Última atualização: 23 de julho de 2026
Principais lições deste artigo
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A Resolução Conjunta nº 16/2025 tornou a escolha de infraestrutura de banking uma decisão regulatória com prazo final de adequação em 31 de dezembro de 2026.
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Provedores de Banking as a Service devem apresentar plano documentado de compliance e permitir migração para Core Banking sem troca de plataforma.
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Critérios essenciais de avaliação incluem tempo de implementação, licenças compatíveis, SLA contratual e capacidade de evolução regulatória.
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Evitar contas-bolsão, arquiteturas legadas e fragmentação de fornecedores reduz riscos regulatórios e custos operacionais.
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Para implementar uma solução completa e compliant, conheça a plataforma da Celcoin.
Contexto regulatório de 2026 e por que a escolha de infraestrutura é crítica
Publicada em 28 de novembro de 2025, a Resolução Conjunta nº 16/2025 consolida a regulação de Banking as a Service e exige que cada conta tenha titular individualmente identificado, com movimentação exclusiva por essa pessoa. A norma integra um pacote regulatório que também inclui as Resoluções BCB 518/2025, CMN 5.261/2025 e Conjunta 14/2025, todas voltadas ao combate de estruturas irregulares de contas-bolsão.
A Resolução Conjunta nº 16/2025 proíbe o uso de contas-bolsão em operações de Banking as a Service e exige fluxos financeiros diretos dos clientes ao provedor licenciado, sem concentração intermediária na conta do tomador do serviço. Contratos de Banking as a Service já vigentes em 28 de novembro de 2025 devem passar por revisão para adequação, com prazo final de adequação em 31 de dezembro de 2026.
Para fintechs, ERPs e varejistas que desejam lançar ou escalar serviços financeiros, a infraestrutura escolhida precisa garantir compliance imediato e capacidade de evolução regulatória sem necessidade de troca de plataforma.
O que é Banking as a Service, Core Banking e a diferença entre licença de terceiro e licença própria?
Banking as a Service (BaaS) é a camada técnica regulada que permite a uma empresa não financeira acessar infraestrutura bancária via APIs para oferecer contas, pagamentos, crédito e serviços de adquirência sem obter licença própria do Banco Central do Brasil. O provedor de Banking as a Service que detém a licença assume responsabilidade regulatória indivisível perante o Banco Central, enquanto a empresa cliente opera sob contrato de serviço.
O Core Banking representa a evolução desse modelo. Ele é uma infraestrutura bancária completa e moderna para instituições que já possuem licença própria, como Instituições de Pagamento e Instituições Financeiras, e precisam operar com eficiência, estabilidade transacional e compliance contínuo. A diferença central está na titularidade da licença. No Banking as a Service, a empresa opera sob a licença do provedor. No Core Banking, a empresa integra sua própria licença à infraestrutura tecnológica do parceiro.
Os dois modelos compartilham capacidades essenciais. Entre elas estão onboarding e KYC, gestão de contas com Ledger, liquidação via Pix, TED e cartões, APIs modulares, Open Finance e relatórios regulatórios automatizados. A jornada de uma empresa pode começar no Banking as a Service e evoluir para o Core Banking sem troca de infraestrutura, desde que o provedor ofereça os dois modelos na mesma base tecnológica.
Panorama do mercado brasileiro, tendências de embedded finance e desafios de compliance
O mercado brasileiro de Banking as a Service foi avaliado em US$ 1,47 bilhão em 2024 e deve atingir US$ 4,78 bilhões até 2035, com CAGR de 11,3%. Esse crescimento consolida a posição do Brasil como líder regional, representando 73% do mercado de Banking as a Service na América do Sul.
O mercado de embedded finance no Brasil foi estimado em US$ 14,16 bilhões em 2025, com projeções acima de US$ 18 bilhões. Plataformas SaaS que incorporam serviços financeiros podem aumentar o ARPU em 2 a 4 vezes em comparação ao SaaS puro. Para ERPs e varejistas, essa tendência representa uma oportunidade concreta de geração de receita incremental.
O principal desafio de compliance em 2026 é a adequação à Resolução Conjunta nº 16/2025. Provedores de Banking as a Service já em operação têm até 31 de dezembro de 2026 para atender requisitos de governança, controles de risco, cibersegurança e transparência contratual. Empresas que escolherem provedores sem plano documentado de adequação assumem exposição regulatória direta.
Critérios objetivos de avaliação de provedores de Banking as a Service
A seleção de um provedor de infraestrutura financeira exige análise estruturada. Os critérios abaixo são determinantes para fintechs, ERPs e varejistas em 2026.
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Tempo de implementação: provedores de Banking as a Service podem permitir chegar à produção mais rapidamente em comparação ao tempo necessário para obtenção de licença própria no Banco Central.
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Cobertura regulatória: um plano documentado de compliance com a Resolução Conjunta 16/2025 é critério obrigatório de risco. Provedores sem esse plano representam exposição regulatória para seus clientes.
