Última atualização: 8 de agosto de 2026
Principais lições deste artigo
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A escolha entre BaaS e licença própria define o nível de investimento inicial, o prazo para começar a operar e o grau de exposição a custos de compliance e fraude.
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Em 2026, o licenciamento junto ao BCB tornou-se obrigatório para qualquer atividade de pagamento, o que eliminou a possibilidade de operar com baixo volume transacional sem autorização.
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Uma fintech com alto volume transacional, acima de 20 milhões de Pix por mês, tende a atingir o payback do CAPEX de licença própria em cerca de 9 meses.
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Os custos ocultos de compliance, certificação PCI DSS e prevenção a fraude podem consumir uma parte relevante do orçamento nos primeiros anos de operação.
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Com a Celcoin, empresas iniciam com BaaS e migram para licença própria sem trocar de tecnologia; saiba mais.
Contexto regulatório dos pagamentos no Brasil
O ecossistema de pagamentos brasileiro opera sob regulação do BCB e do Sistema de Pagamentos Brasileiro, que abrange o Pix, o Open Finance e as regras para Instituições de Pagamento. Nos últimos anos, o arcabouço regulatório passou por mudanças relevantes: a Resolução BCB nº 494/2025 unificou os requisitos de autorização para todas as modalidades de serviço de pagamento, tornou o licenciamento obrigatório para qualquer atividade e eliminou a possibilidade de operar com baixo volume transacional sem autorização. Para fintechs, bancos digitais, varejistas e ERPs que desejam oferecer serviços financeiros, compreender esse ambiente é o ponto de partida para qualquer estimativa de custo.
Fundamentos: BaaS versus licença própria
No modelo de Banking as a Service, uma empresa utiliza a infraestrutura tecnológica e a licença regulatória de um provedor para oferecer serviços financeiros com marca própria, sem precisar obter autorização direta do BCB. No modelo de licença própria, a empresa solicita ao BCB a autorização como Instituição de Pagamento ou Instituição Financeira e assume integralmente as obrigações de capital mínimo, compliance, relatórios regulatórios e infraestrutura tecnológica.
Os principais termos do ecossistema incluem: IP, IF, Pix, Open Finance, SPB e RSFN. Com esses conceitos estabelecidos, é possível quantificar o investimento necessário em cada modelo.
Veja como a Celcoin oferece BaaS e Core Banking na mesma plataforma.
Custos de setup e operação mensal, comparação 2026
Os números abaixo consolidam estimativas de mercado atualizadas para 2026, considerando os dois modelos principais de entrada. A principal diferença está no equilíbrio entre investimento inicial concentrado em CAPEX, no caso de licença própria, e custos recorrentes proporcionais ao volume, no caso de BaaS.
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Item de custo |
BaaS |
Licença própria |
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Setup total (CAPEX) |
Valores variáveis conforme o provedor e o escopo |
Investimento único de construção da plataforma |
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Capital mínimo regulatório |
Não aplicável, usa a licença do provedor |
Valor variável conforme metodologia proporcional da Resolução Conjunta 14 |
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Custo mensal (OPEX) |
Valores variáveis conforme o provedor e o volume de transações |
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Prazo para operar |
O prazo para solicitar autorização ao Banco Central e operar como Instituição de Pagamento é a janela de 1º a 31 de maio de 2026 |
No modelo de licença própria, os custos se concentram na construção inicial da infraestrutura. Uma fintech que processa 20 milhões de transações Pix por mês tende a atingir o payback do CAPEX em aproximadamente 9 meses e a economizar cerca de R$ 7,6 milhões em 36 meses em relação ao modelo indireto. Já uma fintech com 5 milhões de transações mensais não costuma atingir o break-even nesse mesmo período.
Custos ocultos de compliance e fraude
Os custos de compliance raramente aparecem nas estimativas iniciais com a devida precisão. Eles podem representar uma parcela relevante do orçamento operacional nos dois primeiros anos para uma fintech de médio porte no Brasil. Os principais itens se relacionam a PLD/CFT, prevenção ao financiamento do terrorismo, monitoramento de transações, due diligence de clientes, auditorias periódicas e medidas de cibersegurança alinhadas à LGPD.
