Última atualização: 24 de julho de 2026
Principais lições deste artigo
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A Resolução Conjunta nº 16/2025 exige que a instituição prestadora de Banking as a Service seja identificada em todos os canais do cliente final e assuma responsabilidade integral por KYC, PLD/FT e relatórios regulatórios até 31 de dezembro de 2026.
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Empresas podem escolher entre módulos independentes, full-stack própria, embedded finance ou parcerias com Banking as a Service, considerando tempo de lançamento, custo total de propriedade e risco de lock-in.
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O mercado brasileiro de Banking as a Service e embedded finance deve crescer com CAGR acima de 23% até 2031, impulsionado pelo Pix e pelo Open Finance que já supera 100 milhões de consentimentos.
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Plataformas que permitem evoluir do Banking as a Service para Core Banking sem trocar de tecnologia reduzem risco operacional e tempo de transição para empresas que buscam licença própria.
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A Celcoin oferece jornada contínua no Brasil, do Banking as a Service ao Core Banking, com APIs modulares, relatórios automatizados e conectividade direta ao SPB. Conheça a infraestrutura que acompanha o crescimento da sua operação.
Conceitos essenciais
Banking as a Service é o modelo em que uma instituição autorizada pelo Banco Central disponibiliza serviços financeiros regulados, como contas, pagamentos, cartões e crédito, por meio de APIs. A empresa tomadora oferece esses serviços aos seus clientes finais e opera sob a licença da prestadora, sem precisar de licença própria.
Core Banking é a infraestrutura bancária central que sustenta operações de uma instituição já licenciada. Essa infraestrutura inclui gestão de contas (ledger), liquidação, relatórios regulatórios, tesouraria e conectividade direta ao Sistema de Pagamentos Brasileiro, o SPB. Esse modelo representa a evolução natural do Banking as a Service para empresas que obtêm licença própria.
Embedded finance é a integração de serviços financeiros diretamente em plataformas não financeiras, como ERPs, marketplaces e aplicativos de varejo. O usuário permanece no ambiente original enquanto utiliza produtos financeiros.
Open Finance é o ecossistema regulado pelo Banco Central que permite o compartilhamento de dados financeiros, com consentimento do usuário, entre instituições. Esse modelo viabiliza personalização de produtos e maior eficiência operacional.
As principais licenças no Brasil são: IP, Instituição de Pagamento, que autoriza contas, pagamentos e adquirência; IF, Instituição Financeira, com escopo mais amplo; e SCD, Sociedade de Crédito Direto, que autoriza operações de crédito direto ao tomador.
Como cada modelo funciona na prática?
Compreender esses conceitos facilita a análise de como eles se combinam em modelos operacionais. O mercado brasileiro de 2026 opera com quatro modelos principais de infraestrutura financeira:
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Módulos independentes: a empresa contrata APIs específicas, como API para Pix, cartão e KYC, de fornecedores distintos e monta sua própria stack. Esse modelo oferece flexibilidade, mas exige gestão de múltiplos contratos, integrações e responsabilidades regulatórias fragmentadas.
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Full-stack própria: a empresa desenvolve ou adquire toda a infraestrutura internamente, obtém licença própria e assume controle total sobre produto, precificação e roadmap. O processo de autorização como IP pode levar vários meses, exige capital mínimo realizado de R$ 9,2 milhões a partir das novas regras de 2025/2026 e requer investimentos significativos em tecnologia.
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Embedded finance: serviços financeiros são embutidos diretamente na jornada do cliente dentro de uma plataforma não financeira. A responsabilidade regulatória permanece com a instituição prestadora autorizada, enquanto a tomadora foca na experiência do usuário.
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Parcerias diretas com instituição prestadora de Banking as a Service: a empresa tomadora contrata uma única instituição autorizada que assume toda a camada regulatória, incluindo KYC, PLD/FT e relatórios ao Banco Central, e expõe os serviços via APIs. Esse modelo permite lançar produtos financeiros com mais agilidade em comparação ao desenvolvimento interno completo.
Em todos os modelos, a Resolução Conjunta nº 16/2025 proíbe o uso de contas-bolsão. Os recursos dos clientes finais devem fluir diretamente para a instituição prestadora licenciada, sem retenção intermediária na conta da empresa tomadora.
Panorama do mercado brasileiro em 2026
O mercado de Banking as a Service na América do Sul deve crescer de USD 0,5 bilhão em 2026 para USD 1,5 bilhão em 2031, com CAGR de 23,7%, tendo o Brasil como principal mercado da região. O Pix atingiu cerca de 180 milhões de usuários e processou aproximadamente 7,9 bilhões de transações mensais em dezembro de 2025. O lançamento do Pix Automático em junho de 2025 adicionou débito recorrente ao ecossistema.