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Licenças compatíveis com o escopo: a licença de IP não permite operações de crédito, enquanto a licença de SCD não permite emissão de cartões. O provedor precisa cobrir o escopo completo de serviços pretendidos.
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Modelo de precificação: custos adicionais podem impactar a taxa efetiva. A empresa deve exigir demonstração com dados reais de operação.
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SLA contratual: SLAs com penalidades definidas para indisponibilidade são critério obrigatório. Percentuais de uptime declarados sem penalidades contratuais não qualificam como SLA suficiente.
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Capacidade de migração para licença própria: o provedor precisa suportar a evolução da empresa do modelo Banking as a Service para o Core Banking sem troca de infraestrutura tecnológica.
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Suporte técnico especializado: equipes dedicadas com monitoramento 24/7 e capacidade de atualização sem interrupção operacional são essenciais para clientes de alto crescimento.
Avalie a infraestrutura da Celcoin com base nesses critérios.
Erros comuns na escolha de infraestrutura de banking
A escolha inadequada de infraestrutura financeira gera custos que vão além do aspecto técnico. Os erros mais frequentes observados no mercado brasileiro incluem os pontos a seguir.
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Subestimar obrigações regulatórias: operar com estruturas de contas-bolsão é irregular e proibido pela Resolução Conjunta nº 16/2025. Empresas que não verificam a adequação do provedor à nova norma assumem risco regulatório direto.
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Escolher soluções com arquiteturas legadas: a maioria dos bancos brasileiros ainda opera cores COBOL em mainframe, com latência de até 2 segundos em consultas de saldo. Essa latência pode aumentar o abandono de carrinho em contextos de varejo.
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Não planejar a evolução da infraestrutura: migrar entre provedores de Banking as a Service no Brasil exige re-onboarding completo de clientes, novos contratos e reemissão física de cartões, pois não há portabilidade de contas via API. Escolhas iniciais inadequadas elevam o custo de aquisição de clientes nos anos seguintes.
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Fragmentar fornecedores sem necessidade: gerenciar múltiplos provedores de infraestrutura financeira aumenta a complexidade operacional, o risco de inconsistência regulatória e o custo de integração contínua.
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Ignorar o custo de oportunidade do tempo: um atraso ao optar por construir licença própria em vez de usar Banking as a Service pode representar custo de oportunidade significativo para um produto com boa projeção de receita.
Evite esses erros e conheça a solução de infraestrutura da Celcoin.
Aplicações por perfil de empresa
A infraestrutura de banking se aplica de formas distintas conforme o perfil e o estágio da empresa.
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Fintechs em fase inicial com licença compartilhada: essas empresas operam sob a licença do provedor de Banking as a Service para lançar contas digitais, cartões, Pix e boletos com marca própria, sem necessidade de capital mínimo de R$ 1 milhão nem 12 a 18 meses de processo de autorização no Banco Central. O foco permanece no desenvolvimento de produto e na experiência do cliente.
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ERPs com embedded finance: esses provedores integram pagamentos, contas corporativas, conciliação automática e crédito diretamente nos fluxos de gestão dos seus clientes, aumentando retenção, ARPU e diferenciação competitiva. ERPs e plataformas B2B podem incorporar pagamentos diretamente nos fluxos de trabalho para que compradores paguem fornecedores sem sair do sistema.
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Varejistas com cartão white-label e contas de clientes: esses negócios emitem cartões com marca própria, criam contas digitais vinculadas a programas de fidelidade e oferecem crédito integrado no checkout, gerando novas fontes de receita e aumentando a frequência de compra. A Celcoin não oferece nenhum tipo de empréstimo para consumidores. A Celcoin fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes.
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Instituições reguladas com Core Banking moderno: IPs e IFs que já possuem licença própria integram essa licença a uma infraestrutura de Core Banking nativa em API, eliminando arquiteturas monolíticas e garantindo compliance contínuo com relatórios regulatórios automatizados, como CCS, CADOCs, COSIF e DIMP.
Veja como o banking da Celcoin atende o perfil da sua empresa.
A Celcoin como solução full-stack
A Celcoin opera com portfólio completo de licenças e tecnologia proprietária. A empresa oferece APIs modulares para que outras empresas possam prover serviços bancários completos, de contas digitais e cartões até liquidação, compliance e relatórios regulatórios. A plataforma atende dois perfis distintos na mesma base tecnológica.
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Banking as a Service para empresas não reguladas: fintechs, ERPs, marketplaces e varejistas operam sob a licença da Celcoin. Toda a complexidade de compliance, KYC, liquidação e reportes regulatórios fica sob gestão da plataforma.
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Core Banking para empresas reguladas: IPs e IFs integram suas próprias licenças à infraestrutura da Celcoin, com gestão de contas via Ledger, cabine de tesouraria, Open Finance, relatórios automatizados e conexão direta ao SPB e aos sistemas do Banco Central.
