Última atualização: 9 de julho de 2026
Principais lições deste artigo
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Crédito com garantia utiliza um bem, imóvel ou veículo, como segurança real, o que permite taxas de juros mais baixas e prazos mais longos.
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As modalidades principais são garantia de imóvel, com prazo de até 240 meses e até 60% do valor do bem, e garantia de veículo, com prazo de até 60 meses e liberação entre 50% e 90% da tabela FIPE.
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A inadimplência pode resultar na execução da garantia, com perda do bem após etapas legais específicas.
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Empresas precisam de infraestrutura regulada e tecnológica para oferecer crédito com garantia de forma escalável e em conformidade.
Como funciona o crédito com garantia?
O crédito com garantia vincula um ativo de propriedade do tomador, imóvel ou veículo, a um contrato de crédito. Essa vinculação ocorre por meio de instrumentos jurídicos como a alienação fiduciária, regulada pela Lei 9.514/1997, que transfere a titularidade do bem ao credor enquanto o devedor mantém a posse e o uso. Após a quitação da dívida, a propriedade retorna integralmente ao tomador.
Esse mecanismo reduz o risco para o credor, que passa a ter um ativo real como respaldo. Essa segurança adicional gera taxas de juros menores e prazos mais longos em comparação com linhas de crédito sem garantia. O empréstimo pessoal tradicional no Brasil apresentou queda relevante de custos operacionais, enquanto o crédito com garantia de imóvel variou entre 1,12% e 1,80% ao mês no mesmo período. Essas taxas mais baixas só são possíveis porque a garantia real segue requisitos legais específicos.
Para que a garantia real seja válida, o Código Civil brasileiro exige que o contrato detalhe o valor do crédito, o prazo de pagamento, a taxa de juros e a descrição do bem. No caso de imóvel, o registro em cartório é obrigatório para que o direito real de garantia produza efeitos perante terceiros.
Quais são as modalidades?
As modalidades mais comuns no Brasil são o crédito com garantia de imóvel, também conhecido como home equity, e o crédito com garantia de veículo. A tabela abaixo resume as principais diferenças entre essas opções.
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Modalidade |
Taxa aproximada (a.m.) |
Prazo típico |
% do valor liberado |
Riscos principais |
|---|---|---|---|---|
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Garantia de imóvel |
Perda do imóvel em caso de inadimplência prolongada |
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Garantia de veículo |
A partir de 1,49% |
12 a 60 meses |
50% a 90% da tabela FIPE |
Perda do veículo e depreciação do bem ao longo do contrato |
Quais são as taxas e prazos em 2026?
O crédito com garantia de imóvel registrou crescimento expressivo no Brasil. No primeiro trimestre de 2026, o volume de crédito com garantia de imóvel somou R$ 3,166 bilhões, o maior já registrado para um primeiro trimestre, segundo a Abecip. Esse avanço reflete o interesse crescente por linhas com taxas mais baixas e prazos mais longos.
A simulação abaixo mostra como as taxas médias de mercado impactam o valor das parcelas em uma operação de R$ 100.000, considerando os dados disponíveis para 2026.
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Modalidade |
Taxa (a.m.) |
Prazo |
Parcela estimada |
|---|---|---|---|
|
Crédito com garantia de imóvel |
~R$ 1.270 |
||
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Crédito com garantia de veículo |
1,49% a.m. |
60 meses |
~R$ 2.490 |
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Empréstimo pessoal (sem garantia) |
24 meses |
~R$ 7.100 |
Valores estimados com base nas taxas médias de mercado citadas nas fontes. Consulte a instituição financeira para simulações personalizadas.
Quais são os riscos?
O principal risco do crédito com garantia é a perda do bem em caso de inadimplência. Uma única parcela em atraso já pode gerar penalidades contratuais, juros de mora, registro negativo em bureaus de crédito como Serasa e Boa Vista e redução imediata do score do tomador. Esse efeito ocorre mesmo antes de qualquer execução da garantia.