Em janeiro de 2024 o Open Finance registrou 43 milhões de consentimentos ativos, cresceu para 62 milhões em janeiro de 2025 e superou 100 milhões em 2026, com chamadas de API semanais variando de 2,3 bilhões a quase 11 bilhões. Esse volume cria base técnica para arquiteturas composable de finanças. O mercado de embedded finance tem CAGR projetado de 23,84% entre 2026 e 2031.
Nesse cenário, a Celcoin se posiciona como infraestrutura de referência para fintechs, bancos digitais, ERPs e varejistas que precisam de base sólida, do Banking as a Service ao Core Banking, sem trocar de tecnologia ao longo da jornada. Explore a infraestrutura que sustenta operações financeiras em grande escala.
Critérios de avaliação
Uma avaliação estruturada de alternativas de infraestrutura financeira reduz risco e acelera decisões. Líderes de produto e tecnologia podem usar os critérios a seguir como checklist inicial:
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Controle regulatório: a plataforma assume a responsabilidade de KYC, PLD/FT, relatórios ao Banco Central, como DIMP, COSIF, CADOCs e CCS, e conectividade com a RSFN e o SPB. A Resolução Conjunta nº 16/2025 exige identificação da instituição prestadora em todos os canais do cliente final.
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Tempo de lançamento: além da conformidade regulatória, a velocidade de entrada no mercado é decisiva. Implementações via Banking as a Service tendem a reduzir o tempo de lançamento, enquanto o desenvolvimento interno costuma demandar prazos mais longos.
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Escalabilidade: a arquitetura precisa suportar crescimento de volume transacional sem degradação de performance e sem necessidade de reescrever integrações. Esse ponto impacta diretamente custo futuro e continuidade da operação.
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Custo total de propriedade: atrasos de lançamento geram perda de receita. Um atraso de seis meses por optar por licença própria em vez de Banking as a Service pode representar R$ 12 milhões em receita não gerada para um produto projetado em R$ 2 milhões mensais.
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Risco de lock-in: o uso de APIs abertas e padrões REST facilita portabilidade. Contratos com cláusulas restritivas de saída aumentam risco operacional e dificultam migrações futuras.
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Capacidade de migração futura: a infraestrutura precisa permitir que a empresa evolua do Banking as a Service para Core Banking com licença própria sem trocar de tecnologia. Esse critério é central para empresas em trajetória de crescimento acelerado.
A Celcoin é a única plataforma que cobre toda essa jornada, do Banking as a Service ao Core Banking, mantendo a mesma base tecnológica. Veja como unificar sua operação regulatória e tecnológica em uma única base.
Erros comuns a evitar
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Subestimar obrigações regulatórias: a BCB Resolution No 498/25 criou requisitos de credenciamento para provedores de tecnologia com acesso à RSFN, o que impacta diretamente a escolha de fornecedores. Ignorar esse requisito pode inviabilizar a operação.
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Escolher soluções que não acompanham o crescimento: plataformas monolíticas com arquiteturas rígidas forçam a troca de infraestrutura quando o volume aumenta ou quando a empresa obtém licença própria, o que gera custo e risco operacional elevados.
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Ignorar relatórios regulatórios automatizados: a geração manual de DIMP, COSIF, CADOCs e CCS aumenta o risco de erros e sanções. A automação desses relatórios funciona como requisito operacional.
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Operar com contas-bolsão: a Resolução Conjunta nº 16/2025 proíbe essa prática. Estruturas não conformes podem sofrer suspensão de serviços após dezembro de 2026.
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Contratar múltiplos fornecedores sem governança centralizada: a fragmentação de responsabilidades entre prestadores distintos dificulta auditorias e aumenta o risco regulatório.
Aplicações por perfil
Fintechs e bancos digitais em estágio inicial priorizam velocidade de lançamento e conformidade regulatória, mas ainda não dispõem de capital para obter licença própria. O Banking as a Service com licença da prestadora atende essa necessidade e permite foco no desenvolvimento de produto e na experiência do cliente.
ERPs buscam integrar serviços financeiros diretamente em suas plataformas de gestão para criar nova linha de receita, aumentar retenção e diferenciar o produto. A infraestrutura de embedded finance com APIs modulares e relatórios regulatórios automatizados costuma ser o caminho mais eficiente.
Varejistas de grande porte precisam de contas digitais, cartões white label e Pix integrados à jornada de compra, sem assumir complexidade regulatória interna. O modelo de Banking as a Service com cartão white label e Open Finance permite personalização e fidelização sem exigir licença própria.
Instituições já reguladas, como IPs e IFs com licença própria, necessitam de Core Banking moderno, nativo em API, com conectividade direta ao SPB e relatórios regulatórios automatizados, sem reconstruir a operação do zero.
