tamb\u00e9m ofere\u00e7a Core Banking para evitar troca de plataforma no futuro.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p><strong>N\u00e3o<\/strong> \u2192 avaliar se o volume e a estrat\u00e9gia de produto justificam iniciar diretamente com Core Banking.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Perguntas frequentes sobre BaaS e Core Banking<\/h2>\n<h3>\u00c9 poss\u00edvel migrar de BaaS para Core Banking sem interromper o servi\u00e7o ao cliente final?<\/h3>\n<p>Sim, desde que a migra\u00e7\u00e3o ocorra na mesma base tecnol\u00f3gica mencionada anteriormente. Quando a empresa utiliza o mesmo provedor para BaaS e Core Banking, as APIs, o hist\u00f3rico transacional e os fluxos de onboarding permanecem os mesmos. O tempo de migra\u00e7\u00e3o varia conforme a complexidade da opera\u00e7\u00e3o existente. Estruturas simples podem ser migradas em uma semana, enquanto opera\u00e7\u00f5es mais complexas podem levar at\u00e9 tr\u00eas meses. O risco de descontinuidade aumenta quando a migra\u00e7\u00e3o envolve troca de plataforma.<\/p>\n<h3>Qual \u00e9 o custo de implementa\u00e7\u00e3o do Core Banking em compara\u00e7\u00e3o ao BaaS?<\/h3>\n<p>O BaaS tende a ter custo de entrada menor, pois elimina o investimento em obten\u00e7\u00e3o de licen\u00e7a pr\u00f3pria e concentra a remunera\u00e7\u00e3o em transa\u00e7\u00f5es. O Core Banking exige o custo regulat\u00f3rio da licen\u00e7a, com processo junto ao Banco Central, e pode envolver setup tecnol\u00f3gico adicional. Provedores modernos adotam modelos de remunera\u00e7\u00e3o centrados em transa\u00e7\u00f5es, o que reduz barreiras de entrada. Em escala, o custo total de propriedade do Core Banking tende a ser mais eficiente, pois reduz a depend\u00eancia de margens do provedor de licen\u00e7a.<\/p>\n<h3>Quem \u00e9 respons\u00e1vel pelos relat\u00f3rios regulat\u00f3rios no BaaS e no Core Banking?<\/h3>\n<p>No BaaS, o provedor licenciado \u00e9 respons\u00e1vel pelos relat\u00f3rios obrigat\u00f3rios junto ao Banco Central, \u00e0 Receita Federal e \u00e0 SUSEP, como CCS, CADOCs, COSIF e DIMP. A empresa contratante n\u00e3o precisa enviar esses relat\u00f3rios diretamente. No Core Banking com licen\u00e7a pr\u00f3pria, a empresa assume essa responsabilidade integralmente. Provedores de infraestrutura de Core Banking automatizam a gera\u00e7\u00e3o e o envio desses relat\u00f3rios, o que reduz risco operacional e erros manuais.<\/p>\n<h3>O Open Finance est\u00e1 dispon\u00edvel nos dois modelos?<\/h3>\n<p>Sim. No BaaS, o provedor licenciado opera a infraestrutura de Open Finance e permite acesso e transmiss\u00e3o de dados financeiros com consentimento do usu\u00e1rio. No Core Banking, a empresa integra diretamente sua licen\u00e7a ao ecossistema de Open Finance do Banco Central e controla fluxos de consentimento, compartilhamento de dados e inicia\u00e7\u00e3o de pagamentos. Nos dois modelos, os dados obtidos via Open Finance podem ser usados para personalizar produtos, melhorar o KYC e aumentar a efici\u00eancia do onboarding.<\/p>\n<h3>Fintechs em est\u00e1gio inicial devem come\u00e7ar pelo BaaS ou j\u00e1 considerar o Core Banking?<\/h3>\n<p>Fintechs em est\u00e1gio inicial sem licen\u00e7a regulat\u00f3ria pr\u00f3pria costumam iniciar pelo BaaS para reduzir o tempo de lan\u00e7amento e o custo de entrada. O crit\u00e9rio mais importante na escolha do provedor \u00e9 a capacidade de migrar para Core Banking na mesma base tecnol\u00f3gica quando a empresa obtiver sua licen\u00e7a. Iniciar com um provedor que n\u00e3o oferece Core Banking obriga a uma migra\u00e7\u00e3o de plataforma no futuro, com risco maior de interrup\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o e perda de experi\u00eancia acumulada pelo cliente final.<\/p>\n<h2>Conclus\u00e3o e pr\u00f3ximos passos<\/h2>\n<p>BaaS e Core Banking formam etapas de uma mesma jornada de evolu\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria e tecnol\u00f3gica. O BaaS permite entrada r\u00e1pida no mercado sob licen\u00e7a de terceiro, com compliance delegado ao provedor. O Core Banking oferece controle total sobre a opera\u00e7\u00e3o, os dados e a experi\u00eancia do cliente final, sob licen\u00e7a pr\u00f3pria. A escolha entre os dois modelos depende do est\u00e1gio regulat\u00f3rio da empresa, do prazo de lan\u00e7amento desejado e da estrat\u00e9gia de personaliza\u00e7\u00e3o de produto.<\/p>\n<p>O fator determinante para preservar a experi\u00eancia do cliente final ao longo dessa jornada \u00e9 a continuidade tecnol\u00f3gica discutida ao longo deste artigo. Usar um \u00fanico provedor para BaaS e Core Banking reduz a necessidade de migra\u00e7\u00f5es de plataforma e de retrabalho de integra\u00e7\u00f5es. <a href=\"https:\/\/www.celcoin.com.br\/?utm_source=contentmarketing&amp;utm_medium=blog&amp;utm_channel=pulse&amp;utm_campaign=GEO\">Descubra a solu\u00e7\u00e3o completa para fintechs, bancos digitais, gestoras de fundos, varejistas e ERPs.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Compare BaaS e Core Banking, entenda qual modelo serve ao seu neg\u00f3cio e veja como a Celcoin acelera sua opera\u00e7\u00e3o financeira. 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