Os principais itens frequentemente subestimados são, em ordem de impacto no primeiro ano:
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Autorização regulatória junto ao BCB: custos com assessoria jurídica e suporte ao processo de homologação, que costumam ser o maior gasto único de setup fora da tecnologia.
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Incorporação societária: custos para estruturas reguladas, etapa necessária antes do pedido de licença e que pode ter prazos maiores em casos com capital estrangeiro.
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Certificação PCI DSS: custos anuais que variam conforme o escopo, exigidos para processar dados de cartão com segurança.
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Perdas por fraude e estornos: valores não provisionados adequadamente no primeiro ano de operação, muitas vezes subestimados em múltiplos de duas a três vezes.
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Revisão bienal obrigatória de políticas de governança: necessidade de atualizar sistemas de monitoramento e controles internos, o que gera custo recorrente.
No modelo BaaS, o provedor de infraestrutura absorve esses custos, pois já mantém certificações, relatórios regulatórios e sistemas de prevenção à fraude ativos.
Caminho de migração de BaaS para licença própria
A migração do modelo BaaS para licença própria costuma ser uma trajetória natural para fintechs que atingem escala suficiente para justificar o investimento em capital regulatório e infraestrutura própria. O ponto crítico nessa transição é manter a continuidade tecnológica, pois trocar de infraestrutura no meio do crescimento gera retrabalho de integração, risco operacional e perda de tempo de mercado.
A abordagem mais eficiente é iniciar com BaaS sobre uma infraestrutura que suporte a evolução para Core Banking com a mesma base tecnológica. Dessa forma, as APIs, os fluxos de onboarding, os relatórios regulatórios e a gestão de contas permanecem os mesmos, e apenas a licença muda de titularidade. Essa continuidade elimina o custo de reintegração e reduz o risco de indisponibilidade durante a transição.
Conheça a infraestrutura que permite migrar de BaaS para licença própria sem retrabalho.
Quando cada modelo faz sentido?
A escolha entre BaaS e licença própria depende do estágio da operação, do volume transacional e dos objetivos de negócio.
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BaaS é indicado para startups em fase de validação de produto, varejistas e ERPs que desejam embutir serviços financeiros sem montar uma estrutura regulatória própria, além de fintechs com menos de 5 milhões de transações mensais que ainda não atingiram o ponto de break-even do CAPEX de licença própria.
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Licença própria faz sentido para operações com alto volume transacional, fintechs que precisam de controle total sobre o produto financeiro e empresas que já têm capital regulatório disponível e equipe técnica experiente em mensageria financeira e ISO 20022.
O principal fator de custo na implementação de Pix Direto é a experiência prévia da equipe com mensageria financeira e ISO 20022, pois times sem essa experiência precisam de duas a três vezes mais horas de engenharia para a integração ao SPI. Esse dado mostra que a decisão pelo modelo próprio exige capital e também maturidade técnica.
Celcoin: infraestrutura full-stack para toda a jornada
A Celcoin opera com um portfólio completo de licenças e tecnologia proprietária e oferece APIs modulares para que empresas possam prover serviços bancários completos, desde contas digitais e cartões até liquidação, compliance e relatórios regulatórios. Fintechs, bancos digitais, ERPs e varejistas podem iniciar utilizando as licenças da Celcoin no modelo BaaS e, depois, migrar para suas próprias licenças com o Core Banking, mantendo a mesma base tecnológica. A plataforma cobre desde contas digitais e cartões até liquidação, compliance e relatórios regulatórios. A Celcoin não oferece nenhum tipo de empréstimo para consumidores, a empresa fornece a infraestrutura tecnológica para que empresas consigam ofertar produtos de crédito aos seus clientes.
As funcionalidades abaixo mostram como a plataforma apoia a entrada rápida via BaaS e a migração posterior para licença própria sem necessidade de reintegração.