Alguns riscos se conectam diretamente a esse cenário de inadimplência e à própria natureza do bem dado em garantia:
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Depreciação do bem dado como garantia, especialmente no caso de veículos, que perdem valor ao longo do tempo e podem ficar valendo menos que o saldo devedor.
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Vencimento antecipado da dívida em situações como insolvência do devedor, deterioração do bem sem substituição ou decretação de falência, o que acelera a cobrança.
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Comprometimento do patrimônio familiar, já que a proteção do bem de família prevista na Lei 8.009/1990 não se aplica a imóvel dado em garantia por alienação fiduciária.
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Restrições ao uso do bem, pois o tomador mantém a posse, mas a titularidade jurídica permanece com o credor até a quitação total, o que limita operações futuras com esse ativo.
O que acontece se não pagar?
O processo de execução da garantia segue etapas legais definidas, especialmente para imóveis sob alienação fiduciária, conforme a Lei 9.514/1997:
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O credor notifica o devedor por meio do Cartório de Registro de Imóveis.
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O devedor tem 15 dias para purgar a mora, pagando o valor em aberto.
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Se não houver pagamento no prazo, o credor consolida a propriedade do imóvel em seu nome.
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O credor leva o imóvel a leilão. No primeiro leilão, o lance mínimo é o valor de avaliação do bem.
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Se o primeiro leilão não tiver êxito, ocorre um segundo leilão em até 15 dias, com lance mínimo igual ao saldo devedor.
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Caso o segundo leilão não cubra a dívida total, o credor pode continuar cobrando o saldo remanescente do devedor, conforme o Marco Legal das Garantias, Lei 14.711/2023.
Para veículos, o processo de busca e apreensão extrajudicial também foi aprimorado pelo Marco Legal das Garantias, Lei 14.711/2023, o que torna a execução mais ágil para o credor.
Quais os passos para contratar?
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Avaliar o bem disponível como garantia, imóvel ou veículo, e verificar se está quitado ou com saldo devedor reduzido, pois essa condição define o valor máximo que pode ser liberado.
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Com essa informação em mãos, pesquisar instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central do Brasil para oferecer a modalidade.
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Solicitar simulações com diferentes prazos e taxas para comparar o custo efetivo total, CET, já que as condições variam entre instituições.
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Reunir a documentação exigida, como documentos pessoais, comprovante de renda, documentação do bem e certidões negativas, para agilizar a análise de crédito.
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Realizar a avaliação do bem pela instituição financeira, etapa que confirma o valor de referência usado no cálculo do limite de crédito.
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Assinar o contrato e registrar a alienação fiduciária em cartório, no caso de imóveis, para que a garantia produza efeitos legais.
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Receber o crédito liberado e manter os pagamentos em dia para evitar encargos adicionais e a execução da garantia.
Descubra como a Celcoin simplifica cada etapa desse processo para sua empresa.
Como empresas podem oferecer crédito com garantia de forma escalável
A Celcoin não oferece nenhum tipo de empréstimo para consumidores. A Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes.
Fintechs, originadores, gestoras de fundos, varejistas e ERPs que desejam incluir crédito com garantia em seu portfólio lidam com desafios regulatórios, operacionais e tecnológicos relevantes. Essas empresas precisam estruturar a originação, a formalização de contratos, incluindo emissão de CCB, a gestão da carteira e a cobrança, sempre em conformidade com as exigências do Banco Central e com o marco regulatório vigente.