A Celcoin media mais de R$ 30 bilhões em transações mensalmente e atende mais de 6 mil clientes. A migração entre os dois modelos, de Banking as a Service para Core Banking, ocorre sem troca de infraestrutura, preservando integrações, dados e continuidade operacional.
A tabela abaixo resume as principais funcionalidades do banking da Celcoin e o impacto direto de cada uma na operação e nos resultados da sua empresa.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes reduzem ciclos de integração e custos de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos e melhoram o tempo para geração de receita. |
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Distribuição white-label e embutida |
Suporte a produtos financeiros com marca própria. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem mantém serviços funcionando mesmo com altos volumes e protege a receita. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferta de pagamentos e emissão de crédito aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance permitem ofertas personalizadas e melhoram conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados reduzem risco regulatório e aceleram ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs garantem melhor cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Conheça em detalhes o banking da Celcoin e como ele pode apoiar sua operação.
Perguntas frequentes
Qual é a diferença entre Banking as a Service e Core Banking?
Banking as a Service é o modelo em que uma empresa sem licença própria acessa infraestrutura bancária via APIs e opera sob a licença de um provedor regulado. O Core Banking é a infraestrutura bancária completa utilizada por empresas que já possuem licença própria, como Instituições de Pagamento ou Instituições Financeiras, e precisam de um ambiente tecnológico moderno para operar com eficiência, compliance e escalabilidade. A Celcoin oferece os dois modelos na mesma base tecnológica, o que permite que uma empresa comece no Banking as a Service e migre para o Core Banking sem troca de plataforma.
Quais obrigações regulatórias a Celcoin ajuda a cumprir?
A Celcoin apoia o cumprimento de exigências do Banco Central, da Receita Federal e da SUSEP. No modelo Banking as a Service, a Celcoin gerencia KYC, AML, liquidação e reportes regulatórios como CCS, CADOCs, COSIF, DIMP e BacenJud. No Core Banking, empresas reguladas integram suas próprias licenças à infraestrutura da Celcoin, que mantém conexão direta com a Rede do Sistema Financeiro Nacional e o Sistema de Pagamentos Brasileiro. A plataforma também garante adequação à Resolução Conjunta nº 16/2025, incluindo a proibição de contas-bolsão.
Quanto tempo leva para migrar para a Celcoin ou implementar a solução do zero?
O prazo varia conforme a complexidade da estrutura existente e a disponibilidade da equipe para conduzir a migração. Alguns clientes conseguem implementar a solução ou migrar em uma semana. Outros podem levar até três meses. A Celcoin disponibiliza uma equipe dedicada de suporte técnico para auxiliar em todas as etapas do processo, reduzir riscos operacionais e garantir continuidade dos serviços.
Qual é o modelo de custos da Celcoin?
A Celcoin adota um modelo de remuneração centrado em transações, em vez de um custo de setup inicial elevado. Esse modelo reduz barreiras de entrada e permite que empresas em diferentes estágios de crescimento, de startups a instituições consolidadas, acessem a infraestrutura sem comprometer capital inicial significativo. Os custos escalam proporcionalmente ao volume de operações, o que alinha os incentivos do provedor ao crescimento do cliente.
A Celcoin atende empresas que ainda não possuem licença regulatória?
Sim. Empresas sem licença própria podem operar serviços financeiros completos, como contas digitais, cartões, Pix, TED, boletos e Open Finance, sob a infraestrutura regulatória da Celcoin no modelo Banking as a Service. Toda a complexidade de compliance, KYC e reportes regulatórios fica sob gestão da Celcoin. Quando a empresa obtiver sua própria licença, ela pode migrar para o Core Banking mantendo a mesma base tecnológica, sem necessidade de reconstruir integrações ou realizar novo onboarding de clientes.
Converse com a Celcoin e avalie o encaixe da solução para o seu negócio.
Síntese dos aprendizados e importância de escolher infraestrutura que acompanhe o crescimento regulatório
A Resolução Conjunta nº 16/2025 transformou a escolha de infraestrutura de banking em uma decisão com consequências regulatórias diretas e prazo definido, o prazo de adequação mencionado anteriormente. Empresas que selecionarem provedores sem plano documentado de adequação, com arquiteturas legadas ou sem capacidade de suportar a evolução de licença compartilhada para licença própria tendem a enfrentar custos de migração, novo onboarding de clientes e maior exposição ao Banco Central.
A infraestrutura ideal para 2026 combina compliance imediato com a Resolução Conjunta nº 16/2025, APIs modulares com latência adequada, modelo de precificação transparente e capacidade de acompanhar a trajetória regulatória da empresa, do Banking as a Service ao Core Banking, sem troca de plataforma. Essa continuidade tecnológica diferencia uma escolha de curto prazo de uma decisão estratégica de longo prazo.
Entenda como o banking da Celcoin pode apoiar essa estratégia de longo prazo.