A Celcoin não oferece nenhum tipo de empréstimo para consumidores. A Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes.
Entenda como estruturar produtos financeiros para o seu segmento com o banking da Celcoin.
A jornada da Celcoin
O banking da Celcoin opera com portfólio completo de licenças e tecnologia proprietária, mediando mais de R$ 30 bilhões em transações mensalmente e atendendo mais de 6 mil clientes, entre fintechs, bancos digitais, ERPs e varejistas como Neon, BTG Pactual, Banco Pan, PagSeguro, PipeImob e Sky.
A plataforma cobre dois estágios da jornada de serviços financeiros. No Banking as a Service, empresas sem licença própria operam sob a licença da Celcoin, com contas digitais, Pix, TED, cartões pré e pós-pagos, DDA, Open Finance, KYC, PLD/FT e relatórios regulatórios geridos pela Celcoin. No Core Banking, instituições já licenciadas integram suas próprias licenças à infraestrutura da Celcoin e mantêm a mesma base tecnológica, com gestão de ledger, tesouraria, Open Finance e relatórios automatizados, como CCS, CADOCs, COSIF, DIMP e BacenJud.
A transição entre os dois estágios não exige troca de infraestrutura. Essa jornada contínua reduz o risco de migração e preserva investimentos em tecnologia.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos e melhoram o tempo para geração de receita. |
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Distribuição white-label e embutida |
Suporte a produtos financeiros com marca própria em diferentes canais. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo em altos volumes. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferta de pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas, com impacto em conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs ampliam cobertura e velocidade de entrada no mercado. |
Perguntas frequentes
O que muda para minha empresa com a Resolução Conjunta nº 16/2025?
A norma exige identificação da instituição prestadora de Banking as a Service em todos os canais do cliente final, encerrando o modelo em que o provedor permanecia oculto. A tomadora, sua empresa, não precisa de licença própria, mas deve contratar uma instituição prestadora autorizada pelo Banco Central, que assume integralmente a responsabilidade regulatória por KYC, PLD/FT, gestão de risco e relatórios. O prazo de adequação é 31 de dezembro de 2026, e operações não conformes após essa data podem sofrer suspensão e sanções administrativas.
Quando faz sentido migrar do Banking as a Service para Core Banking com licença própria?
A migração para licença própria tende a ser viável quando o volume transacional mensal justifica custos de capital, governança e compliance de uma IP ou SCD. O processo de autorização junto ao Banco Central pode levar vários meses e exige o capital mínimo regulatório mencionado anteriormente, além de estrutura de compliance, auditoria interna e controles de PLD/FT. A vantagem de operar com uma infraestrutura como a da Celcoin desde o início é manter a mesma tecnologia: a empresa integra sua licença ao mesmo Core Banking já utilizado no modelo de Banking as a Service, o que reduz risco operacional e tempo de transição.
Quais relatórios regulatórios precisam ser enviados ao Banco Central e como automatizá-los?
Instituições de Pagamento e Sociedades de Crédito Direto têm obrigações periódicas que incluem DIMP, DES-IF, CADOCs, CCS, SCR e PR, além de obrigações fiscais junto à Receita Federal e às Secretarias de Fazenda estaduais. A geração manual desses relatórios aumenta o risco de erros e sanções. Plataformas de Core Banking modernas automatizam a geração e o envio desses arquivos com conexão direta à RSFN e ao SPB, o que reduz a necessidade de equipes dedicadas exclusivamente a essa função e diminui a exposição regulatória.
ERPs e varejistas precisam de licença do Banco Central para oferecer serviços financeiros?
ERPs e varejistas não precisam de licença própria, desde que contratem uma instituição prestadora de Banking as a Service autorizada pelo Banco Central. Nesse modelo, a responsabilidade regulatória, que inclui KYC, PLD/FT, relatórios e gestão de risco, permanece com a prestadora. A empresa tomadora foca na experiência do cliente final e na integração dos serviços financeiros à sua plataforma. A Resolução Conjunta nº 16/2025 permite que ERPs, marketplaces e varejistas operem contas digitais, pagamentos e cartões sem licença própria, desde que a prestadora seja identificada nos canais do usuário final.
Quanto tempo leva para integrar uma infraestrutura de Banking as a Service e começar a operar?
O tempo de integração varia conforme a complexidade da estrutura existente e a disponibilidade da equipe técnica. Com APIs bem documentadas, SDKs e ambientes de sandbox, implementações simples podem ser concluídas em cerca de uma semana. Migrações de estruturas mais complexas ou integrações com múltiplos produtos financeiros podem levar até três meses. Em geral, esse prazo é significativamente menor do que o desenvolvimento interno de infraestrutura financeira, que ainda exige o tempo adicional do processo de autorização regulatória.