A solução de crédito da Celcoin cobre toda essa jornada em uma única plataforma, com neutralidade em relação às gestoras de fundos e APIs modulares que permitem integração rápida. A tabela abaixo mostra como cada funcionalidade da infraestrutura da Celcoin se traduz em benefícios concretos para o seu negócio, desde redução de custos de desenvolvimento até mitigação de riscos regulatórios.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e esforço de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos, melhorando o tempo para geração de receita. |
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Distribuição white-label e embutida, embedded |
Suporte a produtos financeiros com marca própria, integrados à jornada do seu cliente. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem, que mantém serviços estáveis mesmo com altos volumes. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferta combinada de pagamentos e emissão de crédito, o que aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via open finance permitem ofertas personalizadas, com impacto direto em conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e encurtam ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs ampliam cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Conclusão
O crédito com garantia figura entre as modalidades de menor custo para o tomador no mercado brasileiro, com taxas significativamente inferiores às do crédito pessoal sem garantia. A escolha entre garantia de imóvel e de veículo depende do perfil do tomador, do valor necessário e do prazo desejado. Em qualquer cenário, compreender os riscos, em especial a possibilidade de perda do bem em caso de inadimplência, é essencial para uma decisão financeira responsável.
Para empresas que desejam oferecer esse produto aos seus clientes, a complexidade regulatória e operacional exige uma infraestrutura tecnológica robusta, atualizada e alinhada às normas do Banco Central. Conheça como a solução de crédito da Celcoin pode acelerar seu lançamento no mercado de crédito com garantia.
Perguntas frequentes
O que é crédito com garantia e como ele difere do empréstimo pessoal?
Crédito com garantia é a modalidade em que o tomador vincula um bem próprio, imóvel ou veículo, ao contrato de crédito como garantia real. Essa vinculação reduz o risco para o credor e permite taxas de juros menores e prazos mais longos. No empréstimo pessoal sem garantia, não há ativo vinculado, o que aumenta o risco do credor e, como consequência, as taxas cobradas ao tomador.
Posso perder meu imóvel ou veículo se atrasar o pagamento?
Sim. Em caso de inadimplência, o credor pode iniciar o processo de execução da garantia. Para imóveis com alienação fiduciária, o devedor é notificado pelo cartório e tem 15 dias para regularizar a situação. Se não houver pagamento, o credor consolida a propriedade e leva o bem a leilão. Para veículos, o processo de busca e apreensão também pode ser iniciado de forma extrajudicial. Por isso, o tomador precisa avaliar com cuidado a capacidade de pagamento antes de contratar essa modalidade.
Qual a diferença entre crédito com garantia de imóvel e de veículo?
As principais diferenças aparecem nos prazos, nos valores liberados e nas taxas. O crédito com garantia de imóvel permite prazos mais longos, que podem chegar a 240 meses, e valores maiores, com percentual liberado de até 60% do valor avaliado do imóvel. O crédito com garantia de veículo tem prazos mais curtos, até 60 meses, e libera entre 50% e 90% do valor de tabela FIPE, com taxas geralmente um pouco superiores às do home equity.
Como empresas podem oferecer crédito com garantia aos seus clientes?
Para oferecer crédito com garantia de forma regulada e escalável, empresas precisam de infraestrutura tecnológica que cubra toda a jornada: originação, avaliação de risco, formalização de contratos, como emissão de CCB, gestão da carteira e cobrança. Também é necessário operar dentro das exigências regulatórias do Banco Central, com licença própria ou por meio de parceiros de infraestrutura que disponibilizem suas licenças. A solução de crédito da Celcoin foi desenvolvida para atender essa necessidade e permite que fintechs, varejistas, originadores e gestoras de fundos lancem e escalem produtos de crédito com garantia com agilidade e conformidade.
O Marco Legal das Garantias mudou alguma coisa para quem contrata crédito com garantia de imóvel?
Sim. A Lei 14.711/2023, Marco Legal das Garantias, trouxe mudanças relevantes. Entre elas, a possibilidade de usar o mesmo imóvel como garantia em mais de uma operação de crédito. A lei também aprimorou os procedimentos de execução extrajudicial, tornando o processo mais ágil para credores. Além disso, em caso de segundo leilão sem cobertura total da dívida, o credor pode continuar cobrando o saldo remanescente do devedor, o que representa uma mudança em relação às regras anteriores.