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Funcionalidade da Celcoin |
Benefício para sua empresa |
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APIs modulares |
Integrações mais rápidas, com redução de custos e prazos de desenvolvimento. |
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Experiência e suporte ao desenvolvedor |
Documentação, SDKs e sandboxes que reduzem ciclos de integração e esforço de engenharia. |
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Capacidade de lançamento rápido |
Módulos pré-construídos e entrega via SaaS aceleram lançamentos e antecipam a geração de receita. |
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Distribuição white-label e embutida |
Suporte a produtos financeiros com marca própria em diferentes jornadas de cliente. |
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Escalabilidade com confiabilidade |
Solução com alta disponibilidade e escalável na nuvem, que mantém serviços funcionando em altos volumes e protege a receita. |
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Cobertura de diversas possibilidades de pagamentos, incluindo crédito |
Oferta de pagamentos e emissão de crédito que aumenta conversão, ARPU e fidelização. |
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Acesso a dados e personalização |
Dados e análises via Open Finance que permitem ofertas personalizadas e melhoram conversão e retenção. |
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Compliance e conformidade como princípio |
KYC, AML e relatórios integrados que reduzem risco regulatório e encurtam ciclos de vendas. |
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Prevenção de fraude e controles de risco |
Monitoramento baseado em IA e autenticação robusta que reduzem estornos, perdas e exposição regulatória. |
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Força do ecossistema de parceiros da Celcoin |
Parcerias e integrações com bancos, redes e fintechs que ampliam cobertura, recursos e velocidade de entrada no mercado. |
Perguntas frequentes
Qual é o capital mínimo exigido para abrir uma IP no Brasil em 2026?
A Resolução Conjunta 14 do BCB e CMN, de 3 de novembro de 2025, substitui valores fixos por metodologia proporcional de apuração do capital mínimo para IPs, com base em custos estruturais e riscos. Os valores de capital mínimo são implementados de forma gradual: 25% até dezembro de 2026, 50% até junho de 2027, 75% até dezembro de 2027 e 100% a partir de 2028. O capital mínimo se vincula às atividades exercidas, e não apenas à categoria de licença.
É difícil obter uma licença de IP junto ao Banco Central?
O processo de autorização envolve análise documental detalhada e pode levar vários meses a partir da submissão, dependendo da completude da documentação e da estrutura societária. Durante esse período, a empresa incorre em custos contínuos com advogados, oficiais de compliance e equipe técnica, ainda sem receita regulada. Empresas com capital estrangeiro precisam registrar o aporte no BCB via RDE-IED após a entrada dos recursos, conforme as normas aplicáveis.
Quais são os custos ocultos mais comuns em uma fintech de pagamento?
Os custos ocultos mais comuns estão detalhados na seção “Custos ocultos de compliance e fraude” acima. Em resumo, o conjunto formado por assessoria jurídica, certificação PCI DSS e PLD/CFT pode consumir de 15% a 20% do orçamento operacional nos primeiros dois anos, e as perdas por fraude costumam ser subestimadas em duas a três vezes no primeiro ano de operação.
Uma fintech pode migrar do BaaS para licença própria sem trocar de tecnologia?
Uma fintech pode migrar sem trocar de tecnologia quando o provedor de BaaS também oferece infraestrutura de Core Banking compatível com a operação licenciada. Nesse cenário, as APIs, os fluxos de onboarding, os relatórios regulatórios e a gestão de contas permanecem os mesmos após a migração, e apenas a titularidade da licença muda. Essa continuidade tecnológica elimina o custo de reintegração e reduz o risco operacional durante a transição.
O BaaS é adequado para varejistas e ERPs que querem oferecer serviços financeiros?
O modelo de BaaS é adequado para varejistas e ERPs que desejam oferecer serviços financeiros sem obter licença própria. Essas empresas podem operar contas digitais, cartões, Pix e outros serviços financeiros com marca própria utilizando a licença e a infraestrutura de um provedor de BaaS. Esse modelo reduz o investimento inicial e permite lançar produtos financeiros em semanas.
Síntese: decisões informadas na infraestrutura financeira regulada
A abertura de uma fintech de pagamento no Brasil em 2026 envolve um espectro de investimento que varia conforme o modelo escolhido. A escolha do modelo define o custo inicial, o prazo para operar, a exposição a custos de compliance e fraude e a flexibilidade para escalar. A trajetória mais eficiente combina entrada rápida via BaaS com uma infraestrutura que suporte a migração para licença própria sem retrabalho tecnológico.
Explore como o banking da Celcoin apoia sua jornada de BaaS à licença própria.


